Arquivo de setembro de 2006



12 de setembro de 2006

Sessão: Eu sei o que vocês procuraram no google na noite passada


(Sim, isso acaba de virar uma sessão)

É tão divertido esse negócio de escrever blog. Fico tão feliz em contribuir com coisas significativas para as pessoas que me lêem. Realmente é a realização de um escritor. Vejam se não tenho razão ao lerem abaixo a forma como certos seres entraram aqui na Casa ontem. Eles procuravam por:

  • “o segredo de brokeback montain” – (Casa da Tuka também é cinema)
  • “porque acaba” – (e eu é que sei, meu bem?)
  • “crônicas humorísticas sobre homem e mulher” – (aqui só tem coisa séria)
  • “sandy calcinha” – (dá-lhe Sandy!)
  • “flog casada” – (entendi não…)
  • “noiva piranhuda” – (eu falo de algumas piranhudas de vez em quando, pode chegar)
  • “se eu tivesse mais alma”- (vá procurar na Anucha)
  • “foto de famosas sem calcinha” – (não, você não vai encontrar isso aqui)
  • “blogs q tenha poemas e frases de amor” – (que fofo, tia Tuka vai escrever algumas, tá?)
  • “filme conta a historia do avião que caiu antes de ser abatido” – (Casa da Tuka também é cinema II)
  • “frases fodas”- (isso tem bastante – humrum)
  • O dia em que São Paulo parou – (parou mesmo)
  • “sou uma pessoa um tanto” – (um tanto o quê, benhê?)
  • “existe beleza no feio” – (desespero de causa I)
  • “pessoas que se divorciaram” – (desespero de causa II)
  • “casas de fodas” – (hein?)
  • “reality shows bizarros” – (né, Bial?)
  • “historinhas de conto de fadas” – (tem não)
  • “como colar a orelha de abano em casa”- (desespero de causa III)
  • “não sou essa pessoa que você acha”- (ninguém é, entra na fila)
  • “cartas de amor eu nunca vou desistir” – (desespero de causa IV)
  • “pessoas insignificantes”- (sei…)
  • “quando duas mulheres se amam”- (alguém quer sair do armário? Casa da Tuka ajuda!)
  • “agora sei que acabou nosso namoro” – (e precisou achar isso aqui na Casa!)
  • “tuka” – (não conheço ninguém com este nome)
  • “porque tem que ser assim”- (tem?)


12 de setembro de 2006

E o circo


Ah gente, o Cirque du Soleil foi muito legal. a droga foi que sentei atrás de uma estrutura de metal que atrapalhou um pouco, mas no geral foi maravilhoso. Até tive vontade de tirar umas fotos, mas a vigilância estava grande – as mocinhas praticamente voavam em cima das pessoas que estavam com celulares e câmeras nas mãos.

Espetáculo maravilhoso mesmo. Lá se foram anos daquela imagem de palhaços horríveis, malabarismos medíocres, lonas rasgadas e acampamentos chinfrins em cidadezinhas de interior. Se um dia tiverem a oportunidade de assistirem nem pensem duas vezes. Confesso que tive que conter uns gritos de pânico em alguns momentos – aqueles malucos se penduram a metros do chão. Eu tive medo que despencassem.

Mas a gente pensa que vai a esses espetáculos e só vai encontrar pessoas educadas, afinal não é qualquer um que tem grana para comprar o ingresso. Humrum… Tinha madame falando no celular, pati narrando bem alto tudo o que os artistas faziam no palco, mauricinho com incontinência urinária que levantava a cada dez minutos, gente fotografando com flash (se nem sem flash era permitido), pessoas com tanta comida que pareciam que estavam em um piquenique – em suma – vi de tudo um pouco. Também o que esperar de um lugar localizado exatamente ao lado da Daslu? Só gente “fina” que acha que o sol nasce por que ela acorda.

Mas como meu propósito dominical era me divertir assistindo aos melhores artistas do mundo, consegui. Meu domingo foi realmente ótimo!

***
Apaguei os links dos blogs do MBCP (Movimento dos Blogueiros Cansados de Postar) – pois só estavam ocupando espaço. Sim, isso é um complô total para que continuem a escrever. Caso resolvam voltar serão bem-vindos novamente entre meus livros de cabeceira, mas não vão ficar aqui in memoriam, não. Muito sem graça isso.
***
Alguém aí me indica um BOM livro?


