Arquivo da Categoria ‘Cinema’



23 de junho de 2008

A arte imita a vida


Ellen Page e Catherine KeenerSe você conseguiu assistir Juno e não se apaixonar pela atriz Ellen Page terá mais uma oportunidade. Em Um Crime Americano (que é anterior a Juno) a atriz de 21 anos faz o papel de Sylvia e atua tão bem quanto a incrível Catherine Keener que interpreta Gertrude Baniszewski, a Gertie. Mas tirando o elenco e o fato da protagonista do filme possuir meu nome: Silvia Maria, (Sylvia Marie mais precisamente), os primeiros minutos de Um Crime Americano não me empolgaram.

Acontece que num estalar de dedos a trama água com açúcar que eu havia imaginado se transformou totalmente. Pausei o filme assustada. Mas não pensem que me intimidei devido a cenas tenebrosas dos típicos filmes de assombrações ou com as bizarrices ridículas que os americanos tanto adoram (vide Jogos Mortais e afins), não. Um Crime Americano não possui nenhuma dessas coisas e talvez tenha sido isso mesmo o que tenha me causado tanto incômodo. É sempre assim toda vez que nos damos conta de que um ser humano pode ser muito mais cruel e insano do que qualquer vilão de mentirinha.

As verdadeiras Sylvia e GertrudeNo Google descobri que o filme foi baseado em uma história REAL que chocou os Estados Unidos e o mundo em 1965. A trama recria a triste história de Sylvia Likens (Ellen Page), de 16 anos. Filha de funcionários de um circo itinerante, Sylvia e a irmã caçula, Jenny, foram deixadas aos cuidados de Gertrude Baniszewski (Catherine Keener), uma viúva mãe de 7 filhos, enquanto os pais viajavam a trabalho.

O casal Likens foi apresentado a Gertrude pelas filhas (que a conheceram na igreja) e prontamente confiaram na mulher de aparência pacata e gentil. Mal sabiam o inferno em que estavam colocando suas meninas. Após contar a Gertie que Paula, sua filha mais velha, estava grávida de um homem casado, todas as frustrações da mulher começam a ser descontadas em Sylvia. Os castigos ficam cada vez mais rígidos até que resolve trancá-la de vez no porão da casa onde a menina acaba sendo morta.

Terminei de assistir ao filme incrédula de que uma história como aquela pudesse ter acontecido realmente e ainda com a conivência e omissão de tantas pessoas que sabiam o que acontecia no porão daquela casa em Indiana. Cheguei a pensar que o diretor pudesse ter exagerado em algumas cenas com o intuito de deixar a história mais interessante e então li que Tommy O’Haver AMENIZOU e muito tudo o que aconteceu com a garota.

Se vocês estiverem achando que eu contei o filme todo e, portanto, não vale mais a pena assistir, se enganam. O filme é bem mais complexo do que tudo que escrevi neste post. Fora isso, Page e Keener interpretam tão bem seus papéis que qualquer pessoa que goste de cinema se deliciaria com suas atuações. Mas já aviso que é preciso um tanto de estômago e sangue frio.

Abaixo o trailer:




7 de abril de 2008

Em terra de cego…


… quem tem um olho é Fernando Meirelles

José Saramago é um dos escritores mais incríveis da atualidade. Não, esta frase não está boa. José Saramago é um dos escritores mais incríveis de todos os tempos. Melhor assim. Com uma história extremamente inteligente e intrigante, Ensaio Sobre a Cegueira é um livro fenomenal. Quanto adjetivo neste post, Tukaaam! Pois, é, mas Saramago merece, ele é realmente “adjetivável”.

Tornar uma inexplicável epidemia de cegueira em algo absurdamente interessante foi bem fácil para o escriba português, já que não há nada melhor do que a leitura para transcender a visão. Somos sim, praticamente um bando de “cegos” quando construímos personagens e lugares baseados apenas na descrição. E não existe mesmo melhor maneira de explicar a cegueira do que simplesmente imaginar o que nos está sendo narrado. É Também por esta razão que Ensaio Sobre a Cegueira é um livro tão devastadoramente bom.

