Arquivo de maio de 2007



31 de maio de 2007

Je t’aime beaucoup mon amour…


Amar em Paris é fácil?Assisti a um filme apaixonante chamado Paris, Je T’Aime (que não sei porque motivo ainda não entrou em circuito no Brasil). E como todo filme que entra para a minha lista de filmes apaixonantes, este é também um daqueles que, de uma forma ou de outra, me permitiram sair um pouco da posição de mera espectadora.

Também nem foi tão difícil assim que eu me identificasse com pelo menos uma das histórias dos 18 curtas que o compõem – em várias críticas que andei lendo sobre o filme, uns tchongolinos insistem em dizer que são 21 curtas, mentira pois eu me dei ao trabalho de contar um por um e são mesmo 18. Mas voltando ao assunto: Todas as histórias retratadas possuem 5 minutos, usam os idiomas inglês ou francês, revezam culturas, nacionalidades, gerações, classes sociais e, sobretudo, falam de amor. E falam de amor tendo Paris, a cidade mais romântica de todas, como fundo. Não eu nunca estive em Paris. Mas mesmo que eu tenha certeza de que São Paulo, Itapiobinha, Guaraci-Mirim, ou um outro pedaço qualquer do mundo não possui o mesmo encanto de Paris, amor é igual em todo lugar, portanto vocês também irão se ver retratados no filme.

As histórias falam de tipos de amor e formas de amar bem distintas que incluem perda, encontro, tristeza, erro, felicidade e arrependimento. Cada uma delas tem um diretor diferente (algumas histórias foram dirigidas por uma dupla) e entre eles muita gente fera, incluindo o brasileiro Walter Salles (Central do Brasil, Diários de Motocicleta), Wes Craven (Pânico), Gus Van Sant (Elefante, Gênio Indomável) e Alfonso Cuarón (E Sua Mãe Também, Filhos da Esperança) – são 21 diretores no total (sim aqui são mesmo 21).

Entre as dezenas de atores do filme estão os ótimos Steve Buscemi, Catalina Sandino Moreno, Willem Dafoe, Nick Nolte, Elijah Wood e três das minhas atrizes preferidas: Juliette Binoche, Maggie Gyllenhaal e Natalie Portman.

Gostei realmente de todos os curtas, mas os que mais me encantaram foram três: Bastille, de Isabel Coixet, Faubourg Saint-Denis, de Tom Tykwer (o mesmo de outro de meus filmes preferidos: Corra Lola, Corra) e Quartier Latin, de Frédéric Auburtin e Gerard Depardieu.

Se não bastasse o filme ser hipnotizante do começo ao fim devido às tramas e aos excelentes diretores e atores, bem no finalzinho – não se preocupem, não vou contar como acaba – tem uma música maravilhosa interpretada por Feist (cantora que eu adoro!), cantada metade em inglês e metade em francês que se chama We’re All In The Dance (La Memé Histoire na versão francesa). Ela me fez correr ao Soulseek logo que o filme terminou para baixá-la, mas infelizmente ainda não consegui. E devido a tal música, coloquei aqui para vocês um vídeo com imagens do filme que não se trata do trailer oficial, mas é muito melhor. Pois o trailer na versão americana faz com que Paris Je T’aime apenas pareça uma continuação sem vergonha do clichezildo Simplesmente Amor.



Ps: Eu não faço idéia se este filme entrará em cartaz no Brasil e tampouco quando ele chega às locadoras, mas sei que se vocês procurarem direitinho conseguem assistir a praticamente todos os curtas pelo Youtube.



30 de maio de 2007

Jura que você não tinha nada melhor pra escrever, Tukaam?


Daí que enfim fui prestar atenção no tal clipe da música “What Goes Around Comes Around”. Aiim, Tukaam tá caindo no meu conceito nhein? Justin?? Sim leitores, é mesmo do Justin Vem ni mim, Justin!Timberlake que estou falando e sabem de uma coisa? Sequer fiquei vermelha. Afinal não se pode ter um gosto impecável sempre, nem eu consigo – nhóooooi.

