Arquivo da Categoria ‘Música’



4 de junho de 2008

Uma Ziiiiiiiiiiica danada


Há pouco mais um mês, eu e San estávamos serelepes e esfomeados saindo da garagem do nosso prédio indo em direção ao Mac Rombalds tomar café, quando uma bee bem louca, gatchinham e distraída que vinha atrás (ui!), também saindo da garagem do prédio, acertou nossa traseira. Depois de muita conversa em que ela insistia que a culpa havia sido nossa (ah vá, bee), ela resolveu pagar.

Duas semanas depois estacionamos o carro em pleno meio-dia por 30 minutos numa rua bem movimentada. Quando voltamos, haviam estourado nosso vidro e roubado a porra-do-rádio-com-mp3-e-entrada-auxiliar-com-controle-remote-super-caro-e-bacaninha. Bando de filho da puta, leitores. Foi assim que resolvi nunca mais investir em nenhum rádio para carro, muito menos em uma porra-de-rádio-com-mp3-entrada-auxiliar-com-controle-remote-super-caro-e-bacaninha
-prum-flho-da-puta-qualquer-roubar e me mantive firme e resoluta, no silêncio absoluto, deprimente e assustador – Aiim, Tukaaam, pára de ser loucaaam!

Acontece que dirigir nessa cidade do capeta e ficar parado no trânsito mais tempo do que em casa ao lado da família, é dose. Ficar parado no trânsito num silêncio fúnebre é pior. Mas nada se compara a ter que ficar parado no trânsito sem rádio e ser obrigado a ouvir a merda da música cafona que essa gente tosca que dirige do nosso lado, gosta. Descobri uns forrós, uns funks e umas músicas-gritinho (sacam estilo Wanessa Camargo/Mariah Carey?) que eu jamais saberia que existiam se não fosse esse bando-de-motorista-cafona-cujo-rádio-nenhum-filho-da-puta-rouba que anda por aí.

Então percebi que estava ficando maluca quando comecei a desejar com todas as minhas forças que um tsunami passasse por ali e matasse a todos – TO-DOS! Menos eu, que não tinha rádio algum, poxa. Imaginem um tsunami do Rio Pinheiros, do Rio Tietê… Seria lindo.

Antes que eu arrumasse encrenca na rua por causa do gosto musical duvidoso desse-bando-de-motorista-cafona-cujo-rádio-nenhum-filho-da-puta-rouba, comprei outro rádio. Depois de procurar em dezenas de lojas acabei encontrando:

- Oi moço, estou procurando um rádio furréca bem baratinho pra colocar no meu carro.
- Tem um aqui com entrada auxiliar, USB e…
- Não, moço! Quero um rádio furréca, eu já tive uma porra-de-rádio-com-mp3-entrada-auxiliar-com-controle-remoto-super-caro-e-bacaninha-mas-
um-filho-da-puta-veio-e-roubou.
- Hum. Que pena, moça. Tem um aqui de cem conto, pode ser?
- Tem mais barato, não?
- Tem não.
- Tá. Pode ser então.

Foi assim que comprei um rádio furréca. Até que é bonitinho, acende umas luzinhas e tals. O único problema é que agora quando eu acelero e o rádio está ligado (e sempre está) o carro zune: Zuuuuuuuuuuuuum! Coisa linda, leitores. As pessoas dizem que vou acostumar e acho que têm razão. Pois até um rádio que faz seu carro zunir é melhor do que ser obrigado a ouvir o gosto musical dos infernos dessa gente tosca que dirige por aqui.



13 de maio de 2008

Qual é a músicaaaaaam, Tukaaaaam?


Uma cantora de nome curtinho e quase insignificante ainda vai dar muito o que falar: Adele Adkins, a Adele. Fiquem atentos a ela – a mais nova sensação da black music made in England.

Gordinha, de aparência comum, a inglesinha de apenas 19 anos tem uma voz impressionante que automaticamente chama atenção por lembrar Amy Winehouse, outra talentosíssima cantora das terras da rainha. Segundo o site do “Telegraph”, ela difere de Winehouse por ser mais fácil de ouvir e por possuir uma música mais suave. Traduzindo: enquanto Amy tem tendências auto-destrutivas e depressivas em suas letras, Adele fala de amor. Eu gosto das duas vertentes.

