Arquivo de 2008



12 de dezembro de 2008

Geléia Geral


Eu que nunca ganhei nada na vida, nem bingo de igreja, nem rifa, nem bolão, recebi uma ligação na terça feira dizendo que ganhei uma viagem pra CANCUN! Como assim, Cancuuun, Tukaaaam? Não foi Bauruum e você entendeu erradoom? Não! Ganhei mesmo uma viagem pra Cancun numa promoção de um restaurante! E minha irmã, que é uma fofa, ao me dar parabéns pelo acontecido, disse: “Tuka, do jeito que você tem sorte é melhor ir logo, afinal um furacão pode passar por lá antes”. Nossa que ser amável, não?

Daqui oito dias tem show da Madonna em São Paulo. Eu já estive mais alucinada com o show do que estou agora, mas ainda assim, noite passada sonhei que tocaram a campainha do meu apartamento e quando fui abrir era a Madonna. O mais incrível foi a minha reação ao me deparar com ela em minha porta: E aí, gataaam, entra aê, trouxe a Lu (Maria de Lourdes)? E assim, gente, toda íntima, ela entrou tirou o sapato, sentou no sofá, pegou gato Lolô no colo e desandou a falar mal do ex marido. Depois de ouvi-la sem a menor vontade eu disse: Gataaam, chega vai? Esta história já deu, vira o disco. Então acordei assustada.

O Ex marido de Susana Vieira faleceu na manhã de ontem e o Brasil inteiro está consternado. Hahahahahah! Tá booom! Agora falando sério: então que aquele ex-marido da Susana Vieira mó-rreu… Aquele cara era um tremendo desperdício de espaço no planeta, néeam? Não prestou nem para se drogar sem morrer. Coitado… Fiquei com pena, não muita, mas fiquei… Todo mundo tá dizendo que foi a Ana Maria que deu fim dele, eu não vou comentar o assunto pois pretendo continuar viva.

Então é Nat… aaaaaaaaaaargh! Não agüento mais gente… Não vejo a hora que este ano acabe logo. Tudo lotado, povão gastando descontrolado, ninguém preocupado com a crise… Eu não sei o que se passa pela cabeça das pessoas nesta época (é igual na copa do mundo). Eu odeio, odeio, odeio, odeio esta euforia de final de ano. Minha vontade seria dormir e esperar passar. Outro dia um amigo me chamou de Grinch… Achei o máximo.

Tentando lembrar onde foi que começou esta minha birra natalina, me dei conta que sempre fui assim, desde criança… Enquanto meus amiguinhos se regozijavam esperando o maldito papai noel, eu me divertia com a idiotice de todos: como é que acreditavam que um velho insano, de roupa de frio vermelha naquele calorão dos infernos, fosse real??? Eles me achavam doida e eu ficava quieta… Foi nesta época que aprendi que quando começassem a falar de Natal comigo eu devia apenas perguntar: E aí, você vai viajar no fim do ano? Tudo ficava, e ainda fica, muito mais simples.

E aí, leitores, vão viajar?



2 de dezembro de 2008

Mundinho pequeno


Eu sei que faz tempo que não apareço por aqui, mas voltei para contar a vocês que definitivamente só existe meia dúzia de pessoas neste mundo. Vocês sabem que moro em São Paulo e vocês também sabem como esta cidade é gigantesca. Acontece que hoje ao ligar para um consultório odontológico para marcar uma consulta pro San aconteceu o seguinte diálogo:

- Quero marcar uma consulta pro meu marido, o nome dele é Estevam (e falo o nome completo).
- Qual o convênio?
- O convênio é xix (falo e nome do convênio).
- Qual o nome da senhora?
- Sílvia (Quando falo Tuka ninguém me leva a sério).

Daí ouço:

- Oi Tuka!

Era uma amiga minha. A danadona, entre todos os milhares de consultórios odontológicos que existem em São Paulo, está trabalhando justamente neste e eu não sabia. Acho que é um sinal de que eu devo jogar ma mega sena ou comprar um sapato novo…



31 de outubro de 2008

Açúcar demais


Dia desses voltando pra casa, ouço uma musiquinha no rádio que parecia uma propaganda de alguma distribuidora de doces. Pensei: até bonitinha para uma propaganda, porém, não acaba nunca”.

Outro dia ouço de novo a tal música: “Jujuba, bananada, pipoca, cocada, queijadinha, sorvete…”. Começo a pensar se tem alguma cantora infantil estourando por aí e tocando em todas as rádios paulistanas.