Enquanto assistia ao clipe ia alternando minha atenção para uma caneca mega-master de café com leite aliada a um pão e meio com manteiga – estava bem gostoso – Aim credo, Tukaam! Que pobreza. Foi então que percebi que o vídeo merece mesmo todo o fuá que fizeram em torno dele. Poderia ser apenas pelo motivo óbvio, pois qualquer coisa que contenha a gostosenta da FeiosonaScarlett Johansson é digno de furdunço, mas vai além. O clipe é super bem feito e possui roteiro de filme com direito a amor, sexo, pancadaria, traição e morte. Juraa, Tukaam?

E como tenho fama de rica-lisa-loira-gatam-e-culta (ah vá, Tukaaam!), eu poderia enrolá-los dizendo que só estou falando isso tudo porque a direção de Nick Cassavettes – que, aliás, é um ator de merda e como diretor não fez nada que preste até hoje no cinema – no clipe funciona magicamente. Mas não é nada disso. O verdadeiro motivo ao qual me dei ao trabalho de escrever esse post de merda é porque o vídeo foi o responsável por uma grande descoberta: eu tenho tesão pelo Justin. Pronto, falei.

Ai eu sei, eu sei… Isso aqui é um blog de uma pré-trintona casada e não o de uma adolescente com hormônios flamejantes. Mas, poxa!! Me deixem ter tesão pelo mocinho. Ele é tão gatchinhom, néam?

Mas tá ok. Assistam e se depois disso vocês ainda não sentirem nada é porque são todas umas frígidas. E vocês homens: nem venham com a desculpa de serem héteros porque no clipe o Justin está mesmo valendo a pena que repensem seus conceitos. Hohohohoho!




29 de maio de 2007

Da série: coisas que não interferem um milímetro sequer em minha vida ou na sua


Wanessa-Zezé-di-Camargo-e-Luciano casou, fez uma festa de arromba e convidou uma galera – incluindo Sandy-Junior (a quem considero uma única pessoa) – a fubanga só esqueceu mesmo foi de convidar a mim e a vocês, leitores.
A felicidade pré-sim era tamanha, pois enfim ela deixaria de ser virgem (humrum), que Uánessa contou pra Deus e pro mundo que mandou confeccionar um vestido mega-exclusivo para a cerimônia. Muito justo, eu acho. Afinal ela é rica-lisa-gatam e pode gastar o que bem entender em algo para ser usado uma única vez na vida.
Não chora, Uánesaamm!Mas eis que nem bem a festa do casório terminou e já começou uma falação de que o vestido usado pela cantora era tão exclusivo quanto aquele gatchinhom que jura que só fica com você.

No dia 7 de maio a atriz Christina Ricci foi fotografada em um evento em Nova York vestindo nada mais nada menos do que o modelito exclusivo da Uánessaam! Ai genteem, tadinhaaaam!
Os dois vestidos são assinados pelo estilista brasileiro Francisco Costa, responsável pela Calvin Klein. Danadinho esse moço, não acham? Faz roupa em série e vende como peça única. Só por isso não pretendo comprar nada dele – qualé, Tukaaam!

Olha gente, não sei quanto a vocês, mas eu passarei a terça-feira em prantos e em jejum em solidariedade a Uánessa. Ah vá!



