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15 de novembro de 2007

Procurando o positivismo. Não o de Comte, o outro, saca?


Tá mega na moda esse negócio de pensamento positivo por causa desse documentário chamado “O Segredo”. Segundo o documentário Polianesco: “Pensamentos emitem um sinal magnético que atrai um sinal semelhante de volta a você. Se imagine vivendo em abundância e você atrairá isso. Sempre funciona. Funciona a qualquer momento, com qualquer pessoa”. Como não custa nada tentar, vou ilustrar aqui as coisas do cacete super legais que me aconteceram durante a semana, tudo numa versão muito positiva e confiante.

1 – Menstruei e tive fortes cólicas – daquelas de querer beliscar azulejo, sabem? Mas tudo bem… Menstruar é sinal de saúde, dizem. Eu tenho uma amiga que começou a menstruar 20 dias por mês, isso significa que ela é uma pessoa super, super, super saudável, né? Vou falar pra ela não se preocupar. Então, gente, menstruar é legal – a cólica é só para lembrar disso, claro! Olha que lindo o que eu achei na Internet: “A menstruação são lágrimas do útero que chora pela falta de um bebê”. Ah vá! Tukaaam, olha o positivismoooom! Tá bom, tá bom. Não é lindo isso? Como foi que não tive a idéia desta frase idiota-retardada-debilóide poética e fofinha antes?

2 – Recebi um sonoro “não, obrigada” a respeito de algo que eu queria muito. Mas tudo bem… “Nãos” acontecem mesmo, todo mundo diz que é importante receber um não para valorizar o sim. O que importa é persistir e tentar até que o sim venha – dizem… Por causa disso, resolvi mandar e-mails, telefonar e esperar na saída do trabalho a pessoa que pode fazer com que esse não vire sim. E duas coisas podem acontecer com isso: ela pode pensar que sou psicopata, chamar a polícia, um advogado e conseguir uma ordem de restrição judicial que me impeça de entrar em contato com ela e mantenha distância mínima de um quilômetro de onde ela esteja. Ou ela pode achar que sou uma pessoa persistente e consciente do quero e assim, mudar de idéia. Eu, que sou uma pessoa positiva, tenho certeza que será a segunda opção. Tukaaam, ela vai chamar a políciaam!

3 – Eu fui ao salão, fiz unha francesa nos pés, peguei o chinelo da minha manicure emprestado, pois eu tinha ido de tênis, escorreguei, machuquei meu pé, quase caí em cima de um cocô de cachorro, o esmalte borrou e umas pessoas acharam engraçado e riram. Mas… … Mas tudo… É… É… … Tukaaam! Lembre-se de O Segredooomm! Certo, certo… Mas tudo bem… Eu não tenho nenhuma mágoa do cocô e desejo a ele tudo de bom, mas aquele bando de filho da puta, eu quero que eles… que eles… Aim, Tukaaam, eu sabia que você não conseguiria ser uma pessoa iluminadaam, Seu ser sem luuuuz! ***Pausa para respirar e repetir o mantra: serei-rica-magra-alta-lisa-e-loira, serei-rica-magra-alta-lisa-e-loira, serei-rica-magra-alta-lisa-e-loira…*** Ok, voltei… Eu quero que as pessoas que riram de mim enquanto eu machucava meu pé, estragava o esmalte e quase caía em cima de um cocô de cachorro, quero que elas sejam muito, mas muito felizes mesmo. Pronto, consegui.

4 – Fui jantar com meu marido e seus colegas de trabalho no restaurante de um deles e fui feita de pique. Mas tudo bem… Vou explicar. Numa mesa repleta de adultos, crianças, filhos de alguns desses adultos, tendem a simpatizar – ou algo que o valha – com uma determinada pessoa. É um sistema randômico, ninguém nunca sabe quem será o desgraçado que terá esse azar do inferno felizardo. E adivinhem só quem foi a pessoa premiada? Sim, um doce para quem disse: Você, Tukaaam! Sim, eu mesma. Imaginem a cena: crianças correndo ao redor da mesa, eufóricas com seus gritinhos felizes. Elas brincavam de pega-pega, e vejam só, as coitadinhas precisavam de um pique. Foi quando uma delas teve a idéia brilhante de decidir que seria eu. Meigo, não? Pois é, também achei. Eu achei super legal. Mesmo… Afinal, quem é que não gosta de, enquanto tenta cortar e comer um pedaço de pizza, receber solavancos dados por seis mãozinhas? Todo mundo gosta disso! Ajuda a digestão, torna a refeição emocionante… É jóia, gente. Sério. Experimentem também.

