Arquivo de agosto de 2008



27 de agosto de 2008

E quinze anos depois…


Então que Madonna vem pro Brasil e fará dois shows em São Paulo. DO-IS! Como nosso país é de primeiro mundo, todo mundo é rico e tem dinheiro de sobra, aqui o ingresso para vê-la de perto é um dos mais caros do mundo. Acho maravilhoso viver num país como o Brasil, genteem! Afinal o que são R$ 160,00? Ou melhor: O que são R$ 600,00?

Mesmo sendo um verdadeiro absurdo o preço do ingresso eu irei ver a cinquentona pop. Comi pão com ovo e tubaína durante dois meses para economizar para o show e pretendo ficar no melhor lugar do Morumbi para ver de perto todas as marcas de botox e dançar Vogue fazendo coreografia com todas as bibas que estarão naquele lugar – será lindo.

Acontece que exatamente meia-noite desta quarta-feira dia 03 de setembro começam as vendas dos ingressos pela internet. Como tenho mania de teoria da conspiração, estou achando que não conseguirei comprar a porra do ingresso pela internet porque o servidor da Ticket For Fun From Hell vai cair e vai haver cambalacho. Ir pessoalmente e encarar a fila também não vai dar, pois não tenho como competir com esse bando de desocupado que já está lá acampado desde ontem. Ou seja: estou tensa!

Se o ingresso custasse “50 real” até acharia justificável que o sistema de venda de ingressos fosse uma zona, afinal a procura seria gigantesca. Mas pagando a bagatela de SEICENTAS terezinhas o ingresso deveria chegar a minha casa entregue pela própria Madonna. Com Lourdes Maria junto, ainda por cima (porque aquele Rocco nem faria questão que fosse junto. Moleque feio do inferno).

Bem, até que eu consiga ter certeza de que verei a véia louca em São Paulo, este blog estará fechado pra balanço. Se tudo correr bem volto a postar amanhã. Caso contrário, depois que minha depressão passar, apareço por aqui, leitores. Até.



26 de agosto de 2008

Capítulo 3 – Tentando superar o alcoolismo?


Depois de Ivhan*, de quem ela levara um homérico pé nos glúteos por telefone – mas esperar o que de um homem que lia manual do orgasmo feminino, minha genteem? – nossa heroína ficou desolada. Tentou suicidar-se assistindo novelas, Hebe e programas de fofoca, mas nada surtira resultado e ela continuara viva, um pouco mais burra, tadinha, mas bem viva. Depois de muito sofrer e chorar e quase desidratar durante os longos dois dias e meio que se permitiu penar por Ivhan*, a fubanguinha, digo, nossa heroína, novamente foi à luta.

Alejanderr* então entrou na história. Mais pra feio do que pra bonito, sem um puto no bolso, eternamente desempregado… Qualquer mulher em sã consciência imediatamente diria: cai fora, acho coisa melhor em qualquer boteco fuleiro, mas o que nossa heroína disse foi o seguinte: Tá, vamos namorar. Uma retardada, leitores.

Ai Tukaaam, esta personagem não sabe escolher homem, é burra e está me irritandoooom! Calma, genteeem! Aprendi com Manoel Carlos que é assim que se constrói uma heroínaaaam!

Os dias foram passando e ela, sedenta por volúpia e por alguém que não a fizesse associar zégzo com aquela maldita fila do Hopi Hari, seduziu Alejanderr* com sua mais bonita lingerie, ou melhor, com o único sutiã que combinava mais ou menos com alguma calcinha. Toda zégzy e meio bebinha também, porque nada como uma boa manguaça para deixarmos de lado certas inibições e dizer: “inhaí, pode ser ou tá difícil”. Infelizmente, leitores, para Alejanderr* estava difícil. E continuou difícil durante muito, muito tempo. Nossa heroína quase virou alcoólatra durante o tempo em que tentava fazer a “coisa” engrenar com o rapaz, mas nada acontecia.

Continua…

Atenção, esta é uma obra de ficção saída da mente um tanto quanto perturbada desta blogueira que vos escreve. Em todo caso, nomes* foram e serão trocados para preservar a identidade dos envolvidos, mesmo que imaginários.



11 de agosto de 2008

Capítulo 2 – Da teoria à prática ou talvez você tenha que ler essa droga de novo


Pois bem, a vida zegzual com o tal julliano* se resumiu em umas quatro ou cinco patéticas tentativas de algo satisfatório. Mas até que foi tudo perfeitamente compreensível já que eram jovenzinhos e inexperientes. Ela tinha medo de engravidar só de ficar pelada e ele, tadinho, que pensava ser um expert, entendia de zégzo na mesma proporção que entendia de física quântica, ou seja: absolutamente nada. Depois disso, suas vidas prosseguiram separadamente e ela o encontrou apenas por acaso algumas vezes. Sempre que pôde, ele dirigiu-se a ela com aquele papinho manjado que faz com que nós mulheres sintamos pelo homens um sentimento de plena compaixão: Gataam, se fizermos zégzo hoje você vai ver o que é bom”. Tenho certeza disso, mas não, obrigada – respondia todas as vezes. Isso porque imaginava que falar prefiro-jogar-gasolina-em-meu-próprio-corpo-e-tacar-fogo-a-transar-com-você-de-novo-nesta-vida o magoaria muito.

