Arquivo da Categoria ‘Cultura’



17 de maio de 2007

Da NOVA série: Estão querendo nos convencer de que somos burras


Então que ontem assisti aquele filminho chamado Minha Mãe Quer que Eu Case(Because I Said So). Só pra ver até onde aquela merda ia chegar (por mais que seja outro daqueles típicos filmes previsíveis do caralho), assisti do começo ao fim. E entre um bocejo e outro e um “ah, vá!” e outro, diante de cada ceninha tosca (e são inúmeras), agüentei bem firme. Aiiim, Tukam você tem a paciência digna de um monge às vezes, néaam?

Retrato de uma família quase felizO filme é besta do começo ao fim e só vou me dar ao trabalho de contar do que se trata porque realmente pretendo dissuadir a todos vocês de verem aquela porcaria. Daphne (Diane Keaton) é mãe de três filhas. O começo do filme mostra as seguidas festas de casamento de duas delas (uma é a Lorelai da série Gilmore Girls a outra é Piper Perabo, aquela que é especialista em fazer papel de lésbica no cinema (mas neste filme ela é hétero). Já Milly (Mandy Moore), a filha caçula nunca encontra ninguém que presta. E vejam bem: ela JÁ tem 20 anos! A vaca da mãe não se orgulha que ela tão jovem já tenha o próprio negócio, more sozinha ou tenha carro. Como assim não ter namorado? Como assim não ter planos de casamento? E se ela chegar aos TRINTA sem um homem?? Me digam: em que merda de século vive essa roteirista de merda (Sim! O roteiro é de uma mulher)? Malditona. Óooodzium dessa gente que acha que mulher só é completa quando tem homeemm, Tukaaam!

O mega-gateenho-bom-partido e o beeem-gateenho-pé-rapado Daí a velha alcoviteira, coloca um anúncio na Internet procurando um homem pra sua garotinha sem o conhecimento da mesma. Meigo né? De todos os freaks que aparecem, ela acha que um (Tom Everett Scott) pode dar liga com sua filha man-less. Concomitantemente, um músico-boçal-beeem-gateenho (Gabriel Macht) também começa a concorrer pela jacussaura. Então, ela muito espertinha, putinha, e indecisa começa a sair com os dois (hohohohohohoho).

O resto é mais óbvio. O cara que a mãe gosta e quer como genro é um mega-gateenho-bom-partido, mas a candanga da filha gosta mesmo do pobretão-pai-solteiro-beeem-gateenho. Depois de quase um milênio, a monga descobre enfim que a mãe fez o tal anúncio, fica muito bravinha, o cara beeem-gateenho-pé-rapado descobre que ela dá pro cara-bom-partido ao mesmo tempo em que dá pra ele, fica muito magoado por ser corno e dá o fora nela. Ela chora e sofre. Ele chora e sofre. Todos choram e sofrem. Abre parênteses: choro, grito, cantoria espontânea (porquê sempre tem cantoria espontânea em filme água com açúcar, hein?), cachorro fazendo carinhas fofas, beijo na boca, reconciliação e casamento no final. Fecha parênteses.

Ou seja, você não deve gastar seu suado dinheirinho indo assistir a essa merda, até mesmo porque eu já contei tudo. Vale muito mais a pena gastar seus “doze real” comprando comida pra sua tartaruga de estimação. Ah, não tem tartaruga? Então veja se com doze reais dá pra comprar, mas NÃO gaste dinheiro indo ao cinema por causa dessa droga que só não é pior porque tem apenas 102 minutos.



24 de abril de 2007

Um site-musiquinha


O site Last.fm foi fundado em 2002, mas só agora, cinco anos depois, é que caí de graças por ele. Fui lerda, eu sei, e eu não costumo me demorar em aderir à novidades tecnológicas – sei lá porque enrolei tanto desta vez.