No mesmo dia ouço a mesma música quando ligo a TV e uma novela qualquer está acabando. Corro até o Google para descobrir quem cantava aquela que, naquelas alturas, já havia se tornado uma música irritante, chata e digna de algum repertório da Xuxa ou de bandas de axé.

Para meu espanto o seguinte nome aparece na tela: Marisa Monte. Me recuso a acreditar assim de primeira e procuro mais um pouco: Marisa Monte. A tal música é realmente dela.

Para eu que acompanho a cantora desde o primeiro disco lançado, saber que seu novo sucesso é a música chamada “Não é Proibido”, foi realmente chocante. Me pergunto onde foi parar a artista genial com letras e músicas maravilhosas que eu costumava admirar. Marisa Monte, gataam, devia ser proibido uma música como essa tocar no rádio! Que “Uhhhhs!”, são aqueles Marisaaam? Tava chapada? G-zus! Espero que esta música seja apenas o resultado de uma larica das bravas. “Joana e Peixoto”, fujam para longe!

Leiam a letra e a imaginem na voz da rainha dos baixinhos ou cantada pelo Tchan.

Jujuba, bananada, pipoca,
Cocada, queijadinha, sorvete,
Chiclete, sundae de chocolate,

Uh!

Paçoca, mariola, quindim,
Frumelo, doce de abóbora com coco,
Bala juquinha, algodão doce e manjar.

Uh!

Venha pra cá, venha comigo!
A hora é pra já, não é proibido.
Vou te contar: tá divertido,
Pode chegar!

(uh)
Vai ser nesse fim de semana (uh)
Manda um e-mail para a Joana vir (uh)
Woo.. Uh!

(uh)
Não precisa bancar o bacana (uh)
Fala para o Peixoto chegar aí! (uh)

Traz todo mundo, ‘tá liberado, é só chegar.
Traz toda a gente, ‘tá convidado, é pra dançar,
Toda tristeza deixa lá fora; chega pra cá!
(uh)

Jujuba, bananada, pipoca,
Cocada, queijadinha, sorvete,
Chiclete, sundae de chocolate,

Uh

Paçoca, mariola, quindim,
Frumelo, doce de abóbora com coco,
Bala juquinha, algodão doce e manjar.

Uh

Venha pra cá, venha comigo!
A hora é pra já, não é proibido.
Vou te contar: tá divertido,
Pode chegar!

(uh)
Vai ser nesse fim de semana (uh)
Manda um e-mail para a Joana vir (uh)
Woo.. Uh!

(uh)
Vai ser nesse fim de semana (uh)
Manda um e-mail para a Joana vir (uh)
Woo.. Uh!

(uh)
Não precisa bancar o bacana (uh)
Fala para o Peixoto chegar aí! (uh)

Traz todo mundo, ‘tá convidado, é só chegar.
Traz toda a gente, ‘tá liberado, é pra dançar,
Toda tristeza deixa lá fora; chega pra cá!
(uh)
Yeah
(uh)



22 de outubro de 2008

Planejando não planejar nada


Eu nunca fui uma pessoa que consegue planejar encontros sociais, dessas que na segunda-feira sabe exatamente tudo o que fará durante o resto da semana e já tem combinado o programa de sábado e domingo com os amigos. Acho super quem é assim, mas eu não sou.

Se segunda eu decido que quero fazer algo no sábado, pode ter certeza que mudarei de idéia até lá. E mudarei de idéia umas 25 vezes mais. O normal é que eu esteja com uma preguiça do cacete e ache mais divertido ficar em casa estirada no sofá vendo séries e mandando ver com o marido.

Quando não estou com preguiça também pode acontecer de que eu tenha algum piriri. Já tive dor de cabeça, peidança, cólica, enjôo, crise alérgica e tudo o que se possa imaginar, e me digam: como é que na segunda sabemos que no sábado teremos uma caganeira das bravas?

