1 – Menstruei e tive fortes cólicas – daquelas de querer beliscar azulejo, sabem? Mas tudo bem… Menstruar é sinal de saúde, dizem. Eu tenho uma amiga que começou a menstruar 20 dias por mês, isso significa que ela é uma pessoa super, super, super saudável, né? Vou falar pra ela não se preocupar. Então, gente, menstruar é legal – a cólica é só para lembrar disso, claro! Olha que lindo o que eu achei na Internet: “A menstruação são lágrimas do útero que chora pela falta de um bebê”. Ah vá! Tukaaam, olha o positivismoooom! Tá bom, tá bom. Não é lindo isso? Como foi que não tive a idéia desta frase idiota-retardada-debilóide poética e fofinha antes?
2 – Recebi um sonoro “não, obrigada” a respeito de algo que eu queria muito. Mas tudo bem… “Nãos” acontecem mesmo, todo mundo diz que é importante receber um não para valorizar o sim. O que importa é persistir e tentar até que o sim venha – dizem… Por causa disso, resolvi mandar e-mails, telefonar e esperar na saída do trabalho a pessoa que pode fazer com que esse não vire sim. E duas coisas podem acontecer com isso: ela pode pensar que sou psicopata, chamar a polícia, um advogado e conseguir uma ordem de restrição judicial que me impeça de entrar em contato com ela e mantenha distância mínima de um quilômetro de onde ela esteja. Ou ela pode achar que sou uma pessoa persistente e consciente do quero e assim, mudar de idéia. Eu, que sou uma pessoa positiva, tenho certeza que será a segunda opção. Tukaaam, ela vai chamar a políciaam!
3 – Eu fui ao salão, fiz unha francesa nos pés, peguei o chinelo da minha manicure emprestado, pois eu tinha ido de tênis, escorreguei, machuquei meu pé, quase caí em cima de um cocô de cachorro, o esmalte borrou e umas pessoas acharam engraçado e riram. Mas… … Mas tudo… É… É… … Tukaaam! Lembre-se de O Segredooomm! Certo, certo… Mas tudo bem… Eu não tenho nenhuma mágoa do cocô e desejo a ele tudo de bom, mas aquele bando de filho da puta, eu quero que eles… que eles… Aim, Tukaaam, eu sabia que você não conseguiria ser uma pessoa iluminadaam, Seu ser sem luuuuz! ***Pausa para respirar e repetir o mantra: serei-rica-magra-alta-lisa-e-loira, serei-rica-magra-alta-lisa-e-loira, serei-rica-magra-alta-lisa-e-loira…*** Ok, voltei… Eu quero que as pessoas que riram de mim enquanto eu machucava meu pé, estragava o esmalte e quase caía em cima de um cocô de cachorro, quero que elas sejam muito, mas muito felizes mesmo. Pronto, consegui.
4 – Fui jantar com meu marido e seus colegas de trabalho no restaurante de um deles e fui feita de pique. Mas tudo bem… Vou explicar. Numa mesa repleta de adultos, crianças, filhos de alguns desses adultos, tendem a simpatizar – ou algo que o valha – com uma determinada pessoa. É um sistema randômico, ninguém nunca sabe quem será o desgraçado que terá esse azar do inferno felizardo. E adivinhem só quem foi a pessoa premiada? Sim, um doce para quem disse: Você, Tukaaam! Sim, eu mesma. Imaginem a cena: crianças correndo ao redor da mesa, eufóricas com seus gritinhos felizes. Elas brincavam de pega-pega, e vejam só, as coitadinhas precisavam de um pique. Foi quando uma delas teve a idéia brilhante de decidir que seria eu. Meigo, não? Pois é, também achei. Eu achei super legal. Mesmo… Afinal, quem é que não gosta de, enquanto tenta cortar e comer um pedaço de pizza, receber solavancos dados por seis mãozinhas? Todo mundo gosta disso! Ajuda a digestão, torna a refeição emocionante… É jóia, gente. Sério. Experimentem também.
5 – Percebi esses dias que um de meus dentes da frente está entortando de novo. Isso depois de tirar o aparelho ortodôntico fixo que usei há dois anos por longos dez meses. Fui ver minha dentista e recebi a notícia de que o aparelho móvel e a contenção, que uso na parte de trás da arcada dentária superior, não serão suficientes para que o dente volte pro lugar. Portanto terei que colocar o aparelho fixo novamente – por mais seis meses. Minha semana foi bacana, néaam? Não acham que sou uma pessoa positiva, legal à beça, lindonaam, inteligente e tudo mais? Uiaaaaaam! Se acharem que não, não se preocupem! Tudo bem! Ainda assim eu vou continuar desejando a vocês, tudo, mas tudo, mas tudo de bom, mesmo… Verdade. Hohohohohoho!
Ah vá, Tukaaam!
