Arquivo da Categoria ‘Literatura’



1 de agosto de 2007

Enfim o fim de Harry Potter


Muito antes de Harry Potter And The Deatlhy Hallows, o último livro da saga do bruxo chegar às livrarias do mundo (no Brasil ainda não há a versão nacional, apenas a importada), chovem spoillers na internet contando diferentes versões sobre o suposto final da trajetória. Tem tanto doido espalhado por aí que após o boato de que Harry morreria, uma adolescente filipina cometeu suicídio de tristeza. Ai que idiotaaam! Prêmio Darwin pra ela, Tukaaaaam!

Aqui no Brasil, uma equipe liderada por uma maluquete de 14 anos traduziu o livro e disponibilizou em pdf para download. Dizem que a tradução é uma merda, mas pra quem está desesperado pra ler vale à pena. Eu nem li e já sei como tudo termina. Vocês também devem saber. Ainda assim não há como não admirar a criatividade “nérdica” sem limites de muitos. Bom exemplo disso é essa camiseta aí (cliquem na imagem para aumentar).

Parece bem comum, não? Mas se dermos uma voltinha no sol ela nos conta o que acontece no livro.

Traduzindo fica assim:
“Voldemort toma o ministério da Magia. Snape sempre esteve do lado de Dumbledore. Voldemort não pode ser morto enquanto Harry estiver vivo. Harry morre, mas volta. A magia de Voldemort se vira contra ele e o mata. Harry se casa com Gina. Ronnie se casa com Hermione. Tudo fica bem”.
***
E ainda quase sobre o mesmo assunto, o ator Daniel Radcliffe que interpreta o bruxinho, anda mostrando a “varinha” num espetáculo, vocês viram?

Clique nas fotos para visualizá-las sem censura



20 de janeiro de 2007

A Casa dos Budas Ditosos


Ler João Ubaldo é maravilhoso, mas assistir a peça de um de seus livros e ainda com Fernanda Torres como protagonista deve ser melhor.

Terças e Quartas até 06 de fevereiro aqui.



26 de dezembro de 2006

Nelson Rodrigues e um certo blablablá de fim de ano


...Sempre tive fascinação por Nelson Rodrigues. Desde muito novinha admirei a capacidade do escritor de chocar as pessoas com assuntos tão banais e ainda assim polêmicos como a inveja, a traição, o sexo e a mentira.

Ainda tão incríveis quanto seus escritos foram as inúmeras frases que sua ferina boca proferiram. Ele era o cara. Por isso mesmo é que quando vi que relançaram o livro A Vida Como Ela É que tem cem contos do escritor, decidi na hora o queria ganhar de presente do marido. E ontem quando chegamos de viagem o livro estava esperando por mim. Se existe algo que me deixa feliz é livro novo prontinho para ser lido. Depois escrevo sobre o que achei dele.

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Eu sei que por esses dias todos falam de festas de Natal e de fim de ano, mas quem conhece esta Casa sabe que eu não me insiro em certas euforias. Simplesmente não tenho saco para escrever sobre ceias, roupas para passar a virada, e coisas do gênero – acho tudo isso extremamente sem graça, cada um é cada um e eu sou assim, fazer o quê? Óbvio que isso não impede que eu deseje a todos sempre o melhor e isso não é motivado por uma data específica no calendário. Portanto leitores, ano que vem tem mais Casa da Tuka: mais contos, críticas, crônicas e o besteirol habitual desta chata rabugenta que tanto ama escrever para todos vocês.



7 de dezembro de 2006

Yes, i did?


O genro que toda sogra gostaria de ter!Eu acho tão engraçadas determinadas coisas que acontecem. Não sei vocês, mas eu realmente acho. Vejam por exemplo o mais recente fuá que está rolando nos Estados Unidos envolvendo O.J. Simpson, ex-astro de futebol americano. O cara escreveu um livro chamado If I Dit It (Se eu tivesse feito) em que conta a história detalhada de como teria praticado os assassinatos de sua ex-esposa Nicole Brown, e do “amigo” dela, Ronald Goodman “caso” fosse o responsável pelos crimes. Dizem por aí que o livro é praticamente uma confissão, mas segundo declarou o próprio O.J., ele não tem nada a confessar – portanto, minha gente, é sim só um livro de ficção – humrum, e Papai Noel existe mesmo. Não é realmente engraçado?