Mas quando soube que um filme baseado no livro começaria a ser rodado fiquei ressabiada: Seria possível traduzir e transportar a genialidade da obra para o cinema? Imagens não iriam estragar o que foi construído por Saramago? Em seguida soube que o diretor seria Fernando Meirelles. “Menos mau”, pensei. Logo depois descobri que Julianne Moore seria a “mulher do médico” (os que não leram, é importante que saibam que nenhum personagem do livro possui nome). “Uiaaaaa”, falei (me encantei com o talento da ruiva desde Magnólia). Daí em diante, já não me surpreendi com a divulgação dos nomes que comporiam o restante do elenco: Sandra Oh, Don McKellar, Mark Ruffalo, Danny Glover, Gael García Bernal e Alice Braga.

Acompanhei cada passo das gravações através da mídia. Fiquei sem ar todas as vezes que descobria que Fernandão e trupe estavam gravando em ruas próximas a minha casa (não consegui ir xeretar as filmagens uma única vez sequer) aqui em São Paulo. Li cada post do blog do filme escrito pelo diretor (entre outras coisas, foi assim que fiquei sabendo que o filme terá referências de obras de Brueguel, Hieronymus Bosch, Rembrandt, Malevitch, Francis Bacon e Lucien Freud). Tudo isso para tentar conter a ansiedade pela espera.

Finalmente, hoje assisti ao trailer (que foi lançado sexta-feira). E sendo completamente honesta com vocês, leitores, fiquei surpresa e decepcionada ao perceber que a edição (tomara seja apenas a edição do trailer) faz com que o filme pareça uma ficçãozinha científica clichê. Como sou uma pessoa instruída e inteligenteem, não farei pré julgamentos e esperarei até setembro (putzgrilaaaaam quanto tempooom!) para ver o que foi que Fernando Meirelles fez com um dos meus livros preferidos. Ai dele se o tiver estragado! Tukaaam, agora com certeza ele está tremendo de medo do filme ser um fiascooom!

Assistam ao trailer e se ainda não tiverem lido o livro, parem tudo o que estiverem fazendo (lendo essa merda de blog, por exemplo) e o leiam!



12 de fevereiro de 2008

Geléia Geral


Eu pouco me interessei pelas notícias a respeito do Grammy deste ano porque achei que tudo seria, e foi, bastante previsível como sempre. Mas então olhando as fotos da galerinhaam que deu umas bandas pelo tapete vermelho me deparo com esta. Me pergunto: Cacetaaam! Essa gente está divulgando algum novo filme de terror em pleno Grammy? Só que prestando um pouco mais de atenção, noto que o look das mocinhas não é obra de maquiagem, tampouco são máscaras horripilantes para causar furor. Essas duas aí são Aretha Franklin e Cyndi Lauper, genteem! Só faltou Amy Winehouse. Se a cantora inglesa não tivesse o visto de entrada nos EUA negado – e arrasado mesmo à distância, já que a mulhé ganhou em cinco das seis categorias em que foi indicada – provavelmente aproveitariam para tirar uma foto das três juntas e usariam para divulgar os 25 anos de Thriller. Cyndimm, Arethaaam, assim não, meninas!

***

Então gente, há quase cinco anos torço para que a Vai-Vai não ganhe o Carnaval paulista dijeinenhum, pois como vizinha do barracão da escola sei bem o tamanho do fuá que eles já fazem em dia de ensaio. Acontece que neste ano não deu certo, nem minhas mais poderosas preces resolveram. Assim que a apuração dos pontos foi encerrada meu telefone começou a tocar sem parar. Do outro lado da linha as pessoas solidárias em meu provável sofrimento diziam: “Aim, Tukaaam, sifudeu, gataaam! Esses sambistas vão parar de fazer barulho só ano que vem!” – ou algo assim. Pois é gente, eu também achei que seria um verdadeiro inferno, sobretudo quando o presidente da escola apareceu na Rede Grôbo dizendo: Nhaí, cambadaam, hoje ninguém dorme nessa porra!” – ou algo assim. Mas sabem que não? Tenho uma teoria de que o povo do PSIU (Programa de Silêncio Urbano na cidade de São Paulo) ficou muito puto com a declaração do moço e chegou lá no barracão impondo o maior respeito: “Inhaí, seu presidente, se tu é ômi, fala agora quem é não vai dormir aqui nessa jóça!”– ou algo assim. Só sei que foi super tranqüilo e acho que ano que vem até torço pra Vai-Vai ganhar – ou talvez não.

