Não quero entrar em contradição com nomes mais do que consagrados da literatura brasileira. Até mesmo porque seria uma grande burrice eu tentar bater de frente com Drumonnd. Essa não é a minha intenção. Só quero aproveitar o gancho da famosa “Quadrilha” do poeta e, humildemente, escrever algumas linhas que podem ser contundentes a respeito de um pensamento que me ocorreu.
O comum, ou pelo menos o que acontece na maioria dos casos de romances findos, amores platônicos, relacionamentos sem perspectivas, ou algo do gênero, é que sempre alguém gosta de uma pessoa que é apaixonada por outra. Drumonnd melhor do que ninguém descreveu isso com poucas frases em uma de suas mais populares poesias. Só que há um outro caso em tudo isso, ou melhor, em um amor.
Vamos às explicações. Um dia João conhece Maria e se apaixona, ela também por ele. Ficam juntos por anos e anos e fazem planos para o futuro, sonham juntos, sorriem um para o outro e… E tudo o que todo mundo sabe bem… Mas um dia acaba. Mas como, se João e Maria se gostavam simultaneamente? Simples, porque não era o momento certo, só por isso. Se João e Maria tivessem se conhecido depois de cinco anos, já tivessem terminado a faculdade, feito projetos que deveriam ter sido conquistados sozinhos, o romance seria, quem sabe, eterno, mas este não foi o caso – este é o caso do amor que chegou antes. E João e Maria estão destinados a encontrarem outros amores. Amores, claro, que estejam preparados para a história que cada um acumulou até o momento.
Em contrapartida, existem os amores que chegam depois, aqueles atrasados, que ninguém sabe porque demorou tanto. Colocando em palavras. Um dia Maria achou José, se apaixonou e ele por ela. Os projetos que os dois deveriam ter feito antes de se conhecerem já estavam prontos. Eles já estavam preparados para viver com uma pessoa que estivesse disposta a ter sonhos em comum. A vida dos dois vai bem, aliás muito bem. Eles pensam em filhos, em apartamento (dois ou três quartos), em um carro melhor e coisas assim.
Um belo dia aparece Pedro. Exatamente aquele Pedro que nem estava na história, aparece do nada na vida de Maria. De repente, ao mesmo tempo os dois possuem certeza que têm um potencial imenso juntos. O coração bateu mais forte, as idéias combinam, os planos têm harmonia, o zodíaco diz que os signos são almas gêmeas (tá, mas pra isso eles não ligam, não acreditam em zodíaco), enfim, as coisas poderiam ser perfeitas entre os dois. Só que… óbvio, sempre tem um “só que”… enfim, só que Pedro chegou tarde demais e Maria não vai trocar José por ele e nem por ninguém. Ela ama José. Pedro não estava nos planos, nem na história, chegou atrasado e o máximo que podem ter em comum é a certeza que tudo poderia ter sido uma grande história de amor. Só.
Cedo demais e tarde demais. Odeio estas constatações…
Daí que li o livro da Rachel Pacheco, vulga
Mas nada muito original afinal de contas. Pois há 27 anos a alemã Christiane já havia contado sua história no livro e filme
É por isso que ontem me senti meio boba quando terminei de ler As Intermitências da Morte, pois esperava muito. (Nota mental: lembrar de falar sobre o dia que encontrei no elevador uma mulher com este livro nas mãos toda metida por estar autografado – a odeio). Saramago é genial e esse título não serei eu a tirar. Só que Intermitências não deu pra engolir. Sinto Saramago, mas você sabe fazer melhor.
A morte pode ser um assunto romântico até mesmo. Assim como pode ser cômico e também pode ser reflexivo. Mas a “morte” de Saramago não me pareceu nada além de uma sucessão de parágrafos desesperados para o final do livro. Para isso eu assistiria mais contente ao filme do Brad Pitt (Meet Joe Black – Encontro Marcado) que é praticamente sobre o mesmo imbróglio. Só que com a diferença de que de Brad só espero um rostinho bonito, já de Saramago… Mas chega, não colocarei “spoillers” aqui.
É, minha gente, eu estou indignada. Fernando Moraes está indignado. Todas as pessoas que têm um mínimo de bom senso e inteligência também devem estar. Mas como muitos ainda sequer sabem de toda essa PALHAÇADA que está acontecendo, eu vou contar aqui.
O tal deputado entrou com a ação por causa da declaração de Gabriel Zellmeister em 1989. Caiado, então candidato à presidência da República pelo PSD, falou de um suposto projeto dele de “esterilização das mulheres como solução da superpopulação dos estratos sociais inferiores, os nordestinos”.
O tiro saiu pela culatra, claro. De tanto proibir a venda, Na Toca dos Leões bate recordes, pois continua nas vitrines da maioria das livrarias. Dos cerca de 30.000 exemplares distribuídos, só 14.000 foram retomados pela editora Planeta, que alega dificuldades operacionais para a retirada. A Justiça diz que não é de sua competência verificar o recolhimento. “Não sou eu que vou sair como louco fiscalizando isso aí”, afirma o juiz Jeová Sardinha, responsável pela liminar que cerceia a circulação da obra.