Mas a única razão para estar falando sobre isso aqui na
ionam e causam bastante incômodo. O lugar cheio de turistas felizes, atletas praticando esporte na água, pessoas trabalhando, a vida ao redor seguindo seu curso como em todos os dias. Então alguém fala ao celular por alguns minutos. De repente larga o aparelho no chão, sobe ao parapeito e em poucos segundos um assustador “tchibum” acontece. Pronto: 70 metros de altura numa queda de velocidade aproximada de 200 km por hora e a pessoa não existe mais.
Steel foi recusado em festivais do mundo todo, e se por um lado, há pessoas que o acusam de querer repercussão com o polêmico tema, há uma ala que considere que ele tenha feito um alerta para que finalmente construam uma barreira de proteção na ponte. Mas, com um tom até surpreendentemente poético – beneficiando-se da paisagem maravilhosa e trilha sonora de primeira – e espantando a linha Michael Moore pra bem longe, o documentário consegue falar de um assunto extremamente delicado sem ser sensacionalista. Mostra finais, o anseio pelo fim, o arrependimento de quem se dera conta de que não queria morrer quando já havia pulado (esta pessoa sobreviveu milagrosamente ao salto) e até quem, em questão de segundos, conseguira impedir um dos suicídios. E embora não satisfaça a grande dúvida sobre os motivos que encorajam alguém a encerrar a própria vida, vale a pena ser visto.
Moda é coisa do capeta para quem não tem um mínimo de bom senso, ou no bom português: para quem não tem espelho em casa. Por isso acredito piamente que as pessoas que criam ou relançam certas tendências ficam ali na surdina tirando um sarro danado da mulherada maluca: “vamos ver essas ‘amapôs’ horrorosas nesta estação, huahuahuahuahua” – esta frase deve preceder cada lançamento de coleção. As vitrines das lojas já começam a dar o tom do que será a moda deste verão: muito verde, amarelo, rosa, azul, vermelho, alaranjado – tudo beeeeeeeeem cheguei – Ihhhhhhhhh, vão misturar tudooom! Vai ser uma belezaaam, Tukaaam!
Moda é assim, a gente até pode usar o que quiser, mas se vai prestar são oooooooooutros quinhentos. Por exemplo. Ontem fui a minha endocrinologista. Vocês devem saber que a maioria das pessoas que vão a um endocrinologista estão lá para resolverem problemas de peso. Portanto é normal uma sala de espera repleta de gente gorda, muuuuuito gorda. Eis que eu estava lá muito mal humorada esperando a droga da consulta que estava atrasada uma hora, quando chega uma moça loira com uma calça “cenoura”. Sinceramente, eu não sei porque raios chamam aquilo de calça cenoura, é muita maldade com a cenoura afinal de contas. As pessoas que têm a minha faixa etária a conhecem como calças MC Hammer (o cara que fez um puta sucesso com “Can’t Touch This”), ou seja, uma calça com o “cavalo” láaaaaaaaaaa embaixo que te deixa com a exata aparência de quem acabou de se cagar inteiro. Eu não sei quanto a vocês, mas eu não acho nada legal andar por aí com a aparência de quem acabou de se cagar. Podem me chamar de careta se quiserem.
E foi justamente com o item número quatro desta lista que me estrepei. Não, não cheguei a ponto de me deitar numa cama de vitrine de loja e de sair de lá às piabádas de algum segurança brutamontes – se bem que já tive muita vontade de me jogar numa daquelas. Meu problema foi ter me apaixonado por uma daquelas camas a ponto de me animar a ter um jogo de lençol totalmente preto da
Entramos em casa e acendemos as luzes. Bem… Era o que teríamos feito se tudo tivesse corrido conforme o planejado, mas quem disse que a luz acendeu? Ligamos para a companhia elétrica e nos disseram que em apenas TRÊS horas eles chegariam. Desliguei o telefone e uns cinco “putaqueopariu-feriado-maldito-cidade-do-cacete-morram-todos-filhos-dumas-quenga”, depois, eles chegaram. Mal pude me conter de alegria por só termos esperados vinte minutos e me emocionei com a competência e rapidez dos funcionários da companhia elétrica daquela maravilhosa cidade.
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PS: E na hora de vir embora, para não passarmos pelo mesmo do
Saí de casa às 10h00 para ir a um mercadinho fuleiro que tem por perto. Até aí, eu só estava puta com o fato de ter que sair para comprar pão, mas pensei bem e concluí que isso seria melhor do que ficar com fome – e eu já disse aqui como eu fico quando estou com fome.
vinham os neonazistas em seu passeio ciclístico dominical na contra mão enquanto o sinal de pedestres estava aberto – aberto para os pedestres, não para um bando de neonazistas ciclistas na contra mão, putaqueopariu! E quis o destino que um pobre desavisado estivesse atravessando a rua naquele exato momento sem se dar conta dos malucos que vinham em sua direção prestes a atropelá-lo. Eis que os filhos de satã começaram a buzinar para que o homem saísse da frente. Meu primeiro impulso foi cair na gargalhada, afinal coisa mais fofa amiguinhos em bicicletas com buzininhas tentando botar banca de somos-machos-pra-caralho-tá-vendo-não? Mas achei sensato ficar bem séria, fazer cara de medo e fingir que eles estavam em motos super potentes e foderosas.
