Arquivo de março de 2006



31 de março de 2006

Garota da Vitrine


Escolha um dia bunda em que o tempo não consegue se decidir se chove ou faz sol. Pegue aquele dia em que você está sozinha, tem tempo sobrando e ainda um troco na carteira que seja suficiente para assistir a um filminho no cinema. Depois, na fila, decida o filme que vai assistir pelo critério de qual começará primeiro. Antes de entrar na sala passe em uma confeitaria, compre e coma imediatamente um doce muito do gostoso, dê a primeira colherada de olhos fechados, de preferência. Daí alivie um pouco a consciência correndo para chegar até a escada rolante, afinal o filme já vai começar. Sente bem no meio da sala, naquela fila que não tem ninguém. Desligue a droga do celular, pois nada pior do que o tal aparelhinho estragando o barato de todos no meio da história. Se ajeite, tire os sapatos e despeje a bolsa na poltrona ao lado. Comece a assistir sem a menor pretensão de que seja algo que fará parte do seu Top List Puta Filmes. Depois de mais ou menos meia hora se dê conta de que se trata de um filme muito legal e que você quer chegar em casa e escrever no blog a respeito.

Pois então: Garota da Vitrine é algo assim – sem a menor pretensão de ser quase nada, e não é que é?

Gostei. Tem Claire Danes (a eterna Juliette do Romeu Di Caprio), tem Steve Martin (o atual inspetor Closeau) e tem Jason Schwartzman – esse último sem papéis de grande destaque, mas mesmo assim um ator muito legal mesmo (aquela cara de tonho engana).

Adaptado por Steve Martin de um romance curto de sua própria autoria, de 2000, essa história passada em Los Angeles é repleta de momentos comoventes, alguns muito divertidos e outros simplesmente bobos – assim como é a vida de todo mundo: uma sucessão de muita coisa.

O filme conta a história de Mirabelle (Claire Danes), uma moça dessas iguais a tantas e até bastante parecida com nós mesmas, nem que seja um pouco. Ela é uma pessoa sem grandes expectativas, mas que sai de Vermont para a chance de que algo melhor lhe aconteça, mesmo que não saiba exatamente o que.

Seus dias se passam atrás de um balcão na seção de luvas da loja Saks. Em casa toma anti-depressivos, alimenta a gata Sylvia, faz companhia a si mesma e desenha – sua verdadeira vocação.

Um belo dia em uma lavanderia conhece Jeremy (Jason Schwartzman), um vendedor de amplificadores e candidato a músico, um rapaz um tanto quanto confuso que não aparenta ser exatamente o seu tipo, mas diante da solidão ela parece crer que nada pode ser assim tão ruim.

Até que pouco depois encontra Ray Porter (Steve Martin), um sedutor e bem sucedido cinquentão que aparece em seu balcão de luvas e tenta conquistar seu interesse em grande estilo. E ela realmente se apaixona e se deixa envolver dia após dia apesar de ser avisada por ele repetidas vezes que não está interessado em nada sério.

O filme todo é uma questão de tempo: uma questão de tempo para que Mirabelle se toque de quem merece ser amado por ela. Uma questão de tempo para que ela tome coragem de voar em direção ao que realmente ama fazer. Uma questão de tempo para que as coisas entrem nos eixos sem que ela sequer perceba.

E, claro, também uma questão de tempo para que envolva totalmente a quem assiste.

Simples, bobo, objetivo, comum, bonito. Entrei no cinema sem a menor expectativa e pretensão, e saí do cinema leve – assisti a um filme legal.

Recomendo.



30 de março de 2006

Compre batom, compre batom, compre batom!!!


Ou: Só mais um título-metáfora desses da Tuka

Alusão: Lembram desse comercial que mostrava crianças tentando algo parecido com uma hipnose para convencer seus pais a comprarem o tal chocolate? Pois me chamem de louca se quiserem, mas acho que existem pessoas que pensam exercer algo parecido sobre os outros. E comparei ao comercial idiota porque nem de longe é algo que mereça crédito – ao contrário da terapia.

Fato: Neste fim de semana estive com meu marido em Curitiba para a festa de aniversário do nosso sobrinho. De cada cinco pessoas que se aproximaram de nós, quatro nos perguntaram quando teríamos filhos. Até aí tudo bem, fui preparada com minha cara “quer saber por que? vai me ajudar a sustentar?” e segui contente sem responder a ninguém (mas que gente intrometida dos infernos!).

Quando chega uma amiga querida que acabou de parir. Dela eu não teria como escapar. Sua vida neste momento se resume a falar do filho, talco, banho, mamadas, choro, seios inchados, noites mal dormidas e afins. Eu entendo. É um momento único pelo qual está passando (ou pelo menos único até o próximo filho) e ela tem todo direito do mundo de parecer um ser abduzido, pós lobotomizado e alheio a tudo mais que acontece a seu redor.

Mas eis que ela começa com uma tentativa de lavagem cerebral que consistia unicamente em fazer com que eu e o Estevam saíssemos dali direto para copular e procriar.

E James Braid entra em ação: Compre Batom! Tenham filhos! Tenham filhos! Tenham filhos!

Me digam? Por que será que as pessoas acham que unicamente porque já tiveram algum tipo de experiência precisam recomendar ou alertar a todos os outros mortais em um raio de centenas de quilômetros? E por que elas acham que tudo o que disserem não vai (e vai) entrar por um ouvido e sair pelo outro?

