Arquivo de fevereiro de 2008



19 de fevereiro de 2008

O fim da era Fidel


“Não me despeço de vocês. Desejo apenas combater como um soldado das idéias. Continuarei escrevendo sob o título “Reflexões do companheiro Fidel”. Será uma arma a mais no arsenal com a qual se poderá contar. Talvez minha voz seja ouvida. Serei cuidadoso.”

A renúncia de Fidel Castro foi divulgada esta manhã por meio de uma carta publicada no jornal oficial do país, o “Granma”. Foram 49 anos no poder.



12 de fevereiro de 2008

Geléia Geral


Eu pouco me interessei pelas notícias a respeito do Grammy deste ano porque achei que tudo seria, e foi, bastante previsível como sempre. Mas então olhando as fotos da galerinhaam que deu umas bandas pelo tapete vermelho me deparo com esta. Me pergunto: Cacetaaam! Essa gente está divulgando algum novo filme de terror em pleno Grammy? Só que prestando um pouco mais de atenção, noto que o look das mocinhas não é obra de maquiagem, tampouco são máscaras horripilantes para causar furor. Essas duas aí são Aretha Franklin e Cyndi Lauper, genteem! Só faltou Amy Winehouse. Se a cantora inglesa não tivesse o visto de entrada nos EUA negado – e arrasado mesmo à distância, já que a mulhé ganhou em cinco das seis categorias em que foi indicada – provavelmente aproveitariam para tirar uma foto das três juntas e usariam para divulgar os 25 anos de Thriller. Cyndimm, Arethaaam, assim não, meninas!

***

Então gente, há quase cinco anos torço para que a Vai-Vai não ganhe o Carnaval paulista dijeinenhum, pois como vizinha do barracão da escola sei bem o tamanho do fuá que eles já fazem em dia de ensaio. Acontece que neste ano não deu certo, nem minhas mais poderosas preces resolveram. Assim que a apuração dos pontos foi encerrada meu telefone começou a tocar sem parar. Do outro lado da linha as pessoas solidárias em meu provável sofrimento diziam: “Aim, Tukaaam, sifudeu, gataaam! Esses sambistas vão parar de fazer barulho só ano que vem!” – ou algo assim. Pois é gente, eu também achei que seria um verdadeiro inferno, sobretudo quando o presidente da escola apareceu na Rede Grôbo dizendo: Nhaí, cambadaam, hoje ninguém dorme nessa porra!” – ou algo assim. Mas sabem que não? Tenho uma teoria de que o povo do PSIU (Programa de Silêncio Urbano na cidade de São Paulo) ficou muito puto com a declaração do moço e chegou lá no barracão impondo o maior respeito: “Inhaí, seu presidente, se tu é ômi, fala agora quem é não vai dormir aqui nessa jóça!”– ou algo assim. Só sei que foi super tranqüilo e acho que ano que vem até torço pra Vai-Vai ganhar – ou talvez não.

***

Quando Michael Douglas em Um Dia de Fúria interpretou um cara que despiroca por causa do caos da cidade grande e sai por aí fazendo e falando as maiores barbaridades, todo mundo se identificou pelo menos um pouco com ele. Afinal quem é que já não sentiu vontade de dar uma de louco por conta de tanta coisa que acontece e por um monte de gente sem educação com quem temos que lidar todos os dias? Pois é. Quando assisti A Fúria (He Was a Quiet Man) foi impossível não lembrar do clássico de 1993. A diferença é que em A Fúria o personagem principal interpretado por Christian Slater se rebela contra seus colegas de trabalho. Bob Maconel é uma pessoa insignificante a ponto de que quase ninguém saiba seu nome. Ele observa e define as pessoas com quem convive no trabalho: o puxa-sacos, a fofoqueira, o fura-olhos, a vagabunda e odeia a todos que ignoram sua existência. Seu maior sonho é tomar coragem para usar a arma que guarda cuidadosamente em sua gaveta e matar todo mundo. Esse tipo de rompante já faz parte da cultura americana, não é nenhuma novidade – vira e mexe tem um bate-pino matando gente e repetindo Columbine e Virginia Tech (já aqui no Brasil, no máximo a gente tem vontade de dar um belo soco na cara de algum fubango). Slater está tão bizarro quanto excelente no papel de lunático e se o filme não é lá tão bom, também está longe de ser ruim e tudo graças ao ator. Vale a pena assistir.



8 de fevereiro de 2008

Qual é a músicaaaaaam, Tukaaaaam?


Eu e todas as pessoas que adoram tecnologia e não estiveram em Marte nos últimos dias, possuímos um novo sonho de consumo: o MacBook Air, o notebook mais fino do mundo. O treco é tão fino que cabe num simples envelopezinho. Eu queria muito um desses, mas vou continuar querendo, pois o treco é tão caro quanto lindo e se bastasse almejar alguma coisa eu seria Gisele. Ai Tukaaaaam, eu também queria ser Giseleeem!

Mas que se foda o MacBook Air Mas voltando…

Foi justamente por causa do Mac Air que Yael Naim surgiu para o mundo. A moça, nascida na França e criada em Israel é quem canta a música New Soul, trilha da propaganda do notebook. Ela é a mais nova queridinha do circuito musical e a Apple que não é boba nem nada, bastante ciente do talento da mocinha, já colocou o álbum completo para venda no iTunes.

A mulher é direto ao ponto, suas músicas são simples e bastante singelas e Yael tanto canta quanto encanta. Até mesmo as músicas cantadas em hebraico são boas de ouvir. Vale prestar atenção em Toxic. Sim, a mesma cantada pela despirocada Putney Spears. Mas esqueçam completamente os gemidinhos provocantes e os efeitos sonoros moderninhos da versão da loira. Yael dá à música, e não me perguntem como ela conseguiu esse feito, um toque de classe similar a Madeleine Peyroux. Coisa fina, genteem! Vejam o vídeo abaixo. Os desafio a não caírem de amor pela voz da mocinha.


Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!


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