Mas então… Eles buzinaram e óbvio que o homem se assustou. Quando virou na direção do barulho e percebeu que se tratava de dois doidos carecas, com cara de malvados com tatuagens dizendo esfolamos-negros-judeus-gays-e-nordestinos, ele ficou com medo e caiu fora – é isso o que você fariam né? Mas o fubango não, ele simplesmente deu de ombros e resmungou algo equivalente a: “Ah! Seus cabra da peste! Vão pro raio que os parta, seus filho duma quenga!”.
Sábado chegou meu sofá novinho em folha e desde então venho tendo crises nervosas com medo de que Nina e Gato Lolô comecem sua marcha de destruição. Então lembrei de um tal produto espanta-gatos que existe nos petshops. O Treco tem um cheiro insuportável para os felinos e promete afastá-los de locais onde é borrifado até que os danados percebam que não devem saracotear por ali, como por exemplo, no meu sofá tinindo de novo. Eis que borrifei o negócio e magicamente funcionou! Desde então Gato Lolô está me olhando com cara de ódio e, Nina, ignorando minha existência – mas até a publicação deste post o sofá se mantinha intacto. No entanto, como dizem que o feitiço sempre vira contra o feiticeiro, eu também não cheguei mais perto do sofá por causa do cheiro. E das duas uma: ou os filhos da puta mentiram dizendo que o cheiro só era sentido por gatos ou o mocinho que me chamou de gatinha hoje cedo estava mesmo certo – hohohohohohoho! Aimmm Tukaaam, essa foi horrível, credooom!
Eu sempre soube que a culinária e eu somos incompatíveis e toda vez que vejo uma receita sendo feita na televisão admiro o cozinheiro como se ele estivesse explicando-me física quântica. Foi assim que decidi que queria fazer um tal Bem-casado. Cinco minutos depois decidi que seria melhor se minha sogra fizesse – afinal, se existe alguém que entende de quitutes é ela. Lá fui eu fingindo que a ajudaria enquanto ela fingia que acreditava. Meia hora mais tarde o tal Bem-casado, feito através de uma receita que anotei de um programa de televisão, havia virado um doce do capeta. Tudo deu errado, desde a massa ao recheio. A partir dessa experiência terrível desisti de vez de cozinhar. Mas Tukaaam, nem foi você que fez o doceeem! Sim, eu sei, mas tenho certeza de que foi um sinal dos céus para que eu me mantenha afastada da cozinha. Vou obedecer.
Coloquei na cabeça que preciso de uma bolsa azul. Acontece que todo mundo sabe, assim como eu, que ninguém precisa de uma bolsa azul. Mas eu preciso. Com uma bolsa azul serei mais feliz, pois terei o que combinar com minha blusa absurdamente linda (verde), com meu vestido fantástico (cor-de-rosa) ou com aquela saia xadrez (cinza). Ok, eu não tenho absolutamente nenhuma desculpa racional para comprar uma bolsa azul. Nenhuma. A não ser que com uma bolsa azul eu ficaria fabulosa. Sim, eu ficaria mesmo… É, definitivamente eu preciso de uma bolsa azul – é questão de vida ou morte. Tukaaam, acabou seu Gardenal, gataam?
Infelizmente, o acidente que aconteceu ontem aqui na cidade de São Paulo era apenas uma questão de tempo. Era impossível transitar pelas ruas e avenidas que cercam o aeroporto de Congonhas e não se perguntar: Quando será que um avião desses vai passar direto na aterrissagem e vir aqui pra cima dos carros? Ou quando um deles irá bater em um desses prédios ou cair em cima das casas? E as pessoas que passavam por lá todos os dias com suas famílias a caminho do trabalho torciam para que o momento em que estivessem passando por ali em seus carros ou nos ônibus, não fosse “o” momento. Mas ontem foi. E centenas morreram. Foram 186 pessoas a bordo do vôo que partiu de Porto Alegre ontem à tarde e explodiu no começo da noite, em frente ao Aeroporto de Congonhas. Não se sabe o número de vítimas que estavam em solo.
Gostaria de ter a oportunidade de olhar para a cara da ministra Marta Suplicy agora e perguntar se ela continua recomendando que as pessoas “relaxem e gozem” diante da crise aérea que essa droga de país enfrenta. Ou de perguntar ao Mantega se ele realmente acha que a crise aérea é sinal de prosperidade. E arrematar perguntando aos dois se eles não tem um pingo de vergonha na cara ao se darem ao trabalho de abrirem suas bocas e proferirem tamanhas asneiras. Garanto que se no avião estivesse uma comitiva de políticos, neste exato momento pouquíssimas pessoas estariam lamentando essa tragédia. 