Leitores que ainda não têm idéia do que se trata esse treco, não se desesperem que eu explico. Para quem gosta de música tanto quanto eu, é algo super-mega-ultra-legalzim. O site agrupa informações sobre milhares de artistas e de acordo com as músicas que ouvimos é criado um perfil musical com o Scrobbling. Esse nominho complicado significa que ao ouvir uma música, o nome dela e do artista são enviados para a Last.fm e adicionados ao nosso perfil musical. Para isso basta instalar um plugin levinho e inofensivo no computador. Então o site rastreia tudo o que tocamos no Winamp, Media Player e Itunes e vai gerando uma lista de tudo o que costumamos ouvir e uma outra lista (essa feita por nós mesmos) entre tudo o que ouvimos das nossas top-top-puta-músicas. Desse jeito ele recomenda artistas parecidos com os nossos preferidos e ainda disponibiliza trechos ou músicas inteiras para que possamos conhecer.

O legal é que seu perfil, assim como o de outros milhões de pessoas, fica disponível a todo mundo, e desse jeito, além de rastrear novidades e ouvir mais músicas de cantores que já conhecemos, podemos encontrar pelo mundo aqueles que tem o gosto musical similar ao nosso. Pois quando você está ouvindo algum artista, o plugin do Last.fm lista as últimas pessoas que também o ouviram recentemente. Mas Tukaaam, assim todo mundo pode saber que eu sou brega bagarai e ouço Nelson Ned e Gilliard?? Não necessariamente. Existe a função de editar a lista do que você ouve, portanto sua breguice pode ser protegida.

Como eu ouço muita música e vivo fuçando atrás de coisas novas, meu perfil do Last.fm será muito atualizado. Se quiserem dar uma olhada no meu gosto eclético e duvidoso peculiar (nhóoooooooi) apareçam por lá. Mas se além de xeretar o que gosto de ouvir, vocês também são apaixonados por música, façam o seu próprio perfil e depois voltem aqui para me deixar o link. Tukaaaaaaaaaaam, vou fuçar as sua músicas, mas não vou passar o meu perfil não! Me deixe amar o Gilliard em paaaaz!



6 de março de 2007

The Pipettes reeditam os anos 60


Let’s go dance!
Todo dia aparecem novas bandas de rock e projetos de música eletrônica. Tem bastante coisa boa, mas, a maioria é receitinha de bolo: comunzinho. Eis que em meio a garotos gritões e instrumentos barulhentos que dominam o mundo da música, surgem três inglesinhas difundindo um estilo que há muito era considerado ultrapassado.

Versão moderninha dos grupos femininos dos anos 60 (quem viu recentemente o filme Dreamgirls sabe do que estou falando), The Pipettes, formado pelas vocalistas Rose, Becki e Julia, é um grupo de mulherzinhas. Seu primeiro álbum “We Are The Pipettes” foi lançado no meio do ano passado, mas parece que agora elas caíram de vez nas graças do grande público e também da crítica especializada (e agradar aos dois é algo nem sempre possível).

Elas vestem vestidos de bolinhas, têm cortes de cabelos tão retrôs quanto suas roupas, fazem coreografias sincronizadas e possuem vozes afinadíssimas. Suas músicas basicamente falam de amores bobos, festas e muita diversão, ou seja, nada de consistente, tudo muito fútil e sem medo de ser feliz, mas posso garantir uma coisa: essa meninas animam até velório! É até bem aceitável que você não vire fã das meninas de Brighton, mas duvido que pelo menos não chacoalhe os pézinhos.

Já vou avisando: o hit abaixo é o grudento “Pull Shapes”, você vai passar o dia cantarolando o refrão sem perceber.



9 de fevereiro de 2007

Hey, ho, Ok Go!


Eu gosto tanto de música que desde que saiu uma pesquisa idiota aí dizendo que a percepção por novidades musicais só se desenvolve até os 30 e poucos anos fiquei meio grilada. Será que é por isso que existe esse bando de babacas cultuando os anos 80 até hoje como se fosse o máximo? Abomino a idéia de me tornar um desses tipos. Tudo bem gostar de coisas antigas, eu tenho uma lista gigantesca de ídolos de várias décadas passadas. Mas daí a ouvir sempre as mesmas coisas, não né? Cansa.

