Arquivo de novembro de 2007



30 de novembro de 2007

Então é Nat…


É, leitores… Não tem mais como ignorar, fingir que não é com você, fazer de conta que nada vê, por que definitivamente estamos no Natal. Aiiim, Tukaaam, não exagera sua lôcaam! Natal é só dia 25 de dezembrooom! É nada, Natal já é agora – desde o fim de outubro para ser mais exata – mas só agora as coisas chegaram realmente a um ponto em que fica difícil não pensar nisso:

- Luzinhas bregas verdes e vermelhas piscando por todos os cantos – me digam uma coisa: quem foi a anta que inventou que essa combinação era legal? Quem disse que isso orna? Orrrrna? G-juizzzz! Saiu de que sítio, Tukaaam?

- Papais Noéis enfeitando cada janela xexelenta, cada loja, cada absolutamente tudo. Tá, eu confesso que tenho uma cabeça de Papai Noel pendurada na porta do meu apartamento. Desta forma consigo criar a ilusão de que o desgraçado foi decapitado e isso me faz rir toda vez que entro e saio de casa. Credooo, Tukaaam! Você é esquisitaaam! Eu? Calor de 40 graus na sombra e o velho com gorro e roupa de frio? Alô-ouu, estamos no Brasi- ill!

- Gente doida se acotovelando em shoppings, em lojas da Rua 25 de Março, ou em qualquer canto que venda alguma coisa. É como se o mundo fosse acabar caso o fulano não compre o que quer que seja para quem quer que seja. Parece que todos estão com as contas em dia, casa própria quitada e dinheiro sobrando para que até a tia avó da manicure ganhe uma porra de lembrancinha. Como se a porra da tia avó da manicure fosse alguém muito importante em suas vidas e como se a porra de lembrancinha fosse mudar em algo a vida da porra da velha. Affe, Tukaam, você precisa renovar seu estoque de Gardenal urgenteeem!

- Mercado com mais gente que Maracanã com entrada grátis pra ver show da Banda Calypso. Você vai lá e começa a andar pelos corredores com uma má vontade do cão. Afinal só quer comprar uns miojos, mortadela e umas tubaínas e voltar logo embora. Mas ao seu redor a euforia da galera te irrita: todos empolgados acreditando que o peru, o panetone, e a cidra estão mesmo em promoção e que não podem perder a oportunidade de jeito nenhum. Tudo isso só porque estão numa prateleira com um cartaz escrito “Promoção”. Tukaam, mas é beeem mais baratoom mesmoom! Ah, vá!

- Simone cantando e cantando e cantando e… John Lenon cantando e cantando e cantando e cantando… Caceta, néaam? Se alguém conhecer quem goste de ouvir essas músicas chatas todo santo ano, mate à sapatada o filho da puta. Por favor, mate mesmo, não pense duas vezes, tire o sapato e arrase. Mate no exato momento em que ouvir: Nhaaaim, eu bem gostoom dessa musiq… PÁAAAAAAAAA! Sapatada nele! Sem dó! Até ano que vem aposto que já espalharam que existe um grupo organizado de serial killers que mata sem dó nem piedade que ousa cantarolar “então é Nat…” PÁAAAAAAAAA! Vai cantar é pro diabo que te carregue!

- Festinhas mil. Inevitavelmente – a não ser que queira ser taxado de entojo – você terá que ir a confraternizações de tudo quanto é coisa que você faça parte, isso varia do trabalho à faculdade, da Ong ao terreiro de macumba. Esqueça seu marido, filhos e animais de estimação. Até essa merda de ano acabar de vez, você não terá nenhum tempo pra eles. Eles que se virem, você precisa confraternizar!

- Amigo secreto do trabalho. Não tem coisa mais chata do que comprar presente pra pessoas que você não sabe bem o gosto, e olha que isso até pode ser sua sobrinha ou melhor amiga. Portanto, bem pior é comprar presente para pessoas que você não tem a mínima idéia do gosto, mal sabe seu primeiro nome – só chama o coitado de Pedro e ele se chama Raimundo – e a única coisa que sabe de concreto é que o fulano senta lá no canto, ao lado do elevador e é simpático. A merda já começa no sorteio. Abre-se o papelzinho e um nome se revela: “Jamelli”. Você tenta inutilmente lembrar quem é. Para não correr o risco de errar muito, compra um kit de banho bem cheiroso e feminino. Espera a sua vez de entregar a porra do presente e descobre que Jamelli é um homem. O nome dele é Carlos Jamelli e o chamam apenas pelo sobrenome. E então só te restar falar: “sobrenome italiano, é?”.

