Vocês bem sabem que eu tenho uma super tendência a ser mudérrrninha, néam? Vocês sabem que gosto de novidades e gosto de tudo o que é reinventado de forma a acrescentar o novo a algo que já era bacana. Tanto, que as vezes aprecio mais as novas versões do que das originais, e isso vale desde músicas e filmes a peças de teatro e afins. Foi exatamente por este motivo que quando eu e meu marido ganhamos convites para assistir a versão eletrônica da ópera O Guarani, achei que poderia ser bacana.
Fomos munidos da companhia de dois amigos. Eles, devidamente avisados de que não sabíamos se o negócio prestava. Mas a teoria realmente era bem interessante: a noite no Tom Brasil começaria com DJs animando o público da pista e dos camarotes. À 1h, quatro músicos regidos por um maestro tocariam trechos de O Guarani ao vivo, acompanhados pela base eletrônica criada pelo DJ Mau Mau e por cantores líricos. Depois de cerca de 70 minutos, o DJ norte-americano Derrick Carter assumiria as pick-ups. Uiaam, Tukaaam! Super baladjéeenhaam!
E eu estava realmente curiosa para ver o amor de Ceci e Peri se tornar um batidão dançante. Enquanto nós quatro esperávamos impacientes que o trem começasse, criávamos em nossas cabecinhas viajantes dezenas de propostas surreais para o que talvez pudesse acontecer. Além, óbvio, de repararmos nas centenas de figurinhas desesperadas em serem diferentes que, exatamente por isso, conseguiam ser apenas incrivelmente comuns. Cada tipo divertido néaam, Tukaaam?
Mas eis que muito tempo depois do programado a tal ópera começa. Imediatamente começo a ouvir os comentários intelectualóides dos boyzinhos hypes da Mackenzie se fingindo de inteligentes, mas na verdade esperando a hora exata de baixar nas mina. Desistiram de falar depois de um minuto mais ou menos, pois o que se via no palco não era definível. Não era descritível e nem ao menos compreensível e tudo o que eu conseguia pensar era: Que merda! Mataram a obra do Castro Alves! Claro que de tão atordoada troquei o coitado do Carlos Gomes pelo poeta dos escravos, mas se bem que os dois deviam estar unidos na revolta e se reviravam juntos em seus devidos túmulos em protesto ao que foi feito de O Guarani, aposto.
Eu não sei exatamente nem como tentar contar o que vi ali naqueles dez minutos em que resisti firmemente após o início do “espetáculo”. Mas vou tentar: luzes, barulho, um cara parecido com um aborígene pulando no palco com uma handycam e tudo o que ele filmava ia aparecendo num telão gigantesco… … Ai, chega, vocês não merecem… Gente, que coisa terrível, que coisa mal feita, que coisa absurdamente bizarra! O projeto que se chama V.I.A Gol tem (ou tinha) pretensão de ser o primeiro de uma série e reeditar várias obras nacionais transformando-as em uma linguagem contemporânea. Eles chamam isso de espetáculo-festa. Eu chamo isso de espetáculo-éeeeeeeeeeeca! E comecei a fazer preces desde sábado para que eles desistam da idéia. Se for pra estragar algo consagrado que nem mexam, deixem como as coisas estão que está tudo bem. Afinal, mudérrninho de cu é rôooouula!
Timberlake que estou falando e sabem de uma coisa? Sequer fiquei vermelha. Afinal não se pode ter um gosto impecável sempre, nem eu consigo – nhóooooi.
Scarlett Johansson é digno de furdunço, mas vai além. O clipe é super bem feito e possui roteiro de filme com direito a amor, sexo, pancadaria, traição e morte. Juraa, Tukaam?
Mas eis que nem bem a festa do casório terminou e já começou uma falação de que o vestido usado pela cantora era tão exclusivo quanto aquele gatchinhom que jura que só fica com você.