Ainda tem outra circunstância que atrapalha minha vida social: mau humor. Em plena terça-feira acordo linda-lisa-loira-rica-magra, a primeira roupa que encontro me deixa mó gostosaam e o trânsito está maravilhoso. Animada, topo um jantar na casa da nova namorada do melhor amigo do meu marido. No fatídico dia de manhã saio de casa para trabalhar e chove, minha chapinha vai pras cucuias. Muito provável que eu contraia leptospirose já que minhas sandálias não me impedem de pisar em inúmeras poças d’água. Começa uma dor de cabeça que com certeza só passará em 2027. Penso com meus botões: inferno, vou comer na casa da menina e tenho que fazer o tipo sou-legal-inteligente-agradável-e-educada, meu cu! Se na terça, quando me baixou o espírito da Mary Poppins eu soubesse que sexta eu viraria o Jason (na minha versão pronuncia-se “já-sôn”) eu não teria marcado nada com aquela fubanga.

Portanto, acho justo que preguiça (diga cansaço), diarréia (diga indisposição) e mau humor (diga aniversário da sogra) sejam motivos suficientes para que sejamos mais espontâneos nesta vida. Que liguem sábado nos convidando para um rega-bofe e se nenhuma situação impedir, será uma grande noite!



16 de outubro de 2008

O maior cego é aquele que não que ver


Em abril eu estava ansiosa para assistir a versão cinematográfica do livro O Ensaio Sobre a Cegueira, mas quando vi o trailer cogitei a possibilidade de que talvez Fernando Meirelles pudesse feito uma grande besteira com Saramago. Como eu disse aqui, as cenas me deram a impressão de que a história fora transformada em uma ficção científica barata.

Na estréia fiz questão de pegar aquela terrível fila de sexta-feira achando que não seria tão terrível assim, afinal Saramago não é nenhum Batman. Para minha surpresa a fila para ver a obra do português através dos olhos do brasileiro era bem maior do que eu esperava. Maior surpresa ainda foi ver a faixa etária de muitos ali presentes – será que pensavam que aquela era a fila do Batman? Ledo engano. Que Batman que nada, eles queriam mesmo era ver José Saramago.

O filme é muito bom e definitivamente não tem nada a ver com a impressão que tive ao assistir ao trailer. Talvez existissem outras maneiras de retratar os acontecimentos, mas Fernando Meirelles escolheu bem. Não mascarou, não amenizou e personificou todos aqueles personagens sem rosto. Retratou a maldade, a sujeira e a podridão humana sem nenhum pudor. Fernandão foi audacioso como poucos diretores o são.

Quanto ao elenco, de todos os atores ali presentes, foi Julianne Moore quem melhor entendeu a densa literatura do autor. Definitivamente ela merece um Oscar pela sublime interpretação da corajosa esposa do médico.

As locações do filme foram outro atrativo. Alice Braga fez compras na mesma drogaria que eu faço e o grupo caminhou por ruas e viadutos pelos quais passo costumeiramente. Foi divertido ver São Paulo desconstruída daquela forma. Foi impressionante ver a cidade que jamais pára ou se cala, obedecer ao comando de “silêncio, luz, câmera e ação” do diretor e se transformar no palco perfeito para as filmagens de um dos melhores livros que já li em minha vida.

E que venha o Oscar 2009.



12 de setembro de 2008

Tudo por causa dela!


Tenho que dizer a vocês que todas as minhas tentativas de comprar um ingresso pra ver Madonna no melhor lugar do estádio do Morumbi foram frustradas. Vou contar minha epopéia:

Faltando quinze minutos para meia-noite começo a pular em cima do San para que ele acorde e fique a postos no notebook enquanto eu me dirigia ao PC para a tentativa de comprar a porra do ingresso na porra do site da porra da Ticket for Fuck. Ele acorda bravo, mas acorda. Enquanto isso, todo viado e sapatão que eu conheço no mundo já está no MSN. Trato logo de formar um chat com todos para combinarmos de tentar comprar o ingresso no mesmo dia. Já consigo até me imaginar totalmente Drag Queen e Madonna me chamando ao palco para juntas fazermos a performance de Like a Virgin.

Meia-noite em ponto o puteiro já estava formado. Claro que eu tinha razão quando previ que o site não funcionaria. Trato de apelar pro telefone enquanto o San continua as tentativas na internet. Nada… Começo a ter ânsia de vômito e tremedeira. Meus amigos não estão muito melhores que eu neste momento. Até então, ninguém possui ingresso algum.

