Uma cantora de nome curtinho e quase insignificante ainda vai dar muito o que falar: Adele Adkins, a Adele. Fiquem atentos a ela – a mais nova sensação da black music made in England.
Gordinha, de aparência comum, a inglesinha de apenas 19 anos tem uma voz impressionante que automaticamente chama atenção por lembrar Amy Winehouse, outra talentosíssima cantora das terras da rainha. Segundo o site do “Telegraph”, ela difere de Winehouse por ser mais fácil de ouvir e por possuir uma música mais suave. Traduzindo: enquanto Amy tem tendências auto-destrutivas e depressivas em suas letras, Adele fala de amor. Eu gosto das duas vertentes.
Com três singles lançados, ela já assinou contrato com a mesma gravadora do Radiohead e White Stripes, a XL Recordings e em janeiro lançou seu primeiro álbum: 19. Um mês depois já estava no topo das paradas britânicas. Uma boa notícia são os rumores de que Adele, em breve, possa se unir a Amy Winehouse, Kate Nash e Katie Melua para a formação de um grupo. Eu acho que não seria nada mal. Nada mal mesmo.
Adele se formou na Brit School for Performing Arts, escola de arte em que estudaram outras sensações britânicas. Suas influências musicais são nomes gabaritados como Etta James, The Police, Marvin Gaye e Billie Holiday.
De todas as músicas que compõem 19, minhas preferidas são: a baladinha, Make You Feel My Love, a dançante Right As Rain e a romântica Chasing Pavements (que é o ringtone do meu celular). Vejam o clipe abaixo e depois dêem uma corrida até o
MySpace da cantora para ouvir algumas de suas músicas.
Eu pouco me interessei pelas notícias a respeito do Grammy deste ano porque achei que tudo seria, e foi, bastante previsível como sempre. Mas então olhando as fotos da
Então gente, há quase cinco anos torço para que a Vai-Vai não ganhe o Carnaval paulista dijeinenhum, pois como vizinha do barracão da escola sei bem o tamanho do fuá que eles já fazem em dia de ensaio. Acontece que neste ano não deu certo, nem minhas mais poderosas preces resolveram. Assim que a apuração dos pontos foi encerrada meu telefone começou a tocar sem parar. Do outro lado da linha as pessoas solidárias em meu provável sofrimento diziam: “Aim, Tukaaam, sifudeu, gataaam! Esses sambistas vão parar de fazer barulho só ano que vem!” – ou algo assim. Pois é gente, eu também achei que seria um verdadeiro inferno, sobretudo quando o presidente da escola apareceu na Rede Grôbo dizendo: Nhaí, cambadaam, hoje ninguém dorme nessa porra!” – ou algo assim. Mas sabem que não? Tenho uma teoria de que o povo do PSIU (Programa de Silêncio Urbano na cidade de São Paulo) ficou muito puto com a declaração do moço e chegou lá no barracão impondo o maior respeito: “Inhaí, seu presidente, se tu é ômi, fala agora quem é não vai dormir aqui nessa jóça!”– ou algo assim. Só sei que foi super tranqüilo e acho que ano que vem até torço pra Vai-Vai ganhar – ou talvez não.
Quando Michael Douglas 
As calçadas da Avenida Paulista estão passando por restauração faz um tempo. Está uma droga andar por lá, uma gentarada doida com pressa se estabacando em todos ao redor – coisa linda de se ver. Domingo iniciaram um novo trecho de obras, então informaram na televisão, jornal impresso, rádio, correio elegante, megafone, repentista, ou seja, em tudo quanto foi meio de comunicação ou quase isso. Acontece que aparentemente os jornais matutinos estão sem muitas opções de links ao vivo e adivinha onde é que eles resolvem ir filmar todo santo dia? Na fucking Avenida Paulista, claro. Para falar sobre o trânsito, sobre as tais obras e flanflanflan. Até aí tudo bem, eu sou jornalista e super a favor da informação, da liberdade de imprensa e de expressão. Mas adivinha onde os fuckings helicópteros ficam sobrevoando todo santo dia a partir das 5h30 da matina? O meu prédio, claro! Daí não me resta mais nada a não ser levantar e começar o dia torcendo para que os helicópteros caiam para ver se assim rende uma matéria de verdade beeem feliz.
Farei 30 anos dia 24 de janeiro, daqui duas semanas. Estou chameguenta e manhosa por que posso ficar chameguenta e manhosa – poxa, todo mundo compreende que fazer 30 anos é algo realmente traumático. Como consolo, as pessoas que gostam de mim afirmam que estou lindonaam e gostosentam, melhor que muita garotinha de 15, dizem – mas meus amigos são os melhores e grandes mentirosos. Já as pessoas que não gostam, dizem que estou bem para trinta anos – eu, honestamente não sei bem o que querem dizer com isso. Será que é pré suposto que uma mulher de trinta anos deva estar horrorosa e pelancuda? Ou será que eu é que não estou tão horrorosa e pelancuda quando elas gostariam que eu estivesse ao completar trinta anos? Nunca saberei. O que sei é que três décadas passam num estalar de dedos.
