Arquivo de março de 2007



27 de março de 2007

Dá série: Coisas que me cansam a beleza


Insistência – Eu sou cabeça dura, não adianta negar. Se alguma pessoa durante uma conversa não tiver um bom argumento que me faça comprar sua opinião, continuo com a minha sem arredar o pé. Sou assim, não sou manipulável, tenho cabeça feita. Simplesmente tenho urticária quando alguém chega tentando me fazer pensar diferente sem um embasamento coerente e insiste e insiste e insiste. Ai, tiuô, pára que está me dando vontade de peidar!

Insistência II - Me convide para sair e eu digo que não posso por esse e aquele motivo. Daí insista. Eu responderei que não posso por causa disso e aquilo. Daí insista de novo: eu vou amaldiçoar em pensamento todas as suas gerações. Verdade. Caramba, é tão difícil assim entender e respeitar as coisas que fazem com que alguém decline um convite? Pode ser falta de dinheiro, pode ser um momento inoportuno, pode ser porque algo já estava programado para aquele dia, pode ser por falta de tempo, não interessa – se eu não posso, não é porque alguém fica na minha orelha falando e falando que o motivo pela recusa irá sumir automaticamente. Se eu puder, eu vou e te aviso! Beijo, me liga!

Enrolação – Eu sou prática e apressadinha para fazer tudo o que depende apenas de mim. Resolvo o que precisa ser resolvido, decido o necessário, organizo, ajusto. Isso não significa que sou uma louca controladora. Não. Isso quer dizer apenas que eu tomo as rédeas do que precisa quando sei que não terei que esperar a decisão de outra pessoa pra isso. Mas eis que fico realmente irritada quando vem alguém e se enfia naquilo que não compete a ela fazer e ainda me atrapalha. Lerdeza demais, falta de objetividade e indecisão ao extremo me envelhecem a olhos nus. Eu juro que canso.

Minha mania de me achar gorda
– Porque muito do que me irrita vem de mim mesma e isso eu acho pra lá de chato. Me olho no espelho e me vejo do tamanho de um boto rosa – e nem percam tempo pensando que tenho algum distúrbio alimentar que provoca esse tipo de coisa. Nada disso. Me acho gorda quando estou magra, me acho gorda quando estou verdadeiramente gorda, me acho gorda o tempo todo. É uma desgraça. E considero a maioria das pessoas a minha volta gordos também, óbvio. Não que eu considere alguém feio por isso – pois quilos a mais só incomodam quando estão em mim. Ai guria, pare de encher e come um Big Mac!
***
OBS: E não, não vou fechar a Casa e parar de postar de vez. Não estou doente e também não quero que ninguém publique textos em meu lugar enquanto eu estiver sem saco e/ou sem tempo. Agradeço o interesse e preocupação de quem sentiu minha falta por aqui.


19 de março de 2007

Eu tenho apenas de ser o que eu era quando queria ser o que sou agora


(Republicação – 04 de outubro de 2005)

Imagem de Rachel RoscoeJá foi muito mais bonita do que é hoje. Também já foi mais magra do que está agora. Os cabelos já foram mais compridos e tinham cachos brilhantes. A miopia era menor. Sabia andar de patins quase tão bem quanto anda descalça. Conseguia ler três livros por semana. Já esteve em dia com todos os lançamentos do cinema. Sabia o nome de todas as músicas legais que tocavam no rádio. Tinha pelo menos uma centena de amigos a mais do que tem hoje.
E queria ser o que é agora…
O que você é agora anula o que você já foi um dia? O fato de que alguém te conheça exatamente assim: com os cabelos pintados de loiro, com uns quilos a mais ou a menos, falando três línguas novas que aprendeu de uns anos pra cá – isso faz com que a morena, magrinha que só falava português (e olhe lá), não exista mais?