Uma hora da manhã: começo a tentar aliciar os amigos para que juntos pudéssemos ir até um dos pontos de venda. Nenhum filho de uma puta topa. Malditos! Corro pro quarto e volto em seguida vestida como uma sem teto com a primeira coisa que encontro no armário. San me olha assustado. Provavelmente reflete sobre onde estaria sua linda, delicada e deliciosa esposa debaixo daquelas roupas horrorosas. Ignoro seus olhares e digo: Vambora, caceta! Ele reluta e diz que tentará mais um pouco. Começo a andar de um lado para o outro enquanto continuo apertando compulsivamente a rediscagem do telefone: Disque 2 para comprar seus ingressos agora! Disco o 2. Disco o 2 mais de cem vezes e a ligação sempre caaaaaaaaaaaaai! De repente uma voz do outro lado da linha! Meu coração quase pára! Alô? A voz responde: Alô! Eufórica grito: Quero comprar meu ingreeeeeeeeeeeesso pelamordedeeeeeeeeeeus! A voz responde: Eu tambéeeeeeem!!! Sim, leitores. Não sei como, mas aquela porra de atendimento automático conseguiu cruzar as ligações das pessoas que ligavam para comprar os ingressos.

San continua com as tentativas no site. Nada. “Meus amigos”, que nestas alturas estavam sendo chamados por mim de “esse-bando-de-filho-duma-puta”, também não têm sucesso. Imploro ao San para que ele me leve até o Pacaembu e ele docemente responde que seria perigoso me deixar na fila sozinha de madrugada. “Porque não vai comigo então seu viaaaado!” Foi o que eu pensei. Mas não disse nada porque ainda tinha esperanças de conseguir através da internet. Às duas e meia da matina eu já não agüentava mais e caio no sono. San continua tentando até as quatro. Seis e meia levanto correndo e tento mais um pouco. Na-da…

Me arrumo, decentemente desta vez, e 8h00 já me encontro em frente ao Ginásio do Pacaembu. Eu e outras cerca de 10 mil pessoas… Para encontrar o final da fila ando cerca de dez minutos. Um sol incandescente brilha avisando que será um dia terrível para aqueles pobres amantes do pop. Lamento não ser mais culta e gostar de orquestras sinfônicas. Não vejo nenhuma possibilidade de sair dali com um ingresso, mas mantenho-me firme. Helicópteros sobrevoam, repórteres, cinegrafistas e fotógrafos fazem seus trabalhos e eu ali burramente em cima de um salto de seis centímetros. Huuuuuuuuuuum? Como assim, Tukaaam? Foi pra fila de um show com um salto desse tamanho? Que burraaaaaaaaaaaammmm! Sim, eu sei.

Para resumir, leitores, gostaria apenas de dividir com vocês alguns acontecimentos aleatórios que presenciei e/ou protagonizei:

- início de vaia em massa ao descobrir que mesmo indo comprar diretamente no ponto de venda haveria taxa de conveniência de 20%;
- Fila de gestantes, deficientes e idosos, com todo tipo de gente exceto gestantes, deficientes e idosos;
- amizades sendo feitas;
- incentivo de linchamento a um cambista que jamais saía do guichê comprando dezenas de ingressos quando o limite era seis;
- Pessoas se escondendo atrás de guarda-chuvas para não serem filmadas ou fotografadas;
- Polícia descendo o cacete no tal cambista;
- histéricos gritos chamando a imprensa quando policiais faziam o papel de cambistas vendendo ingressos através das grades do ginásio;
- pessoas tentando furar fila e sendo escorraçadas para o final;
- uma Tuka saindo cambaleante após oito horas em pé… com um ingresso para o show nas mãos.

Sim, tenho um ingresso, mas infelizmente não era o que eu queria. Acontece que Madonníssima resolveu fazer um TERCEIRO show aqui na terra da garoa. Adivinhem quem estará na fila novamente neste final de semana para a tentar um almejado lugar na pista vip?

Continua…



27 de agosto de 2008

E quinze anos depois…


Então que Madonna vem pro Brasil e fará dois shows em São Paulo. DO-IS! Como nosso país é de primeiro mundo, todo mundo é rico e tem dinheiro de sobra, aqui o ingresso para vê-la de perto é um dos mais caros do mundo. Acho maravilhoso viver num país como o Brasil, genteem! Afinal o que são R$ 160,00? Ou melhor: O que são R$ 600,00?

Mesmo sendo um verdadeiro absurdo o preço do ingresso eu irei ver a cinquentona pop. Comi pão com ovo e tubaína durante dois meses para economizar para o show e pretendo ficar no melhor lugar do Morumbi para ver de perto todas as marcas de botox e dançar Vogue fazendo coreografia com todas as bibas que estarão naquele lugar – será lindo.

