Insistência – Eu sou cabeça dura, não adianta negar. Se alguma pessoa durante uma conversa não tiver um bom argumento que me faça comprar sua opinião, continuo com a minha sem arredar o pé. Sou assim, não sou manipulável, tenho cabeça feita. Simplesmente tenho urticária quando alguém chega tentando me fazer pensar diferente sem um embasamento coerente e insiste e insiste e insiste. Ai, tiuô, pára que está me dando vontade de peidar!Insistência II - Me convide para sair e eu digo que não posso por esse e aquele motivo. Daí insista. Eu responderei que não posso por causa disso e aquilo. Daí insista de novo: eu vou amaldiçoar em pensamento todas as suas gerações. Verdade. Caramba, é tão difícil assim entender e respeitar as coisas que fazem com que alguém decline um convite? Pode ser falta de dinheiro, pode ser um momento inoportuno, pode ser porque algo já estava programado para aquele dia, pode ser por falta de tempo, não interessa – se eu não posso, não é porque alguém fica na minha orelha falando e falando que o motivo pela recusa irá sumir automaticamente. Se eu puder, eu vou e te aviso! Beijo, me liga!
Enrolação – Eu sou prática e apressadinha para fazer tudo o que depende apenas de mim. Resolvo o que precisa ser resolvido, decido o necessário, organizo, ajusto. Isso não significa que sou uma louca controladora. Não. Isso quer dizer apenas que eu tomo as rédeas do que precisa quando sei que não terei que esperar a decisão de outra pessoa pra isso. Mas eis que fico realmente irritada quando vem alguém e se enfia naquilo que não compete a ela fazer e ainda me atrapalha. Lerdeza demais, falta de objetividade e indecisão ao extremo me envelhecem a olhos nus. Eu juro que canso.
Minha mania de me achar gorda – Porque muito do que me irrita vem de mim mesma e isso eu acho pra lá de chato. Me olho no espelho e me vejo do tamanho de um boto rosa – e nem percam tempo pensando que tenho algum distúrbio alimentar que provoca esse tipo de coisa. Nada disso. Me acho gorda quando estou magra, me acho gorda quando estou verdadeiramente gorda, me acho gorda o tempo todo. É uma desgraça. E considero a maioria das pessoas a minha volta gordos também, óbvio. Não que eu considere alguém feio por isso – pois quilos a mais só incomodam quando estão em mim. Ai guria, pare de encher e come um Big Mac!
Já foi muito mais bonita do que é hoje. Também já foi mais magra do que está agora. Os cabelos já foram mais compridos e tinham cachos brilhantes. A miopia era menor. Sabia andar de patins quase tão bem quanto anda descalça. Conseguia ler três livros por semana. Já esteve em dia com todos os lançamentos do cinema. Sabia o nome de todas as músicas legais que tocavam no rádio. Tinha pelo menos uma centena de amigos a mais do que tem hoje.
Te amo porque sim. Porque um belo dia o destino resolveu que você tinha que me roubar de uma outra pessoa e é claro, que eu tinha que me deixar ser roubada. Porque seus olhos enxergam minha alma e eu não tenho receios de mostra-la a você. Porque seu beijo me faz esquecer quase tudo e eu te beijo como se nunca tivesse beijado outra pessoa antes. Porque você não esquece do dia em que nos conhecemos e me conta ainda cada detalhe – que eu adoro escutar. Porque identifico o que somos nas músicas de amor que ouço e quero que você também perceba isso. Porque você me protege e aperta a minha mão com firmeza e eu me sinto a pessoa mais segura do mundo. Porque eu adoro o seu sorriso que faz com seus olhos fiquem menores ainda e isso me encanta todas as vezes. Porque eu sei que você não se arrepende de nada do que fez para estarmos juntos agora e isso me faz sentir feliz. Porque eu sinto que você realmente está fazendo o que pode e o que não pode para ficarmos perto e ficar perto de você é a coisa que mais desejo no mundo. Porque eu te admiro como marido e como amigo e sei que ser amigo de quem se ama é fundamental. Porque quando estamos juntos qualquer coisa é o suficiente para que estejamos felizes, até partidas infindas de Master ou musiquinhas que cantamos. Porque adoro te olhar nos olhos e ver que seu olhar não é de mais ninguém além de meu. Porque adoro ficar te enchendo dizendo que não entendi aquela parte do filme e te ver explicando tudo pacientemente. Porque amo te ouvir dizer que está com saudade e que me quer perto para nunca mais ficarmos longe. Porque sai do trabalho correndo para ficar comigo e fica feliz quando me vê sorrindo te esperando ansiosa. Porque você se adaptou ao meu jeito de amar como se me conhecesse a vida inteira e eu te amo cada vez mais por isso. Porque você adora meus mimos e os apelidinhos que te dou. Porque você escuta as músicas que canto em seu ouvido sempre com um sorriso lindo nos lábios. Porque sei que se entregou pra mim de corpo e alma e que nunca fingiu sentir o que não sentiu realmente. Porque o amor que fazemos é safado, sem pudores, com muito desejo e que é assim somente porque o amor é real. Porque os sonhos que temos serão sim realizados e seremos felizes pela vida toda. Porque sei que você estará comigo independentemente das minhas lágrimas ou do meu riso. Porque você é a melhor pessoa que já tive em minha vida e porque agradeço a Deus todos os dias por ter me dado este presente.
George W. Bush incomoda todo mundo mesmo. Ele chega em São Paulo hoje às 19h30 no aeroporto de Guarulhos e por causa disso aconteceu o maior fuá em plena Avenida Paulista para protestar contra a presença do “amado” presidente americano.
Por volta das 17h15, o trânsito estava completamente parado nos cruzamentos da mais importante avenida da capital e tudo se transformou num verdadeiro campo de guerra. Eu sei bem porque eu estava ali na Alameda Casa Branca acuada dentro do meu carro sem poder sair do lugar, enquanto via bombas sendo jogadas, pedras e paus sendo arremessados, gente correndo e gritando e policiais com armas em punho.
O que se vê todos os dias nas revistas, televisão e cinema são mulheres perfeitas: altas, magras, lisas e lindas. O padrão de beleza exigido é o da Barbie, portanto não adianta ter apenas um dos predicados – ou temos todos ou não somos nada.
Todo dia aparecem novas bandas de rock e projetos de música eletrônica. Tem bastante coisa boa, mas, a maioria é receitinha de bolo: comunzinho. Eis que em meio a garotos gritões e instrumentos barulhentos que dominam o mundo da música, surgem três inglesinhas difundindo um estilo que há muito era considerado ultrapassado.
Versão moderninha dos grupos femininos dos anos 60 (quem viu recentemente o filme Dreamgirls sabe do que estou falando), The Pipettes, formado pelas vocalistas Rose, Becki e Julia, é um grupo de mulherzinhas. Seu primeiro álbum “We Are The Pipettes” foi lançado no meio do ano passado, mas parece que agora elas caíram de vez nas graças do grande público e também da crítica especializada (e agradar aos dois é algo nem sempre possível).






