Ou: O Brasil e seus ídolos

Ok, vocês podem gritar aí que ninguém é espontâneo sabendo que está sendo filmado, ninguém age de maneira natural desta forma. Então posso dizer que se isso for verdade a coisa é ainda pior: se mesmo com a preocupação de estarem sendo observados agem de maneira que muitas vezes faz com que o público fique absorto com suas atitudes, imaginem então se não estivessem?
Quem é que já não conheceu alguém tão desleal como Alberto ou Airton? Quem é que já não teve o desprazer de se ver próximo de alguém tão arrogante como a tal Analy? Quem é que já não se viu diante de um ser tão invejoso quanto Carolinni? Quem é que já não sentiu raiva de uma pessoa tão maria-vai-com-as-outras quando a Fani? Com certeza todos nós. Por isso é que o programa e seus personagens arrebatam a milhões.

Existem também os mocinhos que de perfeitos não tem nada e que também podem ser comparados com várias pessoas que conhecemos: Iris – uma mulher que não sabe a hora de calar, que irrita a todos por falar tudo o que lhe vem à cabeça sem medir as conseqüências. Alemão – um moleque mimado, brutamontes, estúpido e pretensioso, que trata as mulheres como lixo, mas sabe administrar como ninguém a arte de bater e assoprar. E Flávia – na minha opinião a mais inteligente de todas, ela observou o jogo todo e só tomou partido quando o bem e o mal tinham definido seus pares. Já Bruna não conta, a coitada não serviu nem para deixar claro suas diretrizes: escolheu o cafajeste mor para namorar e na hora que a coisa ficou feia ela caiu fora e ainda teve a cara de pau de falar em valores (leiam aqui).

O campeão deste jogo todos já sabem que será Alemão. E mais uma vez nosso país declara com todas as letras que é sim um país machista e de valores pra lá de duvidosos. Pois não interessa quantas um homem possa aprontar, se ao menos aparentar ser alguém de caráter, está valendo. Já tivemos Kléber Bambam – uma anta em forma de gente que sequer sabia formular uma frase sem erros homéricos. Rodrigo Caubói, o caipira que foi taxado de pegador por ficar com duas mulheres no programa enquanto namorava sério há mais de dois anos. Dhomini, o fala mansa dissimulado que conquistou Sabrina Sato enquanto sua namorada ia a todos os paredões para ser humilhada em rede nacional – imbecil. Depois disso tivemos Cida, Jean Willis e Mara – que fugiram do clichê “machões escrotos comandam”. Cada um usou a tática que achou mais conveniente para conquistar o público que foi desde a do “sou bonzinho demais” a “sou pobre, preciso do prêmio para viver!”.

Para para não esquecermos “nossa verdadeira natureza” aí está Diego Alemão que levará o milhão pra casa. Um herói completamente torto que faz com que as coisas sejam ainda mais lamuriosas quando percebemos que entre todos (exceto Flávia e antes Sirí – eu torcia por ela) ele é a melhor das opções. Ele vestiu como ninguém o personagem do guerreiro justiceiro e é com ele que levará o prêmio.
Acho que um país que cria ídolos tão equivocados quanto esses tem grande parte de seus problemas explicados, não acham? Não é realmente certa a frase que declara que cada um tem mesmo somente o que merece?
Update: Hoje dia 03 de abril de 2007, Alemão foi mesmo confirmado como campeão do BBB7. Aqui na Casa da Tuka você ficou sabendo disso com mais de um mês de antecedência. Mãe Diná pra quê? Hahahahahaha!

