Quem nasce pra Sergio K nunca chega a Herchcovitch: Camisetas homofóbicas em homenagem à Copa

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Quando falta talento e bom senso, algumas pessoas preferem apelar. Este é o caso do estilista brasileiro Sergio K (Sergio Kem?), o Sergio Luiz Kamalakian Savone. Se você não faz parte da ceninha fashion, provavelmente nunca tinha ouvido falar nesta pessoa antes na vida, mas nos últimos dias ele está na boca do povo. O motivo: uma série de camisetas trabalhadas na homofobia para celebrar a Copa do Mundo.

Por algum motivo desconhecido, o tal Sergio K achou que seria genial fazer camisetas de R$ 180 (oi?) com frases como “Maradona Maricon” e “Cristinaldo Ronaldo is gay”. No mundo em que ele vive, que definitivamente não é o mesmo que o nosso, é super engraçado usar a orientação sexual para ridicularizar uma pessoa. Olha, cara, não é.

Por conta das camisetas homofóbicas e bregas, Sergio K não recebeu elogios, mas tem chovido gente indignada o xingando muito por aí. “Finíssimo”, como já era de se esperar pelas peças que cria, ele ainda resolveu se defender contra as mensagens negativas no Twitter. Vejam que argumentos ‘inteligentes’:

sergioktwitter

Petições online foram criadas exigindo um pedido de desculpas da marca e a interrupção de vendas das camibregas.

“Em um país com índices tão altos de ataques contra gays, a campanha da Sergio K é um incentivo muito perigoso à discriminação e à violência – mas nós podemos mostrar a eles que levá-la adiante é um risco para a reputação da marca”, diz a petição no All Out.

Outro abaixo-assinado online no Avaaz diz: “As referidas camisetas usam a homossexualidade como se fosse um insulto, um ataque, uma forma de diminuir as pessoas, de ridicularizá-las”.

É, realmente quem nasce pra Sergio K nunca chega a Herchcovitch!