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4 de setembro de 2006

Ainda sobre o mesmo assunto


Ainda sobre o assunto plágio, coincidentemente uma das minhas blogueiras preferidas, também sofreu este revés e também comentou a respeito em seu blog exatamente no dia 31 de agosto. E como ela não é qualquer uma e sim Rosana Hermann, foi capaz de elaborar a melhor tradução da sensação de ver seu trabalho surrupiado – isso ela postou no Blônicas em 24 de julho (que catzo nenhum dos blogs possuírem permalink). Me dei a liberdade de postar aqui pra vocês COM O DEVIDO CRÉDITO.

Plágio: o que será que será?

De Rosana Hermann

Há dois dias o circo da minha vida foi coberto pela lona furada do plágio. Recebi um email de um leitor do blog que escrevo há seis anos, o Querido Leitor, surpreso com o fato de ter encontrado dois recentes posts meus numa coluna do jornal impresso que ele assina em Florianópolis. Fui verificar e, bingo! Lá estavam meus dois filhotinhos seqüestrados de nossa casa limpinha, presos num quartinho sujo de um cativeiro escuso. Foi só puxar o fiozinho e detonar a descoberta de uma sistemática de mais de um ano e meio, uma centena de posts que criei, escrevi e publiquei, copiados, colados e assinados como se fossem de autoria de uma figura folclórica de Floripa, segundo relatos de moradores locais.

Depois de surtar em todas as direções e sentidos, entrar e sair da depressão, sobrevivi aos ataques de dor e ira e mergulhei no mundo da reflexão e discussão com os amigos. O plágio é repugnante, desprezível e inaceitável, mas há incontáveis nuances que envolvem o sempre complexo comportamento humano. Meu interesse era o de entender não apenas ‘como’ ou ‘por quê’ uma pessoa plagia a outra, mas principalmente o quê a pessoa sente antes, durante e depois de plagiar. E, mais além, qual o processo que faz com que ela repita o ato durante tanto tempo.
O ponto em que todos concordamos é que o plagiador só copia aquilo que ele admira, que gosta, que quer para si. Algo que lhe beneficia de alguma forma, que lhe renderá algum proveito. Plagiar é roubar e ninguém rouba coisas sem valor, a não ser que seja por cleptomania. E mesmo no caso da cleptomania, aquele objeto tem algum valor para ela, ainda que muito subjetivo e inconsciente. O plagiador, antes de mais nada, é um admirador. O que não diminuiu seu grau de periculosidade considerando-se que assim como Chapman, muitos assassinos de celebridades eram fãs desses mesmos ídolos. O problema portanto é de caráter.
A ocasião também faz o ladrão no caso do plagiador. O texto disponível e aberto, a facilidade de sombrear e copiar, são agentes facilitadores da realização do ato em si, o de roubar. A pessoa lê, gosta, deseja e apropria-se do post. Esta é a parte do Ctrl+C. Vamos agora ao outro passo, a hora de colar o texto em outro lugar, o Ctrl+V.
O plagiador cola o texto em algum lugar que é seu para obter alguma vantagem. No caso de um trabalho pago, como do colunista, as primeiras vantagens são óbvias, como a economia de tempo e esforço. Muitas vezes escrevo posts por impulso, como quem senta ao piano e toca o ‘bife’. Em outras ocasiões passo horas pesquisando até elaborar um post completo, com informações precisas, links ativos e figuras que ilustrem o texto. Todo este tempo, esforço e trabalho são poupados ao plagiador que já leva tudo pronto. Uma segunda intenção mais sutil é a de conseguir prestígio. Posts com conteúdos mais profundos, observações intelectuais, criações humorísticas inéditas, informações de bastidores, sejam elas de gosto duvidoso ou não, sempre agregam um toque de originalidade e sortimento à coluna do plagiador. O resultado, no meu caso, era evidente. O próprio colunista publicava elogios a si mesmo. Mas tudo isso é uma questão racional.
A questão mais profunda é…o que o plagiador sente, antes, durante e depois do plágio? O que acontece no plano emocional? Como se sente o plagiador ao receber um elogio por um texto que não é seu? Como ele lida com o medo de ser descoberto e desmascarado? Como ele age depois que isso acontece? Qual a relação de prazer e pavor que ele sente com a pessoa que ele copia?
Não posso responder por ele, mas recebi um email de uma pessoa que plagiou outro post, que passou por dois estágios que todos os culpados passam: a alegação de que fez mas não o fez por mal (o que é verdade neste caso, o plagiador não quis me prejudicar, quis apenas beneficiar-se) e a afirmação de que não é o único a fazê-lo, o famoso ‘todo mundo faz’. A primeira alegação, a de não fazer por mal, é básica. Juridicamente é a alegação de que não houve o ‘dolo’. A segunda, de caráter mais psíquico, é a de que não está sozinho, não é o único, ou seja, é uma tentativa de dizer que sendo algo ‘comum’, é também algo ‘normal’. Compreendo mas não concordo. Normal não é.
Encerrando este longo texto, acredito que o plágio seja uma espécie de transformismo intelectual patológico. Um desejo de ser o outro, de estar dentro da pele do outro, um jeito Norman Bates de ser. Uma mistura de preguiça com admiração, atestado de incompetência do plagiador misturado com uma punição ao plagiado. Em última instância, o plágio é a vingança do incapaz, um tiro que, mais dia menos dia, acaba saindo pela culatra.


