Arquivo de 2006



22 de outubro de 2006

Capítulo 13


(Se quiser entender você precisará começar pelo capítulo 1)

Tudo por água a baixo?

Alô – ele disse. Oi, tudo bem? – eu disse. Sim – ele respondeu.

Mas alguma coisa estava diferente, a voz não era a mesma, definitivamente não.

O que foi? Parece que tudo mudou desde a última vez que nos falamos – desabafei. É – ele rebateu.

Lembro que olhei para meu sobrinho ali a meu lado e balancei negativamente a cabeça. Claro que com que a ingenuidade de seus quatro aninhos, ele não me entendeu.

Do outro lado da linha ele perguntou onde eu estava. Eu respondi. Em seguida o silêncio. Silêncio demais.

Desliguei.

Parênteses: O que foi, tia? Nada, meu amorzinho.



20 de outubro de 2006

Pessoas de quem não gosto sem necessariamente ter algum bom motivo para isso


(nova sessão da Casa)

Detesto Daniela Kosán, apresentadora do programa “Lo Mas E!” do canal E! Entertainment Television Latinoamerica. Ela é linda, alta, magra e é uma perfeição em forma de gente, mas meus motivos idiotas para detestá-la não têm nada a ver com isso tudo.

Tenho pavor dessa venezuelana porque a voz dela é insuportavelmente chata, porque ela se acha a tal falando que é amiga de todos em Hollywood e sobretudo (aviso: se não quiser ler algo totalmente sem sentido e que de nada vai acrescentar à sua vida, pare agora e vá arrumar coisa mais útil pra fazer), sobretudo detesto o jeito em que ela sempre coloca uma das pernas de ladinho e faz caras e bocas.

Ai como eu detesto aquela perninha ali parada daquele jeito, e olha que eu nem assisto àquela droga de programa, só vejo as chamadas durante os intervalos das coisas que gosto. A apelidei de “miss perninha” – e para provar achei essa foto aí. A peguei desse blog, que ao que tudo indica, pertence a um grande admirador dessa mulher enfadonha. Desconfio que ele não irá gostar de saber que eu andei escrevendo malvadezas sobre ela aqui. Mas vão até lá e vejam todas as fotos, reparem na tal perninha de ladinho e saibam do que estou falando.

***

Lembram daquele desenho que passava quando éramos crianças? É exatamente o Jonny Quest do desenho animado que eu detesto até hoje. O desenho até era mais ou menos, apesar de ser “de menino”, mas o que eu não suportava mesmo era o protagonista.

Meus motivos eram bem plausíveis até. Me dava raiva ver aquele mauricinho loiro viajando em missões do governo americano com o pai cientista, o cachorrinho afetado Bandit, o tutor Race e o menino Hadji.

E justamente por causa de Hadji é que acumulei em meu coração tanto rancor por Jonny. O coitadinho do moleque era orfão, hindu, negro, e qualquer um podia ver claramente que Jonny não gostava dele coisa nenhuma. Lá no fundo Hadji era uma espécie de mucama. Hoje em dia, como penso como uma adulta sensata (uiaaa!), até vou além: garanto que o molequinho hindu era molestado pelo Dr Benton e por Race, enquanto Jonny brincava com seus brinquedinhos caros.

Odeio você Jonny Quest, seu mimado!

(continua…)



20 de outubro de 2006

Capítulo 12


(Se quiser entender você precisará começar pelo capítulo 1)

Reflexões e muitas perguntas sem resposta

Naquela praia, em companhia do meu sobrinho de então quatro anos, tive as maiores e, no entanto, mais sensatas divagações a respeito de minhas mazelas. Que besteirada esse negócio de amor que acaba e nos consome. Quanta lágrima desperdiçada enquanto pensamos que a última chance de ser feliz se esvaiu por entre nossos dedos…
Sempre havia um começo, um fim, e um recomeço. Naquele instante, eu estava exatamente em um limiar dessas três situações, mesmo que ainda não soubesse disso.

***
Três dias depois fui até um telefone público e liguei. A meu lado meu sobrinho, que segurava minha mão para me dar coragem.

Parênteses: Será que ele havia decidido? Será que tudo aquilo que conversamos fora realmente verdade? Poderia ser apenas desespero de causa? Duas pessoas buscando alucinadamente algum sentido para suas vidas?