5 – Percebi esses dias que um de meus dentes da frente está entortando de novo. Isso depois de tirar o aparelho ortodôntico fixo que usei há dois anos por longos dez meses. Fui ver minha dentista e recebi a notícia de que o aparelho móvel e a contenção, que uso na parte de trás da arcada dentária superior, não serão suficientes para que o dente volte pro lugar. Portanto terei que colocar o aparelho fixo novamente – por mais seis meses. Caralho, inferno, puta merda, desgraça, aquele treco medonho de novo. Mas tudo bem… É até sexy aquele negócio de metal na boca. Nem é assim tão feio, meu marido disse, sabem? Ele disse que é ótimo me beijar com aquilo, que ele bem gosta. Eu acreditei, né? Vou poder colocar as borrachinhas combinando com a roupa, com a bolsa. Será chique, algo a mais do meu estilo fashion de ser… Ah, gente… Vou ficar bonita… Huahuahuhuahua! Tadinhaaam de você Tukaaaam!
***
Minha semana foi bacana, néaam? Não acham que sou uma pessoa positiva, legal à beça, lindonaam, inteligente e tudo mais? Uiaaaaaam! Se acharem que não, não se preocupem! Tudo bem! Ainda assim eu vou continuar desejando a vocês, tudo, mas tudo, mas tudo de bom, mesmo… Verdade. Hohohohohoho!

Ah vá, Tukaaam!

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PS: Não, este post não contém imagens subliminares, se você estiver vendo algo que parece uma coisa, mas é outra, você está doido de pedra. Saia de fininho, não ataque ninguém e vá tomar seu gardenal. Deve ser isso.


19 de outubro de 2007

Adeus mundo cruel?


Quando criança, eu devia ter lá os meus oito anos de idade, o avô de um amigo se matou. Ele subiu em uma cadeira, amarrou uma corda no teto do banheiro, fez um laço por onde colocou o pescoço e soltou seu corpo em seguida. Lembro que meu amigo me contara aquilo mais envergonhado do que triste, pois àquelas alturas já o tinham incutido todas as explicações de pecado que pudessem existir.
Até aquele momento, eu jamais ouvira falar em suicídio, mas lembro que me sentei na calçada a seu lado, o olhei com a ingenuidade que só uma criança de oito anos pode ter, e lhe perguntei: por quê? Óbvio que ele não soube me responder. A verdade é que eu sequer tinha idéia de quais respostas esperar, mas imaginei que precisasse haver um motivo.

Desde então, várias outras histórias de suicídio permearam minha vida, e talvez tenha sido por isso que desenvolvi um certo fascínio pelo assunto. Um fascínio macabro, não nego. Mas o assunto é indiscutivelmente instigante.

Eu nunca me interessei pela forma como as pessoas decidem se matar, mas sim por seus motivos. Sempre me perguntei: o que pode ser tão grave, tão ruim, tão incorrigível, que faz com que uma pessoa decida que já não quer viver? O menino lindo de 16 anos que se envenenou por ser gay, a médica de 30 anos, mãe de uma garota de três, que se atirou do prédio por que o marido estava tendo um caso. Quais foram seus reais motivos além desses que todos presumem? Por que algo que é totalmente superável para uns pode ser a pior coisa do mundo para outros? Eu sempre procurei tentar entender – sem os olhos de quem julga nem a certeza do veredicto do pecado que a igreja decreta – apenas a tentativa de compreensão.

Mas a única razão para estar falando sobre isso aqui na Casa é porque assisti ao documentário The Bridge que fala exatamente sobre suicídio. De janeiro a dezembro de 2004, Eric Steel e sua equipe filmaram tudo o que aconteceu na famosa ponte suspensa de São Francisco, a Golden Gate, o local recordista em números de suicídios no mundo todo. Só conseguiram autorização para isso com a mentira de que o filme visava mostrar a interação entre os turistas, o movimento e a paisagem fabulosa do local, pois evidentemente dizer que queriam flagrar suicidas não iria agradar às autoridades.

Foram usadas duas câmeras. Uma fixa, com plano geral da extensão da ponte, e uma outra de alta precisão para captar as pessoas em close. E esta segunda era usada associada ao instinto do profissional que a manipulava, pois ele precisava focar naquele que por um motivo ou outro parecesse estar disposto a escalar o parapeito e saltar. Segundo o diretor, sempre que notavam a iminência de um salto, chamavam a guarda costeira, pois salvar uma vida era mais importante do que o filme. Mesmo assim, 24 pessoas finalizaram suas vidas naquela ponte no ano de 2004 – as histórias de seis delas são contadas em The Bridge.

Apesar de extremamente rápidas, as cenas das pessoas se jogando impressionam e causam bastante incômodo. O lugar cheio de turistas felizes, atletas praticando esporte na água, pessoas trabalhando, a vida ao redor seguindo seu curso como em todos os dias. Então alguém fala ao celular por alguns minutos. De repente larga o aparelho no chão, sobe ao parapeito e em poucos segundos um assustador “tchibum” acontece. Pronto: 70 metros de altura numa queda de velocidade aproximada de 200 km por hora e a pessoa não existe mais.