***

Quando Michael Douglas em Um Dia de Fúria interpretou um cara que despiroca por causa do caos da cidade grande e sai por aí fazendo e falando as maiores barbaridades, todo mundo se identificou pelo menos um pouco com ele. Afinal quem é que já não sentiu vontade de dar uma de louco por conta de tanta coisa que acontece e por um monte de gente sem educação com quem temos que lidar todos os dias? Pois é. Quando assisti A Fúria (He Was a Quiet Man) foi impossível não lembrar do clássico de 1993. A diferença é que em A Fúria o personagem principal interpretado por Christian Slater se rebela contra seus colegas de trabalho. Bob Maconel é uma pessoa insignificante a ponto de que quase ninguém saiba seu nome. Ele observa e define as pessoas com quem convive no trabalho: o puxa-sacos, a fofoqueira, o fura-olhos, a vagabunda e odeia a todos que ignoram sua existência. Seu maior sonho é tomar coragem para usar a arma que guarda cuidadosamente em sua gaveta e matar todo mundo. Esse tipo de rompante já faz parte da cultura americana, não é nenhuma novidade – vira e mexe tem um bate-pino matando gente e repetindo Columbine e Virginia Tech (já aqui no Brasil, no máximo a gente tem vontade de dar um belo soco na cara de algum fubango). Slater está tão bizarro quanto excelente no papel de lunático e se o filme não é lá tão bom, também está longe de ser ruim e tudo graças ao ator. Vale a pena assistir.



19 de outubro de 2007

Adeus mundo cruel?


Quando criança, eu devia ter lá os meus oito anos de idade, o avô de um amigo se matou. Ele subiu em uma cadeira, amarrou uma corda no teto do banheiro, fez um laço por onde colocou o pescoço e soltou seu corpo em seguida. Lembro que meu amigo me contara aquilo mais envergonhado do que triste, pois àquelas alturas já o tinham incutido todas as explicações de pecado que pudessem existir.
Até aquele momento, eu jamais ouvira falar em suicídio, mas lembro que me sentei na calçada a seu lado, o olhei com a ingenuidade que só uma criança de oito anos pode ter, e lhe perguntei: por quê? Óbvio que ele não soube me responder. A verdade é que eu sequer tinha idéia de quais respostas esperar, mas imaginei que precisasse haver um motivo.

Desde então, várias outras histórias de suicídio permearam minha vida, e talvez tenha sido por isso que desenvolvi um certo fascínio pelo assunto. Um fascínio macabro, não nego. Mas o assunto é indiscutivelmente instigante.

Eu nunca me interessei pela forma como as pessoas decidem se matar, mas sim por seus motivos. Sempre me perguntei: o que pode ser tão grave, tão ruim, tão incorrigível, que faz com que uma pessoa decida que já não quer viver? O menino lindo de 16 anos que se envenenou por ser gay, a médica de 30 anos, mãe de uma garota de três, que se atirou do prédio por que o marido estava tendo um caso. Quais foram seus reais motivos além desses que todos presumem? Por que algo que é totalmente superável para uns pode ser a pior coisa do mundo para outros? Eu sempre procurei tentar entender – sem os olhos de quem julga nem a certeza do veredicto do pecado que a igreja decreta – apenas a tentativa de compreensão.

Mas a única razão para estar falando sobre isso aqui na Casa é porque assisti ao documentário The Bridge que fala exatamente sobre suicídio. De janeiro a dezembro de 2004, Eric Steel e sua equipe filmaram tudo o que aconteceu na famosa ponte suspensa de São Francisco, a Golden Gate, o local recordista em números de suicídios no mundo todo. Só conseguiram autorização para isso com a mentira de que o filme visava mostrar a interação entre os turistas, o movimento e a paisagem fabulosa do local, pois evidentemente dizer que queriam flagrar suicidas não iria agradar às autoridades.

Foram usadas duas câmeras. Uma fixa, com plano geral da extensão da ponte, e uma outra de alta precisão para captar as pessoas em close. E esta segunda era usada associada ao instinto do profissional que a manipulava, pois ele precisava focar naquele que por um motivo ou outro parecesse estar disposto a escalar o parapeito e saltar. Segundo o diretor, sempre que notavam a iminência de um salto, chamavam a guarda costeira, pois salvar uma vida era mais importante do que o filme. Mesmo assim, 24 pessoas finalizaram suas vidas naquela ponte no ano de 2004 – as histórias de seis delas são contadas em The Bridge.

