Arquivo da Categoria ‘Música’



6 de março de 2007

The Pipettes reeditam os anos 60


Let’s go dance!
Todo dia aparecem novas bandas de rock e projetos de música eletrônica. Tem bastante coisa boa, mas, a maioria é receitinha de bolo: comunzinho. Eis que em meio a garotos gritões e instrumentos barulhentos que dominam o mundo da música, surgem três inglesinhas difundindo um estilo que há muito era considerado ultrapassado.

Versão moderninha dos grupos femininos dos anos 60 (quem viu recentemente o filme Dreamgirls sabe do que estou falando), The Pipettes, formado pelas vocalistas Rose, Becki e Julia, é um grupo de mulherzinhas. Seu primeiro álbum “We Are The Pipettes” foi lançado no meio do ano passado, mas parece que agora elas caíram de vez nas graças do grande público e também da crítica especializada (e agradar aos dois é algo nem sempre possível).

Elas vestem vestidos de bolinhas, têm cortes de cabelos tão retrôs quanto suas roupas, fazem coreografias sincronizadas e possuem vozes afinadíssimas. Suas músicas basicamente falam de amores bobos, festas e muita diversão, ou seja, nada de consistente, tudo muito fútil e sem medo de ser feliz, mas posso garantir uma coisa: essa meninas animam até velório! É até bem aceitável que você não vire fã das meninas de Brighton, mas duvido que pelo menos não chacoalhe os pézinhos.

Já vou avisando: o hit abaixo é o grudento “Pull Shapes”, você vai passar o dia cantarolando o refrão sem perceber.



9 de fevereiro de 2007

Hey, ho, Ok Go!


Eu gosto tanto de música que desde que saiu uma pesquisa idiota aí dizendo que a percepção por novidades musicais só se desenvolve até os 30 e poucos anos fiquei meio grilada. Será que é por isso que existe esse bando de babacas cultuando os anos 80 até hoje como se fosse o máximo? Abomino a idéia de me tornar um desses tipos. Tudo bem gostar de coisas antigas, eu tenho uma lista gigantesca de ídolos de várias décadas passadas. Mas daí a ouvir sempre as mesmas coisas, não né? Cansa.

E eis que descobri faz um tempo, uma bandinha esquisita chamada Ok Go composta por quatro caras totalmente performáticos. Eles são de Chicago e se quiserem que eu classifique seu estilo, posso falar que eles têm algo de pop-indie. Mas como simplesmente detesto essa mania besta de ficar rotulando tudo o que aparece de novidade no mundo da música, moda ou qualquer coisa – reparem, sempre tem um babaca que vem com um carimbinho dizendo a merda do estilo ou da “tendência” de tudo – vou só dizer que eles são legais e divertidos. E se existe algo fundamental na música é exatamente o que a faz ser legal e divertida. Concordam? Mas depois que soube que um clipe deles já foi parar até no Fantástico, com certeza vocês vão ouvir os mais bizarros e boçais gêneros para a banda. Isso sem contar com os “os novos…”, pois basta aparecer alguém legal para os críticos manés quererem compará-lo com alguém já conhecido.

Mas voltando. Eles possuem algumas músicas rolando por aí (Get Over It e A Million Ways são algumas), mas o que me atraiu de cara foi Here It Goes Again, que, aliás, tem uma história bem peculiar. A MTV norte-americana-pau-no-cu não se interessou em produzir o videoclipe e a banda fez isso por conta própria. De forma bem amadora e nem por isso menos genial, os rapazes juntaram esteiras de academia, fizeram uma coreografia pra lá de sincronizada e jogaram o clipe no Youtube. Resultado: sucesso absoluto!

Confiram o clipe abaixo, reunam mais três amigos e depois repitam em casa ou na academia a dancinha fenomenal do Ok Go, ok? Não vale cair!



21 de março de 2006

Ela voltou


Domingo dei um pulinho na Fnac e enquanto maridon e ela passeavam pelos eletrônicos, comprei os dois novos CDs da Marisa Monte. Não sou crítica musical, nem tenho intimidade para escrever sobre tal com a desenvoltura de outros assuntos, mas que se dane, o blog é meu e vou escrever como fã de música apenas, nada mais.

Pois bem, Marisa está de volta depois de seis anos sem nenhum trabalho solo e com dois discos de uma vez: “Infinito particular”, com um repertório pop e “Universo ao meu redor”, que traz o samba da Velha Guarda da Portela e também músicas inéditas. Os discos tiveram produção digna de popstar e foram lançados simultaneamente no dia 10 de março em seis países: Brasil, Espanha, México, Colômbia, Chile e Argentina – em abril, ele chega a vários países da Europa e em agosto aos Estados Unidos.

Mas eis que Marisa não me surpreende mais desde Barulhinho Bom (1996). Os novos trabalhos têm músicas extremamente bonitas, o vocal é o afinado e agradável de sempre, mas tudo é absolutamente igual. Não sei se essa é exatamente a intenção de um artista consagrado, fazer com que o público o reconheça sempre, mesmo pagando o preço da mesmice. Ou se o que ouvimos é realmente sua impressão digital e o que ele mostra é o que é.

Mas que seja, isso talvez tenha sim seu lado bom, ainda que o comercial para a indústria fonográfica. Sabem aquela coisa do diferente, mas igual? É isso. Marisa está assim. Tanto que quase é possível cantar uma letra de alguma canção antiga em cima da melodia de algumas músicas dos discos novos. Igual.

Eu, que com as facilidades e rapidez da Internet, não compro CD de artista algum, me recusei a interromper minha coleção de CDs da cantora. Mas confesso que, embora ainda vá escutar minhas novas aquisições por um bom tempo, parei definitivamente com as compras dos lançamentos de Marisa por aqui. Pois ela continua a mesma. Isso pode ser bom para alguns, mas para pessoas que gostam de novidade e de serem surpreendidas é um pouco tedioso demais.

A turnê dos dois discos começa em Curitiba no final de abril e segue para São Paulo em maio. Em julho vai ao Rio, em setembro para a Europa e em novembro, aos Estados Unidos.

(Nota da autora: ela definitivamente é a pessoa mais chata que já entrevistei. Mas na Época ela até que está bem simpática para a divulgação dos CDs novos. Clique aqui para ler.


Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

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