O documentário, além dos suicídios, mostra entrevistas com testemunhas que estavam no local, familiares e amigos das pessoas que se mataram e tenta dar uma resposta a esta pergunta que me permeia a mente desde o avô de meu amigo: por quê? Doenças mentais, sofrimentos diversos, motivos também, no final das contas, ninguém, nem os próprios familiares e amigos e nem o expectador do filme, formulam uma compreensão exata para nada.

Steel foi recusado em festivais do mundo todo, e se por um lado, há pessoas que o acusam de querer repercussão com o polêmico tema, há uma ala que considere que ele tenha feito um alerta para que finalmente construam uma barreira de proteção na ponte. Mas, com um tom até surpreendentemente poético – beneficiando-se da paisagem maravilhosa e trilha sonora de primeira – e espantando a linha Michael Moore pra bem longe, o documentário consegue falar de um assunto extremamente delicado sem ser sensacionalista. Mostra finais, o anseio pelo fim, o arrependimento de quem se dera conta de que não queria morrer quando já havia pulado (esta pessoa sobreviveu milagrosamente ao salto) e até quem, em questão de segundos, conseguira impedir um dos suicídios. E embora não satisfaça a grande dúvida sobre os motivos que encorajam alguém a encerrar a própria vida, vale a pena ser visto.

Eis o trailer:

Ps: Comentem sobre o tema, contem experiências pessoais se quiserem, digam qualquer coisa, mas, por favor, não percam tempo falando sobre dogmas religiosos, pecado, limbo, inferno e afins. Eu tenho sono com discussão religiosa. Tenho certeza de que vocês leitores, têm mais conteúdo do que apenas essa premissa basiquinha. Ah! E quando assistirem, voltem para me contar o que acharam.



9 de outubro de 2007

Nem tudo são espinhos…


Quando encontro com meus amigos, não é raro que me peçam para contar algum fato que virou post aqui na Casa. Eles querem saber como determinada coisa realmente aconteceu – se me beneficiei ou não do direito da licença poética que os escritores possuem. Segundo eles, minha vida é praticamente um sitcom. É divertido, fico me achando o próprio Seinfeld – Aiiim Tukaaam, larga de ser esclerosadaaam!

Acontece, que dia desses, me dei conta, que do jeito que relato as coisas por aqui, parece que só me meto em cilada: fico sem luz no feriado, me deparo com skinheads, fico presa em meio de protesto anti-bush, tenho o blog plagiado, quase morro em ataque do PCC, ex namoradas do meu marido ressurgem do nada, me meto em confusão no cinema, e por aí vai…

Realmente, olhando através destes parâmetros, minha vida é um fuá e só me acontece coisa ruim. Mas isso não é verdade. Só para provar, resolvi relatar através de imagens o último final de semana, quando eu e esposo lindo tivemos mais um de nossos inúmeros dias felizes – Qualée Tukaaam, eu quero é saber de desgraçaaam!

Sério, leitores. Muitos passeios, séquiço, comilança – e até uma praia deserta nós achamos. Eu sei o que vocês devem estar pensando aí deste lado. E como um casal normal e saudável que somos, fizemos sim, coisas que só podem ser feitas numa praia deserta – ou isso, ou as pessoas pensariam que somos loucos e saíriam de lá assustados depois de nos filmarem para colocar no Youtube.

Para ver as imagens sem censura basta clicar na foto ao lado. Mas não se choquem, ok? Isso tudo é natural e todo mundo já fez ou ainda fará. Ah Tukaaam, vá te catáaaa! Você só quer mostrar que tá magraam! Não se iludam, 350 ml de photoshop divididos em bustos, glúteos, panturrilhas além de lipo geral.


25 de setembro de 2007

Moda é tãaaaaao fora de moda!


Ou: MC Hammer não volte nunca mais!!!

Moda é coisa do capeta para quem não tem um mínimo de bom senso, ou no bom português: para quem não tem espelho em casa. Por isso acredito piamente que as pessoas que criam ou relançam certas tendências ficam ali na surdina tirando um sarro danado da mulherada maluca: “vamos ver essas ‘amapôs’ horrorosas nesta estação, huahuahuahuahua” – esta frase deve preceder cada lançamento de coleção. As vitrines das lojas já começam a dar o tom do que será a moda deste verão: muito verde, amarelo, rosa, azul, vermelho, alaranjado – tudo beeeeeeeeem cheguei – Ihhhhhhhhh, vão misturar tudooom! Vai ser uma belezaaam, Tukaaam!