- Trânsito… Trânsito… Trânsito… Em absolutamente todo lugar. Casa da Gerônia na Vila Itapioba? Tem trânsito no trajeto. Loja do Chicão na Tigrolândia? Tem trânsito também. Não tem jeito, se quiser saracotear por aí vai pegar tráfego, se estiver á beira da morte e tiver urgência de chegar ao hospital, também – nem a ambulância com a sirene ligada vai te fazer chegar vivo. Mas poderia ser pior, portanto não reclame. Por exemplo, o motorista poderia ir todo o caminho cantando ou assoviando: “então é Nat…” PÁAAAAAAAAA! Sapatada nele! E é assim que você fará a coisa mais importante de toda sua existência. Parabéeeeeeeens! Vai pro céu, gataaam!

PÁAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!



27 de novembro de 2007

A atônita anônima


Dirigiu-se ao guichê da recepção:

- Pois não, dona, em que posso ajudar?

Muito decidida, disse ao homem:

- Vim fazer uma denúncia anônima.

Os policiais se entreolharam com cara de riso. Para eles aquela tarde quente e interminável, começara a ficar divertida no instante em que aquela mulher espalhafatosa entrara na delegacia, mas essa de denúncia anônima de corpo presente ia além das expectativas.

- Denúncia anônima, dona? Ô Borbola, essa dona quer fazer uma denúncia anônima!

O tal Borbola veio lá detrás e assumiu a conversa com a mulher:

- Denúncia anônima, é?

- Isso mesmo.

- A senhora sabe que denúncia anônima não se faz pessoalmente, dona?

- Por que não?

- Pelo óbvio ué. Se a senhora está aqui não é mais denúncia anônima já que todo mundo está vendo a senhora.

Ela reagiu como se uma grande novidade lhe tivesse sido revelada naquele instante.

- Hum… Faz sentido, moço…

- Faz, né?

- E o que eu faço agora que já vim até aqui?

- Sei lá, dona. Preste aí um depoimento e faça a tal denúncia de uma vez contando qual é o grilo. Se estiver ao nosso alcance a gente resolve.

- Mas moço, um depoimento eu vou ter que assinar, eu só quero fazer uma denúncia anônima!

- Assim complica, dona.

- Eu posso te contar o que aconteceu e o senhor faz de conta que foi uma denúncia anônima, que nunca me viu. Que tal?

- Não tem jeito, dona. É contra as regras.

- O que é contra as regras? Denúncia anônima? Mas todo dia tem gente fazendo por aí.

- Denúncia anônima não é contras as regras. Mas nunca vi um fulano que quer fazer uma e vem na delegacia, a senhora é a primeira.

- O senhor está me achando burra, é?

- Não dona, eu não estou aqui para avaliar o nível de inteligência de ninguém. Só estou dizendo que não existe denúncia anônima pessoalmente.

- Sei, sei. Entendi, moço. O senhor acha preferível descartar uma denúncia importante só por esse detalhezinho de que a anônima veio pessoalmente, certo. Isso é tudo muito burocrático, moço!

- Mas, dona…

Ela não o deixou continuar a falar.

- Olha, moço eu estava aqui na frente, tá? Só resolvi entrar porque o orelhão da esquina está quebrado e meu celular deu tílti e não quer fazer ligação. Poxa, o senhor poderia ser mais compreensivo né? Sabe quantas vezes eu pensei em deixar pra lá justamente por medo de fazer um papel ridículo?

- Mas…

- Não, moço… Não tente se justificar. O fato é que neste país a gente não pode sequer fazer uma denúncia… … anônima… … pessoalmente. É muita burocracia!

- Moça! A senhora se acalme! Óbvio que a senhora pode fazer uma denúncia anônima! Só quero que entenda que é impossível ser anônima quando a senhora está aqui diante de mim!

- Olha aqui, moço. É Borbola o seu nome né? Aliás que nome feio, hein seu Borbola? Olha só, seu Borbola, não é porque o senhor está me vendo agora que eu deixo de ser uma desconhecida pro senhor. O senhor por acaso sabe meu nome? Sabe onde moro? Sabe o que eu faço da vida? Hein, seu Borbola?

- Não, dona. Não sei não.

