Arquivo de agosto de 2006



31 de agosto de 2006

Plágio, fraude e cara de pau


Eu fico tão “feliz” quando acho por aí textos meus sendo postados por outras pessoas como sendo delas. Que coisa feia né? Mais feia ainda quando se descobre que essa pessoa é leitora assídua desta Casa – me lê pra poder se apropriar do que eu escrevo? O que acontece com esse tipo de pessoa? Querem mostrar aos outros uma inteligência ou capacidade que não possuem? Querem impressionar os outros fingindo ser o que não são? Não se sentem constrangidas de fingirem terem vivido coisas que pertencem a outras? O que acontece??????

Bruna Mendes… A mesma com quem converso há anos, a quem ofereci minha casa para se hospedar em São Paulo, a mesma pessoa de quem eu sempre gostei tanto. Que coisa feia, achava que você era outro tipo de pessoa, sério. Mas você mexeu com a pessoa errada, cara. Eis o blog da “escritora”: http://trocando-olhares.blogspot.com/.

O mais engraçado foi o que li no blog (http://diarioazul.blogspot.com/ ) do namorado dela (pelo que pude perceber tudo isso foi apenas para impressionar este moço) falando sobre o blog da fulana:

“Trocando Olhares – É o blog do meu amor. Bruna escreve muitíssimo bem, tem sensibilidade e – o melhor e mais raro – encontrou uma voz própria. Seus textos, além de graciosos e divertidos, são inconfundíveis”.

Vou aceitar como um elogio, tá?

DEZOITO TEXTOS MEUS ESTÃO LÁ E MAIS VÁRIOS DE OUTRAS PESSOAS, POIS TENHO CERTEZA QUE ELA NÃO ESCREVEU TUDO AQUILO, A NÃO SER OS EVIDENTES.

Vamos aos plágios dos meus escritos que encontrei no blog dessa moça:

- O texto “Antes e Depois” que publiquei em 16 de dezembro de 2004 foi roubado e postado por ela no dia Em 30 de junho de 2006 – com praticamente as mesmas imagens;

- O “Vai indo” que publiquei em 09 de agosto de 2005, foi roubado e postado no dia 23 de junho de 2006;

- Em 16 de janeiro de 2005 publiquei um texto sem título que foi selecionado até para uma antologia, a bonita o roubou e publicou com o nome “Sofia” – outra bizarrice: li um de seus posts em que dizia que tinha uma outra “personalidade” chamada Sofia e que publicaria algumas coisas em breve – estranhamente eu uso o heterônimo Alice para alguns textos;

- O texto sem título que escrevi e publiquei no dia 29 de setembro de 2004, ela roubou e postou como “Sofia II” no dia 10 de junho de 2006;

- O “A Tuka fica feliz quando” do dia 01 de novembro de 2002 (apenas alterado para “A Bruna fica feliz quando” – affe Gezuiz) ela publicou mudando os links em questão no dia 07 de junho de 2006;

O meu “Você” publicado em 12 de novembro de 2004 em homenagem ao meu marido (assim como vários outros textos) – ela postou em 06 de junho de 2006;

- “Verônika” (com citações de trecho do livro de mesmo nome de Paulo Coelho como a imagem do post mostra) que publiquei em 20 de outubro de 2004, ela roubou e postou em 05 de julho de 2006;

- Outro texto sem título que publiquei aqui no dia 04 de novembro de 2004 (que estranhamente essa mesma pessoa certa vez já havia pedido autorização para usá-lo com os devidos créditos em seu fotolog), está no blog dela no dia 25 de julho de 2006;

- O meu “Mudanças” que publiquei em janeiro de 2006 está lá no blog dela no dia 24 de julho de 2006;

- O “Tantas” que publiquei em 25 de setembro de 2005, está postado por ela em 14 de julho de 2006;

O meu “Léo e Bia” (título alusão a música de Oswaldo Montenegro) publicado em 27 de outubro de 2005, ela surrupiou e postou em 12 de junho de 2006;

- O “Tudo que não deveria” que publiquei em 15 de setembro de 2005, ela postou em 07 de julho de 2006;

O Meu “O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído…” (título em alusão a música dos Titãs) de 09 de janeiro de 2005, ela fez mudanças porcas e publicou em 08 de julho de 2004;

- “Pra você, meu amor” publicado em 24 de abril de 2003, ela tranformou em “Um ano de muitos que ainda virão” em 04 de julho de 2006;

O meu “Who are you? Who? Who? Who? Who?” (Título em alusão ao refrão da Música “Who Are You” do The Who que é abertura da série CSI) do dia 30 de agosto de 2005, foi roubado e publicado em 25 de agosto de 2006 por ela;

- O “Se só me restasse um dia de vida” do 16 de novembro de 2002, foi roubado e postado por ela em 18 de agosto de 2006 – ironicamente ela troca algumas coisas e na frase em que falo que brincaria com meus cachorros Nico, Tony e minha Gata Kika, ela diz: “brincaria com a Layla e com a Tuka”;

- O meu “Há canções e há momentos” de 28 de abril de 2003, foi plagiado como “Sofia I” em 14 de agosto de 2006.