E eis que descobri faz um tempo, uma bandinha esquisita chamada Ok Go composta por quatro caras totalmente performáticos. Eles são de Chicago e se quiserem que eu classifique seu estilo, posso falar que eles têm algo de pop-indie. Mas como simplesmente detesto essa mania besta de ficar rotulando tudo o que aparece de novidade no mundo da música, moda ou qualquer coisa – reparem, sempre tem um babaca que vem com um carimbinho dizendo a merda do estilo ou da “tendência” de tudo – vou só dizer que eles são legais e divertidos. E se existe algo fundamental na música é exatamente o que a faz ser legal e divertida. Concordam? Mas depois que soube que um clipe deles já foi parar até no Fantástico, com certeza vocês vão ouvir os mais bizarros e boçais gêneros para a banda. Isso sem contar com os “os novos…”, pois basta aparecer alguém legal para os críticos manés quererem compará-lo com alguém já conhecido.

Mas voltando. Eles possuem algumas músicas rolando por aí (Get Over It e A Million Ways são algumas), mas o que me atraiu de cara foi Here It Goes Again, que, aliás, tem uma história bem peculiar. A MTV norte-americana-pau-no-cu não se interessou em produzir o videoclipe e a banda fez isso por conta própria. De forma bem amadora e nem por isso menos genial, os rapazes juntaram esteiras de academia, fizeram uma coreografia pra lá de sincronizada e jogaram o clipe no Youtube. Resultado: sucesso absoluto!

Confiram o clipe abaixo, reunam mais três amigos e depois repitam em casa ou na academia a dancinha fenomenal do Ok Go, ok? Não vale cair!



8 de fevereiro de 2007

Não agradou, Alejandro…


Estava em super expectativa para assistir Babel apenas por se tratar de mais um filme de Alejandro Gonzáles Iñarritu. Eu adorei Amores Brutos, gostei muito de 21 Gramas e Babel não tinha como não ser bom, certo? Errado. Babel é comum. Não sei se a fórmula de traçar destinos de pessoas desconhecidas concomitantemente é que está batida ou se as lágrimas de Brad Pitt e o enredo ambientado em três continentes e falado em cinco idiomas é que não me comoveram mesmo – deve ter sido isso.

Achei apenas meia boca e não acho que mereça o Oscar, mas já que ganhou o Globo de Ouro, muito provável que leve o prêmio da academia também – Hollywood é quase sempre muito previsível.

Dos cinco filmes que concorrem ao prêmio, além de Babel eu vi Os Infiltrados e o fofíssimo Pequena Miss Sunshine – desses prefiro a saga da garotinha como escrevi aqui, se bem que o filme de Scorsese também é muito bom. O draminha multi-étnico seria mesmo minha última opção. Vou assistir ainda Cartas de Iwo Jima e A Rainha. Depois conto o que achei.

Para aqueles que gostam de acompanhar a tediosa premiação do Oscar, este ano será no dia 25 de fevereiro. A lista completa dos indicados está aqui.



20 de janeiro de 2007

A Casa dos Budas Ditosos


Ler João Ubaldo é maravilhoso, mas assistir a peça de um de seus livros e ainda com Fernanda Torres como protagonista deve ser melhor.

Terças e Quartas até 06 de fevereiro aqui.



26 de dezembro de 2006

Nelson Rodrigues e um certo blablablá de fim de ano


...Sempre tive fascinação por Nelson Rodrigues. Desde muito novinha admirei a capacidade do escritor de chocar as pessoas com assuntos tão banais e ainda assim polêmicos como a inveja, a traição, o sexo e a mentira.

Ainda tão incríveis quanto seus escritos foram as inúmeras frases que sua ferina boca proferiram. Ele era o cara. Por isso mesmo é que quando vi que relançaram o livro A Vida Como Ela É que tem cem contos do escritor, decidi na hora o queria ganhar de presente do marido. E ontem quando chegamos de viagem o livro estava esperando por mim. Se existe algo que me deixa feliz é livro novo prontinho para ser lido. Depois escrevo sobre o que achei dele.