Já foi mais jovem. Os olhares todos já foram voltados para onde estava. Não tinha sardas de sol espalhadas pelo rosto. Conhecia apenas a cidade onde nasceu. Não entendia os filmes estrangeiros sem legenda. Seu senso crítico era discernente apenas para “gosto ou não gosto”. Seu conceito de beleza era definido em tudo o que não era.
Só queria ser o que é agora.
Por qual razão o presente nos tira o poder de percebermos que o que somos é quase sempre bom, que o que temos é quase sempre suficiente e que o que queremos nem sabemos o que é? Por que será que aos 12 achamos que quando tivermos 18 tudo vai ser melhor? Que quando temos vinte temos certeza de que aos trinta teremos o carro dos sonhos, a família perfeita e o apartamento quitado? Porque será que pensamos que aos quarenta seremos sábios e nunca mais teremos dívidas nem dúvidas em relação a nada? Por que achamos que aos cinqüenta estaremos curtindo a aposentadoria com a maior tranqüilidade do mundo?
Por que sempre queremos ser o que não somos agora? Por que sempre queremos ter algo que nunca está ao alcance de nossas mãos neste momento?
Por que será que por mais que eu me esforce sempre me vêm as frases mágicas do vídeo “Wear Sunscreen” à mente me fazendo ter certeza de que todos somos grandes idiotas passando por este mundo?
“Desfrute do poder e da beleza da sua juventude. Oh, esqueça… Você só vai compreender o poder e a beleza quando ela já tiver desaparecido. Mas acredite em mim. Dentro de vinte anos você olhará suas fotos e compreenderá de um jeito que você não pode compreender agora quantas possibilidades se abriram para você e o quão fabuloso você era”.
“Não tenha sentimento de culpa por não saber o que você quer fazer da sua vida. As pessoas mais interessantes que eu conheço não tinham, aos 22 anos, nenhuma idéia do que fariam na vida. Algumas das pessoas interessantes de 40 anos que eu conheço ainda não têm”.


13 de março de 2007

Porque sim…


(Republicação – 08 de janeiro de 2005)
Te amo porque sim. Porque um belo dia o destino resolveu que você tinha que me roubar de uma outra pessoa e é claro, que eu tinha que me deixar ser roubada. Porque seus olhos enxergam minha alma e eu não tenho receios de mostra-la a você. Porque seu beijo me faz esquecer quase tudo e eu te beijo como se nunca tivesse beijado outra pessoa antes. Porque você não esquece do dia em que nos conhecemos e me conta ainda cada detalhe – que eu adoro escutar. Porque identifico o que somos nas músicas de amor que ouço e quero que você também perceba isso. Porque você me protege e aperta a minha mão com firmeza e eu me sinto a pessoa mais segura do mundo. Porque eu adoro o seu sorriso que faz com seus olhos fiquem menores ainda e isso me encanta todas as vezes. Porque eu sei que você não se arrepende de nada do que fez para estarmos juntos agora e isso me faz sentir feliz. Porque eu sinto que você realmente está fazendo o que pode e o que não pode para ficarmos perto e ficar perto de você é a coisa que mais desejo no mundo. Porque eu te admiro como marido e como amigo e sei que ser amigo de quem se ama é fundamental. Porque quando estamos juntos qualquer coisa é o suficiente para que estejamos felizes, até partidas infindas de Master ou musiquinhas que cantamos. Porque adoro te olhar nos olhos e ver que seu olhar não é de mais ninguém além de meu. Porque adoro ficar te enchendo dizendo que não entendi aquela parte do filme e te ver explicando tudo pacientemente. Porque amo te ouvir dizer que está com saudade e que me quer perto para nunca mais ficarmos longe. Porque sai do trabalho correndo para ficar comigo e fica feliz quando me vê sorrindo te esperando ansiosa. Porque você se adaptou ao meu jeito de amar como se me conhecesse a vida inteira e eu te amo cada vez mais por isso. Porque você adora meus mimos e os apelidinhos que te dou. Porque você escuta as músicas que canto em seu ouvido sempre com um sorriso lindo nos lábios. Porque sei que se entregou pra mim de corpo e alma e que nunca fingiu sentir o que não sentiu realmente. Porque o amor que fazemos é safado, sem pudores, com muito desejo e que é assim somente porque o amor é real. Porque os sonhos que temos serão sim realizados e seremos felizes pela vida toda. Porque sei que você estará comigo independentemente das minhas lágrimas ou do meu riso. Porque você é a melhor pessoa que já tive em minha vida e porque agradeço a Deus todos os dias por ter me dado este presente.


8 de março de 2007

Bush transforma São Paulo em campo de guerra


Foto UOL George W. Bush incomoda todo mundo mesmo. Ele chega em São Paulo hoje às 19h30 no aeroporto de Guarulhos e por causa disso aconteceu o maior fuá em plena Avenida Paulista para protestar contra a presença do “amado” presidente americano.

O tráfego foi interrompido por manifestantes e houve choque com policiais militares que ao serem apedrejados revidaram com uso de bombas de gás de pimenta.

Foto UOLPor volta das 17h15, o trânsito estava completamente parado nos cruzamentos da mais importante avenida da capital e tudo se transformou num verdadeiro campo de guerra. Eu sei bem porque eu estava ali na Alameda Casa Branca acuada dentro do meu carro sem poder sair do lugar, enquanto via bombas sendo jogadas, pedras e paus sendo arremessados, gente correndo e gritando e policiais com armas em punho.

Depois de muito tempo a polícia ajudou os motoristas a darem ré na rua em que eu estava e consegui sair de lá. Cheguei em casa tremendo. Deu medo.