Eu sei que a Casa anda meio abandonada, mas é culpa é do meu aniversário de 30 anos (legal isso de poder culpar os 30 anos por tudo, genteem!). Sério, devo estar num momento crise existencial e essas ladainhas, pois sequer escrever por aqui tenho conseguido. Isso passa né? Passa sim. Enquanto isso, os leitores que ainda não me abandonaram – Ai, Tukaaaam, vai começar com chantageeem? – podem vir aqui e deixar mensagens fofinhas e de incentivo a uma blogueira meio deprimida? Como prova de minha consideração prometo me esforçar para ser um cêrumano mais amável, bem humorado e menos irônico com todos. Até parece que a gente acredita nisso, Tukaaam!.jpg)
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Na terça-feira eu estava saracuteando ali pela Avenida Paulista. Quando passei em frente ao Reserva Cultural, vi um rosto “familiar”. Olhei com calma, do melhor jeito que minha miopia galopante me permitiu, e reconheci a Mariana Ximenes. Ela, que é absolutamente lindonaam, estava numa mesa cheia de gente velha, feia e com cara de ‘sou-hype-do-teatro-qualé-cara’. Um calor do cão e a moça com uma blusa preta de manga comprida e gola alta. Pensei: “Ok, ela está doente e prestes a morrer, coitada”. Mas na verdade, este post não é pra falar sobre a bocó da Mariana Ximenes e nem sobre a cacharrel da mesma, mas sim para falar do que eu fiz quando a vi. Vocês devem estar imaginando aí deste lado, que eu devo ter acenado, sorrido, pedido autógrafo ou tirado foto, não é? Mas não, não fiz nada disso. Vocês não entenderão, pois nem eu ainda consegui, mas vou falar: eu mostrei a língua pra ela. Foi instintivo – Como assim instintivo Tukaaam? Por acaso você é uma lhama? Tá, não é que tenha sido instintivo, foi… foi… Ah gente! Sei lá! Foi a primeira reação que tive, ué – e óbvio que eu não costumo fazer isso por aí! Claro que ela me fez uma cara de “sou-fina-morra-sua-vaca-louca”. Não a culpo, eu também faria o mesmo se uma maluca me mostrasse a língua sem mais nem menos na rua. Ah, e não contente com isso ainda peguei o celular e liguei pro San pra dizer que a tinha visto. Ele, como todo filho da puta tarado, me perguntou se ela tem mesmo aqueles peitões enormes – eu não reparei, caceta, acabei de mostrar a língua pra muié sem querer! O que eu fiz então? Dei meia volta e olhei. Tá, podem falar. Eu não tenho mesmo salvação. E pra quem possa interessar: os peitos são de tamanho normal, nada tanto assim.
Depois da recente descoberta da adulteração com soda cáustica e água oxigenada do leite produzido por fornecedores da Parmalat – o que explica e muito o motivo de meus constantes revertérios estomacais – vejo Hebe na televisão em defesa da marca. Ela diz que os dois lotes que tiveram a retirada ordenada pela Anvisa não estavam mais sendo comercializados porque os prazos de validade tinham expirado no dia 22 de outubro. Tá, mas raciocinemos juntos: quando a Anvisa anunciou que os lotes estavam contaminados o prazo de validade já havia vencido, mas isso não significa que muita gente não tenha bebido essa droga antes do anúncio e do vencimento, estou errada? Nem é tão difícil de entender né? Portanto, com outras palavras, Hebe disse à galera: Genteeem, já é passado, caraaa! Bola pra frenteeee! Quem bebeu e não morreu continua uma gracinhaaam e pode ficar tranqüilo que não colocaremos mais veneno nos próximos lotes. A gente juraaam!
Amanhã é feriado de finados e umas 597 pessoas até agora já me perguntaram se irei viajar. Eu já disse que não, não irei, mas mesmo assim, elas esquecem e continuam perguntando. Como estou com TPM e perigando dar uma piabada na orelha do próximo que perguntar tal coisa, resolvi escrever aqui na Casa que realmente não irei viajar amanhã pra ver se assim funciona. Eu duvido, mas não custa nada tentar, não é? Então é isso: eu não vou viajar não. Nem vou. Vou ficar aqui em Sampa mesmo. Isso, ficarei. Humrum. Não, não, não vou pra praia, não. É, sim, vou continuar em São Paulo mesmo. Isso aí…
Leona Naess (pronuncia-se “nés”) é absurdamente linda e magra. Não bastasse isso, a mulher ainda é talentosa e tem uma voz divina. Eu deveria odiá-la já que hoje amanheci me sentindo uma mócreia-gordota-morra-e-nasça-de-novo-pra-ver-se-desta-vez-descartam-o-rascunho, mas não consigo.