1 de setembro de 2006

O Barraco da Tuka A Casa da Tuka informa


(E não, você não vai entender nada se não ler o post de ontem)
Sim, ela se desculpou comigo. De um jeito que confesso, fui surpreendida. Muitos, como ela mesma disse, na mesma situação simplesmente me bloqueariam no Messenger e deletariam o blog em seguida (ela apagou o blog depois).

Nos falamos por telefone, me pediu desculpas e admitiu o erro, isso é raro em um ser humano, ainda mais em uma pessoa tão jovem quanto ela que, como todos os jovens, poderia achar simplesmente que é a dona da verdade sempre. Mas não.

Fui magoada, me senti roubada e traída e fiz aquilo que qualquer pessoa que valoriza e confia no seu trabalho faria: o defendi com unhas e dentes, sim! Afinal de contas, não é só porque eu me vejo em determinada música, livro, poesia ou crônica que isso me dá o direito de fazer de conta que é de minha autoria. Separemos bem o verbo admirar do verbo usurpar.

Se identifica? Gostou tanto de algo que eu escrevi que quer copiar pra você? Fico lisonjeada, de coração. Mas tenha bom senso, humildade e decência e coloque o nome do autor. É Justo. Agora respondendo ao comentário da Dinha no post abaixo que disse entre outras coisas “Ao meu ver, vc deveria saber q tds os textos,versos, poemas e outros do gênero, estão livres p/ serem copiados”. Concordo! Eu vivo copiando aqui textos de escritores e escritoras que admiro, mas não fantasio que são meus. Isso é abominável. Ninguém tem esse direito. Fingir ser o que não é, fazer com que as pessoas o admirem as custas dos méritos de outros… Mas se você acha isso realmente, gostaria de saber quantos textos em seus blog são realmente seus. E quanto ao fato de eu não ter agido com razão – bem, eu não me apropriei indevidamente de nada, cara. E você acertou de novo: este espaço é meu e falo o que bem entender.

Eu e a Bruna já conversamos, e sim, ela sabe que a mancada foi grande. Nem por isso creio que ela não seja digna de recuperar minha confiança, pois o que mais me machucou foi exatamente o fato de uma pessoa que eu gosto tanto ter feito uma coisa dessas, não foi um estranho, não foi um qualquer. Ela me conhece e sabe que esse limite jamais poderia ter sido ultrapassado. E sabe tanto que falou que tinha certeza que cedo ou tarde eu acabaria descobrindo – e sempre se culpava por estar fazendo tal coisa. Mas era tarde demais para desfazer a imagem que tinha construído com seus leitores e namorado. Afinal, eles acreditaram que os textos fossem dela.

Eu não sou intransigente a ponto de não ter feito um grande esforço para tentar entendê-la. O Fiz. Não sou uma pessoa má, não sou uma pessoa que não tolera erros, não sou uma pessoa que não perdoa. E sou assim, por mais absurdo que isso possa parecer, já que através de minhas palavras vivo dizendo o que penso doa a quem doer. Mas também vivo tirando sarro de mim mesma e dando minha própria cara a tapa, sem medo. Publico comentários irados de anônimos e pessoas como a Dinha (que tem minha admiração por dizer o que pensa sem se esconder) e respondo – na maioria das vezes nos tornamos amigos, percebendo e respeitando os nossos diferentes pontos de vista. Pois isso aqui é um blog, levado a sério por esta que o escreve, mas que não tem pretensões de decretar verdades absolutas e incontestáveis, apenas idéias, irônicas ou não, da forma que vê o mundo e as pessoas.