Para quem não se lembra da história, o “julgamento do século” – como foi chamado o caso Simpson – parou os EUA há 11 anos e além de se transformar em um circo da mídia, foi uma verdadeira guerra inter-racial: a maior parte dos americanos de raça branca achava que Simpson era culpado dos assassinatos, enquanto a maioria dos negros acreditava na sua inocência. Após um processo que demorou um ano, um júri de maioria negra o eximiu de responsabilidade criminal. No entanto, um ano e meio depois, outro júri de maioria branca condenou o ex-jogador a pagar um total de US$ 33,5 milhões pelos danos e prejuízos causados aos familiares de sua ex-mulher e do amigo desta.

Acontece que após enfrentar intensa pressão dentro e fora da empresa, grupo News Corporation cancelou o lançamento do tal livro que iria acontecer no fim de novembro. Também foi cancelada a entrevista promocional do livro à cadeia de televisão Fox que já havia sido gravada e seria transmitida nos dias 27 e 29. Setenta mil cópias do livro que já tinham sido entregues a livrarias nos EUA foram recolhidas.
Yale Galanter, advogado de OJ Simpson, sublinhou que o seu cliente mostrou-se totalmente indiferente aos cancelamentos do livro e da entrevista. Eu também teria ficado, sabem? Ainda mais com o suculento adiantamento de alguns milhões que o bonitão recebeu pelo livro – ele afinal só queria mesmo “esclarecer algumas coisas”.

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Quanto tempo vocês acham que vai demorar para o livro aparecer por ? Quanto tempo as entrevistas que foram gravadas demorarão para cair na Internet? Confesso que estou morrendo de curiosidade.


24 de novembro de 2006

Ubaldão do meu coração


Faz um tempo que terminei de ler o mais novo livro incluído em minha “Top List Puta Livros”: O Diário do Farol de João Ubaldo Ribeiro, lançado em 2002. Falar que o bahiano arretado é um escritor fenomenal pode ser pra lá de batido, mas que se foda: João Ubaldo Ribeiro é FENOMENAL!

O livro é o relato de um padre inescrupuloso, que, isolado em uma ilha com um farol batizado de Lúcifer, narra os mais absurdos atos cometidos por ele durante sua vida motivado primeiramente sob a desculpa de vingar-se dos maus-tratos do pai e depois da mulher que o desprezara. É absolutamente um manual da falta de caráter e dissimulação que conta em detalhes todas as artimanhas da pessoa que acredita que o bem e o mal são exatamente uma coisa só. Ou seja: a mesma pessoa que comete o bem neste mesmo ato pode estar cometendo o mal por diversas razões.

Seu maior argumento é o de que todos nós somos iguais e a partir disso o leitor se vê envolvido em uma série de manipulações, mentiras e crimes, e, assustadoramente, se percebe identificado com todas as maldades milimetricamente calculadas citadas na obra. Somos nós realmente apaixonados pela maldade do mundo como decreta a história? Somos realmente seres em quem jamais se deve confiar como diz a epígrafe do livro? Como é que secretamente carregamos a incrível capacidade de cometer as maiores aberrações em função de nós mesmos sem que sejamos verdadeiramente maus?

A narrativa do padre, acompanhada do início ao fim do mais absoluto cinismo, ofende o leitor chamando-o de burro e incapaz a todo instante e tenta com todas as forças dissuadi-lo a abandonar qualquer noção de moralidade. Ele joga por terra o que chama de “pseudoverdades insustentáveis” e despreza a todos aqueles que acredita dependerem das mesmas.

João Ubaldo colocou em palavras a essência do que somos capazes mesmo que não saibamos? Não sei. Mas senão isso, tenho certeza de que ao menos desmistificou a maldade a ponto de que possamos acreditar que no mundo em que vivemos tudo é realmente possível por mais impressionante que possa parecer.



19 de outubro de 2006

Geléia geral


Estão vendo esta camerazinha? Ela está ali na coluna da direita faz um tempão. Estava ali, coitadinha, de boba – não servia pra nada. Mas agora ela funciona. Podem clicar lá e conferir. Não é um fotolog totally ego descontrol, mas nem por isso vocês estarão livres de ver a minha carranca.

Até o momento existem oito álbuns separados por categorias e pretendo abastecê-los com fotos novas sempre que possível. Então, por mais que com o passar do tempo pareça que tudo continua igual, o número de fotos de cada um deles sempre aumentará. Podem botar reparo. Vão dar uma olhada e voltem aqui pra dizer o que acharam, certo?

***

Então que Raquel Pacheco (vulga Bruna Surfistinha) vai lançar mais um livro: “O Que Aprendi Com Bruna Surfistinha – Lições de uma vida nada fácil” (Panda Books/R$ 27,90 /272 págs). Segundo a matéria da Folha Online o livro abordará suas experiências sexuais com famosos, como um apresentador de TV, um galã e um jogador de futebol. Mas a ex-prostituta vai evitar nomear os ex-clientes, com medo de ser processada.