19 de outubro de 2006

Geléia geral


Estão vendo esta camerazinha? Ela está ali na coluna da direita faz um tempão. Estava ali, coitadinha, de boba – não servia pra nada. Mas agora ela funciona. Podem clicar lá e conferir. Não é um fotolog totally ego descontrol, mas nem por isso vocês estarão livres de ver a minha carranca.

Até o momento existem oito álbuns separados por categorias e pretendo abastecê-los com fotos novas sempre que possível. Então, por mais que com o passar do tempo pareça que tudo continua igual, o número de fotos de cada um deles sempre aumentará. Podem botar reparo. Vão dar uma olhada e voltem aqui pra dizer o que acharam, certo?

***

Então que Raquel Pacheco (vulga Bruna Surfistinha) vai lançar mais um livro: “O Que Aprendi Com Bruna Surfistinha – Lições de uma vida nada fácil” (Panda Books/R$ 27,90 /272 págs). Segundo a matéria da Folha Online o livro abordará suas experiências sexuais com famosos, como um apresentador de TV, um galã e um jogador de futebol. Mas a ex-prostituta vai evitar nomear os ex-clientes, com medo de ser processada.

Pois é, agora que ela achou mais fácil ser escritora do que puta, ganho uma concorrente de peso – hahahahaha. E detalhe: o livro dela é mais caro que o meu.

***
Hoje só se falou na tal bomba que a Revista Veja está preparando para a edição deste domingo. Algo que irá acabar de uma vez por todas com a reeleição de Lula. Dizem à meia boca também, que tudo não passará de uma grande armação. Mas eu não sei de nada, portanto aguardemos cenas do próximo capítulo.

Eu abomino essa parcialidade descarada dos meios de comunicação em prol da eleição de Geraldo Alckmin. Eu simplesmente desprezo esse desespero em manipular a opinião pública como se todos fossem incapazes de tomar decisões sensatas sem serem doutrinados pelo que assistem ou lêem.

Em contrapartida tenho pena de quem se deixa envolver por joguetes, principalmente dos de época de eleição. Eu não sou PT, eu não sou PSD e nem sou PFL. Eu não sou porra nenhuma! Toda vida concordei com Montesquieu e com Lord Acton. E se você ainda não sabe quem são eles, procure saber. Antes que seja tarde e você saia por aí repetindo aos quatro cantos todas as “verdades absolutas” que vê na mídia.

Segredinho de bastidores: A mídia ri da sua cara.



19 de outubro de 2006

Capítulo 11


(Se quiser entender você precisará começar pelo capítulo 1)

A fuga

Continuamos a conversar e posso garantir que esses dias pareceram meses devido a tudo que aconteceu. Entre tantas coisas de natureza bastante distintas estavam incluídos, de um lado, o meu ex inconformado, e de outro, a namorada do moço que parecia perceber que havia algo estranho no ar. O namoro dos dois nunca foi o que ele gostaria, sempre foi claro que o amor pendia apenas de um lado da balança e era apenas no que dizia respeito ao sentimento dela por ele. Ele não a amava.

Entre nós foi tudo realmente muito rápido, acho que vale relembrar para que não percam as contas: do dia em que nos conhecemos até o momento em que conversamos pela primeira vez se passaram nove dias. Neste mesmo me apaixonei e no seguinte terminei o namoro.

Estávamos no dia 13 de dezembro (três após eu ter dito a ele que estava livre) quando resolvi levantar o time de campo e viajar. Tudo estava uma confusão. Eu o entendia: eu terminei um namoro por telefone, ele teria que fazer isso ali olhando pra cara da menina que o amava. Não era algo tão simples assim.

Parênteses: Eu não tinha dito em nenhum momento nada que o influenciasse na decisão que viria a tomar. Se quisesse terminar seria ótimo, eu ficaria realmente feliz, mas se não quisesse, eu entenderia. E foi exatamente por isso que fiz minhas malas e viajei. Não levei celular e nem o avisei da viagem.



17 de outubro de 2006

Da série: Mulherzices


(Porque futilidades inofensivas e momentâneas não fazem mal a ninguém)
Daí que eu sou mulherzinha. Sou mesmo. Adoro frescurinhas, roupas, sapatos, creminhos e afins. Não saio de casa sem rímel e nem gloss – mas essa é toda maquiagem que me permito usar para não parecer ainda mais com uma drag queen.