24 de maio de 2007

Geléia Geral – décima edição


Chewbacca de cu é rôooula! Ninguém me avisou que uma das coisas ruins de se ter uma franja é que esse treco cresce igual mato. Para conseguir enxergar um palmo diante do meu nariz preciso aparar a cada 15 dias. E eu que já sou cega normalmente agora tenho a franja como a mais nova aliada da minha miopia. Mas vejam bem, apesar disso e do perigo de que eu acabe enfiando o carro em algum poste por aí, posso garantir a vocês que cabelos encobrindo parcialmente os olhos tem um certo charme, pois percebo que as pessoas me olham muito na rua. E das duas uma: Ou pensam que eu estou fantasiada de Chewbacca e me olham porque sentem medo ou estão mesmo me achando mega-lindonaam. Na foto estou tentando pagar de gatchinham e esqueci que a intenção era usá-la para ilustrar minha franja-mato. Ao lado Chewbacca em seu melhor ângulo. PS: No caso de terem alguma dúvida eu sou a da direita, a de lilás última moda. Ai, Tukaam, como você é retardadaam!

Update (26/05/2007)
Cortei a franja ontem à noite e mais curta que normalmente. Agora estou a cara do Willy Wonka… Oh Fuuuuuuuuuuuuuck!
***

EmpreendedoresEstou em crise de abstinência porque absolutamente todas as séries que eu assisto acabaram suas temporadas praticamente ao mesmo tempo. Só de ódziuuum vou contar o final de todas pra vocês. Em Grey’s Anatomy o Drº Burke acaba desistindo do casamento e abandona Cristina Yang na igreja. Meredith continua a drama queen de sempre e mantém o joguinho chato com o McDreamy – eu ia curtir muito mais se a série se chamasse Yang’s Anatomy. Em Desperate Housewives a Eddie se mata, Linette está com câncer e sua mãe chega para ajudá-la, Susan casa com Mike, Bree finge que está grávida para assumir o filho de Danielle e Gabrielle se casa com o político. Em Heroes, Hiro enfim mata Sylar e quando Peter Petrelli está prestes a explodir, seu irmão Nathan voa com ele para o espaço e então os outros heroes observam a explosão juntos. Ainda não vi os últimos episódios de Criminal Minds e nem de Lost, mas não passa deste fim de semana. Agora me resta esperar Weeds e Dexter que começam suas novas temporadas ainda este ano – falar nisso preciso postar sobre essas duas séries aqui na Casa.

***

Bundjinha + celulitche Então que algumas vezes por dia perco toda minha dignidade e me divirto horrores lendo fofocas sobre as celebridades. Mas pára benhê, não desço tão baixo a ponto de me interessar por celebridade de segundo escalão. Eu leio sobre os fuás de Hollywood que é muito mais chique. Aii também acho, Tukaaaaam! Descubro quem anda por ai sem calcinha, quem está transando com quem, quem está grávida, quem é a vaca da semana, quem está gorda e/ou velha e deu azar de ser fotografada e publicada sem photoshop – só coisas importantíssimas como vocês podem perceber. Ai, Tukaaam! É tão legal, néaam? Ô! Entretenimento garantido. Essa bunda aí ao lado é da Sharon Stone. Eu acho que o fato de uma senhora de quase cinqüenta anos ter celulite é uma coisa bem aceitável – aliás, é praticamente inevitável pra qualquer mulher – não sei porque esse povo tem que ficar gongando a tia. No mais, tem um monte de gatinha que nem 20 anos tem e já está muuuuuuuuito pior. Dá-lhe Sharon, você é a maior gataaam!


***

Update (25/05/2007)

Jack com o visual pós ilhaVi o final de Lost ontem à noite e aí vai: Charlie descobre que Naomi não foi mandada por Penny para resgatá-los e avisa Desmond antes de finalmente morrer. Vários do grupo dos “outros” morrem. O sinal do telefone de Naomi é estabilizado. Walt Aparece. Locke volta e tenta impedir que Jack fale com o barco que trouxe a forasteira, ameaçando-o com uma arma. Jack não cede e consegue fazer contato sob protestos também de Ben que foi capturado por eles. Alex descobre que Rosseau é sua mãe e a francesa fica comovida diante da filha. Apesar da tentativa de Sawyer e Juliet de ajudar Sayid, Jin e Bernard, quem salva a pátria é o fofíssimo Hurley ao volante da Kombi azul. A série acaba e todos estão felizes aguardando o resgate. Só que os já tradicionais flashbacks inseridos durante todos os episódios, desta vez mostram o futuro pós ilha de Jack – e ele está arrependido por ter siso resgatado. Será que Ben e Locke tinham razão em alertar que não entrassem em contato com o tal barco pois todos se arrependeriam?