Óbvio que eu também aderi a algumas tendências no decorrer dos anos. Afinal, que graça tem ser mulher se não puder fazer parte de algum tipo de histeria coletiva? Eu usei topete – Affe Tukaaam, que bregaaam! Ué, mas na época era super legal. Eu usei calça baggy – Tukaaam, com essa bunda do tamanho do mundoom? Mas eu era criança, minha bunda era menor. Eu usei “short-saia” – Credo, mulérrr, eu te achava tão chiqueeeem! Mas juro, era mega chique. Eu usei meiões com coturno e saia xadrez – G-zuizz, Tukaaam! Gente, mas era pan hype!!!

Mas tudo isso foi há eras. Depois que comprei um espelho maior adquiri um pouquinho de senso de ridículo, aprendi que nem tudo é pra todo mundo e quase nunca saio maria-medonha por aí – a não ser em dias raros, como ontem, sábado, domingo, sexta e quinta, só… Eu sei, eu sei, conheço bem todo este discurso batido: “Aiim, Tukaaam, moda é democráticaaam”. Democrática é o cacete! Tudo bobagem! Moda é tão democrática quanto Fidel Castro, Hugo Chaves e o seu chefe. Ou seja: ilusão, genteem! Gordas não ficam bem com estampas gigantescas, roupas bufantes e blusas que marcam o corpo – a não ser que gostem de parecer uma compota de geléiaaaam. Bundudas não ficam bonitas com saias rodadas e calças largonas – só se gostarem de andar por aí fantasiadas de tendas de circoom. Baixinhas não deveriam usar calças corsário, saias e vestidos na altura do joelho e batas longas – talvez se quiserem ficar menores ainda, sai Smurfet! Mulheres que têm culotes avantajados não deveriam usar leggings – só se quiserem parecer que esconderam bexigas nas coxas, néaaam? Mulheres sem peito não deveriam usar decotes generosos – quer mostrar o quê, doida? Esconde já essas muxibinhas!

Moda é assim, a gente até pode usar o que quiser, mas se vai prestar são oooooooooutros quinhentos. Por exemplo. Ontem fui a minha endocrinologista. Vocês devem saber que a maioria das pessoas que vão a um endocrinologista estão lá para resolverem problemas de peso. Portanto é normal uma sala de espera repleta de gente gorda, muuuuuito gorda. Eis que eu estava lá muito mal humorada esperando a droga da consulta que estava atrasada uma hora, quando chega uma moça loira com uma calça “cenoura”. Sinceramente, eu não sei porque raios chamam aquilo de calça cenoura, é muita maldade com a cenoura afinal de contas. As pessoas que têm a minha faixa etária a conhecem como calças MC Hammer (o cara que fez um puta sucesso com “Can’t Touch This”), ou seja, uma calça com o “cavalo” láaaaaaaaaaa embaixo que te deixa com a exata aparência de quem acabou de se cagar inteiro. Eu não sei quanto a vocês, mas eu não acho nada legal andar por aí com a aparência de quem acabou de se cagar. Podem me chamar de careta se quiserem.

Mas voltando… Estava lá a moça com cerca de uns 200 quilos em uns 1,60 de altura, vestindo uma calça azul marinho ao estilo MC Hammer. Juro que não fui só eu, mas absolutamente todas as pessoas que estava aguardando a vez, olharam pra garota com cara de: “Tadiiiiiiiiiinha, não tem amiga? Não tem mãe pra dizer ‘não saia de casa assim, desgraçaaaada!’”. Pelo jeito não tinha e ela saiu daquele jeito de casa.

Várias coisas assolaram minha mente brilhante naquele momento – ou como é que vocês imaginavam que surgiam esses posts mega consistentes? Foram elas: por que alguém além do MC Hammer usaria um treco feio daqueles? Por que alguém com muitos quilos a mais que não é o MC Hammer usaria um treco feio daqueles? Pra quê, se você não está num concurso de talentos imitando o MC Hammer, iria usar um treco feio daqueles? Por que o MC Hammer um dia usou um treco feio daqueles?

Não sei, mas moda realmente não é algo democrático – sinto muito se você acreditava nisso. E nem venha me dizer que tudo que é tendência lhe cai bem, pois será mentira, ou você é brega pra danar, ou você não se enxerga ou você é a gataaam da Ana Hickman. E eu garanto: nem nela as calças estilo MC Hammer ficariam bem. Aiiim, Tukaaaam! Sai daquiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim!


19 de setembro de 2007

Pêlos, fiapos e um jogo de lençol preto, 230 fios, 100% algodão egípcio, da coleção do Alexandre Êrcoviti…


Vejam bem, apesar de eu ter quase trinta anos nas costas, ainda insisto em acreditar em certas coisas. Deve ser um resquício de inocência e ingenuidade que conservo em minha essência. Claro que inocência e ingenuidade são as palavras bonitas que comumente são usadas para encobrir as nada delicadas burrice e bocózice. Mas tudo bem, procuro olhar as coisas da melhor maneira possível quase sempre – Uiaa Tukaam, às vezes você é tãaao meigaam!

