Um rato de laboratório acostuma em seu labirinto e, seguindo sempre pelo mesmo caminho, consegue chegar onde deseja. Eu sou exatamente assim. Quando se trata de dirigir em São Paulo e chegar sã e salva aos lugares aos quais preciso – que são basicamente meu trabalho e minha casa – eu sigo segura por ruas e avenidas que conheço. No máximo me arrisco fazendo uma curva aqui e outra acolá, mas a essência do trajeto é a mesma.
Se alguém me ensina um caminho novo, fico feliz, mas até que eu me acostume totalmente a ele, sigo cautelosa. Ontem eu achei que já dominava o caminho que aprendi recentemente com um colega do trabalho. E quando pensei ter avistado minha saída me embrenhei numa subida. Imediatamente me dei conta que fizera cagada, mas já era tarde demais. No trânsito de São Paulo nada é simples e se você errou uma saída, SE FODEU. Quase nunca se pode simplesmente dar uma volta na quadra e chegar onde se estava antes. Nesta cidade existem pontes, vielas, terceiras dimensões e tudo isso faz com que você vá parar em qualquer lugar imaginável, menos onde deseja. Mais fácil chegar na Terra do Nunca, pode acreditar.
Mas voltando: peguei a saída errada e fui parar no meio do nada. Rima, mas não é poesia. Ontem, o caminho que eu deveria ter feito em apenas 40 minutos me rendeu duas horas de ódio, de San gritando comigo pelo celular, de medo de acabar me enfiando em uma biboca e ser estuprada, assaltada, esquartejada viva e ateada fogo.
O pior de tudo isso foi que depois de tentar usar o marido como guia à distância e de ter entrado em milhões de ruas erradas, eu tive uma idéia “brilhante”! Pedi informações para policiais numa viatura e percebi da pior maneira possível que NUNCA se deve pedir informações para policiais. “Moços, como é que eu chego na Paulista, peloamordeDeus?”. O homem do banco do passageiro disse para eu segui-lo que me guiariam até lá. Eu fui. Em um dado momento a viatura pára e dá sinal pra eu encostar. Um deles diz: “Moça entra aqui nesta rua que a gente vai te explicar como é que você chega lá.”. Eu olho pra rua: uma vielinha escura no meio do nada. Olho para os policiais: Cinco brutamontes com cara de malvados. Penso: “Eu não quero chegar ao inferno, quero ir pra Paulistaaaaaaaaa” – mas respondo: “Ah não vou entrar na ruazinha não, me expliquem daí mesmo, poxa” - e faço cara de choro. Eles se olharam e resmungando disseram: “A gente te leva até a Rua do Paraíso e de lá é fácil você chegar”. E assim foi.
Cheguei em casa sã, salva e xexelenta, mas zero policiais me espancaram, zero policiais me estupraram, zero policiais plantaram drólgas em meu carro, zero bandidos me assaltaram e zero assassinos me atearam fogo e me esquartejaram (ou o contrário).
Quando cheguei em casa a primeira coisa que fiz foi comprar um GPS (Gataam Pode Seguir). Chega amanhã e até lá tentarei não me perder, prometo.
Ano passado meu inferno astral fez com que eu tivesse conjuntivite nos dois olhos, caísse na rua, torcesse o pé, ficasse doente e ainda aconteceram mais algumas coisas que agora não lembro. Neste ano tudo seguia normal, tranquilo e parecia que eu passaria ilesa. PA-RE-CIA. Tudo estava perfeitamente bem até que sem mais nem menos começo a ter insônia. Mas não uma insônia qualquer: A INSÔNIA. Daquelas de dormir duas horas e meia e ficar zanzando o resto da noite. Tentei de tudo: chá de camomila, leite quente, cafuné, remédios, 
Hoje faz sete anos que me enfiei nesse negócio de blog e nunca mais consegui sair. Sinto que serei para todo sempre (ou não) como uma alma penada vagando e assombrando esta
O mais recente filme do diretor inglês Danny Boyle, “Slumdog Millionare”, foi o grande vencedor do 66º Globo de Ouro: levou a estatueta de melhor filme, diretor, roteiro e trilha sonora.
O filme tem um enredo bem simples, conta a história de Jamal Malik, um rapaz pobre que passa por diversas intempéries na vida até que chega muito perto de se tornar um milionário ao participar de um programa de televisão. Tudo que Jamal vive até chegar àquele momento responde a pergunta mais importante do enredo: “Como é que um rapaz pobre e sem estudo chegou tão longe?” As respostas possíveis são: A – Ele trapaceou. B – Ele é sortudo, C – Ele é um gênio, D – Estava escrito.
Eu que nunca ganhei nada na vida, nem bingo de igreja, nem rifa, nem bolão, recebi uma ligação na terça feira dizendo que ganhei uma viagem pra CANCUN!
Daqui oito dias tem show da Madonna em São Paulo. Eu já estive mais alucinada com o show do que estou agora, mas ainda assim, noite passada sonhei que tocaram a campainha do meu apartamento e quando fui abrir era a Madonna. O mais incrível foi a minha reação ao me deparar com ela em minha porta:
O Ex marido de Susana Vieira faleceu na manhã de ontem e o Brasil inteiro está consternado. Hahahahahah! Tá booom! Agora falando sério: então que aquele ex-marido da Susana Vieira 
Dia desses voltando pra casa, ouço uma musiquinha no rádio que parecia uma propaganda de alguma distribuidora de doces. Pensei: até bonitinha para uma propaganda, porém, não acaba nunca”.
Para meu espanto o seguinte nome aparece na tela: Marisa Monte. Me recuso a acreditar assim de primeira e procuro mais um pouco: Marisa Monte. A tal música é realmente dela.
Eu nunca fui uma pessoa que consegue planejar encontros sociais, dessas que na segunda-feira sabe exatamente tudo o que fará durante o resto da semana e já tem combinado o programa de sábado e domingo com os amigos. Acho super quem é assim, mas eu não sou.