Com três singles lançados, ela já assinou contrato com a mesma gravadora do Radiohead e White Stripes, a XL Recordings e em janeiro lançou seu primeiro álbum: 19. Um mês depois já estava no topo das paradas britânicas. Uma boa notícia são os rumores de que Adele, em breve, possa se unir a Amy Winehouse, Kate Nash e Katie Melua para a formação de um grupo. Eu acho que não seria nada mal. Nada mal mesmo.

Adele se formou na Brit School for Performing Arts, escola de arte em que estudaram outras sensações britânicas. Suas influências musicais são nomes gabaritados como Etta James, The Police, Marvin Gaye e Billie Holiday.

De todas as músicas que compõem 19, minhas preferidas são: a baladinha, Make You Feel My Love, a dançante Right As Rain e a romântica Chasing Pavements (que é o ringtone do meu celular). Vejam o clipe abaixo e depois dêem uma corrida até o MySpace da cantora para ouvir algumas de suas músicas.




12 de fevereiro de 2008

Geléia Geral


Eu pouco me interessei pelas notícias a respeito do Grammy deste ano porque achei que tudo seria, e foi, bastante previsível como sempre. Mas então olhando as fotos da galerinhaam que deu umas bandas pelo tapete vermelho me deparo com esta. Me pergunto: Cacetaaam! Essa gente está divulgando algum novo filme de terror em pleno Grammy? Só que prestando um pouco mais de atenção, noto que o look das mocinhas não é obra de maquiagem, tampouco são máscaras horripilantes para causar furor. Essas duas aí são Aretha Franklin e Cyndi Lauper, genteem! Só faltou Amy Winehouse. Se a cantora inglesa não tivesse o visto de entrada nos EUA negado – e arrasado mesmo à distância, já que a mulhé ganhou em cinco das seis categorias em que foi indicada – provavelmente aproveitariam para tirar uma foto das três juntas e usariam para divulgar os 25 anos de Thriller. Cyndimm, Arethaaam, assim não, meninas!

***

Então gente, há quase cinco anos torço para que a Vai-Vai não ganhe o Carnaval paulista dijeinenhum, pois como vizinha do barracão da escola sei bem o tamanho do fuá que eles já fazem em dia de ensaio. Acontece que neste ano não deu certo, nem minhas mais poderosas preces resolveram. Assim que a apuração dos pontos foi encerrada meu telefone começou a tocar sem parar. Do outro lado da linha as pessoas solidárias em meu provável sofrimento diziam: “Aim, Tukaaam, sifudeu, gataaam! Esses sambistas vão parar de fazer barulho só ano que vem!” – ou algo assim. Pois é gente, eu também achei que seria um verdadeiro inferno, sobretudo quando o presidente da escola apareceu na Rede Grôbo dizendo: Nhaí, cambadaam, hoje ninguém dorme nessa porra!” – ou algo assim. Mas sabem que não? Tenho uma teoria de que o povo do PSIU (Programa de Silêncio Urbano na cidade de São Paulo) ficou muito puto com a declaração do moço e chegou lá no barracão impondo o maior respeito: “Inhaí, seu presidente, se tu é ômi, fala agora quem é não vai dormir aqui nessa jóça!”– ou algo assim. Só sei que foi super tranqüilo e acho que ano que vem até torço pra Vai-Vai ganhar – ou talvez não.