Da lista das coisas que ainda mantenho essa tal crença jumentina romântica estão: Um: quando meu marido jura que não estou gorda e garante que continuo linda e gostosa – ele é fofo e eu estou mesmo mega magra (humrum). Dois: Propagandas espalhafatosas de ofertas de até de 80% de desconto – economizar é legal, néaam? Três: Cremes milagrosos que rejuvenescem, clareiam manchas, eliminam celulites, estrias e peso – quem não acreditaria nisso, afinal? Quatro: Vitrines de lojas de cama, mesa e banho que transformam camas em obras de arte com combinações de edredons e lençóis que te inspirariam a dormir ali mesmo.

E foi justamente com o item número quatro desta lista que me estrepei. Não, não cheguei a ponto de me deitar numa cama de vitrine de loja e de sair de lá às piabádas de algum segurança brutamontes – se bem que já tive muita vontade de me jogar numa daquelas. Meu problema foi ter me apaixonado por uma daquelas camas a ponto de me animar a ter um jogo de lençol totalmente preto da coleção do Alexandre Êrcoviti (sim, acertou quem disse que o nome dele não se escreve assim) – coisa chique. Aliás, pra que estilista pra desenhar um raio de jogo de lençol? E inteiramente preto ainda por cima? Eu poderia ter uma linha de jogo de lençol preto, garanto que seria tão legal quanto a dele e ainda as pessoas não sofreriam tanto para escrever meu nome corretamente – isso Tuka com “k”, com c é o cacete!

Mas voltando…

Então que eu estava realmente feliz com meu jogo de lençol preto de percal 230 fios, 100% algodão egípcio da coleção do Alexandre Êrcovitiaffe, como era bom o tempo que um simples matelassê dava pro gasto. Coloquei na máquina com sabão em pó cheiroso e amaciante – iria ficar divino em minha cama! Logo que secou fui correndo experimentar. Ai genteem… Ficou tão maravilhoso… Quase tirei foto e mandei por e-mail para minhas amigas de tão orgulhosa que fiquei com a minha cama super fashion! Se eu soubesse o que estava para acontecer teria tirado mesmo…

E foi assim que minha felicidade durou apenas algumas horas. Depois disso, cada poeirinha normalmente imperceptível, cada fiapo de roupa e cada pêlo de gato que havia em todo universo foram parar justamente, adivinhem onde? Exatamente na minha cama com lençol preto de percal 230 fios, 100% algodão egípcio da coleção do Alexandre Êrcoviti. Malditos sejam… As poeirinhas mega perceptíveis na droga do lençol preto, os fiapos de roupa na droga do lençol preto, os pêlos de gato na droga do lençol preto e, claro: maldito seja a droga do lençol preto de percal 230 fios, 100% algodão egípcio da droga da coleção do Alexandre Êrcoviti!!

Minha cama dos sonhos digna de vitrine de loja, mais parecia fazer parte de um filme pornô caseiro daqueles beeeeeeem fubangos. Na foto ao lado está o famigerado lençol preto que depois de minha desilusão, virou paninho xexelento de Gato Lolô – cliquem na imagem para terem idéia do que estou falando.

***
Mas tudo bem. Já tenho um plano maquiavélico arquitetado para me vingar. A partir de agora começarei a carregar em minha bolsa um saquinho repleto de fiapos de roupa branca e pêlos de Gato Lolô e Nina. Assim que avistar numa vitrine uma cama com um jogo de lençóis pretos, disfarçadamente espalharei todo o conteúdo nela. Quero ver se mais alguém nessa vida vai se animar a comprar essa tralha sem ao menos se perguntar: Aiiim, será que não gruda muito pêlo e fiapooom? Gruda! Gruda sim! Não compre essa merda!!


10 de setembro de 2007

Me dê uma luuuuuuuuuuuuz!


Ou: a saga do feriado da independência

Então que eu e marido fomos passar o feriado na praia. É sempre assim: paulistano que se preza torce pro curintia e nos feriados se acotovela nas areias do litoral. É mega divertido e a fórmula feriado-prolongado + trânsito-dos-infernos já faz parte da vida de todos nós. E lá fomos na quinta-feira mesmo, pois no meio do fuá é que é legal. Aiiim, Tukaaam, às vezes todo seu glamour se perde e eu não entendo porque continuo lendo esse blogueeem.

