Essas fotos estão rolando na Internet faz tempo. Mesmo assim achei válido postá-las aqui como incentivo para aqueles dias em que não nos sentimos a oitava maravilha do mundo. Vejam bem, nem elas são lindas o tempo todo:
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Mas voltando à festa e às minhas constatações de que algo começava a mudar dentro de mim. Pelo menos eu sentia que a imagem intocável do namorado dos cinco anos começava a ofuscar. Ele não era, afinal, tudo o que eu sempre quisera em um homem, aliás, nem de longe, eu sempre soubera disso, só não lembrava.
Bem no meio de meus pensamentos fui interrompida pelo rapaz que recebeu um monte de caixas vazias de presente. A música era ensurdecedora quando ele me pediu com gestos para tirar uma foto minha. Eu sorri e disse que sim balançando a cabeça. Fiz minha melhor cara de “puta-que-pariu-vou-ficar-medonha” e nada mais me veio à cabeça a não ser lhe mandar um beijinho – sim, aquela pose idiota do beicinho. E então o flash me cegou por uns segundos.
Parênteses: Em seguida ele me mostrou a foto no visor de sua câmera e comprovando minha certeza: fiquei medonha mesmo. Ele sorriu, disse obrigado em meu ouvido. Eu sorri também e segui meu caminho.
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Voltei a dançar e naquelas alturas o meu namorado-que-fingia-estar-terminado-comigo cansara da brincadeira – estranho, mas eu estava bem, já acostumara com ela. E quando ele veio pedir para finalmente agirmos como um casal eu não queria mais. Afinal, por mais que eu soubesse que não poderia cair na esbórnia, (eu tampouco queria), depois de tanto tempo de choramingos e lamentos pelo término do relacionamento anterior (com a pessoa com quem eu ainda queria estar até ali) estava começando a achar a sensação de estar só realmente boa.
Eu não estava acostumada a estar sozinha. Namorei longos cinco anos e lembro com clareza de me ver em alguns momentos pensando se eu realmente queria que aquele relacionamento evoluísse para um casamento – aquilo de ciclo natural das coisas. Essa besteira toda tão necessária para todos. Mas quando tudo acabou fui praticamente pega de surpresa e ficou aquela sensação de uma perda enorme, como se ele fosse insubstituível.
Parênteses: Me vi sem rumo e foi justamente quando apareceu o tal namorado. Ele veio me oferecendo de bandeja tudo o que eu queria: compreensão e amor. Ele sabia dos riscos, eu também. Ele se arriscava a estar com alguém que queria outro e a tentar fazer com que eu conseguisse sentir por ele o mesmo que sentia por mim. Do meu lado eu arriscava a me magoar novamente e, o pior, a magoá-lo também.
Ele, o namorado me olhava e vez ou outra percebia que sempre tinha alguém tentando comigo algo mais do que uma simples conversa. E parecia que a partir de então havia começado a repensar a “genial” idéia que tivera. Mesmo assim mantivemos a “farsa”.
Foi em um desses momentos que me chamou para que eu conhecesse o coitado que havia sido presenteado por ele com inúmeras caixas vazias – a não ser por aquele bilhetinho escrito por mim.
Este é ele, Tu. A pessoa que eu tirei no amigo secreto. E olhando para o rapaz: Esta é a Tuka, da Casa da Tuka. Reparem que ele não disse: Esta é minha namorada Tuka, ela escreve o blog Casa da Tuka. Não, não disse.
Parênteses: Eu sorri, o rapaz que não havia ganhado nada também sorriu. Reparei que ele tinha uma tatuagem imensa em um dos braços, achei bonita, disse alguma coisa sobre. Ele notou também uma tatuagem que eu tinha na barriga, fez algum comentário a respeito e essa foi toda a conversa que tivemos.
Então que acabei de voltar do gastroenterologista. Pois é, tenho ido muito a médicos ultimamente. Estou quase tão podre quanto goiaba caída do pé. Mas tudo bem, nem foi isso que me motivou a escrever este post. Estou escrevendo para contar a tristeza que senti quando me arrumava para ir à consulta.
Eu tenho duas calças jeans que me deixam delicinha. Tenho umas outras vinte, mas apenas essas duas fazem com que eu pense que sou a última bolacha do pacote. Veeeeeeeeeelhas, tadinhas. Mas eu fico mesmo um pitél quando as visto. Acontece que descobri ainda a pouco que uma foi manchada (desbotou uma das pernas) na máquina de lavar e a outra está com uma mancha sei-lá-do-quê, que não sai nem com reza brava, bem no joelho esquerdo. Era justamente uma das duas que eu queria vestir hoje. É tão difícil encontrar a calça ideal e agora não tenho nenhuma. Que “problemão” eu tenho, não?