E ah, Jorge! É tudo spoiller! Hohohohoho!


23 de maio de 2007

Amélia que era Adélia que é mulher de verdade


Eu tenho um lado que quase ninguém conhece e que não faço questão nenhuma de esconder. Mas antes de contar a vocês e tornar isso algo público, um aviso.

Abre parênteses: Atenção feministas afetadas, esse post pode deixar algumas de vocês muito bravas. Eu sei disso porque eu também até posso ser inserida na categoria “feminista”, mas o que me diferencia de muitas é que faço parte da ala das coerentes, que defendem e acreditam em causas realmente importantes e possuem capacidade de colocar (pelo menos a maioria das vezes) os neurônios na frente dos hormônios. Fecha parênteses.

Continuando…

Eu sou uma Adélia. Ai, Tukaam, você quis dizer Améliaam? Ai credo, Tukaam, não vou vir mais aqui. Tá, vou sim. Não, eu disse Adélia. A Amélia da música de Ataufo Alves e Mario Lago composta em 1941, virou sinônimo da mulher submissa que cuida da casa e do marido sem se preocupar com si mesma. Já Adélia, o termo que inventei e ao qual me auto-designo, sugere algo bem diferente. É aquela que possui todas as características de uma mulher moderna e bem resolvida, mas que se permite gostar e assumir aquilo que ainda hoje pode arrepiar os cabelos da nuca de qualquer feminista levantadora de bandeira. Ou seja, é a mulher que fez faculdade, é inteligente, bem informada, trabalha, cuida da beleza e da saúde e ainda assim adora cuidar da própria casa e do marido. Tudo isso sem nenhuma crise de consciência do tipo: eu sou boa demais pra passar aspirador de pó nesse chão e colocar a roupa na máquina.

Eu sei o melhor sabão em pó do mercado. Eu organizo as gavetas do guarda-roupa. Eu acendo difusores com essências cheirosas. Eu passo roupa e as guardo em seus devidos lugares. Eu mantenho o armário do banheiro arrumadinho. Eu faço dezenas de coisas. Tudo, evidentemente, dentro do possível e dentro do tempo que possuo para tanto. Mas eu realmente gosto de tudo isso.

Óbvio que esse tipo de constatação levou algum tempo. Na minha época de faculdade jamais imaginara quão satisfeita eu poderia ficar em sair para comprar roupas de cama que combinassem com a cortina. Jamais passara pela minha cabeça que eu adoraria encontrar um produto que limpasse maravilhosamente bem meu espelho gigantesco e um que desse brilho ao meu piso de madeira. Eu estava ali na sala de aula disposta a ganhar suficiente para pagar alguém que fizesse isso por mim. Fui ensinada a vida toda que jamais poderia querer fazer isso tudo, pois teria que trilhar um longo caminho através do machismo. O tempo passou, me tornei uma mulher muito bem esclarecida e ciente de tudo, mas eis que me descobri tendo um prazer absurdo em organizar as minhas próprias coisas e em deixar minha casa com o jeito aconchegante que tanto gosto. Confesso que posso gostar justamente porque tenho a opção de ligar o foda-se e não fazer nada, confesso que de vez em quando apelo pra ajuda da Antônia, que eu não tenho o menor talento culinário e que eu odeio estender roupas, mas tudo o que faço é muitíssimo bem e com muito orgulho. Claro, um marido como o meu, que está sempre disposto a cooperar e que não tem a menor intenção de que eu seja sua empregada, ajuda muito.