***

Quando Michael Douglas em Um Dia de Fúria interpretou um cara que despiroca por causa do caos da cidade grande e sai por aí fazendo e falando as maiores barbaridades, todo mundo se identificou pelo menos um pouco com ele. Afinal quem é que já não sentiu vontade de dar uma de louco por conta de tanta coisa que acontece e por um monte de gente sem educação com quem temos que lidar todos os dias? Pois é. Quando assisti A Fúria (He Was a Quiet Man) foi impossível não lembrar do clássico de 1993. A diferença é que em A Fúria o personagem principal interpretado por Christian Slater se rebela contra seus colegas de trabalho. Bob Maconel é uma pessoa insignificante a ponto de que quase ninguém saiba seu nome. Ele observa e define as pessoas com quem convive no trabalho: o puxa-sacos, a fofoqueira, o fura-olhos, a vagabunda e odeia a todos que ignoram sua existência. Seu maior sonho é tomar coragem para usar a arma que guarda cuidadosamente em sua gaveta e matar todo mundo. Esse tipo de rompante já faz parte da cultura americana, não é nenhuma novidade – vira e mexe tem um bate-pino matando gente e repetindo Columbine e Virginia Tech (já aqui no Brasil, no máximo a gente tem vontade de dar um belo soco na cara de algum fubango). Slater está tão bizarro quanto excelente no papel de lunático e se o filme não é lá tão bom, também está longe de ser ruim e tudo graças ao ator. Vale a pena assistir.



8 de fevereiro de 2008

Qual é a músicaaaaaam, Tukaaaaam?


Eu e todas as pessoas que adoram tecnologia e não estiveram em Marte nos últimos dias, possuímos um novo sonho de consumo: o MacBook Air, o notebook mais fino do mundo. O treco é tão fino que cabe num simples envelopezinho. Eu queria muito um desses, mas vou continuar querendo, pois o treco é tão caro quanto lindo e se bastasse almejar alguma coisa eu seria Gisele. Ai Tukaaaaam, eu também queria ser Giseleeem!

Mas que se foda o MacBook Air Mas voltando…

Foi justamente por causa do Mac Air que Yael Naim surgiu para o mundo. A moça, nascida na França e criada em Israel é quem canta a música New Soul, trilha da propaganda do notebook. Ela é a mais nova queridinha do circuito musical e a Apple que não é boba nem nada, bastante ciente do talento da mocinha, já colocou o álbum completo para venda no iTunes.

A mulher é direto ao ponto, suas músicas são simples e bastante singelas e Yael tanto canta quanto encanta. Até mesmo as músicas cantadas em hebraico são boas de ouvir. Vale prestar atenção em Toxic. Sim, a mesma cantada pela despirocada Putney Spears. Mas esqueçam completamente os gemidinhos provocantes e os efeitos sonoros moderninhos da versão da loira. Yael dá à música, e não me perguntem como ela conseguiu esse feito, um toque de classe similar a Madeleine Peyroux. Coisa fina, genteem! Vejam o vídeo abaixo. Os desafio a não caírem de amor pela voz da mocinha.



23 de setembro de 2007

Qual é a músicaaaaaam, Tukaaaaam?


He’s Gone – Leona Naess

Leona Naess (pronuncia-se “nés”) é absurdamente linda e magra. Não bastasse isso, a mulher ainda é talentosa e tem uma voz divina. Eu deveria odiá-la já que hoje amanheci me sentindo uma mócreia-gordota-morra-e-nasça-de-novo-pra-ver-se-desta-vez-descartam-o-rascunho, mas não consigo.

Leona nasceu em 1974 em Nova York e foi criada em Londres. Enteada de Diana Ross, a moça tem preenchido trilhas sonoras de filmes e séries de televisão desde o lançamento de seu primeiro álbum em 2000. Ela poderia estar se requebrando e descendo até o chão como Buchiney, Bionça ou a mais recente versão popozuda do pedaço, Nelly Furtado (até tu, Nelly?), mas Leona faz a linha sou-fina. E é assim que eu gosto, a mulher tem estilo.

He’s Gone é uma de minhas músicas preferidas da cantora. Vejam no vídeo abaixo se eu não tenho razão para achá-la uma belezinha. Aproveitem para assistir a todos os clipes da moça.



31 de julho de 2007

Qual é a músicaaaaaam, Tukaaaaam?


Eu sou apaixonada por música. Fuço novidades em sites especializados, procuro comunidades no Orkut, presto atenção nas trilhas sonoras dos filmes e seriados e corro pro Soulseek pra baixar. Assim descobri muita coisa boa por aí. Por isso é que resolvi inaugurar uma nova série da Casa com dicas de músicas legais – novas ou não. Óbvio que o maior objetivo dessa série é que vocês também me recomendem coisas interessantes. Valendo?