Apesar de extremamente rápidas, as cenas das pessoas se jogando impressionam e causam bastante incômodo. O lugar cheio de turistas felizes, atletas praticando esporte na água, pessoas trabalhando, a vida ao redor seguindo seu curso como em todos os dias. Então alguém fala ao celular por alguns minutos. De repente larga o aparelho no chão, sobe ao parapeito e em poucos segundos um assustador “tchibum” acontece. Pronto: 70 metros de altura numa queda de velocidade aproximada de 200 km por hora e a pessoa não existe mais.

O documentário, além dos suicídios, mostra entrevistas com testemunhas que estavam no local, familiares e amigos das pessoas que se mataram e tenta dar uma resposta a esta pergunta que me permeia a mente desde o avô de meu amigo: por quê? Doenças mentais, sofrimentos diversos, motivos também, no final das contas, ninguém, nem os próprios familiares e amigos e nem o expectador do filme, formulam uma compreensão exata para nada.

Steel foi recusado em festivais do mundo todo, e se por um lado, há pessoas que o acusam de querer repercussão com o polêmico tema, há uma ala que considere que ele tenha feito um alerta para que finalmente construam uma barreira de proteção na ponte. Mas, com um tom até surpreendentemente poético – beneficiando-se da paisagem maravilhosa e trilha sonora de primeira – e espantando a linha Michael Moore pra bem longe, o documentário consegue falar de um assunto extremamente delicado sem ser sensacionalista. Mostra finais, o anseio pelo fim, o arrependimento de quem se dera conta de que não queria morrer quando já havia pulado (esta pessoa sobreviveu milagrosamente ao salto) e até quem, em questão de segundos, conseguira impedir um dos suicídios. E embora não satisfaça a grande dúvida sobre os motivos que encorajam alguém a encerrar a própria vida, vale a pena ser visto.

Eis o trailer:

Ps: Comentem sobre o tema, contem experiências pessoais se quiserem, digam qualquer coisa, mas, por favor, não percam tempo falando sobre dogmas religiosos, pecado, limbo, inferno e afins. Eu tenho sono com discussão religiosa. Tenho certeza de que vocês leitores, têm mais conteúdo do que apenas essa premissa basiquinha. Ah! E quando assistirem, voltem para me contar o que acharam.



7 de agosto de 2007

Simpsons, O Filme O Episódiozão


DuuuhEntão que ontem eu assisti o mais do que aguardado longa dos Simpsons que estreará em circuito nacional nesta sexta, dia 17 de agosto. Desde que foi anunciado que a família mais tosca do mundo viraria filme, dez entre dez nerds estão ansiosos e roendo todas as unhas das mãos e dos pés contando os dias para a estréia. Também, com toda a campanha de divulgação que fizeram quem é que não ficaria com vontade de ver (confessa, você também se “simpsonizou”, né??). Só nos Estados Unidos o rebuliço foi tão grande, que apenas no fim de semana da estréia, foi arrecadado US$ 71,9 milhões. Até eu, que nunca fui fã da série, fiquei animadinha para assistir. Afinal os criadores teriam que se esforçar para não cair na mesmice de fazer um filme com a cara de um episódio convencional, certo? Errado.

A trama se desenvolve focando a necessidade de preservação da natureza e mostrando as inúteis tentativas dos ambientalistas (entre eles, a sempre engajada Lisa) em conscientizar os alienados habitantes de Springfield. Até a banda Green Day entra em cena e é animadamente apedrejada e vaiada quando interrompe um show para falar sobre consciência ecológica. Mas tudo foge realmente de controle a partir de uma catástrofe ambiental ocasionada por Homer. E então o filme segue mostrando as conseqüências que isso gera a sua família e a todos os moradores da cidade. Tudo é cercado de muito humor negro e provocações anti-religiosas e anti-moralistas.

O que se vê é basicamente um episódio comum, com maior tempo de duração e, óbvio, tendo a tela de cinema no lugar na televisão da sala. Claro que isso não impede que a história seja divertida e cheia das deliciosas piadinhas político-sociais. Mesmo assim, eu tinha uma pequena ilusão de ver umas novidades ou ao menos de assistir a algo que não tivesse cara de um desenho normal com “To be continued” no final dos 30 minutos habituais.

