Arquivo de março de 2009



31 de março de 2009

Transcendendo


No auge de meus 31 anos sei que nesta vida não serei milionária nem magra, não conseguirei tirar as manchas de sol que acumulei até aqui em minha pele e, por último, mas não menos importante, não terei um pônei. Essas são as coisas que não posso mudar e aceito. Já das coisas que posso mudar, tenho uma lista de defeitos que talvez, eu disse talvez, se eliminados me fariam uma pessoa melhor, mais feliz e me garanta uma vaga no céu.

Vamos a eles:

Defeito 1 – Viro um ogro raivoso quando estou com fome – fico hiperglicêmica, poxa! As pessoas que convivem comigo já sabem que saio de mim e me agüentam até que as coisas voltem ao normal, ou seja, até que eu coma. Como resolver: Para superar este problema basta que eu carregue guloseimas comigo o tempo todo, ou faça as pessoas me temerem tanto que sempre tenham guloseimas com elas. Grau de dificuldade: Baixo.

Defeito 2 – Sujo toalhas brancas com rímel. Sempre lavo o rosto durante o banho e só uso demaquilante depois. Por mais que eu tente eliminar todos os resquícios de maquiagem durante o banho, nunca consigo e minhas toalhas sempre ficam manchadas até que eu as lave novamente.Como resolver: Basta usar a porra do demaquilante antes do banho ou comprar toalhas pretas. Grau de dificuldade: Médio.

Defeito 3 – Aperto o tubo de pasta de dente na ponta ou no meio, nunca na base. Já tentaram me ensinar, mas nunca ninguém obteve sucesso. Como resolver: Comprar pastas de dentes em potinhos e não em tubos. Grau de dificuldade: Médio

Defeito 4 – Não gosto de cozinhar. Aliás, odeio. Consigo passar semanas sem entrar na cozinha ou a freqüentando apenas para pegar água e procurar guloseimas no armário. De vez em quando arrisco fazer um miojo ou esquentar um pão. A sorte estava a meu lado quando arrumei um marido que não só adora cozinhar como o faz muito bem. Como resolver: A – Aprender a cozinhar. B – Pedir comida, jogar as embalagens do delivery fora e colocá-las em panelas criando a ilusão de que cozinhei. C- Ignorar este defeitinho e continuar assim mesmo, afinal as pessoas precisam me amar como sou. Grau de dificuldade: Bem alto. Opção C então.

Defeito 5 – Odeio planejar encontros sociais com muita antecedência e uma semana pra mim é muita antecedência para encontros sociais. A razão é simples, eu posso mudar de idéia até lá, posso ter uma caganeira, posso estar com fome na hora de sair de casa e não querer ir. Meus amigos me xingam, dizem que nunca mais falarão comigo e que eu sou a pior pessoa do mundo. Tudo da boca pra fora, pois continuam meus amigos. Como resolver: Manter o entusiasmo de um programa planejado para daqui uma semana dormindo bem e me mantendo descansada, não comer nada que me dê diarréia ou azia, e se nada adiantar ir assim mesmo. Grau de dificuldade: Alto.

Defeito 6 – Não me apego demais a quase ninguém. Sou chata e seletiva e pra mim a maioria das pessoas é só a maioria das pessoas. Meus amigos são todos muito inteligentes, chatos, boçais e eu os amo como são. Eles sabem disso mesmo que eu não ligue toda hora e quase nunca apareça nas coisas que marcam com antecedência (vide tópico anterior). Como resolver: Ser mais sociável e ser a melhor amiga de infância de todos. Para os amigos que já possuo, devo ligar todos os dias, mandar e-mails, SMS e de vez em quando aparecer de surpresa em suas casas ou trabalhos. Vale tudo para manter a chama da amizade acesa. Grau de dificuldade: Alto bagarai.

Defeito 7 – Passo sermão. Meu marido, minha irmã, meus amigos, sempre reclamam que o pior de tudo em brigar comigo é que sou capaz de passar horas explanando sobre meus motivos para estar puta diante de alguma situação. Eles dizem que uma briguinha boba às vezes pode ganhar proporções gigantescas porque eu sempre terei um argumento e depois baseado em algum fato. Se eu não fosse eu, também odiaria brigar comigo. Como resolver: Uma simples cirurgia para retirar cordas vocais resolveria isso como num passe de mágicas. Uma lobotomia também. Grau de dificuldade: Altinho.

Defeito 8 – Analiso as pessoas através das músicas, livros e filmes que gostam. Nunca as considero bregas, burras ou ignorantes baseada apenas nestas informações, mas em alguns casos, lamento muito por elas. Como resolver: Acrescentar em meu gosto apurado coisas como funk, axé, Zibia Gasparetto, Paulo Coelho, Jim Carrey e Jackie Chan. Grau de dificuldade: Gezuizmechicoteia!

Defeito 9 – Se eu gostar muito de algo tentarei convencer a todos que conheço que não podem mais viver sem tal coisa. Isso vale para um filme espetacular que falarei e falarei e, não contente, escreverei a respeito na Casa te induzindo a assistir também. Vale para um livro, vale para um creme milagroso ou para uma endocrinologista boa. Como resolver: Guardar as coisas legais só pra mim, todo mundo que se foda e que descubra sozinho o que tem de legal por aí. Grau de dificuldade: Baixo.