Acontece que exatamente meia-noite desta quarta-feira dia 03 de setembro começam as vendas dos ingressos pela internet. Como tenho mania de teoria da conspiração, estou achando que não conseguirei comprar a porra do ingresso pela internet porque o servidor da Ticket For Fun From Hell vai cair e vai haver cambalacho. Ir pessoalmente e encarar a fila também não vai dar, pois não tenho como competir com esse bando de desocupado que já está lá acampado desde ontem. Ou seja: estou tensa!

Se o ingresso custasse “50 real” até acharia justificável que o sistema de venda de ingressos fosse uma zona, afinal a procura seria gigantesca. Mas pagando a bagatela de SEICENTAS terezinhas o ingresso deveria chegar a minha casa entregue pela própria Madonna. Com Lourdes Maria junto, ainda por cima (porque aquele Rocco nem faria questão que fosse junto. Moleque feio do inferno).

Bem, até que eu consiga ter certeza de que verei a véia louca em São Paulo, este blog estará fechado pra balanço. Se tudo correr bem volto a postar amanhã. Caso contrário, depois que minha depressão passar, apareço por aqui, leitores. Até.



26 de agosto de 2008

Capítulo 3 – Tentando superar o alcoolismo?


Depois de Ivhan*, de quem ela levara um homérico pé nos glúteos por telefone – mas esperar o que de um homem que lia manual do orgasmo feminino, minha genteem? – nossa heroína ficou desolada. Tentou suicidar-se assistindo novelas, Hebe e programas de fofoca, mas nada surtira resultado e ela continuara viva, um pouco mais burra, tadinha, mas bem viva. Depois de muito sofrer e chorar e quase desidratar durante os longos dois dias e meio que se permitiu penar por Ivhan*, a fubanguinha, digo, nossa heroína, novamente foi à luta.

Alejanderr* então entrou na história. Mais pra feio do que pra bonito, sem um puto no bolso, eternamente desempregado… Qualquer mulher em sã consciência imediatamente diria: cai fora, acho coisa melhor em qualquer boteco fuleiro, mas o que nossa heroína disse foi o seguinte: Tá, vamos namorar. Uma retardada, leitores.

Ai Tukaaam, esta personagem não sabe escolher homem, é burra e está me irritandoooom! Calma, genteeem! Aprendi com Manoel Carlos que é assim que se constrói uma heroínaaaam!

Os dias foram passando e ela, sedenta por volúpia e por alguém que não a fizesse associar zégzo com aquela maldita fila do Hopi Hari, seduziu Alejanderr* com sua mais bonita lingerie, ou melhor, com o único sutiã que combinava mais ou menos com alguma calcinha. Toda zégzy e meio bebinha também, porque nada como uma boa manguaça para deixarmos de lado certas inibições e dizer: “inhaí, pode ser ou tá difícil”. Infelizmente, leitores, para Alejanderr* estava difícil. E continuou difícil durante muito, muito tempo. Nossa heroína quase virou alcoólatra durante o tempo em que tentava fazer a “coisa” engrenar com o rapaz, mas nada acontecia.

Continua…

Atenção, esta é uma obra de ficção saída da mente um tanto quanto perturbada desta blogueira que vos escreve. Em todo caso, nomes* foram e serão trocados para preservar a identidade dos envolvidos, mesmo que imaginários.



11 de agosto de 2008

Capítulo 2 – Da teoria à prática ou talvez você tenha que ler essa droga de novo


Pois bem, a vida zegzual com o tal julliano* se resumiu em umas quatro ou cinco patéticas tentativas de algo satisfatório. Mas até que foi tudo perfeitamente compreensível já que eram jovenzinhos e inexperientes. Ela tinha medo de engravidar só de ficar pelada e ele, tadinho, que pensava ser um expert, entendia de zégzo na mesma proporção que entendia de física quântica, ou seja: absolutamente nada. Depois disso, suas vidas prosseguiram separadamente e ela o encontrou apenas por acaso algumas vezes. Sempre que pôde, ele dirigiu-se a ela com aquele papinho manjado que faz com que nós mulheres sintamos pelo homens um sentimento de plena compaixão: Gataam, se fizermos zégzo hoje você vai ver o que é bom”. Tenho certeza disso, mas não, obrigada – respondia todas as vezes. Isso porque imaginava que falar prefiro-jogar-gasolina-em-meu-próprio-corpo-e-tacar-fogo-a-transar-com-você-de-novo-nesta-vida o magoaria muito.