Dreaming Of You – The Coral

Em 1997, os inglesinhos de Hoylake, James (guitarra e vocais) e o irmão Ian Skelly (bateria) se uniram aos amigos de vizinhança Nick Power, Bill Ryder-Jones, Paul Duffy e Lee Southall para tentar o mesmo sucesso de John e Paul. Não chegaram a tanto, mas a molecada arrasa do mesmo jeito. Eu não vou ficar aqui classificando os rapazes naquelas intelectualidades inúteis que só essa gente tosca que escreve sobre música, faz (nem todos fazem isso, mas muitos), porque música se ouve e se gosta ou não. Não adianta rotular e dizer é super foda e chique, pois se for uma grande merda não serão palavras que convencerão.





25 de junho de 2007

Carlos Gomes se revira no túmulo ao som de DJ Mau Mau


Ou: Como destruir uma obra consagrada sem o menor constrangimento

Vocês bem sabem que eu tenho uma super tendência a ser mudérrrninha, néam? Vocês sabem que gosto de novidades e gosto de tudo o que é reinventado de forma a acrescentar o novo a algo que já era bacana. Tanto, que as vezes aprecio mais as novas versões do que das originais, e isso vale desde músicas e filmes a peças de teatro e afins. Foi exatamente por este motivo que quando eu e meu marido ganhamos convites para assistir a versão eletrônica da ópera O Guarani, achei que poderia ser bacana.

Fomos munidos da companhia de dois amigos. Eles, devidamente avisados de que não sabíamos se o negócio prestava. Mas a teoria realmente era bem interessante: a noite no Tom Brasil começaria com DJs animando o público da pista e dos camarotes. À 1h, quatro músicos regidos por um maestro tocariam trechos de O Guarani ao vivo, acompanhados pela base eletrônica criada pelo DJ Mau Mau e por cantores líricos. Depois de cerca de 70 minutos, o DJ norte-americano Derrick Carter assumiria as pick-ups. Uiaam, Tukaaam! Super baladjéeenhaam!

E eu estava realmente curiosa para ver o amor de Ceci e Peri se tornar um batidão dançante. Enquanto nós quatro esperávamos impacientes que o trem começasse, criávamos em nossas cabecinhas viajantes dezenas de propostas surreais para o que talvez pudesse acontecer. Além, óbvio, de repararmos nas centenas de figurinhas desesperadas em serem diferentes que, exatamente por isso, conseguiam ser apenas incrivelmente comuns. Cada tipo divertido néaam, Tukaaam?

Carlos Gomes with Lasers!Mas eis que muito tempo depois do programado a tal ópera começa. Imediatamente começo a ouvir os comentários intelectualóides dos boyzinhos hypes da Mackenzie se fingindo de inteligentes, mas na verdade esperando a hora exata de baixar nas mina. Desistiram de falar depois de um minuto mais ou menos, pois o que se via no palco não era definível. Não era descritível e nem ao menos compreensível e tudo o que eu conseguia pensar era: Que merda! Mataram a obra do Castro Alves! Claro que de tão atordoada troquei o coitado do Carlos Gomes pelo poeta dos escravos, mas se bem que os dois deviam estar unidos na revolta e se reviravam juntos em seus devidos túmulos em protesto ao que foi feito de O Guarani, aposto.

Eu não sei exatamente nem como tentar contar o que vi ali naqueles dez minutos em que resisti firmemente após o início do “espetáculo”. Mas vou tentar: luzes, barulho, um cara parecido com um aborígene pulando no palco com uma handycam e tudo o que ele filmava ia aparecendo num telão gigantesco… … Ai, chega, vocês não merecem… Gente, que coisa terrível, que coisa mal feita, que coisa absurdamente bizarra! O projeto que se chama V.I.A Gol tem (ou tinha) pretensão de ser o primeiro de uma série e reeditar várias obras nacionais transformando-as em uma linguagem contemporânea. Eles chamam isso de espetáculo-festa. Eu chamo isso de espetáculo-éeeeeeeeeeeca! E comecei a fazer preces desde sábado para que eles desistam da idéia. Se for pra estragar algo consagrado que nem mexam, deixem como as coisas estão que está tudo bem. Afinal, mudérrninho de cu é rôooouula!