Pois é, agora que ela achou mais fácil ser escritora do que puta, ganho uma concorrente de peso – hahahahaha. E detalhe: o livro dela é mais caro que o meu.

***
Hoje só se falou na tal bomba que a Revista Veja está preparando para a edição deste domingo. Algo que irá acabar de uma vez por todas com a reeleição de Lula. Dizem à meia boca também, que tudo não passará de uma grande armação. Mas eu não sei de nada, portanto aguardemos cenas do próximo capítulo.

Eu abomino essa parcialidade descarada dos meios de comunicação em prol da eleição de Geraldo Alckmin. Eu simplesmente desprezo esse desespero em manipular a opinião pública como se todos fossem incapazes de tomar decisões sensatas sem serem doutrinados pelo que assistem ou lêem.

Em contrapartida tenho pena de quem se deixa envolver por joguetes, principalmente dos de época de eleição. Eu não sou PT, eu não sou PSD e nem sou PFL. Eu não sou porra nenhuma! Toda vida concordei com Montesquieu e com Lord Acton. E se você ainda não sabe quem são eles, procure saber. Antes que seja tarde e você saia por aí repetindo aos quatro cantos todas as “verdades absolutas” que vê na mídia.

Segredinho de bastidores: A mídia ri da sua cara.



8 de outubro de 2006

Enfim um livro


Literatura Crônica – lançamento em São Paulo dia 11 de novembroEntão que no dia 11 de novembro, aqui em São Paulo, será o lançamento do livro Literatura Crônica pela Editora Andross. É uma antologia de crônicas com autores espalhados por todo país, e, acontece que eu estou entre eles.

Embora não seja ainda exclusivamente meu (é apenas uma crônica de minha autoria, afinal), a sensação de ser publicada em um livro é realmente bacana. Algo como se o trabalho que faço há tantos anos enfim fosse dar umas bandas além deste blog. Pôxa, um livro… Minha mãe está orgulhosa!

Vou falar mais a respeito conforme o dia for se aproximando, não se preocupem. Esse livro também é um pouco desta Casa e também um pouco de todos vocês que me acompanham há tanto tempo, gostam do que escrevo, deixam suas opiniões nos comentários (concordando ou não com o que eu digo) e escrevem e-mails. Todos vocês sabem que fazem parte parte da história desta Casinha aqui.



2 de agosto de 2006

Paula e Isabel


De todos os livros que já li na vida, Paula, de Isabel Allende, figura agora entre os meus preferidos. Eu já sabia da existência dessa extraordinária escritora naturalizada chilena, já sabia de seu envolvimento voluntário e involuntário na história política daquele país, já sabia que ela era a autora do livro que originou um dos filmes mais legais de todos os tempos: A Casa dos Espíritos. Sabia, aliás, muito pouco a respeito dessa mulher e nunca a havia lido. Uma pena, mas já diz o ditado que antes tarde do que nunca. E foi assim que agradeço ao fato de antes dos meus trinta anos, ter lido senão o melhor livro de minha vida, um deles.

Paula chegou até mim sem nenhuma cerimônia. Estava ali abandonado no criado mudo do quarto da minha irmã, e então, quando me dei conta já havia lido o suficiente para me apaixonar.

PaulaO livro conta várias histórias. Entre tantas está a de Paula, filha de Isabel, que entrou em coma profundo devido a uma doença confusa chamada porfíria (até mesmo depois de minhas buscas no Google, fui incapaz de compreender precisamente do que se trata a doença). Foram vários meses em que a escritora passou ao lado da filha e, enquanto isso, procurou conforto escrevendo cartas à moça doente que não podia sequer ouvi-la. Ela tinha esperanças de que ainda sua filha pudesse ler todas as palavras escritas durante todos aqueles dias e noites em que clamou por sua melhora: “Paula, escrevo para que quando você acorde não se sinta perdida, filha”. Mas após um ano, em 6 de Dezembro de 1992, Paula morre com apenas 29 anos. E não venham aí do outro lado me dizer que estraguei tudo falando isso, pois em qualquer crítica a respeito do livro é a primeira coisa que é contada.

IsabelÉ um livro delicado. Quase um diário que percorre a Isabel neta, filha, irmã, esposa e mãe. Fala do passado de sua família, dos amores, dos momentos e dos segredos da mulher de então 49 anos de idade. Tudo isso unido à dolorosa batalha na qual se encontrava a escritora diante da possível perda de sua filha. Um livro e uma verdadeira viagem ao interior de si mesma que, conforme afirmou a escritora, serviu de veículo para prolongar a presença da filha junto da mãe, para manter a vida que já a tinha abandonado desde o momento em que deu entrada no hospital, mergulhando no coma profundo.