Em seguida veio o fubango do seu segundo namorado, o Ivhan*. De Ivhan* basta dizer que seu livro de cabeceira era o Manual do Orgasmo Feminino. Sendo assim, ninguém poderia culpá-lo por não se esforçar, não é mesmo? Mas Ivhan* não sabia que ser bom na teoria não faria dele um az na prática. Mas quem teria coragem de dizer isso a ele? Ela, definitivamente, não!

Depois de algum tempo de namoro, Ivhan* e ela separaram-se. Não lembro muito bem o que foi que aconteceu no final, mas deve ter sido bem sério, pois o namoro dos dois terminou com o seguinte diálogo ao telefone: Ela: Oi, você vem? Ele: Não, vou não, tá chovendo. Ela: Hum. Você vem depois que parar? Ele: Não. Ela: Você pretende vir quando? Ele: Não pretendo ir nunca mais. Sei lá, leitores, mas tenho cá pra mim que esse não foi um final de namoro dos mais legais, ele poderia ter sido mais camarada e dito algum daqueles clichês não é você, sou eu, ou ainda o clássico: agora preciso focar em minha carreira – e, mesmo que ele não tivesse nenhuma carreira, ela fingiria acreditara. Mas bem, seguiram cada um o seu rumo, ele deve ter prosseguido com os livros e ela com aquela persistente sensação da fila do Hopi Hari que mencionei no capítulo anterior. Vale dividir com vocês leitores, que para a pobrezinha, cada vez mais a imagem era de uma fila maior, muuuuuito maior do que o brinquedo merecia.

Foi então que conheceu Alejanderrr*…

Continua…

Atenção, esta é uma obra de ficção saída da mente um tanto quanto perturbada desta blogueira que vos escreve. Em todo caso, nomes* foram e serão trocados para preservar a identidade dos envolvidos, mesmo que imaginários.



6 de agosto de 2008

Capítulo 1 – Apenas uma gigantesca fila no Hopi Hari?


Tudo começou quando depois de alguns anos com o fubango do seu primeiro namorado, o julliano*, finalmente “resolveu se entregar a ele” – geeeeentem, sempre quis escrever/falar esta frase cafona! Ainda preciso achar onde empregar uma outra: “então, ofegante e totalmente desarmada sucumbiu sem pensar à libido tão arduamente controlada por aquele homem que outrora desprezara”, mas tenho certeza que terei a chance. Então, a entrega ao fubango do primeiro namorado, o julliano*. Sim… Me lembro bem das palavras que usara. Foi tão ruim quanto uma espinha no nariz em dia de uma festa esperada. Não, pior: tão ruim quanto ser atropelada por um ônibus e por uma manada de elefantes no dia da festa tão esperada logo depois de descobrir uma espinha no nariz. Ééééééé, leitores… Fazendo assim um esforcinho posso dizer que a primeira vez de nossa heroína não foi assim uma Brastemp não.

Ela passara um bom tempo tendo certeza de que o zégzo era algo super valorizado. Algo como entrar naquela fila quilométrica de um certo brinquedo no Hopi Hari que todos garantiam que era suuuuuuuuuuper legal e, quando enfim chegara sua vez acabara por perguntar-se: mas é só essa merda?”. Isso mesmo leitores, ela chegou a acreditar que zégzo era apenas como a tal fila pro brinquedo do Hopi Hari. Ai, Tukaaam, comparação mais retardadaaaaam. E para que os “machos” aqui não comecem a dizer que a culpa pelo fracasso foi da moça – homem adora jogar a culpa na mulher quando eles não sabem dar no couro, repararam? – ou para que não digam que ela não poderia jamais julgar somente pela primeira vez, deu pra ele novamente – deu pra ele uma nova chance, leitores. E mais uma ou duas depois dessa. Talvez três. Depois de tudo isso foi que definitivamente começou a se condicionar a acreditar que zégzo era algo absurdamente dispensável a uma pessoa tão promissora quanto ela. Ela desvendaria céus e terras e nunca mais transaria com aquele fubango. Quiçá com ninguém mais.

Continua…

Esta é uma obra de ficção saída da mente um tanto quanto perturbada desta blogueira que vos escreve. Em todo caso, nomes* foram e serão trocados para preservar a identidade dos envolvidos, mesmo que imaginários.


Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!


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