Segundo estimativas da PM, entre 6 mil e 10 mil pessoas participaram do protesto.

***

Tukaaammm! Você sempre está no lugar errado, munitaaaam!

***

Fotos UOL/Folha – veja todas aqui.



7 de março de 2007

Por um mundo sem Barbies


O que se vê todos os dias nas revistas, televisão e cinema são mulheres perfeitas: altas, magras, lisas e lindas. O padrão de beleza exigido é o da Barbie, portanto não adianta ter apenas um dos predicados – ou temos todos ou não somos nada.

E nós aqui no mundo real, pessoas de carne e osso, sem maquiador à tira colo, personal trainer, photoshop, nem dinheiro sobrando, quando nos deparamos com o espelho sempre achamos que estamos aquém do proclamado pela mídia. E como não pensar isso?

Não, não é exagero. Basta repararmos no número de revistas de beleza e dieta que existem, prestarmos atenção nas propagandas de remédios mágicos que aparecem toda hora, nas comunidades e sites que ensinam loucuras para garotas perderem peso e na facilidade em se fazer uma cirurgia plástica. Hoje em dia podemos dividir em até 36 vezes no carnê! Nem nas Casas Bahia é tão simples!

Por essa e por tantas que quando uma marca como a Dove resolve dizer basta a essa escravidão da beleza estereotipada, agente tem mesmo que aplaudir.

A Campanha Pela Real Beleza já está sendo promovida há algum tempo e o vídeo abaixo é o mais recente aqui no Brasil. De longe é o que eu mais gosto e é realmente impossível ser indiferente a ele, pois retrata a cobrança pela perfeição começando na infância e de quebra tem como trilha sonora a fofíssima True Colors. Depois, para aqueles que ainda não conhecem, está mais um vídeo da Dove que prova que nem tudo é o que parece ser. Assistam e me digam o que pensam sobre a ditadura da beleza. E não se inibam, se não puderem ver os vídeos suas opiniões sobre o assunto também são bem-vindas!



6 de março de 2007

The Pipettes reeditam os anos 60


Let’s go dance!
Todo dia aparecem novas bandas de rock e projetos de música eletrônica. Tem bastante coisa boa, mas, a maioria é receitinha de bolo: comunzinho. Eis que em meio a garotos gritões e instrumentos barulhentos que dominam o mundo da música, surgem três inglesinhas difundindo um estilo que há muito era considerado ultrapassado.

Versão moderninha dos grupos femininos dos anos 60 (quem viu recentemente o filme Dreamgirls sabe do que estou falando), The Pipettes, formado pelas vocalistas Rose, Becki e Julia, é um grupo de mulherzinhas. Seu primeiro álbum “We Are The Pipettes” foi lançado no meio do ano passado, mas parece que agora elas caíram de vez nas graças do grande público e também da crítica especializada (e agradar aos dois é algo nem sempre possível).

Elas vestem vestidos de bolinhas, têm cortes de cabelos tão retrôs quanto suas roupas, fazem coreografias sincronizadas e possuem vozes afinadíssimas. Suas músicas basicamente falam de amores bobos, festas e muita diversão, ou seja, nada de consistente, tudo muito fútil e sem medo de ser feliz, mas posso garantir uma coisa: essa meninas animam até velório! É até bem aceitável que você não vire fã das meninas de Brighton, mas duvido que pelo menos não chacoalhe os pézinhos.

Já vou avisando: o hit abaixo é o grudento “Pull Shapes”, você vai passar o dia cantarolando o refrão sem perceber.



2 de março de 2007

Conversa nonsense da semana via MSN


Aquela do cabelo vermelho
Fulaninha: Então, vou pintar o cabelo de vermelhaço mesmo. Decidido. O que você acha?
Eu: Acho que vai ficar vermelho pra caramba.
Fulaninha: Duhhhh! É essa a intenção, né jacu?
Eu: Se é então toca o pau que vai ficar vermelho – meeeeesmo.
Fulaninha: Vai né? Já decidi, é isso que eu quero: VERMEEEEEEEEELHO! Rs…
Eu: Ok, já entendi: Vermeeeeeeelho pra caraaaaaaaaalho! Rs…
Fulaninha: É, isso aí…
Fulaninha:
Eu: O que foi?
Fulaninha: Será que não vai ficar vermelho demais?
Eu: Não é essa a intenção, caramba?
Fulaninha: Ah, mas não precisa ser tão vermelho assim também, né?
Eu: Hum…
Fulaninha: Vou pintar de castanho avermelhado – beeeeeeeeem castanho e só um pouco avermelhado. Decidido!
Eu: Aaaaaaaaaaaai que preguiça!

Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!


Procure aqui


Uma campanha Casa da Tuka contra o plágio
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My Unkymood Punkymood (Unkymoods)


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