Mas como assim, Tukaaam? Você não tem cara de que faz isso tudooom! Você é inteligente demais pra limpar a casaaaam! Você tem que ser baladeira, modérrrninha e mimadaam! Sim, leitores, acreditem em mim: eu consigo ser muitas coisas. Eu conheço o melhor rímel para aumentar os cílios, já li mais livros em um mês do que muitas pessoas em uma vida, assisto a milhares de filmes, sei o que se passa na política e economia, escrevo sobre qualquer assunto, trabalho e me insiro facilmente em qualquer área da comunicação, sou antenada na moda, conheço as novidades musicais e tecnológicas, gosto muito de sexo e o pratico quase todos os dias. Sou boa amiga, filha, irmã, tia, esposa e também dona de casa.
Portanto, eis mais um lado da dona desta casa virtual que vocês não sabiam que existia: o de dona de casa real. E como sei que muita gente ficará um tanto decepcionada com isso, quero dizer que é perfeitamente possível quebrar paradigmas todos os dias. E é óbvio que eu não estou ignorando as milhões de mulheres com outras realidades, as que batalham de sol a sol para sustentar os filhos, as que não tiveram oportunidade de estudo, as que muitas vezes apanham dos maridos, recebem menos do que um salário mínimo, vivem em lugares inabitáveis e que nem entenderiam isso tudo que escrevi aqui, pois simplesmente não tem opção de gostar ou não gostar das tarefas domésticas.

Eu tenho consciência de que sou uma privilegiada se analisada sob o ponto de vista geral e mesmo assim acredito que nós mulheres já provamos coisas demais. Somos competentes em trabalhar, conseguimos ganhar o mesmo e até mais do que os homens, podemos escolher a hora de termos filhos ou optar por não tê-los, decidir se queremos casar ou sermos solteiras a vida toda… Mas acima de tudo e o mais importante é que podemos viver livres das amarras e rótulos de um feminismo ultrapassado por nossos próprios méritos, pois quase tudo o que queremos podemos (e uma das coisas que não podemos é justamente o tema de um dos próximos posts desta Casa). Simone de Beauvoir escreveu no livro O Segundo Sexo (considerado o fundador do feminismo moderno): “Ninguém nasce mulher, torna-se mulher” – eu concordo. As que pisoteiam as conquistas da luta feminista e se desvalorizam são as que se resumem e se contentam em ser o mínimo possível do que implica ser mulher e ser humano. Mas jamais será o prazer em organizar a própria casa que fará tal coisa. Por isso é que dou vivas àquelas que se orgulham do que são, sabem o querem, do que são capazes e ainda vão brigar muito para conquistar todo o resto daquilo que são impedidas de fazer.

***
PS: Adélia, segundo o dicionário de nomes, significa nobre, indica uma pessoa que luta para tomar as rédeas do seu destino. Não gosta de depender de ninguém, nem mesmo dos pais. Hábil e esperta, em geral consegue o que quer da vida. Mas deve combater a ansiedade e desenvolver o sentido de vida em comum.


17 de maio de 2007

Da NOVA série: Estão querendo nos convencer de que somos burras


Então que ontem assisti aquele filminho chamado Minha Mãe Quer que Eu Case(Because I Said So). Só pra ver até onde aquela merda ia chegar (por mais que seja outro daqueles típicos filmes previsíveis do caralho), assisti do começo ao fim. E entre um bocejo e outro e um “ah, vá!” e outro, diante de cada ceninha tosca (e são inúmeras), agüentei bem firme. Aiiim, Tukam você tem a paciência digna de um monge às vezes, néaam?