***

Eu sei que por esses dias todos falam de festas de Natal e de fim de ano, mas quem conhece esta Casa sabe que eu não me insiro em certas euforias. Simplesmente não tenho saco para escrever sobre ceias, roupas para passar a virada, e coisas do gênero – acho tudo isso extremamente sem graça, cada um é cada um e eu sou assim, fazer o quê? Óbvio que isso não impede que eu deseje a todos sempre o melhor e isso não é motivado por uma data específica no calendário. Portanto leitores, ano que vem tem mais Casa da Tuka: mais contos, críticas, crônicas e o besteirol habitual desta chata rabugenta que tanto ama escrever para todos vocês.



1 de dezembro de 2006

Paraíso perigoso?


O filme Turistas que estréia hoje nos Estados Unidos (a previsão de estréia no Brasil é fevereiro) está causando uma grande polêmica por aqui por fazer o maior rebosteio com a imagem já tão desgastada do nosso país.

Para quem ainda não sabe, o filme de terror conta a história de um grupo de mochileiros norte-americanos que viaja para o Brasil. Os jovens sofrem um acidente de ônibus e se perdem em uma floresta. A princípio pensam estar em um verdadeiro paraíso, onde podem jogar futebol, dançar com mulatas e beber caipirinha. Mas após uma festa, acordam atordoados em uma praia e percebem que foram roubados. Eis que começa o pesadelo dos “pobres desavisados” que ousaram se enveredar em terras brasileiras.

O filme é dirigido por John Stockwell (Mergulho Radical), e traz no elenco Josh Duhamel (Las Vegas), Melissa George (Alias, Horror em Amityville), Olívia Wilde (The O.C.) e Desmond Askewm (Viagem Maldita).

A Embratur está enlouquecida de preocupação com a repercussão internacional que este longa-metragem pode causar, e por isso irá monitorar a reação dos expectadores no exterior e lançar uma campanha mundial positiva sobre o turismo no Brasil.

Esta não é a primeira vez (e provavelmente nem será a última) que a imagem do Brasil é avacalhada. Na série Os Simpsons, a família visita um Rio de Janeiro que tem macacos, ratos e cobras na rua e ninfomaníacos por todos os lados.

***
Eu não vou gastar dinheiro para ver no cinema a interpretação do Brasil por um babaca de um americano. Um povo que não sabe localizar seu próprio país em um mapa (vocês viram essa pesquisa?) vai saber sobre o Brasil? Eu sei que estamos longe de ser um país maravilhoso e livre de problemas, mas daí a vir aqui e transformar a todos em putas e bandidos, não né? Vá pro diabo.



24 de novembro de 2006

Ubaldão do meu coração


Faz um tempo que terminei de ler o mais novo livro incluído em minha “Top List Puta Livros”: O Diário do Farol de João Ubaldo Ribeiro, lançado em 2002. Falar que o bahiano arretado é um escritor fenomenal pode ser pra lá de batido, mas que se foda: João Ubaldo Ribeiro é FENOMENAL!

O livro é o relato de um padre inescrupuloso, que, isolado em uma ilha com um farol batizado de Lúcifer, narra os mais absurdos atos cometidos por ele durante sua vida motivado primeiramente sob a desculpa de vingar-se dos maus-tratos do pai e depois da mulher que o desprezara. É absolutamente um manual da falta de caráter e dissimulação que conta em detalhes todas as artimanhas da pessoa que acredita que o bem e o mal são exatamente uma coisa só. Ou seja: a mesma pessoa que comete o bem neste mesmo ato pode estar cometendo o mal por diversas razões.

Seu maior argumento é o de que todos nós somos iguais e a partir disso o leitor se vê envolvido em uma série de manipulações, mentiras e crimes, e, assustadoramente, se percebe identificado com todas as maldades milimetricamente calculadas citadas na obra. Somos nós realmente apaixonados pela maldade do mundo como decreta a história? Somos realmente seres em quem jamais se deve confiar como diz a epígrafe do livro? Como é que secretamente carregamos a incrível capacidade de cometer as maiores aberrações em função de nós mesmos sem que sejamos verdadeiramente maus?