11 de setembro de 2006

Six


Esta moça me incluiu nesse treco chato de corrente em que tenho que falar seis coisas a meu respeito – qualquer bobagem que dê na telha. O fato de eu odiar correntes poderia ser uma, mas como amo a mala que me incumbiu desta tarefa e também fui ameaçada a ter séculos de azar, vou fazer. Raios! Ainda tenho que indicar outras seis pessoas, mas seis é coisa demais, né? Então três vai ter que servir: Brasileira, Cami e Dani – a bola está com vocês.

Lá vai

1 – As vezes eu tenho idéias para textos no meio das coisas mais absurdas: fila do banco, sala de espera de médico, feira, salto de bungee jumping, etc… Anoto e quando chego em casa colo o papelzinho no computador, daí o texto sai. Como nem sempre lembro da caneta, já cheguei a ligar para amigos para que anotassem uma frase que de jeito nenhum eu poderia esquecer. Nem meus amigos escapam do meu processo de criação, tadinhos;

2 – Detesto que pessoas com as quais não tenho intimidade me façam perguntas muito pessoais. Ou quando a pessoa questionadora nunca dá abertura para que façam a mesma coisa com ela. Isso de “me diga tudo a seu respeito enquanto não falo nada de mim”, comigo não cola. Ou é uma troca, ou morra de curiosidade porque não vou falar nada do que eu não queira;

3 – Adoro séries policiais. Minhas últimas descobertas foram Criminal Minds e Justiça Contra o Crime;

4 – Só dirijo descalça ou de All Star. E troco freneticamente de estação de rádio, faço cara feia para todas as músicas que tocam, canto assim mesmo, danço, olho a maquiagem, reparo no motoqueiro maldito que quase leva meu retrovisor, dou passagem para quem pede e sempre dou seta;

5 – Gosto de tecnologias supérfluas como câmera digital, ipod, palm, celular, e rádio do carro com entrada para mp3 player. Eu tenho tudo isso e até sei que viveria bem se não tivesse, mas não quero. Eu baixo músicas, clipes, filmes, passo dados por bluetooth ou infra-vermelho, eu edito e reedito imagens e sons e adoro um manual. O bom é que em tudo o que eu não entendo ou não tenho saco, meu marido me assessora. Tem gente que nos chama de casal hightech;

6 – Ligo pra minha irmã e começo a falar como se já estivéssemos no meio de uma conversa. O pior é que a louca entende. Também, do nada digo tchau e desligo, ela faz o mesmo. Não canso de ver as caras de espanto das pessoas quando presenciam tais ligações, é engraçado.



10 de setembro de 2006

Sem consistência


Como hoje é domingo, perdi o sono sete e meia da matina e tive um ímpeto incontrolável de passar roupas – eu sou estranha, eu sei – resolvi escrever. Futilidades, óbvio, pois também sou filha de Deus, e hoje é domingo, oras!

***

Me apaixonei a primeira vista na sexta-feira. Tá, sou casada, mas foi mais forte que eu. Não pude evitar e meu marido vai ter que entender. Vejam esses sapatinhos da Melissa… Não são as coisas mais lindas deste mundo? Eu quero um, mas ainda não decidi qual dos dois. Alguém aí não quer me dar de presente? Calço 36, às vezes 35 – sim, meus pés são pequenos para o meu tamanho, não é a toa que vivo caindo. Eu realmente serei mais feliz com um desses nos pés.

Eu sei que não preciso de mais um par de sapatos. Mal tenho espaço para os que já possuo. Mas sabem, sou mulher. E nós mulheres nunca achamos demais uma bolsa, uma roupinha ou um sapatinho novo. Atire a primeira pedra aquela que não olha com carinho para uma vitrine repleta de coisas lindas. Eu não fujo à regra.

***

Eu não gosto nem nunca gostei de circo, odeio palhaços e sempre achei uma idiotice animais em picadeiros, mas hoje, finalmente vou assistir ao Cirque du Soleil. Que nada tem dessa imagem bizarra que acumulei durante a vida toda.

Compramos os ingressos em maio graças a meu marido maravilhoso que teve saco de ficar horas a fio pendurado no telefone esperando o atendimento do Ticket Master. Tomara que tenha valido a pena, depois informo.


6 de setembro de 2006

O primeiro e o último


(Republicação – 15 de dezembro de 2004)
Assim como Xavier e Martine, nós também tivemos muita coisa entre o primeiro e o último beijo que nos demos. Quando o primeiro aconteceu, eu tinha certeza absoluta de que ali começava a primeira linha de uma longa história que seria escrita, cheia de outras tantas histórias pelo caminho.