Vai ver que um filme originado de uma série com mais de 400 episódios, 23 prêmios Emmy e o título de “melhor programa de TV do século 20″, precisa mesmo apenas ser o que todo mundo já conhece.

Portanto, se você que vai assistir ao Simpsons, O Filme, espera ver exatamente o que passa na Fox e na Globo, pode ficar tranqüilo, pois não se decepcionará. Vai encontrar absolutamente todos os ingredientes que tornaram o desenho um sucesso desde a primeira vez que foi ao ar há 18 anos. Já se está na expectativa de algo diferente, aguarde o DVD.


PS: Lamento muito não ter visto a versão dublada, pois as vozes em português são muuuuuuito melhores do que as originais.


1 de agosto de 2007

Enfim o fim de Harry Potter


Muito antes de Harry Potter And The Deatlhy Hallows, o último livro da saga do bruxo chegar às livrarias do mundo (no Brasil ainda não há a versão nacional, apenas a importada), chovem spoillers na internet contando diferentes versões sobre o suposto final da trajetória. Tem tanto doido espalhado por aí que após o boato de que Harry morreria, uma adolescente filipina cometeu suicídio de tristeza. Ai que idiotaaam! Prêmio Darwin pra ela, Tukaaaaam!

Aqui no Brasil, uma equipe liderada por uma maluquete de 14 anos traduziu o livro e disponibilizou em pdf para download. Dizem que a tradução é uma merda, mas pra quem está desesperado pra ler vale à pena. Eu nem li e já sei como tudo termina. Vocês também devem saber. Ainda assim não há como não admirar a criatividade “nérdica” sem limites de muitos. Bom exemplo disso é essa camiseta aí (cliquem na imagem para aumentar).

Parece bem comum, não? Mas se dermos uma voltinha no sol ela nos conta o que acontece no livro.

Traduzindo fica assim:
“Voldemort toma o ministério da Magia. Snape sempre esteve do lado de Dumbledore. Voldemort não pode ser morto enquanto Harry estiver vivo. Harry morre, mas volta. A magia de Voldemort se vira contra ele e o mata. Harry se casa com Gina. Ronnie se casa com Hermione. Tudo fica bem”.
***
E ainda quase sobre o mesmo assunto, o ator Daniel Radcliffe que interpreta o bruxinho, anda mostrando a “varinha” num espetáculo, vocês viram?

Clique nas fotos para visualizá-las sem censura



31 de maio de 2007

Je t’aime beaucoup mon amour…


Amar em Paris é fácil?Assisti a um filme apaixonante chamado Paris, Je T’Aime (que não sei porque motivo ainda não entrou em circuito no Brasil). E como todo filme que entra para a minha lista de filmes apaixonantes, este é também um daqueles que, de uma forma ou de outra, me permitiram sair um pouco da posição de mera espectadora.

Também nem foi tão difícil assim que eu me identificasse com pelo menos uma das histórias dos 18 curtas que o compõem – em várias críticas que andei lendo sobre o filme, uns tchongolinos insistem em dizer que são 21 curtas, mentira pois eu me dei ao trabalho de contar um por um e são mesmo 18. Mas voltando ao assunto: Todas as histórias retratadas possuem 5 minutos, usam os idiomas inglês ou francês, revezam culturas, nacionalidades, gerações, classes sociais e, sobretudo, falam de amor. E falam de amor tendo Paris, a cidade mais romântica de todas, como fundo. Não eu nunca estive em Paris. Mas mesmo que eu tenha certeza de que São Paulo, Itapiobinha, Guaraci-Mirim, ou um outro pedaço qualquer do mundo não possui o mesmo encanto de Paris, amor é igual em todo lugar, portanto vocês também irão se ver retratados no filme.

As histórias falam de tipos de amor e formas de amar bem distintas que incluem perda, encontro, tristeza, erro, felicidade e arrependimento. Cada uma delas tem um diretor diferente (algumas histórias foram dirigidas por uma dupla) e entre eles muita gente fera, incluindo o brasileiro Walter Salles (Central do Brasil, Diários de Motocicleta), Wes Craven (Pânico), Gus Van Sant (Elefante, Gênio Indomável) e Alfonso Cuarón (E Sua Mãe Também, Filhos da Esperança) – são 21 diretores no total (sim aqui são mesmo 21).