E Bruna, não vou apagar o post abaixo agora – apesar de não me ter pedido isso. Mas o farei um dia sim, quando me sentir a vontade para tal coisa.



31 de agosto de 2006

Plágio, fraude e cara de pau


Eu fico tão “feliz” quando acho por aí textos meus sendo postados por outras pessoas como sendo delas. Que coisa feia né? Mais feia ainda quando se descobre que essa pessoa é leitora assídua desta Casa – me lê pra poder se apropriar do que eu escrevo? O que acontece com esse tipo de pessoa? Querem mostrar aos outros uma inteligência ou capacidade que não possuem? Querem impressionar os outros fingindo ser o que não são? Não se sentem constrangidas de fingirem terem vivido coisas que pertencem a outras? O que acontece??????

Bruna Mendes… A mesma com quem converso há anos, a quem ofereci minha casa para se hospedar em São Paulo, a mesma pessoa de quem eu sempre gostei tanto. Que coisa feia, achava que você era outro tipo de pessoa, sério. Mas você mexeu com a pessoa errada, cara. Eis o blog da “escritora”: http://trocando-olhares.blogspot.com/.

O mais engraçado foi o que li no blog (http://diarioazul.blogspot.com/ ) do namorado dela (pelo que pude perceber tudo isso foi apenas para impressionar este moço) falando sobre o blog da fulana:

“Trocando Olhares – É o blog do meu amor. Bruna escreve muitíssimo bem, tem sensibilidade e – o melhor e mais raro – encontrou uma voz própria. Seus textos, além de graciosos e divertidos, são inconfundíveis”.

Vou aceitar como um elogio, tá?

DEZOITO TEXTOS MEUS ESTÃO LÁ E MAIS VÁRIOS DE OUTRAS PESSOAS, POIS TENHO CERTEZA QUE ELA NÃO ESCREVEU TUDO AQUILO, A NÃO SER OS EVIDENTES.

Vamos aos plágios dos meus escritos que encontrei no blog dessa moça:

- O texto “Antes e Depois” que publiquei em 16 de dezembro de 2004 foi roubado e postado por ela no dia Em 30 de junho de 2006 – com praticamente as mesmas imagens;

- O “Vai indo” que publiquei em 09 de agosto de 2005, foi roubado e postado no dia 23 de junho de 2006;

- Em 16 de janeiro de 2005 publiquei um texto sem título que foi selecionado até para uma antologia, a bonita o roubou e publicou com o nome “Sofia” – outra bizarrice: li um de seus posts em que dizia que tinha uma outra “personalidade” chamada Sofia e que publicaria algumas coisas em breve – estranhamente eu uso o heterônimo Alice para alguns textos;

- O texto sem título que escrevi e publiquei no dia 29 de setembro de 2004, ela roubou e postou como “Sofia II” no dia 10 de junho de 2006;

- O “A Tuka fica feliz quando” do dia 01 de novembro de 2002 (apenas alterado para “A Bruna fica feliz quando” – affe Gezuiz) ela publicou mudando os links em questão no dia 07 de junho de 2006;

O meu “Você” publicado em 12 de novembro de 2004 em homenagem ao meu marido (assim como vários outros textos) – ela postou em 06 de junho de 2006;

- “Verônika” (com citações de trecho do livro de mesmo nome de Paulo Coelho como a imagem do post mostra) que publiquei em 20 de outubro de 2004, ela roubou e postou em 05 de julho de 2006;

- Outro texto sem título que publiquei aqui no dia 04 de novembro de 2004 (que estranhamente essa mesma pessoa certa vez já havia pedido autorização para usá-lo com os devidos créditos em seu fotolog), está no blog dela no dia 25 de julho de 2006;

- O meu “Mudanças” que publiquei em janeiro de 2006 está lá no blog dela no dia 24 de julho de 2006;

- O “Tantas” que publiquei em 25 de setembro de 2005, está postado por ela em 14 de julho de 2006;

O meu “Léo e Bia” (título alusão a música de Oswaldo Montenegro) publicado em 27 de outubro de 2005, ela surrupiou e postou em 12 de junho de 2006;

- O “Tudo que não deveria” que publiquei em 15 de setembro de 2005, ela postou em 07 de julho de 2006;

