Desta vez, estava eu organizando uns guardados quando me deparo com uns diários antiqüíssimos. Engraçado ver tantos problemas, apreensões e alegrias ali escritos como se retratassem a vida de outra pessoa, ou uma outra encarnação. Nomes que não me dizem mais nada, lugares por onde nunca mais passarei, situações que não reconheço. Incrivelmente na época em que passei várias dessas coisas para o papel, tudo girava em torno dessas pessoas, lugares e situações. Isso tudo já foi importante, já foi fundamental. Agora preciso fazer um esforço tremendo de memória para saber do que é ou de quem eu falava quando escrevi.
Tudo passa mesmo. Aquela máxima que diz para realmente nos importarmos com situações e pessoas que estarão em nossas vidas no prazo de pelo menos um ano, é bem verdadeira. Já me entristeci tanto com coisas que hoje não me inspiram a esboçar sequer um lamento. Já me doei tanto a pessoas que nem sei mais por onde andam. Já desperdicei emoções demais com coisas que não significam absolutamente nada hoje em dia.
Mas tudo faz parte do aprendizado, não é? Ninguém aprende só com teoria, é preciso colocar a mão na massa e dar a cara à tapa. Uma droga esse tipo de constatação, mas muito real. Que bom seria se no auge de meus 15 anos, quando eu achava a pior coisa do mundo tirar um C na prova de matemática, saber de tudo que sei agora. Que bom seria ter certeza que o amor da minha vida aos 17 anos se tornaria o bosta que é hoje. Que bom seria saber que a fulaninha que se dizia minha amiga se revelaria essa vagabunda sem escrúpulos. Que bom seria se há dez anos eu soubesse que eu fico muito mais linda de cabelos curtos.
Ai, ai… Preciso dar um fim nos meus diários. Ou isso ou transformá-los em livros. Boas histórias ali…
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Estou de volta, pessoal! Agora voltem vocês…
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PS: Aguardem novidades em breve.
O patriotismo está por todo lado. Sair de casa vestida inteira de preto, como estou hoje, foi quase uma afronta aos milhares de coloridos de verde e amarelo que encontrei pelo caminho. Hoje todo mundo ostenta com orgulho as cores da bandeira nacional. Hoje todo mundo é brasileiro com muito orgulho e com muito amor.
Ontem depois do almoço estive na Fnac e comprei o novo livro de Ilana Casoy, O Quinto Mandamento – Caso de Polícia. Curtinho, (pouco menos de 200 páginas) e fala apenas sobre o caso Richthofen: desde a investigação até a confissão. Comecei a lê-lo às 20 horas e duas horas e meia depois, terminei. Nas poucas páginas (com promessa de continuação da autora para depois do julgamento dos três assassinos) fiquei sabendo de vários detalhes não divulgados pela imprensa e mais ainda tive convicção de que a loirinha merece passar o resto de seus dias apodrecendo na cadeia. 