30 de maio de 2007

Jura que você não tinha nada melhor pra escrever, Tukaam?


Daí que enfim fui prestar atenção no tal clipe da música “What Goes Around Comes Around”. Aiim, Tukaam tá caindo no meu conceito nhein? Justin?? Sim leitores, é mesmo do Justin Vem ni mim, Justin!Timberlake que estou falando e sabem de uma coisa? Sequer fiquei vermelha. Afinal não se pode ter um gosto impecável sempre, nem eu consigo – nhóooooi.

Enquanto assistia ao clipe ia alternando minha atenção para uma caneca mega-master de café com leite aliada a um pão e meio com manteiga – estava bem gostoso – Aim credo, Tukaam! Que pobreza. Foi então que percebi que o vídeo merece mesmo todo o fuá que fizeram em torno dele. Poderia ser apenas pelo motivo óbvio, pois qualquer coisa que contenha a gostosenta da FeiosonaScarlett Johansson é digno de furdunço, mas vai além. O clipe é super bem feito e possui roteiro de filme com direito a amor, sexo, pancadaria, traição e morte. Juraa, Tukaam?

E como tenho fama de rica-lisa-loira-gatam-e-culta (ah vá, Tukaaam!), eu poderia enrolá-los dizendo que só estou falando isso tudo porque a direção de Nick Cassavettes – que, aliás, é um ator de merda e como diretor não fez nada que preste até hoje no cinema – no clipe funciona magicamente. Mas não é nada disso. O verdadeiro motivo ao qual me dei ao trabalho de escrever esse post de merda é porque o vídeo foi o responsável por uma grande descoberta: eu tenho tesão pelo Justin. Pronto, falei.

Ai eu sei, eu sei… Isso aqui é um blog de uma pré-trintona casada e não o de uma adolescente com hormônios flamejantes. Mas, poxa!! Me deixem ter tesão pelo mocinho. Ele é tão gatchinhom, néam?

Mas tá ok. Assistam e se depois disso vocês ainda não sentirem nada é porque são todas umas frígidas. E vocês homens: nem venham com a desculpa de serem héteros porque no clipe o Justin está mesmo valendo a pena que repensem seus conceitos. Hohohohoho!




30 de abril de 2007

Da série: Coisas que muita gente pensa, mas só eu sou burra corajosa o bastante para escrever dizer


Eu já estou acostumada às reações mais acaloradas diante de qualquer coisa que eu escreva aqui na Casa – Ai, tadinham da Tukam, genteem! Ela não pode falar nada que todo mundo implicaaam! Já me xingaram inúmeras vezes através do sistema de comentários pelos mais diversos motivos e mandaram e-mails indignados outras tantas (isso para não mencionar as cartas com antrax e baratas em caixas de presente). Por isso é que já estou preparada para o que virá depois desse post, pois falarei mal de nada mais nada menos que Chico Buarque. Sim, “O” Chico. Irmão da Miucha, cunhado de João Gilberto, tio da Bebel, pai da Silvia, ex da Marieta.


Enquanto isso do outro lado do computador, pessoas muito bravas protestam: O quê, Tukaaam? Loqueô, amapô? Tomou overdose de gardenal no fim de semana, foi? Nunca mais leio esse blog, hein? Aliás, leio vai… Mas só pra saber as sandices que você vai dizer a seguir. Ai, Tukaaam! Toma juízoom!

Mas então vou explicar o motivo que causará pela 987ª vez uma discórdia entre mim e os leitores desta Casa: Chico Buarque canta mal (Atenção: cautela nos xingamentos, pois estou com TPM e se já sou terrível normalmente, neste período consigo ser ainda pior – uiaaaaaaaaam!). Mas antes comecem a me julgar, não pensem que não gosto de Chico. Muito pelo contrário, eu amo aquele danadão. Verdade. Acho que se existe alguém que realmente sabe compor neste país é ele. Escreve como ninguém, traduz a alma feminina melhor do que as próprias mulheres e todos os incansáveis blábláblás que já falaram dele por aí – concordo com tudo. Ou quase tudo. Mas nada muda o fato de que Chico canta mal. Acontece que isso não impede que ele embale meus pensamentos mais mulherzinhas e romantiquinhos, não bloqueia a paixão de tantos anos por ele ao som de suas mais maravilhosas canções, nem deixa de fazer com que cada vez que assisto a Grande Família me questione como Marieta Severo o deixou escapar… Mas ele canta mal… Até ele admite.