Sabia que quando senti sua respiração em meu rosto no momento em que se aproximou, não seria a última vez que isso aconteceria. Sabia que teríamos um ao outro ainda por um bom tempo. E nos tivemos. Fizemos juras de amor, nos beijamos, nos amamos, nos odiamos, desejamos que fosse eterno, pensamos na efemeridade das coisas, sentimos saudades, choramos, sorrimos…

Muita coisa acontece entre o primeiro e o último beijo. O tempo enche de névoa o que antes já teve uma aparência tão nítida, tão clara, tão simples.

E agora, quando relembrei tudo, ficou difícil imaginar que já houve um primeiro dia, outros, e tantos mais. Ficou tão difícil pensar em você como alguém que fez parte do que eu tive de melhor em mim, de alguém que foi a pessoa que mais amei, em quem mais confiei.

Do último beijo lembro das lágrimas, das mágoas, de não querer que fosse o último, de desejar que as coisas seguissem como esperamos um dia. Do primeiro lembro de quase ouvir nossos corações aos pulos, de sentir sua mão segurando a minha como se fosse o conforto de um abrigo quando sentimos frio. Do último lembro do barulho ensurdecedor do silêncio gritando, gritando… Do primeiro lembro de querermos que aquele momento durasse uma eternidade. Do último lembro de que nossas cabeças funcionaram como um clipe editado com os melhores e os piores momentos da nossa história. Com aquela música de fundo que já foi a trilha de tantas lembranças e que agora… É, agora não lembramos nem que música era aquela.

Alguém um dia me disse que a vida era exatamente aquilo que acontecia enquanto estávamos ocupados fazendo planos. Eu concordei.

No alarms and no surprises
Silent



5 de setembro de 2006

Só isso, mais nada…


(Pois Alice não é como mais ninguém)

E só ela sabe dela, afinal...Alice é daquele tipo de pessoa que quer apenas o suficiente. Nada além. Não tem desejos exorbitantes, a não ser, vez em quando uma bomba de chocolate recheada da padaria.

Tem um carrinho legal que terminou de pagar faz dois meses – o lava a cada 15 dias. Carrega nele seus CDs preferidos e dança enquanto dirige. Nunca quis Ferraris nem nenhum absurdo que sempre soube que não teria. Quando vê desses carros de cinema nas ruas, abaixa o vidro do seu e sorri, admira. Segue a vida enquanto dança seus lá-lá-lás.

Sua casa é na medida do que precisa – nem mansão nem casebre – e o que mais gosta é a parede lilás que ela mesma pintou. Ali tem um universo inteiro de coisas que lhe pertencem porque fazem parte do que é. As lembranças que carrega desde sempre, as pessoas que por ali passaram, as fotos espalhadas em porta-retratos e álbuns, sua coleção de coisas que nunca se dá conta de que coleciona. Tudo o que faz Alice ser Alice se guarda dentro de sua casa – em cada canto dela.

De amores, jamais esperou o impossível: não buscou a beleza absoluta, nem alguém tão inteligente a ponto de ser capaz de lhe explicar física quântica, ou a mais segura e indefectível das pessoas. Não. O amor que escolheu pra ela é uma pessoa normal, com marcas, cicatrizes, com capacidades e qualidades admiráveis, alguém passível de erros – exatamente como ela.

Trabalha com o que ama e jamais, jamais, faz hora extra – tampouco deixa algo por fazer. Mas ela acha que das 9h00 às 18h00 já é tempo demais para se dedicar a coisas que não vão mudar o mundo. Ela sabe que o curso da Terra também não será alterado se for embora pra casa no horário. Prazos, metas, planilhas existirão sempre e ela é muito responsável, no entanto seu maior comprometimento, antes de tudo, é consigo mesma. Fora isso, ela sempre quer ver o sol lá fora antes de escurecer. Acha muito justo.

As más línguas dizem que Alice quer muito pouco da vida. Ela ri. Dizem que é infeliz. Que mentira! Bradam aos quatro cantos que é uma pessoa sem muitos objetivos. Muito se enganam!

Alice quer da vida exatamente aquilo que precisa. Seus objetivos não consistem em “ter” mais do que “ser”. Ela fez um filho, escreveu um livro e plantou mais de uma dúzia de árvores. Ela é feliz exatamente porque sabe o que quer e o que não quer – não trava batalhas consigo mesma jamais.