- Então, seu Borbola, eu sou uma pessoa completamente anônima e assim sendo, posso fazer uma denúncia anônima pessoalmente! Pensa, pensa… Faz sentido né?

- É, dona… Se for pensar deste jeito, faz. Mas não é assim que as coisas funcionam, sabe? A gente segue normas e se a senhora está aqui na delegacia tem que prestar depoimento com todos os seus dados e não vir com essa de denúncia anônima, dona!

- Olha, moço, fique sabendo que irei aos jornais! Vou procurar os repórteres para denunciar esse absurdo, tá? Onde já se viu ser impedida de fazer uma denúncia anônima pessoalmente!

- Pode ir, aproveite e já faça a tal denúncia anônima na televisão!

E som das gargalhadas dos policiais que assistiam a cena de camarote, ela saiu da delegacia pisando duro e fazendo o maior reboliço com o salto de madeira de seus sapatos. Absurdamente indignada com o que acabara de lhe acontecer, andou algumas quadras e encontrou um orelhão que funcionava:

- Alô? É da polícia? Eu me chamo Angelita Quintino, moro na Rua Zuanir Paes, 31. Gostaria de fazer uma denúncia anônima, por favor.



22 de novembro de 2007

Da série: Manhê, tô munitaaam?


(Celebrities without makeup)
Mais uma galeria de fotos mostrando as celebridades do jeito que realmente são e não da maneira em que aparecem nas revistas. E pensar que a gente vê as fotos dessa mulherada absurdamente linda, cútis perfeita, olhos delineados, barriga tanquinho e fica deprimida, néaaam? Mas com essas fotos aqui a gente até começa a se sentir menos feia e gorda ou pelo menos se diverte com a desgraça alheia – Aiiim Tukaaam, por que você é assimmm? Não sei, é um dom, eu acho.

Alicia SilverstoneDebra MissingCatalina SandinoKatherine HeiglJennifer LopezSofia VergaraJessica SimpsonVanessa ParadisPenélope CruzTyra Banks



15 de novembro de 2007

Procurando o positivismo. Não o de Comte, o outro, saca?


Tá mega na moda esse negócio de pensamento positivo por causa desse documentário chamado “O Segredo”. Segundo o documentário Polianesco: “Pensamentos emitem um sinal magnético que atrai um sinal semelhante de volta a você. Se imagine vivendo em abundância e você atrairá isso. Sempre funciona. Funciona a qualquer momento, com qualquer pessoa”. Como não custa nada tentar, vou ilustrar aqui as coisas do cacete super legais que me aconteceram durante a semana, tudo numa versão muito positiva e confiante.

1 – Menstruei e tive fortes cólicas – daquelas de querer beliscar azulejo, sabem? Mas tudo bem… Menstruar é sinal de saúde, dizem. Eu tenho uma amiga que começou a menstruar 20 dias por mês, isso significa que ela é uma pessoa super, super, super saudável, né? Vou falar pra ela não se preocupar. Então, gente, menstruar é legal – a cólica é só para lembrar disso, claro! Olha que lindo o que eu achei na Internet: “A menstruação são lágrimas do útero que chora pela falta de um bebê”. Ah vá! Tukaaam, olha o positivismoooom! Tá bom, tá bom. Não é lindo isso? Como foi que não tive a idéia desta frase idiota-retardada-debilóide poética e fofinha antes?

2 – Recebi um sonoro “não, obrigada” a respeito de algo que eu queria muito. Mas tudo bem… “Nãos” acontecem mesmo, todo mundo diz que é importante receber um não para valorizar o sim. O que importa é persistir e tentar até que o sim venha – dizem… Por causa disso, resolvi mandar e-mails, telefonar e esperar na saída do trabalho a pessoa que pode fazer com que esse não vire sim. E duas coisas podem acontecer com isso: ela pode pensar que sou psicopata, chamar a polícia, um advogado e conseguir uma ordem de restrição judicial que me impeça de entrar em contato com ela e mantenha distância mínima de um quilômetro de onde ela esteja. Ou ela pode achar que sou uma pessoa persistente e consciente do quero e assim, mudar de idéia. Eu, que sou uma pessoa positiva, tenho certeza que será a segunda opção. Tukaaam, ela vai chamar a políciaam!