29 de agosto de 2006

O que você está falando aí???


ComplicadasE as pessoas são tão mais humanas quando falam mal dos outros. Vocês não acham? Falar bem qualquer um pode, ninguém vai te julgar por isso, a não ser que a pessoa digna de seus elogios seja Hitler, o maníaco do parque ou algo do gênero. Mas falar mal estranhamente é algo que humaniza. Faz com que qualquer um perca a denominação de inatingível, de perfeito, de certinho, coisas que, por mais incrível que pareça, assusta a maioria.

Sério, gente! Nada gera mais aproximação entre as pessoas do que o ato de falar mal de alguém. Pois é fácil mentir e dizer que gosta, quero ver é ter coragem de dizer que não gosta. Mas não vale incluir na lista a Luana Piovani, a Xuxa, o governador de São Paulo ou a Nanda da novela – eles estão muito distantes de nossa realidade e todo mundo os odeia por alguma coisa. Fale e admita sem pudores que não gosta da sogra carente, da cunhada estúpida, do vizinho mala sem alça, da amiga de sua melhor amiga… É terapêutico e dá assunto! Falar bem não dá. “Ah, como fulano é bacana” – blé! Dois segundos depois ninguém mais te ouve.

Agora abra a boca e diga o quão insuportável é a menina que estuda com você. Diga que odeia sua família. Diga que seu namorado te sufoca. Diga que sua prima é uma invejosa. Vai, diga, sem medo, vamos! Diga os seus motivos, não invente nada, e isso nada tem a ver com fofoca – prove que realmente você tem razão! Em meio segundo qualquer um que esteja escutando sua história se sentirá cúmplice da sua revolta, terá casos semelhantes para contar, te ajudará a arquitetar planos para que o orelha quente em questão te azucrine menos. A partir deste momento você e seu interlocutor selaram um pacto para sempre: ambos falaram mal de outras pessoas e se sabem normais, dignos de erros, de pisadas na bola, enfim, de qualquer merda que um ser humano comum é capaz de fazer.

Agora veja a bonitinha que namora o seu irmão, aquela infeliz que chega na sua casa todo domingo com cara de santa do pau oco. Sempre de risadinha, roupinha combinando, sapatinho lustroso. Essa vaca é do tipo que vai te dar presente no Natal, mesmo te odiando. Vai te dar três beijinhos, mesmo que queira dar um soco. E nunca, nunquinha, vai sentar ao seu lado e admitir que odeia alguém na vida dela. Não! Ela ama a todos. Ahhhhhhhhhhhhhh! Quer saber de uma coisa? Ela que vá pro diabo!

***

PS1: E você? De quem já falou mal hoje?

***
PS2: Vão dizer por aí que estou fazendo apologia ao ato de futricar da vida alheia né? Mentira hein? Vão falar mal de mim agora?

***
PS3: Se este texto contém ironia? Hum???



25 de agosto de 2006

Politicalha


Quando a gente pensa que está seguro tendo tevê a cabo ou colocando um CD na hora que o horário político começa no rádio, somos surpreendidos por outro tipo de campanha. Nesta semana ligaram em minha casa perguntando quantas pessoas da minha família votam em São Paulo e oferecendo GRATUITAMENTE o envio de material para conhecer o trabalho de um tal de professor Renato. Candidato a deputado, acho.

Eu, com todo meu bom humor e amabilidade, tão conhecidos pelos leitores desta Casa, disse que ele podia enviar sim, mas somente se me passasse o endereço da casa (não do comitê) do tal professor Renato para que eu também mandasse GRATUITAMENTE um material o qual considero muito interessante. O rapazinho do telemarketing, tadinho, não tinha no script o que falar diante dessa situação e disse que retornaria a ligação mais tarde.

***

PS1: Estranho, mas ele não ligou mais.

PS2: Esqueci de dizer pra ele que nem eu nem meu marido votamos aqui.


23 de agosto de 2006

Mulherzinhas


Mulher é um pé no saco. Eu sei disso e posso falar com propriedade, afinal não falho à regra de todas as mulheres e também sou um pé no saco. Todo dia pelo menos uma dessas frases (ou todas) sai das bocas de todas as possuidoras de cromossomos XX: “Ai, hoje estou meio deprimida e não sei por que”. “Ai, você não me ama mais”. “Ai, queria ser mais magra”. “Ai, queria ser mais gorda”. “Ai, odeio fulana”. “Ai, sicrana é um amor”, “Ai, como estou feia hoje”. Putaqueopariu! Como mulher é bicho chato!

ComplicadasOs homens são obras tão simplificadas da raça humana, não? Se estiverem feios não percebem, se gordos não ligam, se magros pouco se importam, não se metem em confusões por causa de ninguém, não são instáveis, não são compulsivos, não têm TPM. Eles existem e só isso está bom.