Podem dizer que eu não entendo merda nenhuma de música à vontade. Não entendo mesmo, é fato. Se vocês derem uma olhada na lista do que escuto pelo meu perfil do Last.fm talvez até concluam que meu gosto musical não é dos melhores, nem estarão tão errados assim na verdade. Não sou crítica especializada, mas nem por isso preciso deixar de ter opinião própria.

Mas então, vocês me entenderam bem, eu sei. Não venham me acusar de blasfêmia que acharei que possuem alguma deficiência que causa dificuldade de compreensão. Sim, eu disse mesmo que CHICO CANTA MAL, mas ele é realmente o gênio merecidamente aclamado há tantos anos. Eu o amo. Não é culpa dele se canta meio fanho, meio desafinado e meio com aquele jeito tímido e modesto – tudo isso, aliás, é o que faz dele o espetacular artista que é. Isso tudo e, é claro, também aqueles olhos. Ah aqueles olhos… (Ai, Tukaaam, às vezes você é tão biscatinhaaam!)

***
Essa moça tá diferente
Já não me conhece mais
Está pra lá de pra frente
Está me passando pra trás
Essa moça tá decidida
A se supermodernizar
Ela só samba escondida
Que é pra ninguém reparar
Eu cultivo rosas e rimas
Achando que é muito bom
Ela me olha de cima
E vai desinventar o som

(Essa Moça Tá Diferente – Chico Buarque)



24 de abril de 2007

Um site-musiquinha


O site Last.fm foi fundado em 2002, mas só agora, cinco anos depois, é que caí de graças por ele. Fui lerda, eu sei, e eu não costumo me demorar em aderir à novidades tecnológicas – sei lá porque enrolei tanto desta vez.

Leitores que ainda não têm idéia do que se trata esse treco, não se desesperem que eu explico. Para quem gosta de música tanto quanto eu, é algo super-mega-ultra-legalzim. O site agrupa informações sobre milhares de artistas e de acordo com as músicas que ouvimos é criado um perfil musical com o Scrobbling. Esse nominho complicado significa que ao ouvir uma música, o nome dela e do artista são enviados para a Last.fm e adicionados ao nosso perfil musical. Para isso basta instalar um plugin levinho e inofensivo no computador. Então o site rastreia tudo o que tocamos no Winamp, Media Player e Itunes e vai gerando uma lista de tudo o que costumamos ouvir e uma outra lista (essa feita por nós mesmos) entre tudo o que ouvimos das nossas top-top-puta-músicas. Desse jeito ele recomenda artistas parecidos com os nossos preferidos e ainda disponibiliza trechos ou músicas inteiras para que possamos conhecer.

O legal é que seu perfil, assim como o de outros milhões de pessoas, fica disponível a todo mundo, e desse jeito, além de rastrear novidades e ouvir mais músicas de cantores que já conhecemos, podemos encontrar pelo mundo aqueles que tem o gosto musical similar ao nosso. Pois quando você está ouvindo algum artista, o plugin do Last.fm lista as últimas pessoas que também o ouviram recentemente. Mas Tukaaam, assim todo mundo pode saber que eu sou brega bagarai e ouço Nelson Ned e Gilliard?? Não necessariamente. Existe a função de editar a lista do que você ouve, portanto sua breguice pode ser protegida.

Como eu ouço muita música e vivo fuçando atrás de coisas novas, meu perfil do Last.fm será muito atualizado. Se quiserem dar uma olhada no meu gosto eclético e duvidoso peculiar (nhóoooooooi) apareçam por lá. Mas se além de xeretar o que gosto de ouvir, vocês também são apaixonados por música, façam o seu próprio perfil e depois voltem aqui para me deixar o link. Tukaaaaaaaaaaam, vou fuçar as sua músicas, mas não vou passar o meu perfil não! Me deixe amar o Gilliard em paaaaz!


Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!


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