4 de setembro de 2006

Selinho de sucesso


Uma campanha Casa da Tuka contra o plágio!Pessoas, desde que eu coloquei o selinho anti-plágio hoje de manhã ali do lado direito, algumas pessoas já escreveram pedindo. Fiquei muito feliz. Óbvio que eu posso enviar, vou achar o máximo que todos se engajem nessa campanha contra vampiros de idéias.

Façam assim: quem estiver interessado em colocar o selo no blog, deixe um comentário pedindo com o e-mail para o qual posso mandar que envio o código em seguida. Certo?

Vamos todos dizer deixar bem claro que não toleramos esse tipo de atitude. Que o que contém em nossos sites e blogs são nossos e por mais que nos sintamos lisonjeados com a identificação das pessoas com o que escrevemos, isso não dá a ninguém o direito de nos roubarem.

E tenho dito!



4 de setembro de 2006

Ainda sobre o mesmo assunto


Ainda sobre o assunto plágio, coincidentemente uma das minhas blogueiras preferidas, também sofreu este revés e também comentou a respeito em seu blog exatamente no dia 31 de agosto. E como ela não é qualquer uma e sim Rosana Hermann, foi capaz de elaborar a melhor tradução da sensação de ver seu trabalho surrupiado – isso ela postou no Blônicas em 24 de julho (que catzo nenhum dos blogs possuírem permalink). Me dei a liberdade de postar aqui pra vocês COM O DEVIDO CRÉDITO.

Plágio: o que será que será?

De Rosana Hermann

Há dois dias o circo da minha vida foi coberto pela lona furada do plágio. Recebi um email de um leitor do blog que escrevo há seis anos, o Querido Leitor, surpreso com o fato de ter encontrado dois recentes posts meus numa coluna do jornal impresso que ele assina em Florianópolis. Fui verificar e, bingo! Lá estavam meus dois filhotinhos seqüestrados de nossa casa limpinha, presos num quartinho sujo de um cativeiro escuso. Foi só puxar o fiozinho e detonar a descoberta de uma sistemática de mais de um ano e meio, uma centena de posts que criei, escrevi e publiquei, copiados, colados e assinados como se fossem de autoria de uma figura folclórica de Floripa, segundo relatos de moradores locais.

Depois de surtar em todas as direções e sentidos, entrar e sair da depressão, sobrevivi aos ataques de dor e ira e mergulhei no mundo da reflexão e discussão com os amigos. O plágio é repugnante, desprezível e inaceitável, mas há incontáveis nuances que envolvem o sempre complexo comportamento humano. Meu interesse era o de entender não apenas ‘como’ ou ‘por quê’ uma pessoa plagia a outra, mas principalmente o quê a pessoa sente antes, durante e depois de plagiar. E, mais além, qual o processo que faz com que ela repita o ato durante tanto tempo.
O ponto em que todos concordamos é que o plagiador só copia aquilo que ele admira, que gosta, que quer para si. Algo que lhe beneficia de alguma forma, que lhe renderá algum proveito. Plagiar é roubar e ninguém rouba coisas sem valor, a não ser que seja por cleptomania. E mesmo no caso da cleptomania, aquele objeto tem algum valor para ela, ainda que muito subjetivo e inconsciente. O plagiador, antes de mais nada, é um admirador. O que não diminuiu seu grau de periculosidade considerando-se que assim como Chapman, muitos assassinos de celebridades eram fãs desses mesmos ídolos. O problema portanto é de caráter.
A ocasião também faz o ladrão no caso do plagiador. O texto disponível e aberto, a facilidade de sombrear e copiar, são agentes facilitadores da realização do ato em si, o de roubar. A pessoa lê, gosta, deseja e apropria-se do post. Esta é a parte do Ctrl+C. Vamos agora ao outro passo, a hora de colar o texto em outro lugar, o Ctrl+V.
O plagiador cola o texto em algum lugar que é seu para obter alguma vantagem. No caso de um trabalho pago, como do colunista, as primeiras vantagens são óbvias, como a economia de tempo e esforço. Muitas vezes escrevo posts por impulso, como quem senta ao piano e toca o ‘bife’. Em outras ocasiões passo horas pesquisando até elaborar um post completo, com informações precisas, links ativos e figuras que ilustrem o texto. Todo este tempo, esforço e trabalho são poupados ao plagiador que já leva tudo pronto. Uma segunda intenção mais sutil é a de conseguir prestígio. Posts com conteúdos mais profundos, observações intelectuais, criações humorísticas inéditas, informações de bastidores, sejam elas de gosto duvidoso ou não, sempre agregam um toque de originalidade e sortimento à coluna do plagiador. O resultado, no meu caso, era evidente. O próprio colunista publicava elogios a si mesmo. Mas tudo isso é uma questão racional.
A questão mais profunda é…o que o plagiador sente, antes, durante e depois do plágio? O que acontece no plano emocional? Como se sente o plagiador ao receber um elogio por um texto que não é seu? Como ele lida com o medo de ser descoberto e desmascarado? Como ele age depois que isso acontece? Qual a relação de prazer e pavor que ele sente com a pessoa que ele copia?
Não posso responder por ele, mas recebi um email de uma pessoa que plagiou outro post, que passou por dois estágios que todos os culpados passam: a alegação de que fez mas não o fez por mal (o que é verdade neste caso, o plagiador não quis me prejudicar, quis apenas beneficiar-se) e a afirmação de que não é o único a fazê-lo, o famoso ‘todo mundo faz’. A primeira alegação, a de não fazer por mal, é básica. Juridicamente é a alegação de que não houve o ‘dolo’. A segunda, de caráter mais psíquico, é a de que não está sozinho, não é o único, ou seja, é uma tentativa de dizer que sendo algo ‘comum’, é também algo ‘normal’. Compreendo mas não concordo. Normal não é.
Encerrando este longo texto, acredito que o plágio seja uma espécie de transformismo intelectual patológico. Um desejo de ser o outro, de estar dentro da pele do outro, um jeito Norman Bates de ser. Uma mistura de preguiça com admiração, atestado de incompetência do plagiador misturado com uma punição ao plagiado. Em última instância, o plágio é a vingança do incapaz, um tiro que, mais dia menos dia, acaba saindo pela culatra.