Nós temos que achar pêlo em ovo todos os dias. Necessitamos de coisas que eles não compreenderão nem em cinco vidas. Temos crises existencialistas enquanto eles arrotam a cerveja e dão risada. Andamos com sapatos lindos, caríssimos e extremamente desconfortáveis enquanto que eles seguem felizes naquele par de tênis horroroso que já deveria estar no lixo. Choramos em comercial de margarina enquanto eles se divertem com filmes de guerra. Fazemos amor enquanto eles metem.

Sentimentalóides demais, discutidoras de relação demais, vaidosas demais, metódicas demais, desconfiadas demais, mulherzinhas demais…

Diferenças gritantes essas que fazem com que eu compreenda meus amigos gays e admire a coragem das minhas amigas lésbicas totalmente: gostar de homens realmente é mais fácil. Mulher é um saco.

***


I eat dinner at the kitchen table
By the light of the TV screen
I eat leftovers with mashed potatoes
No more candlelight
No more romance
No more small-talk
When the hunger’s gone

(I Eat Dinner – Dido)



16 de agosto de 2006

Home sweet home…


Pela primeira vez na vida tenho um layout profissional. Feito por uma designER e um webmaster de verdade. Não está lindo?
Obrigada aos dois profissionais talentosíssimos, Lin Diniz e Fernando Boniotti e pela paciência absurda que tiveram comigo e com minhas constantes mudanças de como deveria ficar tudo isso aqui. Eu gostei muito mesmo. Acho que ficou com a minha cara – um mix de moleca e mulher fatal.
Daqui a pouco, além do blog, terão mais umas coisinhas para quem gosta de frequentar esta humilde Casa. Existirão outros links, coisas que o Fê está se encarregando de fazer. Dá pra dar uma bisbilhotada acessando www.tukapereira.com . Por enquando só a máquina de escrever é que funciona (aquela mesma máquina de outros tempos, alguns vão se lembrar).


2 de agosto de 2006

Paula e Isabel


De todos os livros que já li na vida, Paula, de Isabel Allende, figura agora entre os meus preferidos. Eu já sabia da existência dessa extraordinária escritora naturalizada chilena, já sabia de seu envolvimento voluntário e involuntário na história política daquele país, já sabia que ela era a autora do livro que originou um dos filmes mais legais de todos os tempos: A Casa dos Espíritos. Sabia, aliás, muito pouco a respeito dessa mulher e nunca a havia lido. Uma pena, mas já diz o ditado que antes tarde do que nunca. E foi assim que agradeço ao fato de antes dos meus trinta anos, ter lido senão o melhor livro de minha vida, um deles.

Paula chegou até mim sem nenhuma cerimônia. Estava ali abandonado no criado mudo do quarto da minha irmã, e então, quando me dei conta já havia lido o suficiente para me apaixonar.

PaulaO livro conta várias histórias. Entre tantas está a de Paula, filha de Isabel, que entrou em coma profundo devido a uma doença confusa chamada porfíria (até mesmo depois de minhas buscas no Google, fui incapaz de compreender precisamente do que se trata a doença). Foram vários meses em que a escritora passou ao lado da filha e, enquanto isso, procurou conforto escrevendo cartas à moça doente que não podia sequer ouvi-la. Ela tinha esperanças de que ainda sua filha pudesse ler todas as palavras escritas durante todos aqueles dias e noites em que clamou por sua melhora: “Paula, escrevo para que quando você acorde não se sinta perdida, filha”. Mas após um ano, em 6 de Dezembro de 1992, Paula morre com apenas 29 anos. E não venham aí do outro lado me dizer que estraguei tudo falando isso, pois em qualquer crítica a respeito do livro é a primeira coisa que é contada.

IsabelÉ um livro delicado. Quase um diário que percorre a Isabel neta, filha, irmã, esposa e mãe. Fala do passado de sua família, dos amores, dos momentos e dos segredos da mulher de então 49 anos de idade. Tudo isso unido à dolorosa batalha na qual se encontrava a escritora diante da possível perda de sua filha. Um livro e uma verdadeira viagem ao interior de si mesma que, conforme afirmou a escritora, serviu de veículo para prolongar a presença da filha junto da mãe, para manter a vida que já a tinha abandonado desde o momento em que deu entrada no hospital, mergulhando no coma profundo.

Embora o livro trate de morte, precisamente da morte de um filho, não é sentimentalóide, mesmo que tivesse total permissão para sê-lo. Há nele também espaços para gargalhadas, reflexões e identificação.

Um livro absolutamente fascinante da vida de alguém que como qualquer um de nós, ama, sofre, chora, perde e recomeça.

OBS I: Isabel viveu no Peru, no Chile, no Líbano, na Bolívia, na Suíça, na Bélgica e na Venezuela e, há 16 anos, mora nos Estados Unidos. Ela faz 64 anos hoje, dia 02 de agosto.

OBS II: Existe outro livro de Isabel que pode ser confundido com esse que escrevi aqui: “Cartas a Paula”. Se trata de uma seleção de correspondências enviadas por leitores do mundo inteiro em apoio ao drama da perda de sua filha. Primeiro leiam Paula.


Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!


Procure aqui


Uma campanha Casa da Tuka contra o plágio
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