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Volto daqui a pouco com o capítulo 4.
Achei um super mega hiper negócio quando vi no mercado uma esponjinha para esfoliar o rosto. Pôxa, retirar células mortas e renovar a pele por R$3,50? Tô dentro! Acontece que agora minha cara está parecendo uma lixa. Eu pagaria menos de R$3,50 por uma lixa. Não gostei.
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Sexta feira estive em um ginecologista. A merda de ser pobre é que a gente tem que escolher médico pelo site do convênio, no escuro, sem indicação de nenhum amigo. Cheguei e sentei na recepção e ele entrou em seguida comendo uma coxinha. E com a mesma roupa nojenta cheirando a gordura, com as mãos imundas que sequer foram lavadas e sem a presença de uma assistente na sala, ele queria mexer em “minhas parte”. Não, né tio?
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Talvez por ter essa inclinação literária, ou simplesmente por ser bastante esquisita, tenho tendência a me atrair por coisas um tanto quanto mórbidas. Gosto de livros de histórias de assassinos em série, assassinatos brutais (Viva! Vai estrear Dália Negra!), seriados policiais e afins. Acontece que minha mais nova descoberta está no Orkut. É uma comunidade que se chama Profiles de Gente Morta. Isso mesmo. Lá uns freaks ficam postando os links dos perfis de pessoas que acabaram de morrer. E vão além: contam como morreram, caso tenham se matado investigam as causas, se houver matéria no jornal descobrem e postam, vão até os orkuts dos amigos do morto e verificam o impacto da perda e postam: DEP ou RIP em homenagem aos que se foram. Não é meigo?
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Daí que estou colecionando aqueles pingentes de celular em forma de gatinhos que vem em pacotes de salgadinhos. Meu marido sabe que gosto então sempre me traz um, não é romântico? Eu abro, finjo que não vou comer e pego apenas o gatinho. Depois esqueço de continuar fingindo e quando vejo já acabou a desgraça do isopor. Já tenho quatro miniaturas, mas uma é repetida. Portanto, ainda faltam umas nove. O quê? Você acha idiota colecionar gatinhos que vêm em salgadinhos? Vá te catar!
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Não é super legal ter um blog para poder escrever qualquer porcaria que desejarmos?
Lá dentro estavam várias pessoas e tive que fazer a coisa que mais detesto quando estou em um lugar em que eu não quero estar: cumprimentar a todos.
Como se não bastasse, o tal namorado resolveu me dar mais um bom motivo para eu ter certeza absoluta de que não deveria mesmo continuar com ele. Me pediu para fazer parte de uma brincadeirinha que visava apenas causar um impacto nas pessoas que ali estavam: ele queria que continuássemos a nos portar como ex- namorados (duhhhh?). Como assim, cara pálida?
Esqueci de dizer, mas quando cheguei a São Paulo estávamos terminados e o motivo de minha viagem era justamente definir se acabávamos de vez ou não. Como fazíamos parte de uma panelinha blogger, vários souberam do fim do nosso namoro e lamentaram a separação do “casalzinho”. Então o mocinho queria holofotes virados pra ele quando percebessem que reatamos bem ali diante de todos. Realmente algo muito inteligente, não? Quer maneira melhor para convencer alguém a continuar um namoro do que pedir a ela que finja que não namora mais com você?
Parênteses: Ô paciência… Eu achei que a idéia atestava uma imaturidade tremenda, mas como estava sem saco para argumentar, liguei o foda-se e fui para a pista dançar sozinha já que não tinha que ficar ao lado dele. E eu nem estava participando do amigo secreto mesmo.
…tem o governo que merece – MESMO!
Embora futebol, religião e política sejam coisas das quais raramente eu fale a respeito aqui na Casa, não posso deixar de dizer: que sou brasileira e não desisto nunca PUTAQUEOPARIU! Vejam apenas três fatos que certificam que o brasileiro é bicho burro, sim senhor:
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Joseph de Maistre nos dá saudações.
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Vambora pro 2º turno, minha gente!
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Mudando de assunto: Ainda estou pasma com o acidento do avião da Gol.
Daqui a pouco volto.





