Se você conseguiu assistir Juno e não se apaixonar pela atriz Ellen Page terá mais uma oportunidade. Em Um Crime Americano (que é anterior a Juno) a atriz de 21 anos faz o papel de Sylvia e atua tão bem quanto a incrÃvel Catherine Keener que interpreta Gertrude Baniszewski, a Gertie. Mas tirando o elenco e o fato da protagonista do filme possuir meu nome: Silvia Maria, (Sylvia Marie mais precisamente), os primeiros minutos de Um Crime Americano não me empolgaram.
Acontece que num estalar de dedos a trama água com açúcar que eu havia imaginado se transformou totalmente. Pausei o filme assustada. Mas não pensem que me intimidei devido a cenas tenebrosas dos tÃpicos filmes de assombrações ou com as bizarrices ridÃculas que os americanos tanto adoram (vide Jogos Mortais e afins), não. Um Crime Americano não possui nenhuma dessas coisas e talvez tenha sido isso mesmo o que tenha me causado tanto incômodo. É sempre assim toda vez que nos damos conta de que um ser humano pode ser muito mais cruel e insano do que qualquer vilão de mentirinha.
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O casal Likens foi apresentado a Gertrude pelas filhas (que a conheceram na igreja) e prontamente confiaram na mulher de aparência pacata e gentil. Mal sabiam o inferno em que estavam colocando suas meninas. Após contar a Gertie que Paula, sua filha mais velha, estava grávida de um homem casado, todas as frustrações da mulher começam a ser descontadas em Sylvia. Os castigos ficam cada vez mais rÃgidos até que resolve trancá-la de vez no porão da casa onde a menina acaba sendo morta.
Terminei de assistir ao filme incrédula de que uma história como aquela pudesse ter acontecido realmente e ainda com a conivência e omissão de tantas pessoas que sabiam o que acontecia no porão daquela casa em Indiana. Cheguei a pensar que o diretor pudesse ter exagerado em algumas cenas com o intuito de deixar a história mais interessante e então li que Tommy O’Haver AMENIZOU e muito tudo o que aconteceu com a garota.
Se vocês estiverem achando que eu contei o filme todo e, portanto, não vale mais a pena assistir, se enganam. O filme é bem mais complexo do que tudo que escrevi neste post. Fora isso, Page e Keener interpretam tão bem seus papéis que qualquer pessoa que goste de cinema se deliciaria com suas atuações. Mas já aviso que é preciso um tanto de estômago e sangue frio.
Abaixo o trailer:
Acontece que dirigir nessa cidade do capeta e ficar parado no trânsito mais tempo do que em casa ao lado da famÃlia, é dose. Ficar parado no trânsito num silêncio fúnebre é pior. Mas nada se compara a ter que ficar parado no trânsito sem rádio e ser obrigado a ouvir a merda da música cafona que essa gente tosca que dirige do nosso lado, gosta. Descobri uns forrós, uns funks e umas músicas-gritinho (sacam estilo Wanessa Camargo/Mariah Carey?) que eu jamais saberia que existiam se não fosse esse 





