Fiquei exilada por vários dias em Curitiba. Um calor fora do comum para a cidade gelada que é nesta época do ano. Nada de dias cinzas e nem de usar minhas roupas de frio que ficaram esquecidas na mala. Nem teve chuva também, algo que me deixou meio perplexa. Curitiba, céu plenamente azul e eu. Fazia tempo que esse encontro não acontecia.De todas as motivações que me levam sempre de volta estão obviamente um mocinho chamado André e a mãe do mesmo, minha irmã. Ele, cada vez maior, mais bonito, mais inteligente, mais curioso. Cada vez mais se distanciando da pessoinha que insisto em chamar de bebê. Mas pra mim definitivamente ele sempre será aquela criatura de pouco mais de 3 quilos que segurei em meus braços no dia 20 de março de 1998 pela primeira vez, tendo certeza de que ficaria em minha vida pra sempre. Já minha irmã… Eu e ela alternamos posições de tempos em tempos. Vez em quando viro eu a irmã mais velha e ela a caçula, em outras garantimos nossos lugares originais na vida uma da outra, mas sempre perto como duas melhores amigas devem estar. Não é todo mundo que tem a sorte de ter a irmã como sua melhor amiga nesta vida, eu tenho.
Das outras pessoas que por lá estão não saem jamais de minha vida – os mesmos. Minha via crucis começa quando o primeiro liga para saber quando nos veremos e nem sempre termina quando vejo a todos. Nunca dá tempo. E sempre volto para mais alguns momentos preciosos ao lado de cada um. Um deles está prestes a dar uma guinada na vida. Outro voltou a namorar a mesma pessoa com quem estava há anos e anos. Uma ficou noiva e está absolutamente feliz com isso. Uma outra está meio deprê se prendendo a motivos tolos para não ficar bem. Uma delas achou alguém especial e está radiante quebrando seus padrões. Sinto falta de cada uma dessas pessoas e também de várias outras. Por isso é que sempre volto.
Fiquei absorta com uma pergunta feita por um dos meus: “E agora você está em seu lugar? Você nunca sentia estar onde queria, seu pensamento sempre seguia adiante de onde seu corpo se encontrava. Agora você está onde quer estar?”. Isso é pergunta que se faça? Respondi imediatamente e depois fiquei matutando por horas. Eu realmente não lembrava dessa minha inquietude. Fiquei tempos pensando quem era aquela que estava ali querendo estar lá e não mais a encontrei dentro de mim. Sim, hoje estou apenas onde quero estar, amigo. Obrigada por me lembrar disso.
Curitiba está lá e eu aqui, mas é impossível nos separarmos por muito mais motivos, até os quais eu mesma não me dou conta.
E é no quesito “porcarias publicitárias” que reside a Polishop, marca hors concours. E o diferencial da dita cuja é exatamente esse: fazer propagandas descaradamente ruins. Ruins sem a menor pretensão de serem boas. Quem é que não se viu vidrado diante daquelas pérolas que sempre têm um: “E não é só isso! Comprando agora você leva inteiramente grátis um mega master plus reductil come gordura!”. Impagável! Eu não resisto e caio na gargalhada toda vez. Imaginação é o que não falta e produtos também. Eu queria muito aquela
O engraçado da história é que agora aprendi a diferenciá-los como ninguém. Tudo isso graças a Marian Keyes e ao seu livro horroroso chamado Sushi. Hoje, quando em um restaurante japonês, já não fico confusa tentando lembrar qual das duas comidas eu odeio. Basta lembrar da péssima experiência literária que tive e prontamente peço sashimi, pois sushi não dá.