Defeito 10 – Quando fico nervosa com algo, ou quando fico tranqüila e distraída, ou quando estou com medo, tenho a terrível mania de arrancar pelinhas dos lábios. Sabe quando a boca fica ressecada por falta de hidratação ou frio e ficam aquelas pelinhas? Pois é? Eu as arranco. Tem quem roa a unha, tem que cutuque espinhas, eu arranco a boca (como diz o San). Ele detesta, bate em minha mão, diz que vai colocar pimenta em meus dedos, mas nada adiantou até agora. Como resolver: arrancar as pontas de todos os meus dedos seria algo que dificultaria e talvez eliminasse de uma vez por todas esta terrível mania. Acontece que não seria um bom negócio pra mim. Grau de dificuldade: Super.



12 de março de 2009

Geléia Geral


Comprei um GPS, mas até o momento não vi nem a cor do bichinho já que ele será trazido por um amigo que virá ao Brasil em alguns dias. E vocês sabem como são as coisas né? Muamba é que é bom! Desde minha última aventura tenho me esforçado para não me perder e tem funcionado muito bem. No entanto, cabelos brancos têm aparecido em maior quantidade. Deve ser tensão. Vou precisar de uma tinta legal que esconda todos eles. Já tentei Kolleston, Loreal, Wella, Nutrisse, Márcia (ou seria Neide?) e agora estou partindo para Suvinil. Acho que essa vai rolar.

Sobre a vaca gorda que bateu em meu carro, o marido de uma leitora amigaaam aqui da Casa conseguiu todos os dados da fubanga através da placa do carro. Durante os primeiros 15 minutos em que me vi detentora de informações como nome completo, telefone, endereço, CPF e etc, me senti super foderosa. “Ahhh essa vaca me paga! Essa fubanga loira e gorda duzinfernos!” – pensei. Depois olhei pro carro e fiquei com preguiça. Afinal foi só um raladinho de nada. Mesmo assim guardei os dados da infeliz e nas próximas TPMs vou ligar lá. Acho que será divertido. Tomara que ela chore. Adoro fazer pessoas chorarem quando estou de TPM.

Domingo ao sair da casa de uma amiga me distraí com alguma coisa e quando fui começar a descer a escada que dá pra rua, caí. Mas não foi uma quedinha boba e imperceptível dessas que toda hora acontece comigo. Foi A QUEDA. Tipo o muro de Berlim, tipo Saddam Hussein, tipo João do pé de feijão. Rolei de peito todos os degraus, dei um giro de 158 graus e cai estirada com as pernas pra cima e a saia na cabeça. Foi humilhante. Todas as 15 pessoas que estavam perto olharam em minha direção e viram minha calcinha rosa (pelo menos era bem bonitinha e decente). E acreditem se quiserem, mas ninguém riu devido à monstruosidade do tombo. O porteiro do prédio veio correndo e um transeunte me ajudou a levantar junto com o San. Enquanto eu tentava ficar em pé, ele segurava minha mão e perguntava se estava doendo. Ô perguntinha cretina, não? Óbvio que estava doendo! Na verdade está doendo até agora. Estou com a bunda, pernas, cotovelo direito e joelho esquerdo incrivelmente roxos (claro que já fotografei pra tentar achar um tecido do mesmo tom. Ficará lindoaam num vestido!). Em meu trabalho estão achando que ando apanhando do marido. Noto cochichos quando passo e eu estar usando óculos escuros o tempo todo e mancando não está ajudando. Acho que vão me obrigar a fazer terapia em breve. Ou fazer um BO contra o San. Se bem que ele merecia mesmo, pois quando já estávamos longe da multidão que presenciou a queda, me sentei num muro qualquer ali perto e chorei. Enquanto isso ele ria copiosamente. Maldito filodumaputa.

Desde o Orkut não me lembro de algo tão inútil que a internet tivesse proporcionado ao mundo. Mas já há um bom tempo este posto foi tomado pelo Twitter. Twitter todo mundo já sabe o que é, mas, para não correr o risco de ser tachada de esnobezinha-da-inclusão-digital, lá vai: Twitter é um tipo de blog onde se posta textos de no máximo 140 caracteres. A premissa é escrever o que se está fazendo no momento, mas dá de tudo. Tem gente que acha que engana e finge ser inteligente, pois afinal em 140 caracteres ninguém vai desconfiar que o fulano não leu Nietzsche, Marx ou Durkheim. Tem gente que reclama da vida e usa aquela porra para obter piedade alheia, muito utilizado por maníacos depressivos e pessoas prestes a cometer suicídio. Tem gente que se auto-promove e fica falando sobre os projetos que está fazendo, ato muito utilizado por atores segundo escalão, cantores de forró, redatores de programas B, escritores metidos a magos e apresentadores pseudo-cools. Há os que não falem nada com nada e soltem frases imbecis e sem sentido que não fazem a menor diferença para ninguém no universo, geralmente é o que fazem jornalistas-blogueiros como esta aqui que vos escreve. E, por último, mas não menos importante, há as Goretis . Goretis são serem humanos nonsenses que dizem coisas como: “Fui no centro de itaquera, comprei creme pro cabelo e aproveitei a promoção de papel higiênico”. E a grande pérola: “O Jeff acaba de sair batendo a porta, só pq ele me procurou e eu não quis. A gente já tentou fazer filho o findi inteiro.. to cansada”. Eu ainda não decidi se acredito que ela é de verdade ou fake. Mas é muito divertido ler essa criatura. Vão lá.


Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!


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