O Carnaval acabou e eu fiz exatamente o que todas as pessoas adultas de bom senso deveriam fazer no Carnaval: Trepei, comi e dormi. Foi realmente muito bom. Mas o que seria de Salvador se todos pensassem como eu? O que seria do Carnaval carioca? Ah, o PIB precisa se mover enquanto você tem vida sexual ativa, Tukaaam! Verdade, verdade…
Meus vizinhos do andar de baixo ficaram mesmo muito tristes quando a Vai-Vai mais uma vez perdeu o Carnaval paulista. Meu marido, sem coração, gritava na janela (poveza dos infernos) a plenos pulmões só para sacanear os membros da escola que estavam desolados em sua tristeza: Viva a Mocidadeeeeeeeeeeeeeeeeee! Eles de quebra, respondiam muito magoados: Cala a boca, filho da putaaaaaaaaaaaaaa! E o palhação se divertia e regozijava de tanto rir da desgraça alheia. Coisa feia, viu…
Quanto a tal franja, não se preocupem leitoras, nem está tão ruim. Juro que estou quase tão bonita quanto essa mocinha aqui da foto. Mas mesmo assim obrigada por terem se solidarizado e me recomendado todo tipo de chapinha e secador que existe no mercado. Quem precisa de consultora de beleza quando se tem um blog afinal de contas?
Nos últimos dias assisti: Borat, A Rainha, O Último Rei da Escócia, Pecados Íntimos, Dreamgirls, Em Busca da Felicidade e Volver. Todos concorrem ao Oscar em alguma categoria. Todos são legais, mas nenhum em especial merece um post apenas para contar sobre sua história. Nenhum me fascinou a este ponto e para que eu tenha vontade de falar a respeito é preciso pelo menos alguma coisa que tenha me instigado. Acho que Forrest Whitaker leva fácil a estatueta de melhor ator – ele definitivamente não tem concorrente a altura..jpg)
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Não, eu nem era tão moderna e descolada quanto você e todas as pessoas a nossa volta pensavam que eu fosse. Era um tanto de disfarce para não mostrar que por baixo daquela cara de “tô nem aí” estava justamente uma menina boba à espera de um amor fulminante e eterno. Um amor que fosse qualquer coisa de espetacular com tanto que fosse você ali comigo – e você bem lembra que quando estávamos juntos era mesmo assim: espetacular.
Eu te comia. Eu te enfiava em mim até que seus olhos não focassem mais meus movimentos ali em cima de você. Aquele encaixe perfeito que no final era apenas compreendido como a mágica de uma química perfeita. Mas era mais: era raro. E eu pegava suas mãos e fazia delas as minhas próprias quando fechava meus olhos e as esfregava em mim. Você gostava, ficava em um transe absurdamente delicioso. Eu sei, realmente eu era a fêmea que qualquer homem gostaria de ter, exatamente como você dizia. Mas acontece, que eu não queria pertencer a nenhum outro, só a você. Me come! Vem dentro de mim! E você obedecia sem desconfiar que aquilo tudo era a mais profunda prova de amor que eu poderia oferecer a alguém. E eu te amava.
Eu gosto tanto de música que desde que saiu uma pesquisa idiota aí dizendo que a percepção por novidades musicais só se desenvolve até os 30 e poucos anos fiquei meio grilada. Será que é por isso que existe esse bando de babacas cultuando os anos 80 até hoje como se fosse o máximo? Abomino a idéia de me tornar um desses tipos. Tudo bem gostar de coisas antigas, eu tenho uma lista gigantesca de ídolos de várias décadas passadas. Mas daí a ouvir sempre as mesmas coisas, não né? Cansa.
Estava em super expectativa para assistir Babel apenas por se tratar de mais um filme de Alejandro Gonzáles Iñarritu. Eu adorei Amores Brutos, gostei muito de 21 Gramas e Babel não tinha como não ser bom, certo? Errado. Babel é comum. Não sei se a fórmula de traçar destinos de pessoas desconhecidas concomitantemente é que está batida ou se as lágrimas de Brad Pitt e o enredo ambientado em três continentes e falado em cinco idiomas é que não me comoveram mesmo – deve ter sido isso.
Que tem muita mulher por aí que só faz é envergonhar a raça e fazer com que não tenhamos nenhuma credibilidade em váaaaaaaaaaarios aspectos da vida, a gente sabe. Mas quando uma delas faz um homem do nível de Silvio Berlusconi, ex-primeiro ministro italiano, dançar miudinho, daí a gente tem mais é que bater palmas.