O Meu “O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído…” (título em alusão a música dos Titãs) de 09 de janeiro de 2005, ela fez mudanças porcas e publicou em 08 de julho de 2004;

- “Pra você, meu amor” publicado em 24 de abril de 2003, ela tranformou em “Um ano de muitos que ainda virão” em 04 de julho de 2006;

O meu “Who are you? Who? Who? Who? Who?” (Título em alusão ao refrão da Música “Who Are You” do The Who que é abertura da série CSI) do dia 30 de agosto de 2005, foi roubado e publicado em 25 de agosto de 2006 por ela;

- O “Se só me restasse um dia de vida” do 16 de novembro de 2002, foi roubado e postado por ela em 18 de agosto de 2006 – ironicamente ela troca algumas coisas e na frase em que falo que brincaria com meus cachorros Nico, Tony e minha Gata Kika, ela diz: “brincaria com a Layla e com a Tuka”;

- O meu “Há canções e há momentos” de 28 de abril de 2003, foi plagiado como “Sofia I” em 14 de agosto de 2006.



16 de agosto de 2006

Home sweet home…


Pela primeira vez na vida tenho um layout profissional. Feito por uma designER e um webmaster de verdade. Não está lindo?
Obrigada aos dois profissionais talentosíssimos, Lin Diniz e Fernando Boniotti e pela paciência absurda que tiveram comigo e com minhas constantes mudanças de como deveria ficar tudo isso aqui. Eu gostei muito mesmo. Acho que ficou com a minha cara – um mix de moleca e mulher fatal.
Daqui a pouco, além do blog, terão mais umas coisinhas para quem gosta de frequentar esta humilde Casa. Existirão outros links, coisas que o Fê está se encarregando de fazer. Dá pra dar uma bisbilhotada acessando www.tukapereira.com . Por enquando só a máquina de escrever é que funciona (aquela mesma máquina de outros tempos, alguns vão se lembrar).


8 de maio de 2006

Veifazêoqueaquimess?


Mesmo depois destes 4 anos e cacetada de blog… Mesmo depois de quase 100 mil suadas visitas… Mesmo depois de milhões de comentários de leitores assíduos, cartas com antraz, ameaças de morte… Mesmo depois de tudo isso, ainda me surpreendo com a maneira como muitas pessoas chegam até esta Casa.

Vamos à listinha de como chegaram aqui na semana passada:

  • 1 curioso veio pela palavra “bisbilhoteiros”;
  • 1 tarado chegou aqui procurando por “sexo animal”;
  • 2 estudantes do Senac desembestaram até aqui por “cabelo”;
  • 2 patricinhas entraram através de “frescuras”;
  • 4 punheteiros chegaram aqui através da palavra “foda”;
  • 5 doidos de pedra chegaram aqui procurando por “tuka”;
  • 8 românticos vieram atrás de “amor”;
  • 9 cinéfilos vieram ler sobre “filmes”;
  • 10 internáuticos chegaram por “blog”;

    ***

    Leitores, vocês mesmos que continuam vindo aqui apesar da minha ausência, sejam compreensivos. Afinal de contas em algum lugar preciso angariar novas histórias para esta Casa.

    Aguardem!



  • 10 de fevereiro de 2006

    Vidas em Reality show


    Sem me esforçar muito, logo ali no perfil sei seu nome completo (ou quase), o que gosta e abomina, descubro também onde mora, quantos anos tem, o dia do seu aniversário, seu signo e ascendente.

    Nos posts fico sabendo de suas músicas preferidas, filmes, de suas opiniões a respeito de vários assuntos, que carro possui, se tem bichos de estimação e filhos, onde costuma ir e o nome do marido ou namorado, ou, se não possui nenhum dos dois, também.

    Sem ir muito longe, percebo que posso notar sua mudança de humor apenas na maneira que escreve determinados textos. Me conta em palavras tristes o dia que brigou com o amado, me diz eufórica que aquele é um dia especial, me fala de um amigo que ama, de um lugar em que esteve, da visita que recebeu, de suas lembranças. Me fala de coisas só suas, e eu leio tudo.

    Sei em quem votou na última eleição. Sei que na cidade em que mora choveu nos últimos dias. Sei os nomes das pessoas que importam em sua vida. Sei como comemorou o seu aniversário e o ano novo.