Pouco mais de um ano atrás descobri um gloss da marca americana Too Faced que é coisa do capeta. Se chama Lip Injection e basta passá-lo para que em segundos surja a Angelina Jolie – ou algo parecido. Verdade. Madonna, aquela safada, também usa (aliás, agora ela também imita a Jolie no quesito adoção, vocês viram?). O tal aumenta o volume dos lábios em até 20% – eu que já sou beiçuda fico uma caricatura – “ai, que munitam”.

O treco é feito à base de um derivado da vitamina B e estimula a circulação sanguínea causando inchaço – arde um pouquinho, mas quase nada. O efeito dura umas quatro horas – exatamente o tempo daquela festa. Só um aviso, não dá pra beijar usando o gloss – a não ser que o moço não se importe em ficar com a beiçola inchada também.

Acontece que hoje vi que já existe o Lip Injection Extreme!!! Fico aqui pensando em quão munitam posso ficar com ele. Queria muito ser rica pra mandar vir da Amazon todas as futilidades que tenho vontade. Seria uma festa.



17 de outubro de 2006

Eu sei o que vocês procuraram no Google na noite passada


Abaixo as pérolas exatamente da maneira como foram escritas por quem as procurou e ao lado os meus já tradicionais comentários “consistentes”. Ai como eu me divirto com isso.

  • Maníacos por calcinhas?“Trinta Anos Idade” – (parece que muita gente se preocupa com esta idade)
  • “plágio” – (será mais um escritor que sofreu dessa praga?)
  • “famosas sem calcinha” – (a coisa mais procurada entre tudo aqui nesta Casa)
  • “casada” – (mulher casada é tão raro que hoje até procuram no google)
  • “navalha na carne texto completo” – (Plínio Marcos era meu ídolo adolescente)
  • “frases de amor para colocar no orkut” – (que desperdício de frases de amor)
  • “fotos da tiazinha” – (ela ainda dá ibope, é?)
  • “quero ouvir a conversa da caixa preta do aviao” – (nem a Infraero ouviu ainda)
  • “O quinto mandamento suzane” (recomendo, pode ler)
  • “blogs de lesbicas” – (existem vários)
  • “gato romero brito” – (também gosto do gatinho)
  • “chico mendes música não posso esperar não posso respirar” – (hein?)
  • “bruna surfistinha e frases para lésbicas” – (né?)
  • “Caso Felipe Caff Silva” – (foi assassinado pelo champinha)
  • “foto com casa q tenha sala de estar bonita” (procure na Casa Cláudia)
  • “significado do sonho isopor” – (vale quanto pesa?)
  • “texto romanticos para ex namorados” (esqueça o ex, filha)
  • “lesbica casada vive no armario” – (sai do armário, irmã!)
  • “casas de pereira” (sou uma Pereira)
  • “Delicinha dançando na cama” – (uia!)
  • “texto a nossa amizade sincera” – (escreva o seu, darling)
  • “blogs de frases” (ai gzuiz)
  • “fotos do acidento do avião da gol” – (tem não)
  • “Foto da casa de Maluf” – (nunca as vi)
  • “luzinha nos olhos” – (eu tenho)
  • “maquiagem no fotoshop” – (tá feia a coisa, anjo?)
  • “quero comprar o ingresso para o cirque de soleil” – (acho que não existem mais)
  • “casa das cópias – Curitiba” – (não sei disso, não)
  • “último discurso de chaplin” – (belíssimo, adoro!)
  • “fotos de pessoa adolescente magra demais” – (aqui só tem eu: trintona e gorda)
  • “receita de depilação com sera quente” – (cera é com , coisa burra)
  • “blog mulheres que se amam” – (lésbicas definitivamente dão ibope)
  • “significado dos sonhos” – (ah se eu soubesse!)


16 de outubro de 2006

Capítulo 10


(Se quiser entender você precisará começar pelo capítulo 1)

Ansiedade à flor da pele

Algumas horas mais tarde, depois da longa e assustadora (sim eu estava assustada) conversa por telefone terminei o namoro (também por telefone) com o moço do começo desta história. Se eu fui canalha com o namorado terminando assim? Talvez, mas só quem sabe de toda história sou eu. Portanto, se você aí desse lado está pensando na possibilidade de julgar o que fiz quero que saiba que pouco me interessa e “vatecatá” antes que eu me esqueça.