3 – Eu fui ao salão, fiz unha francesa nos pés, peguei o chinelo da minha manicure emprestado, pois eu tinha ido de tênis, escorreguei, machuquei meu pé, quase caí em cima de um cocô de cachorro, o esmalte borrou e umas pessoas acharam engraçado e riram. Mas… … Mas tudo… É… É… … Tukaaam! Lembre-se de O Segredooomm! Certo, certo… Mas tudo bem… Eu não tenho nenhuma mágoa do cocô e desejo a ele tudo de bom, mas aquele bando de filho da puta, eu quero que eles… que eles… Aim, Tukaaam, eu sabia que você não conseguiria ser uma pessoa iluminadaam, Seu ser sem luuuuz! ***Pausa para respirar e repetir o mantra: serei-rica-magra-alta-lisa-e-loira, serei-rica-magra-alta-lisa-e-loira, serei-rica-magra-alta-lisa-e-loira…*** Ok, voltei… Eu quero que as pessoas que riram de mim enquanto eu machucava meu pé, estragava o esmalte e quase caía em cima de um cocô de cachorro, quero que elas sejam muito, mas muito felizes mesmo. Pronto, consegui.

4 – Fui jantar com meu marido e seus colegas de trabalho no restaurante de um deles e fui feita de pique. Mas tudo bem… Vou explicar. Numa mesa repleta de adultos, crianças, filhos de alguns desses adultos, tendem a simpatizar – ou algo que o valha – com uma determinada pessoa. É um sistema randômico, ninguém nunca sabe quem será o desgraçado que terá esse azar do inferno felizardo. E adivinhem só quem foi a pessoa premiada? Sim, um doce para quem disse: Você, Tukaaam! Sim, eu mesma. Imaginem a cena: crianças correndo ao redor da mesa, eufóricas com seus gritinhos felizes. Elas brincavam de pega-pega, e vejam só, as coitadinhas precisavam de um pique. Foi quando uma delas teve a idéia brilhante de decidir que seria eu. Meigo, não? Pois é, também achei. Eu achei super legal. Mesmo… Afinal, quem é que não gosta de, enquanto tenta cortar e comer um pedaço de pizza, receber solavancos dados por seis mãozinhas? Todo mundo gosta disso! Ajuda a digestão, torna a refeição emocionante… É jóia, gente. Sério. Experimentem também.

5 – Percebi esses dias que um de meus dentes da frente está entortando de novo. Isso depois de tirar o aparelho ortodôntico fixo que usei há dois anos por longos dez meses. Fui ver minha dentista e recebi a notícia de que o aparelho móvel e a contenção, que uso na parte de trás da arcada dentária superior, não serão suficientes para que o dente volte pro lugar. Portanto terei que colocar o aparelho fixo novamente – por mais seis meses. Caralho, inferno, puta merda, desgraça, aquele treco medonho de novo. Mas tudo bem… É até sexy aquele negócio de metal na boca. Nem é assim tão feio, meu marido disse, sabem? Ele disse que é ótimo me beijar com aquilo, que ele bem gosta. Eu acreditei, né? Vou poder colocar as borrachinhas combinando com a roupa, com a bolsa. Será chique, algo a mais do meu estilo fashion de ser… Ah, gente… Vou ficar bonita… Huahuahuhuahua! Tadinhaaam de você Tukaaaam!
***
Minha semana foi bacana, néaam? Não acham que sou uma pessoa positiva, legal à beça, lindonaam, inteligente e tudo mais? Uiaaaaaam! Se acharem que não, não se preocupem! Tudo bem! Ainda assim eu vou continuar desejando a vocês, tudo, mas tudo, mas tudo de bom, mesmo… Verdade. Hohohohohoho!

Ah vá, Tukaaam!

__________________
PS: Não, este post não contém imagens subliminares, se você estiver vendo algo que parece uma coisa, mas é outra, você está doido de pedra. Saia de fininho, não ataque ninguém e vá tomar seu gardenal. Deve ser isso.