Entre as dezenas de atores do filme estão os ótimos Steve Buscemi, Catalina Sandino Moreno, Willem Dafoe, Nick Nolte, Elijah Wood e três das minhas atrizes preferidas: Juliette Binoche, Maggie Gyllenhaal e Natalie Portman.

Gostei realmente de todos os curtas, mas os que mais me encantaram foram três: Bastille, de Isabel Coixet, Faubourg Saint-Denis, de Tom Tykwer (o mesmo de outro de meus filmes preferidos: Corra Lola, Corra) e Quartier Latin, de Frédéric Auburtin e Gerard Depardieu.

Se não bastasse o filme ser hipnotizante do começo ao fim devido às tramas e aos excelentes diretores e atores, bem no finalzinho – não se preocupem, não vou contar como acaba – tem uma música maravilhosa interpretada por Feist (cantora que eu adoro!), cantada metade em inglês e metade em francês que se chama We’re All In The Dance (La Memé Histoire na versão francesa). Ela me fez correr ao Soulseek logo que o filme terminou para baixá-la, mas infelizmente ainda não consegui. E devido a tal música, coloquei aqui para vocês um vídeo com imagens do filme que não se trata do trailer oficial, mas é muito melhor. Pois o trailer na versão americana faz com que Paris Je T’aime apenas pareça uma continuação sem vergonha do clichezildo Simplesmente Amor.



Ps: Eu não faço idéia se este filme entrará em cartaz no Brasil e tampouco quando ele chega às locadoras, mas sei que se vocês procurarem direitinho conseguem assistir a praticamente todos os curtas pelo Youtube.



17 de maio de 2007

Da NOVA série: Estão querendo nos convencer de que somos burras


Então que ontem assisti aquele filminho chamado Minha Mãe Quer que Eu Case(Because I Said So). Só pra ver até onde aquela merda ia chegar (por mais que seja outro daqueles típicos filmes previsíveis do caralho), assisti do começo ao fim. E entre um bocejo e outro e um “ah, vá!” e outro, diante de cada ceninha tosca (e são inúmeras), agüentei bem firme. Aiiim, Tukam você tem a paciência digna de um monge às vezes, néaam?

Retrato de uma família quase felizO filme é besta do começo ao fim e só vou me dar ao trabalho de contar do que se trata porque realmente pretendo dissuadir a todos vocês de verem aquela porcaria. Daphne (Diane Keaton) é mãe de três filhas. O começo do filme mostra as seguidas festas de casamento de duas delas (uma é a Lorelai da série Gilmore Girls a outra é Piper Perabo, aquela que é especialista em fazer papel de lésbica no cinema (mas neste filme ela é hétero). Já Milly (Mandy Moore), a filha caçula nunca encontra ninguém que presta. E vejam bem: ela JÁ tem 20 anos! A vaca da mãe não se orgulha que ela tão jovem já tenha o próprio negócio, more sozinha ou tenha carro. Como assim não ter namorado? Como assim não ter planos de casamento? E se ela chegar aos TRINTA sem um homem?? Me digam: em que merda de século vive essa roteirista de merda (Sim! O roteiro é de uma mulher)? Malditona. Óooodzium dessa gente que acha que mulher só é completa quando tem homeemm, Tukaaam!

O mega-gateenho-bom-partido e o beeem-gateenho-pé-rapado Daí a velha alcoviteira, coloca um anúncio na Internet procurando um homem pra sua garotinha sem o conhecimento da mesma. Meigo né? De todos os freaks que aparecem, ela acha que um (Tom Everett Scott) pode dar liga com sua filha man-less. Concomitantemente, um músico-boçal-beeem-gateenho (Gabriel Macht) também começa a concorrer pela jacussaura. Então, ela muito espertinha, putinha, e indecisa começa a sair com os dois (hohohohohohoho).

