Então que ontem assisti aquele filminho chamado Minha Mãe Quer que Eu Case(Because I Said So). Só pra ver até onde aquela merda ia chegar (por mais que seja outro daqueles típicos filmes previsíveis do caralho), assisti do começo ao fim. E entre um bocejo e outro e um “ah, vá!” e outro, diante de cada ceninha tosca (e são inúmeras), agüentei bem firme. Aiiim, Tukam você tem a paciência digna de um monge às vezes, néaam?
O filme é besta do começo ao fim e só vou me dar ao trabalho de contar do que se trata porque realmente pretendo dissuadir a todos vocês de verem aquela porcaria. Daphne (Diane Keaton) é mãe de três filhas. O começo do filme mostra as seguidas festas de casamento de duas delas (uma é a Lorelai da série Gilmore Girls a outra é Piper Perabo, aquela que é especialista em fazer papel de lésbica no cinema (mas neste filme ela é hétero). Já Milly (Mandy Moore), a filha caçula nunca encontra ninguém que presta. E vejam bem: ela JÁ tem 20 anos! A vaca da mãe não se orgulha que ela tão jovem já tenha o próprio negócio, more sozinha ou tenha carro. Como assim não ter namorado? Como assim não ter planos de casamento? E se ela chegar aos TRINTA sem um homem?? Me digam: em que merda de século vive essa roteirista de merda (Sim! O roteiro é de uma mulher)? Malditona. Óooodzium dessa gente que acha que mulher só é completa quando tem homeemm, Tukaaam!
Daí a velha alcoviteira, coloca um anúncio na Internet procurando um homem pra sua garotinha sem o conhecimento da mesma. Meigo né? De todos os freaks que aparecem, ela acha que um (Tom Everett Scott) pode dar liga com sua filha man-less. Concomitantemente, um músico-boçal-beeem-gateenho (Gabriel Macht) também começa a concorrer pela jacussaura. Então, ela muito espertinha, putinha, e indecisa começa a sair com os dois (hohohohohohoho).
O resto é mais óbvio. O cara que a mãe gosta e quer como genro é um mega-gateenho-bom-partido, mas a candanga da filha gosta mesmo do pobretão-pai-solteiro-beeem-gateenho. Depois de quase um milênio, a monga descobre enfim que a mãe fez o tal anúncio, fica muito bravinha, o cara beeem-gateenho-pé-rapado descobre que ela dá pro cara-bom-partido ao mesmo tempo em que dá pra ele, fica muito magoado por ser corno e dá o fora nela. Ela chora e sofre. Ele chora e sofre. Todos choram e sofrem. Abre parênteses: choro, grito, cantoria espontânea (porquê sempre tem cantoria espontânea em filme água com açúcar, hein?), cachorro fazendo carinhas fofas, beijo na boca, reconciliação e casamento no final. Fecha parênteses.
Ou seja, você não deve gastar seu suado dinheirinho indo assistir a essa merda, até mesmo porque eu já contei tudo. Vale muito mais a pena gastar seus “doze real” comprando comida pra sua tartaruga de estimação. Ah, não tem tartaruga? Então veja se com doze reais dá pra comprar, mas NÃO gaste dinheiro indo ao cinema por causa dessa droga que só não é pior porque tem apenas 102 minutos.
O site
O legal é que seu perfil, assim como o de outros milhões de pessoas, fica disponível a todo mundo, e desse jeito, além de rastrear novidades e ouvir mais músicas de cantores que já conhecemos, podemos encontrar pelo mundo aqueles que tem o gosto musical similar ao nosso. Pois quando você está ouvindo algum artista, o plugin do Last.fm lista as últimas pessoas que também o ouviram recentemente. Mas Tukaaam, assim todo mundo pode saber que eu sou brega bagarai e ouço Nelson Ned e Gilliard?? Não necessariamente. Existe a função de editar a lista do que você ouve, portanto sua breguice pode ser protegida.
Todo dia aparecem novas bandas de rock e projetos de música eletrônica. Tem bastante coisa boa, mas, a maioria é receitinha de bolo: comunzinho. Eis que em meio a garotos gritões e instrumentos barulhentos que dominam o mundo da música, surgem três inglesinhas difundindo um estilo que há muito era considerado ultrapassado.