Até que tudo estava bem tranqüilo, tirando as tradicionais cagadas que testemunhamos no trânsito e as quatro horas e meia que levamos até o litoral norte. Mas como diria a moça daquele comercial ultra-chato da tevê: “tudo bem”. Chegamos na cidade, paramos numa padaria e fomos bem contentes para nosso lar doce lar com planos de comer um pão com mortadela, desfazer as malas, tomar um banho refrescante e transar alucinadamente até onde conseguíssemos agüentar – coisa que provavelmente levaria uns cinco minutos pois estávamos desgraçadamente cansados. Mal podíamos esperar para no dia seguinte usarmos nossas novas roupas de banho – compradas desta vez nas Pernambucanas – Aaaaaaaaaaaim, Tukaaaam! Você é tão povezaaaaam!

Entramos em casa e acendemos as luzes. Bem… Era o que teríamos feito se tudo tivesse corrido conforme o planejado, mas quem disse que a luz acendeu? Ligamos para a companhia elétrica e nos disseram que em apenas TRÊS horas eles chegariam. Desliguei o telefone e uns cinco “putaqueopariu-feriado-maldito-cidade-do-cacete-morram-todos-filhos-dumas-quenga”, depois, eles chegaram. Mal pude me conter de alegria por só termos esperados vinte minutos e me emocionei com a competência e rapidez dos funcionários da companhia elétrica daquela maravilhosa cidade.

- A luz de vocês foi cortada.

- Como assim, moço? Nós pagamos tudo com débito em conta e está mega em dia.

- Não, moça, eu quero dizer que vocês foram roubados. Vieram aqui e cortaram toda a fiação da casa.

- Ai caceta, e agora, moço? O que a gente faz? Hein?

- A gente vai fazer um gato aí pra vocês se ajeitarem até resolverem isso.

Ele não falou exatamente “gato”. Ele falou: “faremos-uma-instalação-informal-com-solicitação-do-cliente-que-terá-prazo-de-oito-dias-úteis-para-ser-regularizada-pois-a-energia-não-irá-passar-pelo-relógio-de-luz-da-residência”. Ou seja: um bom e velho “gato”. O moço nem precisava ter gasto tanto latim tentando explicar.

Tá… Puxa fio daqui, puxa fio dalí. Gritam lá de fora pra que eu tentasse acender alguma coisa e nada.

- Olha, não tem mais nada a ser feito. Não sabemos o que pode estar impedindo a energia de funcionar agora.

Então marido, mui macho, resolveu subir até o forro da casa para ver se algo lá havia sido mexido.

Bingo!

Os filhos da puta dos ladrões, não só levaram toda fiação elétrica externa da casa, mas também se deram ao trabalho de entrar no sótão e levar tudo que foi fio que viram no caminho. Até fio de varal os malditos levaram.

Então o moço da companhia elétrica disse:

- Vocês se foderam bonito.

Tá, ele não falou exatamente “vocês-se-foderam-bonito”. Falou: vocês-terão-que-procurar-um-eletricista-que-possa-tentar-resolver-isso-aqui-pelo-menos-pra-que-vocês-consigam-passar-o-feriado-e-ainda-terão-que-regularizar-tudo-e-trocar-a-instalação-para-a-padrão-pois-esta-já-está-antiga-demais-e-isso-vai-sair-meio-caro. Ou seja: “vocês se foderam bonito”. O moço nem precisava ter gasto tanto latim tentando explicar.

Merda…

Abre parêntese – Óbvio que quase nada na vida desta que vos escreve pode acontecer sem possuir material suficiente para virar um texto. É uma sina isso – fecha parêntese.

Munidos da ajuda de uma lanterna e de uma vela, nos acomodamos e fomos dormir sem comer, sem desfazer as malas, sem tomar banho e sem, muito menos, o ôba-ôba.

Dia seguinte liguei pro Zé assim que o sol nasceu. Zé é nosso pintor-pedreiro-encanador e recentemente promovido a eletricista. Eu não pude lembrar que no feriado as pessoas normais gostam de dormir até um pouco além das seis da matina. Eu sou um ser insensível e quando fico sem comida e banho quente consigo ser pior ainda. Ele simplesmente disse quando perguntei se o acordei: “Eu tinha certeza que era você, Tuka”. Sinceramente não sei o que ele quis dizer com isso. Zé é ótimo.

Depois de marido e eu bufarmos, tomarmos banho gelado e comermos pão dormido de café da manhã, Zé chegou. E lá pelas 17h00 de sexta, depois de muito corrermos atrás de lojas abertas, amaldiçoarmos até a milésima geração dos bandidinhos pés de chinelo que nos roubaram e de inúmeros testes, a luz foi restabelecida. Viva o Zé.

Nosso feriado seguiu então do mesmo jeito de sempre, com os mesmos amigos de sempre e depois dos mesmos gorós e do mesmo churrasco caprichado de sempre, nós esquecemos o perrengue do início da viagem e seguimos felizes. Bobo alegre é assim mesmo, gente:

***

PS: E na hora de vir embora, para não passarmos pelo mesmo do último feriado, eu e San resolvemos sair umas 11h00: “Todo mundo vai começar a subir depois do almoço, nem vamos pegar trânsito, hohohohoho”. E lá fomos nós mega serelepes a caminho de casa. Qual foi nossa surpresa quando percebemos que todos os outros farofeiros tiveram a mesma idéia? Em 12 de outubro tem mais!
Ê-laiáaa!