Retrato de uma família quase felizO filme é besta do começo ao fim e só vou me dar ao trabalho de contar do que se trata porque realmente pretendo dissuadir a todos vocês de verem aquela porcaria. Daphne (Diane Keaton) é mãe de três filhas. O começo do filme mostra as seguidas festas de casamento de duas delas (uma é a Lorelai da série Gilmore Girls a outra é Piper Perabo, aquela que é especialista em fazer papel de lésbica no cinema (mas neste filme ela é hétero). Já Milly (Mandy Moore), a filha caçula nunca encontra ninguém que presta. E vejam bem: ela JÁ tem 20 anos! A vaca da mãe não se orgulha que ela tão jovem já tenha o próprio negócio, more sozinha ou tenha carro. Como assim não ter namorado? Como assim não ter planos de casamento? E se ela chegar aos TRINTA sem um homem?? Me digam: em que merda de século vive essa roteirista de merda (Sim! O roteiro é de uma mulher)? Malditona. Óooodzium dessa gente que acha que mulher só é completa quando tem homeemm, Tukaaam!

O mega-gateenho-bom-partido e o beeem-gateenho-pé-rapado Daí a velha alcoviteira, coloca um anúncio na Internet procurando um homem pra sua garotinha sem o conhecimento da mesma. Meigo né? De todos os freaks que aparecem, ela acha que um (Tom Everett Scott) pode dar liga com sua filha man-less. Concomitantemente, um músico-boçal-beeem-gateenho (Gabriel Macht) também começa a concorrer pela jacussaura. Então, ela muito espertinha, putinha, e indecisa começa a sair com os dois (hohohohohohoho).

O resto é mais óbvio. O cara que a mãe gosta e quer como genro é um mega-gateenho-bom-partido, mas a candanga da filha gosta mesmo do pobretão-pai-solteiro-beeem-gateenho. Depois de quase um milênio, a monga descobre enfim que a mãe fez o tal anúncio, fica muito bravinha, o cara beeem-gateenho-pé-rapado descobre que ela dá pro cara-bom-partido ao mesmo tempo em que dá pra ele, fica muito magoado por ser corno e dá o fora nela. Ela chora e sofre. Ele chora e sofre. Todos choram e sofrem. Abre parênteses: choro, grito, cantoria espontânea (porquê sempre tem cantoria espontânea em filme água com açúcar, hein?), cachorro fazendo carinhas fofas, beijo na boca, reconciliação e casamento no final. Fecha parênteses.

Ou seja, você não deve gastar seu suado dinheirinho indo assistir a essa merda, até mesmo porque eu já contei tudo. Vale muito mais a pena gastar seus “doze real” comprando comida pra sua tartaruga de estimação. Ah, não tem tartaruga? Então veja se com doze reais dá pra comprar, mas NÃO gaste dinheiro indo ao cinema por causa dessa droga que só não é pior porque tem apenas 102 minutos.



16 de maio de 2007

Minha parte pode ser em dinheiro?


Tem uns doidos por aí (umas quatro ou cinco pessoas) que me deram esse tal award de Blog que faz pensar. Olha, eu acho chique, viu? Verdade. E acho tão chique que agradeço, mas farei como aqueles que um dia ganharam o Oscar e recusaram o prêmio. Porque mais chique do que ganhar é recusar. Affe, e eu adoro ser chique. Ah, Tukaaam, vatecatáaaaam!

Tá, a verdade é que só não vou colar o tal selinho aqui pra “me aparecer” porque acho que essa Casa já está virando uma tenda cigana de tanto badulaque. E como recusar award é coisa de gente do nível de Marlon Brando e eu tenho que manter a minha fama de má, recuso o award.

Mas no bem da verdade meeeeeeesmo, eu bem que concordo com todos os que acham que a Casa é um blog que faz pensar. Pois por diversas vezes durante o dia eu fico pensando porque raios eu não arrumo coisa melhor pra fazer do que ficar perdendo tempo aqui com esse treco. Aiim, Tukaam, porque você é assim?

O certo agora seria listar uns blogs que suscitam o funcionamento dos meus neurônios. Mas eu iria ficar extremamente decepcionada caso seus autores aceitassem o prêmio, portanto não vou passar nada pra ninguém não. Não é todo mundo que sabe ser chique, como eu, genteeem. Ai credo, Tukaam. Você devia se envergonhar!