    Pelos comentários, noto que existem aqueles que a conhecem muito ou quase nada, os que querem agradá-la com palavras bem escritas, os que são eles mesmos, os que querem ser especiais e os que realmente o são.

    Vejo aqueles blogs que são escolhidos por você e que merecem estar ali para que todos vejam que você gosta de lê-los. Vou até eles – concordo em achar que alguns são bons, outros não – devem estar por afeto, por carinho. Vejo que você comenta em vários sempre. Leio. Vejo os links dessas pessoas também – você sempre está lá. Aliás você também está em links de blogs em que nem vai, em que desconhece que existem.

    Logo em seguida vejo dezenas de fotos, basta clicar no endereço do fotolog que você deixou. Ali vejo seus amigos, parentes, cachorros, casa, quarto, seus objetos, suas roupas. Vejo quase tudo o que eu nem poderia imaginar antes. E agora sei como é seu rosto. O rosto das palavras que leio.

    Tem ali também o caminho certo para chegar até seu Orkut, portanto, se existia algo que eu ainda não sabia, agora será fácil. Vejo seus amigos deixando recados, sei das festas que irá ao fim de semana e das que já foi. Nos testemunials percebo se é uma pessoa querida por muitos. Leio os detalhes de quem escreveu que a conheceu na infância. Leio uma declaração de amor, leio alguém dizer “lembra daquele show no dia tal e tal lugar?”, leio coisas que jamais saberia.

    Daí serviço completo: te conheço intimamente e você nem sabe. Sei tudo sobre você – tenho pós, mestrado, PHD em você – e nem imagina isso. Sei de coisas que escreveu há tempos e nem lembra. Lembro dos detalhes do seu rosto em uma foto antiga em um post. Sou capaz de te reconhecer na rua e sorrir quando a vir sem que você saiba quem sou eu – mas eu, eu sei absolutamente TUDO de você.

    ***

    Fica aí um alerta aos blogueiros que não sabem que tipo de gente vai aparecer pela frente achando que é seu amigo íntimo ou o grande amor de sua vida.

    Este texto é só porque nesses quatro anos de blog já vivi muita coisa, já escrevi sobre tanto e deixei que quem lesse soubesse exatamente e apenas o que eu queria que soubesse. E não – não significa que alguém me conheça de verdade.

    E obrigada aos que escolhi como pessoas além desta Casa. São muitos.



    29 de janeiro de 2006

    Vermelho


    Como eu sempre quis uma parede vermelha em meu apartamento e nunca me encorajaram a levar a idéia adiante, resolvi pintar pelo menos a parede daqui da Casa.
    Definitivamente, coisas muito clean não combinam comigo. Aquela coisa verdinha e branca estava um luxo só, mas não era a minha cara.
    Eu e a Casa temos uma relação passional. E não há nada mais anti-clímax do que algo que não tenha a ver com isso. Por isso aqui estão bolinhas, cores, saltões, penduricalhos…
    Não chego a ser brega por pura sorte, eis a verdade. Ou sou e ninguém me disse nada. Mas só sei de uma coisa: gostei muito da nova carinha da Casa.
    E vocês?


    24 de agosto de 2005

    Que tipo de leitor você é?


    Abaixo segue um simbólico aperitivo de alguns e-mails que recebi nesses anos de casa. Têm mensagens antigas e recentes misturadas e foram publicados da mesma maneira que recebi, se possuem erros são originais de fábrica, não foram editados. Tem mais, mas não publicarei todos agora. A partir desse post mais uma vez peço a participação de vocês lá na COMUNIDADE DA CASA NO ORKUT: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=2096106 no tópico “que tipo de leitor você é”. E mais uma coisa: problemas técnicos aqui na Casa, as imagens estão pifadas, logo volta tudo ao normal.

    “Bom faz mais ou menos um mês que descobri o blog, mas já fucei em tudo quanto é arquivo antigo. Sou curioso pra caramba e, se não entendo alguma coisa, vou correndo atrás. E não entendi várias. Quer dizer entender do ponto de vista técnico, eu entendi, mas do racional (droga, tenho para de ser racional!) não. Ahhh, droga de novo, vou invadir sua privacidade! Se não quiser resposder não responda, mas tb. não se irrite, ok? Por exemplo, começando por coisas mais diretas:você tem mais de 20 e menos de 30. Mas quanto? Fala, fala. Você é jornalista. Você trabalha na área? Agora a mais chata: você é casada de verdade? Judicialmente? E como aconteceu tudo? Me vem na cabeça: ela parece gostar tanto dele. E acho que, por tudo que já passei (não sou experiente não, viu?), começo a duvidar de algumas coisas. Não que eu duvide no seu caso, mas sou cético quanto às minhas experiências. E pelo o que eu sei, ele namorava alguém, terminou e depois de “uma semana” estava contigo. De repente parece que acontece como num conto de fadas. Tudo perfeito. Aí me pergunto: será que eu é que sou diferente? Ou a perfeição existe? Ou o marketing existe?”.