Embora o livro trate de morte, precisamente da morte de um filho, não é sentimentalóide, mesmo que tivesse total permissão para sê-lo. Há nele também espaços para gargalhadas, reflexões e identificação.

Um livro absolutamente fascinante da vida de alguém que como qualquer um de nós, ama, sofre, chora, perde e recomeça.

OBS I: Isabel viveu no Peru, no Chile, no Líbano, na Bolívia, na Suíça, na Bélgica e na Venezuela e, há 16 anos, mora nos Estados Unidos. Ela faz 64 anos hoje, dia 02 de agosto.

OBS II: Existe outro livro de Isabel que pode ser confundido com esse que escrevi aqui: “Cartas a Paula”. Se trata de uma seleção de correspondências enviadas por leitores do mundo inteiro em apoio ao drama da perda de sua filha. Primeiro leiam Paula.



4 de julho de 2006

Comida e literatura


Mesmo tendo sido criada em uma cidadezinha com uma grande colônia japonesa. Mesmo sempre tendo nipônicos em minha rede de amigos. Mesmo freqüentando restaurantes japoneses semanalmente. Mesmo assim jamais havia conseguido enfiar na cabeça qual comida era o sushi e qual era o sashimi.

Eu sempre soube a diferença entre eles embora não soubesse qual era qual. Um é aquele bolinho de arroz com peixe ou outros ingredientes, até mesmo frutas – não gosto desse. O Outro é o peixe cru, que eu adoro.

Sushi não!O engraçado da história é que agora aprendi a diferenciá-los como ninguém. Tudo isso graças a Marian Keyes e ao seu livro horroroso chamado Sushi. Hoje, quando em um restaurante japonês, já não fico confusa tentando lembrar qual das duas comidas eu odeio. Basta lembrar da péssima experiência literária que tive e prontamente peço sashimi, pois sushi não dá.

Se vocês adoram sushi e sashimi igualmente, sorte. Mas se querem ler algo que presta, fujam desse livro medonho.

***

PS: Fazia tempo que queria escrever o quão terrível é esse livro, mas sempre acabava deixando pra lá. Hoje, aproveitando a minha ansiedade em esperar pela hora do almoço, que será num restaurante japonês, resolvi alertá-los a não gastarem dinheiro com essa porcaria irlandesa.



5 de junho de 2006

Honra teu pai e tua mãe


Ontem depois do almoço estive na Fnac e comprei o novo livro de Ilana Casoy, O Quinto Mandamento – Caso de Polícia. Curtinho, (pouco menos de 200 páginas) e fala apenas sobre o caso Richthofen: desde a investigação até a confissão. Comecei a lê-lo às 20 horas e duas horas e meia depois, terminei. Nas poucas páginas (com promessa de continuação da autora para depois do julgamento dos três assassinos) fiquei sabendo de vários detalhes não divulgados pela imprensa e mais ainda tive convicção de que a loirinha merece passar o resto de seus dias apodrecendo na cadeia.
Eis a sinopse do livro:
“A anatomia de um crime que desconcertou a família brasileira. Honrar pai e mãe é um dos mandamentos bíblicos. O que levaria, então, uma estudante de Direito, rica e bonita, a planejar o assassinato de seus pais e participar de cada etapa da elaboração do crime, prosseguindo sem hesitação até a aterrorizante noite fatal? O que faz o namorado dela, um rapaz também aparentemente “normal”, encabeçar o plano com a ajuda do irmão? A especialista Ilana Casoy não apenas mostra a impressionante estratégia dos detetives, digna de um filme de suspense, mas também revela o comportamento perturbador dos criminosos – que, em pouco mais de uma semana, passaram de vítimas a acusados. Trata-se de um livro que se lê de um só fôlego, pela riqueza de material que apresenta, pela força dos fatos que descreve e pela forma envolvente com que conduz a narrativa dos eventos. Uma obra-prima no gênero”.

***
Infelizmente tenho certeza também de que anos na prisão não será o final da história da menina rica. Aqui neste país gente de dinheiro não fica presa. Este é o país das prisões injustas como aquela da mulher que ficou meses presa por ter furtado um pote de margarina no mercado. Aqui, Suzane fica solta e vai à praia.
***
Viva o Brasiiiiiiiiiiiiiiiiiil! Hexa campeão! Pão e circo e “Brasil ê ô” para quem tiver estômago!

Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!


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