Desde então, várias outras histórias de suicídio permearam minha vida, e talvez tenha sido por isso que desenvolvi um certo fascínio pelo assunto. Um fascínio macabro, não nego. Mas o assunto é indiscutivelmente instigante.
Eu nunca me interessei pela forma como as pessoas decidem se matar, mas sim por seus motivos. Sempre me perguntei: o que pode ser tão grave, tão ruim, tão incorrigível, que faz com que uma pessoa decida que já não quer viver? O menino lindo de 16 anos que se envenenou por ser gay, a médica de 30 anos, mãe de uma garota de três, que se atirou do prédio por que o marido estava tendo um caso. Quais foram seus reais motivos além desses que todos presumem? Por que algo que é totalmente superável para uns pode ser a pior coisa do mundo para outros? Eu sempre procurei tentar entender – sem os olhos de quem julga nem a certeza do veredicto do pecado que a igreja decreta – apenas a tentativa de compreensão.
Mas a única razão para estar falando sobre isso aqui na Casa é porque assisti ao documentário The Bridge que fala exatamente sobre suicídio. De janeiro a dezembro de 2004, Eric Steel e sua equipe filmaram tudo o que aconteceu na famosa ponte suspensa de São Francisco, a Golden Gate, o local recordista em números de suicídios no mundo todo. Só conseguiram autorização para isso com a mentira de que o filme visava mostrar a interação entre os turistas, o movimento e a paisagem fabulosa do local, pois evidentemente dizer que queriam flagrar suicidas não iria agradar às autoridades.
Foram usadas duas câmeras. Uma fixa, com plano geral da extensão da ponte, e uma outra de alta precisão para captar as pessoas em close. E esta segunda era usada associada ao instinto do profissional que a manipulava, pois ele precisava focar naquele que por um motivo ou outro parecesse estar disposto a escalar o parapeito e saltar. Segundo o diretor, sempre que notavam a iminência de um salto, chamavam a guarda costeira, pois salvar uma vida era mais importante do que o filme. Mesmo assim, 24 pessoas finalizaram suas vidas naquela ponte no ano de 2004 – as histórias de seis delas são contadas em The Bridge.
Apesar de extremamente rápidas, as cenas das pessoas se jogando impress
ionam e causam bastante incômodo. O lugar cheio de turistas felizes, atletas praticando esporte na água, pessoas trabalhando, a vida ao redor seguindo seu curso como em todos os dias. Então alguém fala ao celular por alguns minutos. De repente larga o aparelho no chão, sobe ao parapeito e em poucos segundos um assustador “tchibum” acontece. Pronto: 70 metros de altura numa queda de velocidade aproximada de 200 km por hora e a pessoa não existe mais.
O documentário, além dos suicídios, mostra entrevistas com testemunhas que estavam no local, familiares e amigos das pessoas que se mataram e tenta dar uma resposta a esta pergunta que me permeia a mente desde o avô de meu amigo: por quê? Doenças mentais, sofrimentos diversos, motivos também, no final das contas, ninguém, nem os próprios familiares e amigos e nem o expectador do filme, formulam uma compreensão exata para nada.
Steel foi recusado em festivais do mundo todo, e se por um lado, há pessoas que o acusam de querer repercussão com o polêmico tema, há uma ala que considere que ele tenha feito um alerta para que finalmente construam uma barreira de proteção na ponte. Mas, com um tom até surpreendentemente poético – beneficiando-se da paisagem maravilhosa e trilha sonora de primeira – e espantando a linha Michael Moore pra bem longe, o documentário consegue falar de um assunto extremamente delicado sem ser sensacionalista. Mostra finais, o anseio pelo fim, o arrependimento de quem se dera conta de que não queria morrer quando já havia pulado (esta pessoa sobreviveu milagrosamente ao salto) e até quem, em questão de segundos, conseguira impedir um dos suicídios. E embora não satisfaça a grande dúvida sobre os motivos que encorajam alguém a encerrar a própria vida, vale a pena ser visto.
Ps: Comentem sobre o tema, contem experiências pessoais se quiserem, digam qualquer coisa, mas, por favor, não percam tempo falando sobre dogmas religiosos, pecado, limbo, inferno e afins. Eu tenho sono com discussão religiosa. Tenho certeza de que vocês leitores, têm mais conteúdo do que apenas essa premissa basiquinha. Ah! E quando assistirem, voltem para me contar o que acharam.
