Arquivo de maio de 2008



13 de maio de 2008

Qual é a músicaaaaaam, Tukaaaaam?


Uma cantora de nome curtinho e quase insignificante ainda vai dar muito o que falar: Adele Adkins, a Adele. Fiquem atentos a ela – a mais nova sensação da black music made in England.

Gordinha, de aparência comum, a inglesinha de apenas 19 anos tem uma voz impressionante que automaticamente chama atenção por lembrar Amy Winehouse, outra talentosíssima cantora das terras da rainha. Segundo o site do “Telegraph”, ela difere de Winehouse por ser mais fácil de ouvir e por possuir uma música mais suave. Traduzindo: enquanto Amy tem tendências auto-destrutivas e depressivas em suas letras, Adele fala de amor. Eu gosto das duas vertentes.

Com três singles lançados, ela já assinou contrato com a mesma gravadora do Radiohead e White Stripes, a XL Recordings e em janeiro lançou seu primeiro álbum: 19. Um mês depois já estava no topo das paradas britânicas. Uma boa notícia são os rumores de que Adele, em breve, possa se unir a Amy Winehouse, Kate Nash e Katie Melua para a formação de um grupo. Eu acho que não seria nada mal. Nada mal mesmo.

Adele se formou na Brit School for Performing Arts, escola de arte em que estudaram outras sensações britânicas. Suas influências musicais são nomes gabaritados como Etta James, The Police, Marvin Gaye e Billie Holiday.

De todas as músicas que compõem 19, minhas preferidas são: a baladinha, Make You Feel My Love, a dançante Right As Rain e a romântica Chasing Pavements (que é o ringtone do meu celular). Vejam o clipe abaixo e depois dêem uma corrida até o MySpace da cantora para ouvir algumas de suas músicas.




8 de maio de 2008

O creme compensa?


A primeira pergunta que uma bee-sha amiga que estudou comigo na faculdade me fez na vida foi: “Coloca meu nome no seu trabalho de rádio?”. Para a qual eu respondi: “Tá bom, mas não acostuma, não”. A segunda pergunta foi: “Você usa algum creme para retardar o envelhecimento?”. E eu respondi: “Ah, váaaaaa, bee! Se vira com essa porra de trabalho!”.

Depois entendi que ela não estava insinuando que eu estava acabadinha com 19 anos, ela é que era uma bee-sha afetada, maluca e neurótica que se preocupava com rugas desde os cinco.

Mas eis a questão: existe no mundo algum creme que realmente retarde, disfarce ou regrida o envelhecimento como diariamente tentam nos fazer acreditar? Será que o efeito é apenas psicológico? E a principal pergunta: que mal há em envelhecer?
***

Pausa para um gole de água, um suspiro e um golpe de coragem para que eu admita que tenho um creme anti sinais Spilol 30 + da Natura que ganhei de uma amiga.

***

Mais uma pausa para que eu consiga transcender pensamentos mundanos e exaltar a mente ao corpo.

***

Continuando: Não há mal nenhum em envelhecer, mas quando uma amiga me perguntou o que eu gostaria de ganhar de aniversário, respondi que queria esse tal creme super fodaaam que todo mundo estava falando. Ela, que trabalhava na fabricante do tal creme, provavelmente achou o pedido normal, já eu, percebi que era o inicio de um período que eu acreditava que jamais viveria. Eu, tão culta, tão cheia de idealismos de mundo melhor, tão cheia de atitude… Eu, que sequer sabia o que era spilol até pouquíssimo tempo atrás e vivia muito bem assim, estava preocupada com rugas. Lamentável, Tukaam, lamentável!
***

Depois de uns dias liguei pra bee-sha da faculdade que permanece minha amiga até hoje:

- Bee-shaam, lembra que há 11 anos atrás você me perguntou se eu usava alguma coisa para retardar as rugas?

- Claro que lembro, lôcaam! Você quase me bateu!

- Pois é, estou te ligando justamente por isso. Comecei a usar há 15 dias.

Do outro lado da linha ela foi arrebatadora:

- Agora, gataam? Com 30 não adianta mais!

- Ah vá, bichaaam!

***

Quando ao creme, se funciona ou não, ainda não descobri, quase nunca lembro de passá-lo. E sim, envelhecer faz parte do pacote desde aquele dia em que seu pai e mãe desistiram de assistir TV e te fizeram. Desde aquele instante você está envelhecendo. Triste? Nem tanto.

Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!


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