Enfim, eu não tinha certeza de nada do que aconteceria a seguir, pois nem eu e nem o moço-que-disse-ter-me-amado-ao-primeiro-olhar havíamos feito nenhum tipo de promessa. Eu polianamente pensava que se nada acontecesse entre nós, aquilo tudo já tinha me servido para coisas no mínimo muito importantes. Eu não mais estava namorando alguém a quem não amava e tinha me tocado que o cara-dos-cinco-anos não merecia que eu desmoronasse por ele, eu estava enfim, decidida a superar e seguir minha vida. Fosse com moço-que-disse-ter-me-amado-ao-primeiro-olhar, fosse sozinha.

Parênteses: Dei a notícia de que havia terminado o namoro a ele então. Ele pareceu feliz, mas não o suficiente para que eu tivesse certeza de que ele faria o mesmo e ficaríamos juntos. Não me importei, até mesmo porque só uma louca faria qualquer tipo de pressão naquela situação. Já era uma história inusitada demais.



13 de outubro de 2006

Capítulo 9


(Se quiser entender você precisará começar pelo capítulo 1)

Amor à primeira vista em tempos modernos? Ou a maneira como o feitiço vira contra o feiticeiro. Ou quem ri por último no caso Chapolin…

Desliguei o telefone totalmente apaixonada. Verdade. E parecia mentira o que acabara de acontecer, como até hoje parece, e tanto pensar como falar sobre isso assim desta forma soava naquele momento tão surreal, mas realmente desliguei o telefone totalmente apaixonada. Óbvio que não faz sentido escrever aqui o que foi dito entre nós e não o farei, mas confiem em mim quando eu digo que aquilo que aconteceu é coisa de uma vez apenas na vida – e olhe lá.

E se eu já estava encrencada namorando um moço que eu não queria e com esperanças de voltar para um ex, consegui piorar: agora eu tinha me apaixonado por uma pessoa que tinha namorada. Viva eu!

O bom é que minha paixão era recíproca – aliás, para ele, segundo o próprio, fora um caso de amor à primeira vista: Te amei, desde o momento em que te vi e foi muito antes do tonto do seu namorado me apresentar você como uma amiga qualquer. E quando ele disse isso caí na risada. E não pela frase toda, apenas por causa do “amor à primeira vista” que até aquele instante achava que existia apenas em filmes.

Chapolin de cu é rola, minha filha!Parênteses: Por falar em algo engraçado, ou ao menos curioso, foi a maneira como ele descreveu o instante em que me avistara naquela festa. Estava com a namorada quando ela o cutucou para olhar para uma figura sentada no saguão do hotel. A figura era eu. Segundo ele, as palavras dela foram algo como: olha lá aquela menina esquisita com um a roupa que parece a do Chapolin! E deu risada. Só que ela não notou que ele nunca mais deixou de me olhar. Sem querer ela foi a respoChega de foto minha aqui que já está parecendo o blog da Anucha - rsnsável por tudo. Isso foi ele quem disse também.

Parênteses de novo: Eu estava vestida com uma blusa vermelha até bem bonitinha (essa aí da foto), nada tinha a ver com a roupa daquele ridículo personagem mexicano. Também usava uma mini saia preta e nos cabelos tinha umas fivelas de florzinhas. Estava magra demais, com olheiras demais e minha cara era a de “falta-muito-papai-smurf?”. Tá, admito que não estava lá muito linda (confirmem com a foto ao lado), mas daí a ser motivo de risada, não né? Guria, idiota, ô!



13 de outubro de 2006

Sexta-feira 13


Pé de pato, mangalô três vezes!

(Porque prevenir não custa nada, afinal)

*

Já volto


Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!


Procure aqui


Uma campanha Casa da Tuka contra o plágio
Divulgue em seu Blog:



Observados

Casa no Orkut


My Unkymood Punkymood (Unkymoods)




website hit counter

tracker

Page copy protected against web site content infringement by Copyscape

Get your own free Blogoversary button!
. . .

Design By:
Lin Diniz
Powered By:
Fernando Boniotti