2 de setembro de 2007

Heil, domingo cabra da peste!


Então hoje é domingo. Que legal… Quem acompanha esta Casa há tempos, sabe que eu e o domingo não somos muito chegados. Não nos gostamos mesmo. Há um tempo, eu vinha tentando superar essa antipatia e até estava dando certo. O domingo tentava ser legal comigo e eu com ele. Mas hoje esta harmonia foi quebrada.

Saí de casa às 10h00 para ir a um mercadinho fuleiro que tem por perto. Até aí, eu só estava puta com o fato de ter que sair para comprar pão, mas pensei bem e concluí que isso seria melhor do que ficar com fome – e eu já disse aqui como eu fico quando estou com fome.

Pois bem, logo que saí avistei dois neonazistas serelepes passeando de bicicleta – confesso que achei meigo. Não sei quanto a vocês, mas eu tenho muito medo deles – mesmos dos serelepes de bicicleta. Na verdade tenho muito medo de gente que faz parte de facções de quaisquer gênero (Al-Qaeda, PCC, Sendero Luminoso, Ira…), mas sobretudo os neonazistas me dão um medo do cão. Gente mais esquisita que essa laia não há. E morar em São Paulo significa que a partir do momento que você sai de casa está sujeito a encontrar qualquer tipo de gente, e isso pode variar entre atletas famosos, pedintes, atores globais e neonazistas, depende da sua sorte. Eu como sou um ser com uma sorte do caralho, fiquei mesmo com os neonazistas.

Tá, mas continuando – domingo me deixa um tanto prolixa – lá vinham os neonazistas em seu passeio ciclístico dominical na contra mão enquanto o sinal de pedestres estava aberto – aberto para os pedestres, não para um bando de neonazistas ciclistas na contra mão, putaqueopariu! E quis o destino que um pobre desavisado estivesse atravessando a rua naquele exato momento sem se dar conta dos malucos que vinham em sua direção prestes a atropelá-lo. Eis que os filhos de satã começaram a buzinar para que o homem saísse da frente. Meu primeiro impulso foi cair na gargalhada, afinal coisa mais fofa amiguinhos em bicicletas com buzininhas tentando botar banca de somos-machos-pra-caralho-tá-vendo-não? Mas achei sensato ficar bem séria, fazer cara de medo e fingir que eles estavam em motos super potentes e foderosas.

Heil Hitler de cu é rolaMas então… Eles buzinaram e óbvio que o homem se assustou. Quando virou na direção do barulho e percebeu que se tratava de dois doidos carecas, com cara de malvados com tatuagens dizendo esfolamos-negros-judeus-gays-e-nordestinos, ele ficou com medo e caiu fora – é isso o que você fariam né? Mas o fubango não, ele simplesmente deu de ombros e resmungou algo equivalente a: “Ah! Seus cabra da peste! Vão pro raio que os parta, seus filho duma quenga!”.

Na hora, eu como uma pessoa inteligente e sensata, só consegui pensar na melhor coisa que me passou pela cabeça naquele momento: Ihhhhhhhhhhhh, fodeu geral!

Sem se fazer de rogado um dos seguidores de Hitler levantou sua blusa e mostrou ao moço uma arma presa na cintura.

Foi assim que o ato de vou-a-merda-do-mercado-comprar-pão-e-já-volto se transformou em que-inferno-vou-morrer-aqui-mesmo-e-nem-comi-meu-pão-ainda.

A esta altura eu já tinha meio que fechado os olhos e estava só esperando começarem os tiros e o derramamento de sangue. Lembro de conseguir pensar ainda: “Merda, vão me levar pro necrotério como indigente, que mania de sair sem documento, Tukaaaam!”. Mas foi aí que um dos nazistas que já havia seguido adiante no passeio, olhou pra trás e gritou: veeeeeeeeeeeeeeeeem! E magicamente o nazista armado foi, desistindo então da idéia de aniquilar mais algumas pobres almas para se divertir.

Neonazistas são tão esquisitos, não acham? Por isso mesmo decidi a partir de agora comer bolacha cream cracker com margarina no domingo, e jamais me aventurar novamente a sair pra buscar pão. Nunca se sabe o que pode acontecer no caminho.