Versão moderninha dos grupos femininos dos anos 60 (quem viu recentemente o filme Dreamgirls sabe do que estou falando), The Pipettes, formado pelas vocalistas Rose, Becki e Julia, é um grupo de mulherzinhas. Seu primeiro álbum “We Are The Pipettes” foi lançado no meio do ano passado, mas parece que agora elas caíram de vez nas graças do grande público e também da crítica especializada (e agradar aos dois é algo nem sempre possível).
Eu gosto tanto de música que desde que saiu uma pesquisa idiota aí dizendo que a percepção por novidades musicais só se desenvolve até os 30 e poucos anos fiquei meio grilada. Será que é por isso que existe esse bando de babacas cultuando os anos 80 até hoje como se fosse o máximo? Abomino a idéia de me tornar um desses tipos. Tudo bem gostar de coisas antigas, eu tenho uma lista gigantesca de ídolos de várias décadas passadas. Mas daí a ouvir sempre as mesmas coisas, não né? Cansa.
Estava em super expectativa para assistir Babel apenas por se tratar de mais um filme de Alejandro Gonzáles Iñarritu. Eu adorei Amores Brutos, gostei muito de 21 Gramas e Babel não tinha como não ser bom, certo? Errado. Babel é comum. Não sei se a fórmula de traçar destinos de pessoas desconhecidas concomitantemente é que está batida ou se as lágrimas de Brad Pitt e o enredo ambientado em três continentes e falado em cinco idiomas é que não me comoveram mesmo – deve ter sido isso.

Sempre tive fascinação por Nelson Rodrigues. Desde muito novinha admirei a capacidade do escritor de chocar as pessoas com assuntos tão banais e ainda assim polêmicos como a inveja, a traição, o sexo e a mentira.
O filme Turistas que estréia hoje nos Estados Unidos (a previsão de estréia no Brasil é fevereiro) está causando uma grande polêmica por aqui por fazer o maior rebosteio com a imagem já tão desgastada do nosso país.
Faz um tempo que terminei de ler o mais novo livro incluído em minha “Top List Puta Livros”: O Diário do Farol de João Ubaldo Ribeiro, lançado em 2002. Falar que o bahiano arretado é um escritor fenomenal pode ser pra lá de batido, mas que se foda: João Ubaldo Ribeiro é FENOMENAL!
Seu maior argumento é o de que todos nós somos iguais e a partir disso o leitor se vê envolvido em uma série de manipulações, mentiras e crimes, e, assustadoramente, se percebe identificado com todas as maldades milimetricamente calculadas citadas na obra. Somos nós realmente apaixonados pela maldade do mundo como decreta a história? Somos realmente seres em quem jamais se deve confiar como diz a epígrafe do livro? Como é que secretamente carregamos a incrível capacidade de cometer as maiores aberrações em função de nós mesmos sem que sejamos verdadeiramente maus?
Mas eis que vi Pequena Miss Sunshine – a estréia na tela grande de Jonathan Dayton e Valerie Faris saídos do mundo dos videoclipes. O filme não tem atores extremante famosos e não está passando em circuito comercial nos cinemarks e ucis da vida. Exatamente por isso é que a maioria das pessoas não ouviu falar dele e se o vir em algum cartaz por aí poderá deixá-lo passar batido.
Aos sete anos, Olive adora participar de concursos de beleza mesmo que sua aparência definitivamente não se insira nos padrões presentes em eventos do gênero. Com enormes óculos de grau e uma linda pancinha (a atriz Abigal Breslin, de Sinais, usou uma roupa com enchimento), a garotinha sonha em ser miss. E a sorte a ajuda quando ela acaba sendo qualificada para participar do concurso que escolherá a Miss Sunshine.
Richard, o pai, é um fracassado motivador profissional obcecado pelo sucesso e por frases clichês de auto-ajuda. A mãe, Sheryl, é uma típica dona de casa desesperada cheia de preocupações com a família e, sobretudo, com seu irmão Frank, um gay, estudioso de Proust que acaba de sobreviver a uma tentativa de suicídio. Dwayne, o filho mais velho, é um adolescente rebelde, leitor de Nietzsche, em voto de silêncio e que odeia todos a seu redor. O avô (pai de Richard) usa a velhice para justificar suas crises de mau-humor e seu vício em heroína.
O roteiro envolve o espectador de corpo e alma ao alternar momentos hilários aos dramáticos e principalmente quando seus personagens dão suas caras à tapa enfrentando suas dificuldades no meio de uma sociedade que cobra tantos valores ridículos.