Ninguém me avisou que uma das coisas ruins de se ter uma franja é que esse treco cresce igual mato. Para conseguir enxergar um palmo diante do meu nariz preciso aparar a cada 15 dias. E eu que já sou cega normalmente agora tenho a franja como a mais nova aliada da minha miopia. Mas vejam bem, apesar disso e do perigo de que eu acabe enfiando o carro em algum poste por aí, posso garantir a vocês que cabelos encobrindo parcialmente os olhos tem um certo charme, pois percebo que as pessoas me olham muito na rua. E das duas uma: Ou pensam que eu estou fantasiada de Chewbacca e me olham porque sentem medo ou estão mesmo me achando mega-lindonaam. Na foto estou tentando pagar de gatchinham e esqueci que a intenção era usá-la para ilustrar minha franja-mato. Ao lado Chewbacca em seu melhor ângulo. PS: No caso de terem alguma dúvida eu sou a da direita, a de lilás última moda. Ai, Tukaam, como você é retardadaam!
Estou em crise de abstinência porque absolutamente todas as séries que eu assisto acabaram suas temporadas praticamente ao mesmo tempo. Só de ódziuuum vou contar o final de todas pra vocês. Em Grey’s Anatomy o Drº Burke acaba desistindo do casamento e abandona Cristina Yang na igreja. Meredith continua a drama queen de sempre e mantém o joguinho chato com o McDreamy – eu ia curtir muito mais se a série se chamasse Yang’s Anatomy. Em Desperate Housewives a Eddie se mata, Linette está com câncer e sua mãe chega para ajudá-la, Susan casa com Mike, Bree finge que está grávida para assumir o filho de Danielle e Gabrielle se casa com o político. Em Heroes, Hiro enfim mata Sylar e quando Peter Petrelli está prestes a explodir, seu irmão Nathan voa com ele para o espaço e então os outros heroes observam a explosão juntos. Ainda não vi os últimos episódios de Criminal Minds e nem de Lost, mas não passa deste fim de semana. Agora me resta esperar Weeds e Dexter que começam suas novas temporadas ainda este ano – falar nisso preciso postar sobre essas duas séries aqui na Casa.
Então que algumas vezes por dia perco toda minha dignidade e me divirto horrores
Vi o final de Lost ontem à noite e aí vai: Charlie descobre que Naomi não foi mandada por Penny para resgatá-los e avisa Desmond antes de finalmente morrer. Vários do grupo dos “outros” morrem. O sinal do telefone de Naomi é estabilizado. Walt Aparece. Locke volta e tenta impedir que Jack fale com o barco que trouxe a forasteira, ameaçando-o com uma arma. Jack não cede e consegue fazer contato sob protestos também de Ben que foi capturado por eles. Alex descobre que Rosseau é sua mãe e a francesa fica comovida diante da filha. Apesar da tentativa de Sawyer e Juliet de ajudar Sayid, Jin e Bernard, quem salva a pátria é o fofíssimo Hurley ao volante da Kombi azul. A série acaba e todos estão felizes aguardando o resgate. Só que os já tradicionais flashbacks inseridos durante todos os episódios, desta vez mostram o futuro pós ilha de Jack – e ele está arrependido por ter siso resgatado. Será que Ben e Locke tinham razão em alertar que não entrassem em contato com o tal barco pois todos se arrependeriam?
- Por que será que inventaram fronhas com elásticos? Elas deixam os travesseiros horríveis e são impossíveis de se dobrar de forma decente;
Se minha manicure fosse ligada em tecnologias internáuticas, creio que nossa relação de amor e ódio estaria bem próxima do fim. Pois ela leria esta Casa e saberia o quanto estou querendo que ela entre em combustão espontânea por ter quase amputado meu dedo.
“Milkshake” é uma música horrorosa de uma cantora americana chamada Kelis. Por sinal a pérola também está na trilha de um filme besteirol que está fazendo o maior sucesso por lá: Date Movie. Essa desgraça impregnou e quando menos percebo estou a cantarolar:
Por que será que absolutamente todos ao mesmo tempo resolveram descobrir Damien Rice? Será por que ele é um bonito-lindo e ainda sabe cantar?
Você é “O Fabuloso Destino de Amelie Poulain” de Jean Pierre Jeunet. Você é engraçado(a), original. Uma pessoa leve e maravilhosa de se conviver.