O resto é mais óbvio. O cara que a mãe gosta e quer como genro é um mega-gateenho-bom-partido, mas a candanga da filha gosta mesmo do pobretão-pai-solteiro-beeem-gateenho. Depois de quase um milênio, a monga descobre enfim que a mãe fez o tal anúncio, fica muito bravinha, o cara beeem-gateenho-pé-rapado descobre que ela dá pro cara-bom-partido ao mesmo tempo em que dá pra ele, fica muito magoado por ser corno e dá o fora nela. Ela chora e sofre. Ele chora e sofre. Todos choram e sofrem. Abre parênteses: choro, grito, cantoria espontânea (porquê sempre tem cantoria espontânea em filme água com açúcar, hein?), cachorro fazendo carinhas fofas, beijo na boca, reconciliação e casamento no final. Fecha parênteses.

Ou seja, você não deve gastar seu suado dinheirinho indo assistir a essa merda, até mesmo porque eu já contei tudo. Vale muito mais a pena gastar seus “doze real” comprando comida pra sua tartaruga de estimação. Ah, não tem tartaruga? Então veja se com doze reais dá pra comprar, mas NÃO gaste dinheiro indo ao cinema por causa dessa droga que só não é pior porque tem apenas 102 minutos.



8 de fevereiro de 2007

Não agradou, Alejandro…


Estava em super expectativa para assistir Babel apenas por se tratar de mais um filme de Alejandro Gonzáles Iñarritu. Eu adorei Amores Brutos, gostei muito de 21 Gramas e Babel não tinha como não ser bom, certo? Errado. Babel é comum. Não sei se a fórmula de traçar destinos de pessoas desconhecidas concomitantemente é que está batida ou se as lágrimas de Brad Pitt e o enredo ambientado em três continentes e falado em cinco idiomas é que não me comoveram mesmo – deve ter sido isso.

Achei apenas meia boca e não acho que mereça o Oscar, mas já que ganhou o Globo de Ouro, muito provável que leve o prêmio da academia também – Hollywood é quase sempre muito previsível.

Dos cinco filmes que concorrem ao prêmio, além de Babel eu vi Os Infiltrados e o fofíssimo Pequena Miss Sunshine – desses prefiro a saga da garotinha como escrevi aqui, se bem que o filme de Scorsese também é muito bom. O draminha multi-étnico seria mesmo minha última opção. Vou assistir ainda Cartas de Iwo Jima e A Rainha. Depois conto o que achei.

Para aqueles que gostam de acompanhar a tediosa premiação do Oscar, este ano será no dia 25 de fevereiro. A lista completa dos indicados está aqui.



1 de dezembro de 2006

Paraíso perigoso?


O filme Turistas que estréia hoje nos Estados Unidos (a previsão de estréia no Brasil é fevereiro) está causando uma grande polêmica por aqui por fazer o maior rebosteio com a imagem já tão desgastada do nosso país.

Para quem ainda não sabe, o filme de terror conta a história de um grupo de mochileiros norte-americanos que viaja para o Brasil. Os jovens sofrem um acidente de ônibus e se perdem em uma floresta. A princípio pensam estar em um verdadeiro paraíso, onde podem jogar futebol, dançar com mulatas e beber caipirinha. Mas após uma festa, acordam atordoados em uma praia e percebem que foram roubados. Eis que começa o pesadelo dos “pobres desavisados” que ousaram se enveredar em terras brasileiras.

O filme é dirigido por John Stockwell (Mergulho Radical), e traz no elenco Josh Duhamel (Las Vegas), Melissa George (Alias, Horror em Amityville), Olívia Wilde (The O.C.) e Desmond Askewm (Viagem Maldita).

A Embratur está enlouquecida de preocupação com a repercussão internacional que este longa-metragem pode causar, e por isso irá monitorar a reação dos expectadores no exterior e lançar uma campanha mundial positiva sobre o turismo no Brasil.

Esta não é a primeira vez (e provavelmente nem será a última) que a imagem do Brasil é avacalhada. Na série Os Simpsons, a família visita um Rio de Janeiro que tem macacos, ratos e cobras na rua e ninfomaníacos por todos os lados.

***
Eu não vou gastar dinheiro para ver no cinema a interpretação do Brasil por um babaca de um americano. Um povo que não sabe localizar seu próprio país em um mapa (vocês viram essa pesquisa?) vai saber sobre o Brasil? Eu sei que estamos longe de ser um país maravilhoso e livre de problemas, mas daí a vir aqui e transformar a todos em putas e bandidos, não né? Vá pro diabo.


Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!


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