21 de agosto de 2007

Geléia Geral


Sábado chegou meu sofá novinho em folha e desde então venho tendo crises nervosas com medo de que Nina e Gato Lolô comecem sua marcha de destruição. Então lembrei de um tal produto espanta-gatos que existe nos petshops. O Treco tem um cheiro insuportável para os felinos e promete afastá-los de locais onde é borrifado até que os danados percebam que não devem saracotear por ali, como por exemplo, no meu sofá tinindo de novo. Eis que borrifei o negócio e magicamente funcionou! Desde então Gato Lolô está me olhando com cara de ódio e, Nina, ignorando minha existência – mas até a publicação deste post o sofá se mantinha intacto. No entanto, como dizem que o feitiço sempre vira contra o feiticeiro, eu também não cheguei mais perto do sofá por causa do cheiro. E das duas uma: ou os filhos da puta mentiram dizendo que o cheiro só era sentido por gatos ou o mocinho que me chamou de gatinha hoje cedo estava mesmo certo – hohohohohohoho! Aimmm Tukaaam, essa foi horrível, credooom!

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Eu sempre soube que a culinária e eu somos incompatíveis e toda vez que vejo uma receita sendo feita na televisão admiro o cozinheiro como se ele estivesse explicando-me física quântica. Foi assim que decidi que queria fazer um tal Bem-casado. Cinco minutos depois decidi que seria melhor se minha sogra fizesse – afinal, se existe alguém que entende de quitutes é ela. Lá fui eu fingindo que a ajudaria enquanto ela fingia que acreditava. Meia hora mais tarde o tal Bem-casado, feito através de uma receita que anotei de um programa de televisão, havia virado um doce do capeta. Tudo deu errado, desde a massa ao recheio. A partir dessa experiência terrível desisti de vez de cozinhar. Mas Tukaaam, nem foi você que fez o doceeem! Sim, eu sei, mas tenho certeza de que foi um sinal dos céus para que eu me mantenha afastada da cozinha. Vou obedecer.

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PreciiiiiiiiisoColoquei na cabeça que preciso de uma bolsa azul. Acontece que todo mundo sabe, assim como eu, que ninguém precisa de uma bolsa azul. Mas eu preciso. Com uma bolsa azul serei mais feliz, pois terei o que combinar com minha blusa absurdamente linda (verde), com meu vestido fantástico (cor-de-rosa) ou com aquela saia xadrez (cinza). Ok, eu não tenho absolutamente nenhuma desculpa racional para comprar uma bolsa azul. Nenhuma. A não ser que com uma bolsa azul eu ficaria fabulosa. Sim, eu ficaria mesmo… É, definitivamente eu preciso de uma bolsa azul – é questão de vida ou morte. Tukaaam, acabou seu Gardenal, gataam?


18 de julho de 2007

A tragédia anunciada


Ou: A fantástica história do patético país do cadeado na porta após o arrombamento


Imagens UOLInfelizmente, o acidente que aconteceu ontem aqui na cidade de São Paulo era apenas uma questão de tempo. Era impossível transitar pelas ruas e avenidas que cercam o aeroporto de Congonhas e não se perguntar: Quando será que um avião desses vai passar direto na aterrissagem e vir aqui pra cima dos carros? Ou quando um deles irá bater em um desses prédios ou cair em cima das casas? E as pessoas que passavam por lá todos os dias com suas famílias a caminho do trabalho torciam para que o momento em que estivessem passando por ali em seus carros ou nos ônibus, não fosse “o” momento. Mas ontem foi. E centenas morreram. Foram 186 pessoas a bordo do vôo que partiu de Porto Alegre ontem à tarde e explodiu no começo da noite, em frente ao Aeroporto de Congonhas. Não se sabe o número de vítimas que estavam em solo.

Imagens UOLGostaria de ter a oportunidade de olhar para a cara da ministra Marta Suplicy agora e perguntar se ela continua recomendando que as pessoas “relaxem e gozem” diante da crise aérea que essa droga de país enfrenta. Ou de perguntar ao Mantega se ele realmente acha que a crise aérea é sinal de prosperidade. E arrematar perguntando aos dois se eles não tem um pingo de vergonha na cara ao se darem ao trabalho de abrirem suas bocas e proferirem tamanhas asneiras. Garanto que se no avião estivesse uma comitiva de políticos, neste exato momento pouquíssimas pessoas estariam lamentando essa tragédia.

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E em tempo – As Polianas que me perdoem, mas: Pan-americano de cu é rola! Me recuso a aderir ao pão e circo. Ninguém aqui precisa de medalha.

Aiiim Tukam, mas eu sou brasileiro e não desisto nuncaaam! Vá te catar!



4 de julho de 2007

Pode explodir, Bin!


Essa imagem que anda rodando na net é a que melhor traduz o sentimento dos brasileiros mediante a tudo o que os políticos andam aprontando há tanto tempo neste país.
Deu né? Manda ver, Bin! Explode em dia de assembléia de aumento de salário dos filhos da puta que vão estar todos por lá.


Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!


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