Teve então um dia em que ele me olhou – realmente feliz – depois dos rápidos dois segundos que levamos para escolher o filme que veríamos no cinema. Ele disse “que tal esse?” – e eu respondi sem pestanejar: “sim, pode ser”. Ele sorriu e falou que já havia tempos que eu não insistia para que víssemos aos filmes “chatos, melosos e cansativos” que eu costumava gostar.
Foi quando sem notar, eu não mais perguntava a ele o que achara daquela roupa. “Veja, gostou dessa?”. “Sim, ficou linda”. Sequer havia olhado. Eu já não perguntava sua opinião, porque na verdade já não importava o que ele acharia sobre quase nada – nem sobre a roupa, nem sobre o aquecimento global. Mas o fato de me vestir apenas para mim foi um grande marco nessa história toda. Talvez tenha sido o começo do fim, mas eu não saberia dizer.
Moda é coisa do capeta para quem não tem um mínimo de bom senso, ou no bom português: para quem não tem espelho em casa. Por isso acredito piamente que as pessoas que criam ou relançam certas tendências ficam ali na surdina tirando um sarro danado da mulherada maluca: “vamos ver essas ‘amapôs’ horrorosas nesta estação, huahuahuahuahua” – esta frase deve preceder cada lançamento de coleção. As vitrines das lojas já começam a dar o tom do que será a moda deste verão: muito verde, amarelo, rosa, azul, vermelho, alaranjado – tudo beeeeeeeeem cheguei – Ihhhhhhhhh, vão misturar tudooom! Vai ser uma belezaaam, Tukaaam!
Moda é assim, a gente até pode usar o que quiser, mas se vai prestar são oooooooooutros quinhentos. Por exemplo. Ontem fui a minha endocrinologista. Vocês devem saber que a maioria das pessoas que vão a um endocrinologista estão lá para resolverem problemas de peso. Portanto é normal uma sala de espera repleta de gente gorda, muuuuuito gorda. Eis que eu estava lá muito mal humorada esperando a droga da consulta que estava atrasada uma hora, quando chega uma moça loira com uma calça “cenoura”. Sinceramente, eu não sei porque raios chamam aquilo de calça cenoura, é muita maldade com a cenoura afinal de contas. As pessoas que têm a minha faixa etária a conhecem como calças MC Hammer (o cara que fez um puta sucesso com “Can’t Touch This”), ou seja, uma calça com o “cavalo” láaaaaaaaaaa embaixo que te deixa com a exata aparência de quem acabou de se cagar inteiro. Eu não sei quanto a vocês, mas eu não acho nada legal andar por aí com a aparência de quem acabou de se cagar. Podem me chamar de careta se quiserem.
Leona Naess (pronuncia-se “nés”) é absurdamente linda e magra. Não bastasse isso, a mulher ainda é talentosa e tem uma voz divina. Eu deveria odiá-la já que hoje amanheci me sentindo uma mócreia-gordota-morra-e-nasça-de-novo-pra-ver-se-desta-vez-descartam-o-rascunho, mas não consigo.
E foi justamente com o item número quatro desta lista que me estrepei. Não, não cheguei a ponto de me deitar numa cama de vitrine de loja e de sair de lá às piabádas de algum segurança brutamontes – se bem que já tive muita vontade de me jogar numa daquelas. Meu problema foi ter me apaixonado por uma daquelas camas a ponto de me animar a ter um jogo de lençol totalmente preto da
Você, assim como eu (ai G-zuiz!) que é mega fã do Latino, você, que assim como eu (ah, vá!) rogou mil pragas em Kelly Key quando a fubanga deu um pé na bunda do coitado – pode se alegrar!!
Entramos em casa e acendemos as luzes. Bem… Era o que teríamos feito se tudo tivesse corrido conforme o planejado, mas quem disse que a luz acendeu? Ligamos para a companhia elétrica e nos disseram que em apenas TRÊS horas eles chegariam. Desliguei o telefone e uns cinco “putaqueopariu-feriado-maldito-cidade-do-cacete-morram-todos-filhos-dumas-quenga”, depois, eles chegaram. Mal pude me conter de alegria por só termos esperados vinte minutos e me emocionei com a competência e rapidez dos funcionários da companhia elétrica daquela maravilhosa cidade.
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PS: E na hora de vir embora, para não passarmos pelo mesmo do 