A narrativa do padre, acompanhada do início ao fim do mais absoluto cinismo, ofende o leitor chamando-o de burro e incapaz a todo instante e tenta com todas as forças dissuadi-lo a abandonar qualquer noção de moralidade. Ele joga por terra o que chama de “pseudoverdades insustentáveis” e despreza a todos aqueles que acredita dependerem das mesmas.

João Ubaldo colocou em palavras a essência do que somos capazes mesmo que não saibamos? Não sei. Mas senão isso, tenho certeza de que ao menos desmistificou a maldade a ponto de que possamos acreditar que no mundo em que vivemos tudo é realmente possível por mais impressionante que possa parecer.



23 de outubro de 2006

Pequena Miss Sunshine


Faz tempo que não falo a respeito de cinema aqui na Casa. O motivo é bem simples: nada do que eu assisti ultimamente me empolgou tanto a ponto de eu ter vontade de recomendar a alguém.

Os diretores Valerie Faris e Jonathan Dayton com a pequena OliveMas eis que vi Pequena Miss Sunshine – a estréia na tela grande de Jonathan Dayton e Valerie Faris saídos do mundo dos videoclipes. O filme não tem atores extremante famosos e não está passando em circuito comercial nos cinemarks e ucis da vida. Exatamente por isso é que a maioria das pessoas não ouviu falar dele e se o vir em algum cartaz por aí poderá deixá-lo passar batido.

Miss sunshine é uma antítese muitíssimo bem-humorada daqueles tão batidos filminhos americanos em que tudo dá certo para os personagens. Sabem a histórinhas de redenção em que os feios se tornam bonitos no final, ou em que os times repletos de pernas de pau ouvem frases de incentivo de seus treinadores e sempre vencem os craques? No filme em questão não há absolutamente nada disso.

As plásticas candidatas à miss e Olive fora de qualquer padrão de belezaAos sete anos, Olive adora participar de concursos de beleza mesmo que sua aparência definitivamente não se insira nos padrões presentes em eventos do gênero. Com enormes óculos de grau e uma linda pancinha (a atriz Abigal Breslin, de Sinais, usou uma roupa com enchimento), a garotinha sonha em ser miss. E a sorte a ajuda quando ela acaba sendo qualificada para participar do concurso que escolherá a Miss Sunshine.

É então que começa a história da viagem de uma família nada convencional para levar a pequena Olive ao concurso de beleza infantil. Em uma Kombi caindo aos pedaços seguem todos de Albuquerque, no Novo México, até a Califórnia.

A família tenta alcançar a velha KombiRichard, o pai, é um fracassado motivador profissional obcecado pelo sucesso e por frases clichês de auto-ajuda. A mãe, Sheryl, é uma típica dona de casa desesperada cheia de preocupações com a família e, sobretudo, com seu irmão Frank, um gay, estudioso de Proust que acaba de sobreviver a uma tentativa de suicídio. Dwayne, o filho mais velho, é um adolescente rebelde, leitor de Nietzsche, em voto de silêncio e que odeia todos a seu redor. O avô (pai de Richard) usa a velhice para justificar suas crises de mau-humor e seu vício em heroína.

Com nenhuma pitada de família perfeita todos se unem em favor do sonho da caçula e na conturbada viagem vários acontecimentos fazem com que o problema de cada um deles seja confrontado.

Nada de família do-ré-miO roteiro envolve o espectador de corpo e alma ao alternar momentos hilários aos dramáticos e principalmente quando seus personagens dão suas caras à tapa enfrentando suas dificuldades no meio de uma sociedade que cobra tantos valores ridículos.

Pequena Miss Sunshine demorou cinco anos para ser produzido, pois seus diretores encontraram dificuldades para conseguir apoio financeiro de estúdios. Ironicamente, depois de ter sido exibido no Festival de Sundance – a principal janela do cinema independente norte-americano – teve seus direitos de exibição vendidos por mais de US$ 10 milhões. Somente nos EUA, rendeu US$ 55 milhões.

Ótimo filme: escrachadamente livre de padrões, sem lições de moral no final, nem reviravoltas impossíveis ou muito menos fábulas de bem contra o mal. Entrou em minha lista de filmes preferidos assim como todos os outros que fazem questão de ficar bem longe do comum. Assistam.


Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!


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