1 de novembro de 2007

Geléia Geral


Na terça-feira eu estava saracuteando ali pela Avenida Paulista. Quando passei em frente ao Reserva Cultural, vi um rosto “familiar”. Olhei com calma, do melhor jeito que minha miopia galopante me permitiu, e reconheci a Mariana Ximenes. Ela, que é absolutamente lindonaam, estava numa mesa cheia de gente velha, feia e com cara de ‘sou-hype-do-teatro-qualé-cara’. Um calor do cão e a moça com uma blusa preta de manga comprida e gola alta. Pensei: “Ok, ela está doente e prestes a morrer, coitada”. Mas na verdade, este post não é pra falar sobre a bocó da Mariana Ximenes e nem sobre a cacharrel da mesma, mas sim para falar do que eu fiz quando a vi. Vocês devem estar imaginando aí deste lado, que eu devo ter acenado, sorrido, pedido autógrafo ou tirado foto, não é? Mas não, não fiz nada disso. Vocês não entenderão, pois nem eu ainda consegui, mas vou falar: eu mostrei a língua pra ela. Foi instintivo – Como assim instintivo Tukaaam? Por acaso você é uma lhama? Tá, não é que tenha sido instintivo, foi… foi… Ah gente! Sei lá! Foi a primeira reação que tive, ué – e óbvio que eu não costumo fazer isso por aí! Claro que ela me fez uma cara de “sou-fina-morra-sua-vaca-louca”. Não a culpo, eu também faria o mesmo se uma maluca me mostrasse a língua sem mais nem menos na rua. Ah, e não contente com isso ainda peguei o celular e liguei pro San pra dizer que a tinha visto. Ele, como todo filho da puta tarado, me perguntou se ela tem mesmo aqueles peitões enormes – eu não reparei, caceta, acabei de mostrar a língua pra muié sem querer! O que eu fiz então? Dei meia volta e olhei. Tá, podem falar. Eu não tenho mesmo salvação. E pra quem possa interessar: os peitos são de tamanho normal, nada tanto assim.

***

Depois da recente descoberta da adulteração com soda cáustica e água oxigenada do leite produzido por fornecedores da Parmalat – o que explica e muito o motivo de meus constantes revertérios estomacais – vejo Hebe na televisão em defesa da marca. Ela diz que os dois lotes que tiveram a retirada ordenada pela Anvisa não estavam mais sendo comercializados porque os prazos de validade tinham expirado no dia 22 de outubro. Tá, mas raciocinemos juntos: quando a Anvisa anunciou que os lotes estavam contaminados o prazo de validade já havia vencido, mas isso não significa que muita gente não tenha bebido essa droga antes do anúncio e do vencimento, estou errada? Nem é tão difícil de entender né? Portanto, com outras palavras, Hebe disse à galera: Genteeem, já é passado, caraaa! Bola pra frenteeee! Quem bebeu e não morreu continua uma gracinhaaam e pode ficar tranqüilo que não colocaremos mais veneno nos próximos lotes. A gente juraaam!

Bebe, você, tiaaam! Todo mundo sabe que você é chegada numa água oxigenadaaam!

PS: Bons tempos esses em que achávamos que esses bichinhos estavam tomando um produto saudável, né?

***
foto by emiliano’s blogAmanhã é feriado de finados e umas 597 pessoas até agora já me perguntaram se irei viajar. Eu já disse que não, não irei, mas mesmo assim, elas esquecem e continuam perguntando. Como estou com TPM e perigando dar uma piabada na orelha do próximo que perguntar tal coisa, resolvi escrever aqui na Casa que realmente não irei viajar amanhã pra ver se assim funciona. Eu duvido, mas não custa nada tentar, não é? Então é isso: eu não vou viajar não. Nem vou. Vou ficar aqui em Sampa mesmo. Isso, ficarei. Humrum. Não, não, não vou pra praia, não. É, sim, vou continuar em São Paulo mesmo. Isso aí…




Não, definitivamente não irei viajar.



1 de novembro de 2007

Da série: Coisas que não interferem um milímetro sequer em minha vida ou na sua


A coisa mais divertida da televisão aberta ontem à noite não foi nenhum jogo de futebol, novela, ou filme, mas sim a “bombástica declaração” de Ronaldo Esper assumindo sua homossexualidade. Isso é exatamente o que costumo chamar de: ah-tio-não-fooode!

Sim, ele foi ao “respeitadíssimo” programa da “talentosa” apresentadora Luciana Gimenez e finalmente assumiu que é gay. Isso depois de jurar, espernear e se descabelar tooooda garantindo que era muito macho. De novo, mas agora todo mundo junto bem alto: Ah-tio-não-fooode!

Ninguém fazia a menor idéia disso, não é mesmo leitores? Aposto que todos vocês estão chocados, surpresos e consternados. A-pooooos-to!

Aiiimm, Tukaam, eu sabia que ele roubava cemitério, mas gaaaay? Ai, genteeem, tô bege!


Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!


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Uma campanha Casa da Tuka contra o plágio
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