Em seguida veio o fubango do seu segundo namorado, o Ivhan*. De Ivhan* basta dizer que seu livro de cabeceira era o Manual do Orgasmo Feminino. Sendo assim, ninguém poderia culpá-lo por não se esforçar, não é mesmo? Mas Ivhan* não sabia que ser bom na teoria não faria dele um az na prática. Mas quem teria coragem de dizer isso a ele? Ela, definitivamente, não!

Depois de algum tempo de namoro, Ivhan* e ela separaram-se. Não lembro muito bem o que foi que aconteceu no final, mas deve ter sido bem sério, pois o namoro dos dois terminou com o seguinte diálogo ao telefone: Ela: Oi, você vem? Ele: Não, vou não, tá chovendo. Ela: Hum. Você vem depois que parar? Ele: Não. Ela: Você pretende vir quando? Ele: Não pretendo ir nunca mais. Sei lá, leitores, mas tenho cá pra mim que esse não foi um final de namoro dos mais legais, ele poderia ter sido mais camarada e dito algum daqueles clichês não é você, sou eu, ou ainda o clássico: agora preciso focar em minha carreira – e, mesmo que ele não tivesse nenhuma carreira, ela fingiria acreditara. Mas bem, seguiram cada um o seu rumo, ele deve ter prosseguido com os livros e ela com aquela persistente sensação da fila do Hopi Hari que mencionei no capítulo anterior. Vale dividir com vocês leitores, que para a pobrezinha, cada vez mais a imagem era de uma fila maior, muuuuuito maior do que o brinquedo merecia.

Foi então que conheceu Alejanderrr*…

Continua…

Atenção, esta é uma obra de ficção saída da mente um tanto quanto perturbada desta blogueira que vos escreve. Em todo caso, nomes* foram e serão trocados para preservar a identidade dos envolvidos, mesmo que imaginários.



6 de agosto de 2008

Capítulo 1 – Apenas uma gigantesca fila no Hopi Hari?


Tudo começou quando depois de alguns anos com o fubango do seu primeiro namorado, o julliano*, finalmente “resolveu se entregar a ele” – geeeeentem, sempre quis escrever/falar esta frase cafona! Ainda preciso achar onde empregar uma outra: “então, ofegante e totalmente desarmada sucumbiu sem pensar à libido tão arduamente controlada por aquele homem que outrora desprezara”, mas tenho certeza que terei a chance. Então, a entrega ao fubango do primeiro namorado, o julliano*. Sim… Me lembro bem das palavras que usara. Foi tão ruim quanto uma espinha no nariz em dia de uma festa esperada. Não, pior: tão ruim quanto ser atropelada por um ônibus e por uma manada de elefantes no dia da festa tão esperada logo depois de descobrir uma espinha no nariz. Ééééééé, leitores… Fazendo assim um esforcinho posso dizer que a primeira vez de nossa heroína não foi assim uma Brastemp não.

Ela passara um bom tempo tendo certeza de que o zégzo era algo super valorizado. Algo como entrar naquela fila quilométrica de um certo brinquedo no Hopi Hari que todos garantiam que era suuuuuuuuuuper legal e, quando enfim chegara sua vez acabara por perguntar-se: mas é só essa merda?”. Isso mesmo leitores, ela chegou a acreditar que zégzo era apenas como a tal fila pro brinquedo do Hopi Hari. Ai, Tukaaam, comparação mais retardadaaaaam. E para que os “machos” aqui não comecem a dizer que a culpa pelo fracasso foi da moça – homem adora jogar a culpa na mulher quando eles não sabem dar no couro, repararam? – ou para que não digam que ela não poderia jamais julgar somente pela primeira vez, deu pra ele novamente – deu pra ele uma nova chance, leitores. E mais uma ou duas depois dessa. Talvez três. Depois de tudo isso foi que definitivamente começou a se condicionar a acreditar que zégzo era algo absurdamente dispensável a uma pessoa tão promissora quanto ela. Ela desvendaria céus e terras e nunca mais transaria com aquele fubango. Quiçá com ninguém mais.

Continua…

Esta é uma obra de ficção saída da mente um tanto quanto perturbada desta blogueira que vos escreve. Em todo caso, nomes* foram e serão trocados para preservar a identidade dos envolvidos, mesmo que imaginários.


Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

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