14 de maio de 2007

Wiirresistível


Eu sou uma pré-trintona, todos vocês sabem. E como toda trintona com um mínimo de juízo, bom senso, ou algo equivalente (deixando bem claro que trintões e pré-trintões do sexo masculino não se inserem nesse tópico jamais), faz muuuuito tempo que os vídeos-games estão bem distantes da minha realidade. Ou estavam.

Até o fim de semana passado, o último aparelhinho do gênero que havia me seduzido tinha sido o consagrado e ultrapassadíssimo Atari. Aliás, tenho certeza que muitos de vocês leitores, também passaram horas alucinados diante do Pac Man e Enduro. Bons tempos – lá se vão 22 anos – affe!

Mas eis que meu marido, que como a maioria dos homens, possui uma enorme e incorrigível pequena dose de síndrome de Peter Pan, começou a azucrinar meus ouvidos falar todo santo dia de um treco chamado Wii. Eu só conseguia pensar que era dinheiro demais para ser gasto num joguinho besta. Eu sou hiperativa, oras. Não agüento ficar parada sem fazer nada por muito tempo e um videogame iria apenas me deixar entediada olhando ele jogar.

Não demorou muito para que eu descobrisse que não se tratava de um videogame comum. Mérito do San e de seu absurdo poder de persuasão que todo bom aquariano possui. Através de uma tonelada de vídeos e matérias que ele me mandava a cada dois segundos sempre, descobri que o negocinho era algo surreal. Quando é que eu poderia imaginar que fosse possível participar de uma partida de tênis da sala da minha casa? Ou de uma luta de boxe? Ou de uma série de outros esportes fazendo todos os movimentos reais e, o melhor, queimando calorias e ficando linda e delicinha? Aiiiim, jura, Tukaaaaaaaaaaam?

Quando eu já começava a pensar que não era tão má idéia assim a aquisição do tal jogo, ele e o James de conchavo me levaram para ver ao vivo o funcionamento da engenhoca na casa de um amigo que acabara de comprar. Resultado: desde sábado estamos beeeeeeeem mais pobres, mas somos os mais novos felizes donos de um Nintendo Wii.

Quem não tem idéia do que se trata, vale dar uma googleada a respeito ao menos para estar em dia com as novidades tecnológicas e não ficar aí fazendo cara de paisagem alheio ao que surge de legal no mundo.

***

E mudando de assunto, vou encerrar este post cantando em uníssono com vocês, meus leitores, uma musiquinha em homenagem a tudo e todos que dificultam nossas vidas além do que gostaríamos. Liguem a caixinha de som e cliquem aqui – contenham a emoção com a letra!



7 de maio de 2007

Da série: Eu sei o que vocês procuraram no Google na noite passada


Depois de muitos pedidos insistentes e bem chatos, a série mais inútil desta Casa está de volta. Abaixo as pérolas exatamente da maneira como foram escritas por quem as procurou e ao lado os meus já tradicionais comentários “consistentes”. Aiimmmmmmmm! Eu só se divirto aqui!!

Ala dos leitores ou algo que o valha

“casa da Tuka” – ai, acho chique ser procurada no Google;

“Casa da Tuka” – não é suuuper legal que as pessoas estejam interessadas nas coisas que eu escrevo?
“Tuka” – pensando bem, pode ser algum tipo de doido que quer muito saber meu paradeiro;
“gatos famosos tuka” – quer saber de mim e assassinar meus gatos…
“tuka” – e depois me manter refém em rede nacional por dois dias inteiros…
“casa tuka blog” – aaaaai, Tukaaam! Acabou o gardenal de novo, éamm?
Ala dos preciso-de-terapia-já-tukaaaaaaam!

“frases para ex namorados” – que tal: Figurinha repetida não completa álbum, baby!