3 de setembro de 2006

Fora do alvo


Caiu!Assisti agorinha United 93, o filme que conta a provável história do que aconteceu ao quarto vôo seqüestrado por terroristas durante o atentado de 11 de setembro. O avião da American United foi o único que não atingiu o alvo.

Bem, o que falar? O avião cai e todo mundo morre. Ops, você não sabia? Não tem muito o que dizer, é sério. Tudo foi baseado nas gravações da caixa preta e nas ligações feitas de dentro do avião pelos passageiros e tripulantes a seus familiares.

Segundo o que se tem notícia, os passageiros enfrentaram os terroristas e tentaram assumir o controle do avião quando se deram conta de que se tratava de uma missão suicida. Pode parecer que não tenha adiantado porcaria nenhuma, afinal todo mundo morreu na queda em um descampado no condado de Somerset, Pensilvânia. Mas ao menos os seqüestradores também não obtiveram êxito – especula-se que o alvo da aeronave era o Capitólio ou a Casa Branca.

Eu, como bem gosto de uma teoria da conspiração, acho que a possibilidade deste avião ter sido abatido pela força aérea americana faz bastante sentido, leia depois aqui.

Mas falando mesmo apenas do filme: nada demais – dá pra esperar chegar na locadora. Além, óbvio de ser previsível e não ter final feliz. Só sei que os americanos estão irados por causa dele. Dizem que estão metendo o dedo na ferida muito pouco tempo depois do ocorrido e tal. Eu acho é que essa gente é um bando de idiota que vive se sentindo ofendido por tudo, mas concordo quanto ao fato de ainda ser cedo, só que pelo motivo de não se saber ainda ao certo o que ocorreu naquele dia. Se tudo aquilo foi um grande engodo, como alguns defendem, o mundo só vai ficar sabendo daqui uns cem anos, pelo menos.



2 de setembro de 2006

Bicho à toa


Gatô Lolô, não seja assim, meu filho!Eis que meu gato, que pensa – e ninguém o convence do contrário – que é gente, resolve querer ir passear na micro-quase-inexistente-sacadinha-da-janela-da-sala. Acontece que está frio, Gato Lolô, não vou abrir, eu digo. Ele responde que me odeia e corre. Passam mais dez minutos e ele volta. Abre, mãe, ele fala miando. Eu abro, afinal não resisto aos olhinhos redondos e carinha fofa de Gato Lolô. Caramba, não consigo dizer não nem ao meu gato! Mas vejam esse bicho sem-vergonha e me digam, vocês conseguiriam?

Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!


Procure aqui


Uma campanha Casa da Tuka contra o plágio
Divulgue em seu Blog:



Observados

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