Pois então: Garota da Vitrine é algo assim – sem a menor pretensão de ser quase nada, e não é que é?
Gostei. Tem Claire Danes (a eterna Juliette do Romeu Di Caprio), tem Steve Martin (o atual inspetor Closeau) e tem Jason Schwartzman – esse último sem papéis de grande destaque, mas mesmo assim um ator muito legal mesmo (aquela cara de tonho engana).
Adaptado por Steve Martin de um romance curto de sua própria autoria, de 2000, essa história passada em Los Angeles é repleta de momentos comoventes, alguns muito divertidos e outros simplesmente bobos – assim como é a vida de todo mundo: uma sucessão de muita coisa.
O filme conta a história de Mirabelle (Claire Danes), uma moça dessas iguais a tantas e até bastante parecida com nós mesmas, nem que seja um pouco. Ela é uma pessoa sem grandes expectativas, mas que sai de Vermont para a chance de que algo melhor lhe aconteça, mesmo que não saiba exatamente o que.
Seus dias se passam atrás de um balcão na seção de luvas da loja Saks. Em casa toma anti-depressivos, alimenta a gata Sylvia, faz companhia a si mesma e desenha – sua verdadeira vocação.
Um belo dia em uma lavanderia conhece Jeremy (Jason Schwartzman), um vendedor de amplificadores e candidato a músico, um rapaz um tanto quanto confuso que não aparenta ser exatamente o seu tipo, mas diante da solidão ela parece crer que nada pode ser assim tão ruim.
Até que pouco depois encontra Ray Porter (Steve Martin), um sedutor e bem sucedido cinquentão que aparece em seu balcão de luvas e tenta conquistar seu interesse em grande estilo. E ela realmente se apaixona e se deixa envolver dia após dia apesar de ser avisada por ele repetidas vezes que não está interessado em nada sério.
O filme todo é uma questão de tempo: uma questão de tempo para que Mirabelle se toque de quem merece ser amado por ela. Uma questão de tempo para que ela tome coragem de voar em direção ao que realmente ama fazer. Uma questão de tempo para que as coisas entrem nos eixos sem que ela sequer perceba.
E, claro, também uma questão de tempo para que envolva totalmente a quem assiste.
Simples, bobo, objetivo, comum, bonito. Entrei no cinema sem a menor expectativa e pretensão, e saí do cinema leve – assisti a um filme legal.
Recomendo.
Alusão: Lembram desse comercial que mostrava crianças tentando algo parecido com uma hipnose para convencer seus pais a comprarem o tal chocolate? Pois me chamem de louca se quiserem, mas acho que existem pessoas que pensam exercer algo parecido sobre os outros. E comparei ao comercial idiota porque nem de longe é algo que mereça crédito – ao contrário da terapia.
- Por que será que inventaram fronhas com elásticos? Elas deixam os travesseiros horríveis e são impossíveis de se dobrar de forma decente;
Essa vida é esquisita mesmo. A maioria absoluta das mulheres que eu conheço (até posso chamar algumas de amigas) começou a beijar na boca quando ainda era época de brincar de bonecas, e, seguindo o ritmo “natural” das coisas, começou a transar com a idade que poderia estar apenas nos beijos na boca. Daí veio a gravidez no auge da adolescência e em seguida o casamento. Agora, depois de tanta cabeçada estão solteiras novamente e com filhos pequenos ou nem tanto.
E confesso que tenho preguiça… Sério. Me chamem de péssima amiga se for o caso, mas é real: tenho preguiça de ouvir papinho adolescente de trintonas ou semi-trintonas que adiantaram todas as etapas da vida e agora querem regredir. Realmente me dá sono.
Domingo dei um pulinho na Fnac e enquanto maridon e
Pois bem, Marisa está de volta depois de seis anos sem nenhum trabalho solo e com dois discos de uma vez: “Infinito particular”, com um repertório pop e “Universo ao meu redor”, que traz o samba da Velha Guarda da Portela e também músicas inéditas. Os discos tiveram produção digna de popstar e foram lançados simultaneamente no dia 10 de março em seis países: Brasil, Espanha, México, Colômbia, Chile e Argentina – em abril, ele chega a vários países da Europa e em agosto aos Estados Unidos.
Mas eis que Marisa não me surpreende mais desde Barulhinho Bom (1996). Os novos trabalhos têm músicas extremamente bonitas, o vocal é o afinado e agradável de sempre, mas tudo é absolutamente igual. Não sei se essa é exatamente a intenção de um artista consagrado, fazer com que o público o reconheça sempre, mesmo pagando o preço da mesmice. Ou se o que ouvimos é realmente sua impressão digital e o que ele mostra é o que é.
Um post em plena sexta-feira à noite apenas para celebrar uma coisa linda dessas lá fora.
Só que isso praticamente já existe! Basta olhar as prateleiras das livrarias que acharemos fácil vários clássicos que dão a receita: Como ser Feliz, Como se Tornar um Líder, Como Arrumar Marido, Liderança e Motivação, Multiplique seu Talento, Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, Veja Como é Fácil Ser Feliz e tantos… tantos outros.
Se minha manicure fosse ligada em tecnologias internáuticas, creio que nossa relação de amor e ódio estaria bem próxima do fim. Pois ela leria esta Casa e saberia o quanto estou querendo que ela entre em combustão espontânea por ter quase amputado meu dedo.
“Milkshake” é uma música horrorosa de uma cantora americana chamada Kelis. Por sinal a pérola também está na trilha de um filme besteirol que está fazendo o maior sucesso por lá: Date Movie. Essa desgraça impregnou e quando menos percebo estou a cantarolar:
Por que será que absolutamente todos ao mesmo tempo resolveram descobrir Damien Rice? Será por que ele é um bonito-lindo e ainda sabe cantar?
Você é “O Fabuloso Destino de Amelie Poulain” de Jean Pierre Jeunet. Você é engraçado(a), original. Uma pessoa leve e maravilhosa de se conviver.
Brincadeiras à parte: o tal sicrano* que motivou este post, não possuía nenhum desses tipos de beleza. Ele realmente pode ser considerado feio – bastante até. Mas acontece que pra mim ele era lindo por tudo o que significava. Se ainda fosse bonito seria melhor, óbvio. Também não sou boba nem louca. Mas já que não era, o fato de ser alguém cheio de qualidades era o suficiente.
Eu não consigo olhar a beleza (externa) como se fosse tudo na vida. Caso contrário o mundo estaria perdido, e espécimes, como a mula do Vitor Fasano, reinariam absolutos. Ou quem é que não se lembra do mico daquela entrevista na Veja? Ele disse que aceitava algumas das idéias sobre eugenia defendida pelos nazistas e que teria um filho com Maitê Proença, porque eles eram bons exemplares de humanos.