    “Oi Tuka, tudo bem? Leio sua casa desde 2002. Acompanhei muitas das suas aventuras e torço por você e por seus projetos. Acho que você tem logo que publicar o livro. Tem muita gente que não lê blog e que adoraria ter acesso a textos seus. Boa sorte!”

    “Tuka eu fui ver os coments no as a normais e vi seu email. Não resisti. Tinha que mandar um email pra você pra dizer que vc tem mesmo muito talento moça. Um dia ganho sua confiança e a gente acaba conversando também por msn. Qualquer coisa… Abraços”.

    “Tuka, só estou escrevendo este e-mail para agradecer por você ter escrito textos que me ajudaram muito. Passei por uma séria desilusão e achei que realmente nunca mais fosse sair do fundo do poço. Não sei como, um dia vim parar aqui e dei de cara com um texto espetacular que parecia ter sido escrito pra mim. Daí não consegui parar mais de te ler. E quer saber? Superei a dor, a crise e aprendi. Você me ajudou muito. Obrigada mesmo”.

    “Eu sou uma pessoa muito crítica. Adoro ler blogs para achar os defeitos, adoro me divertir com as filosofias estapafúrdias que tantos defendem, adoro imaginar que seria legal ter o poder de deletar muitas porcarias que encontro por aí. Cheguei aqui com olhos de quem quer apenas dar de ombros e nunca mais voltar. Lia um texto, outro, mais um e pensava: “caramba, essa menina tem que me dar uma lacuna sequer para que eu possa acabar com a raça dela em um comentário”. Faz dois anos. Não achei nada e nunca comentei, por isso você não me conhece, no entanto resolvi te escrever e finalmente dar o braço a torcer: Caralho! Você escreve bem! Mas não pense que não continuarei a espera de um deslize”.

    “Te acho esquisita, egocêntrica e te adoro. Ou melhor, adoro tudo o que você escreve. Morro de inveja dessa sua capacidade de colocar coisas em palavras de uma maneira que faz parecer tudo tão simples. Às vezes te odeio por isso também rs. Parabéns ta”.

    “Não fique brava, mas vc me dá medo!!! Rsrsrsr não sei como mas vc escreve coisas que me reconheço quando leio. Isso é bom e ao mesmo tempo ruim pois vejo todas as minhas alegrias e frustrações estampadas no seu blog. Não leve a mal? Gosto muito dos seus textos. Publica logo esse livro aí!!!!!!”.

    “É estranho escrever para alguém que não se conhece. Quer dizer, eu te conheço até que razoavelmente bem. Você que não. Os blogs produzem isso. Enquanto leio, estou conhecendo vários dos seus jeitos, reações, emoções, sua imagem pelas fotos, etc. E você não tem a mínima idéia de quem sou. Mas receber opiniões e desabafos alheios, mesmo que indiretamente, faz bem à alma – ainda mais os seus que passam muita sinceridade. Parabéns por isso tudo”.

    Tuka! O texto “amor perfeito nada” é uma das coisas mais lindas que eu já li sobre o amor… Parabéns! Porque vc faz isso hein? Rs… Bjs”.

    “Sou leitora recente, mas adorei. Parabéns pelos posts e pela linguagem ácida sem perder o charme”.

    “Tuka, vc é alguém que eu conheço apenas pelo blog e pelo pouco que sei sobre vc é o que leio lá. Então uma pessoa que escreve tão sinceramente sobre amizade, amor… uma pessoa que tem amigos e que sabe ver o bom da vida… só pode ser alguém muito linda, alguém que vale a pena conhecer”.


    Leia antes de usar
    Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

    Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

    Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

    Assim como o direito de escrever
    o que bem entender, claro!


    Procure aqui


    Uma campanha Casa da Tuka contra o plágio
    Divulgue em seu Blog:



    Observados

    Casa no Orkut


    My Unkymood Punkymood (Unkymoods)




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