“frases de despedidas de namorado” – gosto dessa: Tchau, já vai tarde!;

“o caminho da vida nós que traçamos” – eu acho lindo isso de frases de efeito, gentem…

“significados de sonhos com ex namorados”- significa que você precisa largar de ser bocó;

“fadas,duendes,gnomos,blogger” – se um dia eu falar sobre essas criaturas por aqui podem ter certeza que eu perdi a sanidade, até lá, se eu os vir, mato à sapatada;

“máscara que todos nos usamos para esconder problema” – fiz um post sobre isso;

“eu já te perdoei tantas vezes”- perdoou tanto porque deve ser uma burralda;

“crises dos 30 trinta” – dizem que a dos 40 é pior;

Ala dos ai-queremos-ser-cults-ricos-lisos-bem-sucedidos-e-bem-informados

“bufo espalanzani” – filme nacional dos bons;

“filosofias de marketing no habib s” – só entendo das esfihas… de comê-las;

“casa claudia sala de estar”- porque bom gosto e estilo é aqui – nhóooooooi;

“diferença entre sushi sashimi”- já ensinei isso;

“a surpresa final de edukators” – assiste, caramba! Puta filme;

“restaurante japones mogi das cruzes”- nunca nem fui a Mogi das Cruzes;

Ala dos punheteiros

“dona de casa safada” – Ai Tukaaam, quanta gente tarada lê esse blog! Tô com nojinhoom!

“calcinha da sandy” – se ela souber disso ficará ruborizada

“flog sandy sem calcinha” – o que tanto essas pessoas querem com a calcinha da menina? Por Deus, hein?

“sandy calcinha” – ai gezuizzzzzzzz!

“famosas sem calcinha” – que gente tarada, credo;

“veja famosas sem calcinha” – esse blog costumava ser de gente de família, Tukaaaam!


“as garotas só gostam de paus grandes?” – a maioria gosta, querido. So sorry…

Ala dos sou-vaidosa-quero-ser-gatinham-assim-ó

“celebrities without make up” – elas são humanas como nós – humrum;

“pink cameron diaz e drew barrymore sem maquiagem” – descobriu que mesmo assim elas ainda são mais bonitas que você? Chora não;
“como FAZER maquiagem no fotoshop” – olha… em alguns casos pode ainda ficar pior…
“emma button” – a ex Spice Girl gordinha, eu achava parecida com a Miss Piggy;
“receita sera quente depilaçao” – será quente? Será fria? Será uma semi-analfabeta?
“adorei o sabonete ionax scrub” – e como veio parar aqui na Casa atrás dele?
Ala dos tenho-tempo-de-sobra-pra-googear-sobre-qualquer-merda
“piroroca” – as pessoas levam mesmo à sério as coisas que eu escrevo…
“Sapatos” – Onde? Onde? Promoção? Limpa estoque? Outlet?
“Jogo de forma casa de barbie” – se isso existe eu quero dois… pra viagem!
“frases fodas” – aqui é o lugar das frases fodas – fodas bagarai – nhóooooi!
“frases para colocar no orkut” – já me plagiaram até perfil do orkut, eita gente sem criatividade, viu?
“o dia de ontem de diego e irislene” – pra que você quer saber isso, infeliz? Cuida da sua vida, ô!
“frases para colocar no orkut” – vai procurar na putaquetepariu. Pronto, fiquei brava;
“sapatos” – Onde? Onde? Promoção? Limpa estoque? Outlet?
“enredo de cadaver ouve radio” – li quando tinha uns 9 anos;

“frases humoristicas” – não tem nada engraçadinho aqui – Qualé, Tukaaaam!

“biscoitos vovozinha” – passa a receita pra mim depois;
“como se coloca um pingente de celular” – affe…
Ps: Aaaaim, é tão legal ver que as pessoas realmente entram nesse blog à procura de textos inteligentes, antenados e bem escritos…

Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!


Procure aqui


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