Mas que puta que pariu: Há um consenso no mundo que “garante” que certos assuntos não classificam as pessoas na categoria bisbilhoteiros inconvenientes – ou pelo menos é o que muitos pensam. Pois perguntar sobre ter filhos está dentro dela (assim como “quanto terá mais filho?”, “vai casar quando?” “por que você não arruma namorado/a?” – etc…). Nota mental: E por que raios a pergunta “quanto você ganha?” não é perdoada?

Se eu tiver filhos um dia não será porque ninguém me disse para tê-lo, será por que eu e meu marido decidimos. Isso é realmente muito desagradável. Questionamentos realmente são coisas que me incomodam e pelo simples fato de que nem tudo interessa a todo mundo. Ninguém sabe da nossa realidade, ninguém sabe se temos outras prioridades, ninguém sabe quais são nossas expectativas de vida. Pois então que cuidem de suas vidas, ora.

Ainda dentro do mesmo critério da tentativa de convencimento: tem gente que quer desencorajar pessoas para que não se casem só porque já se ferraram e se divorciaram, outros tentam convencer casais a se casarem, eu poderia fazer parte desta turma! Sair por aí em campanha para que todas as pessoas se casem apenas porque eu adoro estar casada. Seria burrice, não?
Portanto: cada um que faça o que bem entender, e no momento que quiser!

***
OBS: Será que realmente ser casada, sem filhos por opção e feliz e algo tão impossível aos olhos do mundo? (Será isso uma tentativa de complô para que finalmente eu tenha barriga, estria e celulite antes dos trinta? Hum-Rum!).

OBS II: Juro que o próximo que me perguntar quando eu pretendo ter filhos ou algo do gênero vai ser mandado a merda.

OBS III: Antes de perguntar algo a uma pessoa, questione-se primeiro se você acha que tem intimidade suficiente para saber o que pretende. Ou ainda questione-se: esta pessoa já quis saber algo assim sobre você? Se a resposta for não, Por favor, fique bem quieto e antes ganhe confiança.



28 de março de 2006

Da série: Coisas insiginificantes nas quais eu não precisaria pensar


Ou: Tuka vá já arrumar o que fazer…
- Por que será que inventaram fronhas com elásticos? Elas deixam os travesseiros horríveis e são impossíveis de se dobrar de forma decente;
- Por que será quMue inventaram fronhas com botões? Elas grudam na cara enquanto dormimos e no outro dia temos um lindo carimbo com o nome da marca das tais na bochecha, na testa, ou nos dois lugares; (Nota mental: eu poderia fazer um post todo apenas sobre minha obsessão por roupas de cama);
- Por que será que pêlos pubianos encravam? Ou melhor: por que será que existem pêlos pubianos? Não é algo absurdo e pré-histórico que esses malditos ainda nasçam em mulheres tão modernas e evoluídas como nós?
- Por que será que sempre tem um bocó do lado bem naquelas fotos que realmente ficamos a cara da Angelina Jolie?
- Por que será que existem pessoas que insistem em usar blusas floridas com saias listradas ou vice-versa? Por que as pessoas misturam as malditas estampas?
- Por que será que bem no dia em que se lembra que esqueceu de tomar o anticoncepcional é justamente o dia em que mais dá vontade de transar?
- Por que será que as pessoas ainda acreditam naqueles e-mails “alguém lhe enviou um cartão – você está sendo traído – que bom te reencontrar – recadastre seu CPF – clique para ver a mensagem do orkut” que nos enviam para roubar senhas de banco e encher o computador de vírus?
- Por que será que os imãs de geladeira conseguem ser tão bregas e tão lindos ao mesmo tempo?
- Por que será que por mais que eu me esforce continuo criando listas mentais de tudo o que eu gostaria que fosse diferente?
***
Acabei de terminar mais um lay: o dessa moça aqui.
Como? Você tem um blog no blogspot, blogger ou weblogger e também quer um layout by Tuka? Eu faço e agora decidi cobrar, mas nada tanto assim, garanto (já que não sou design, nem programadora, nem nada que o valha). Vejam se gostam do meu trabalho clicando aqui, aqui, aqui, aqui,aqui, aqui, aqui,aqui e aqui.
E-mail: tkdoll3@yahoo.com.br


23 de março de 2006

Adolescência tardia


Essa vida é esquisita mesmo. A maioria absoluta das mulheres que eu conheço (até posso chamar algumas de amigas) começou a beijar na boca quando ainda era época de brincar de bonecas, e, seguindo o ritmo “natural” das coisas, começou a transar com a idade que poderia estar apenas nos beijos na boca. Daí veio a gravidez no auge da adolescência e em seguida o casamento. Agora, depois de tanta cabeçada estão solteiras novamente e com filhos pequenos ou nem tanto.

Quando eu estava solteira todas estavam casadas. Agora eu estou casada, todas se divorciaram e querem desesperadamente entrar em novos relacionamentos na idade em que poderiam estar simplesmente começando do zero. Eu, se já não as acompanhava antes…

Há uns dez anos me falavam de fraldas e maridos enquanto eu estava na faculdade e queria namorar e ir para baladas. Agora me falam de baladas, paqueras e preço do colégio dos filhos semi-adolescentes enquanto eu falo do marido, utensílios domésticos, trabalho e minha preparação psicológica para a idéia de ter filhos um dia.

E confesso que tenho preguiça… Sério. Me chamem de péssima amiga se for o caso, mas é real: tenho preguiça de ouvir papinho adolescente de trintonas ou semi-trintonas que adiantaram todas as etapas da vida e agora querem regredir. Realmente me dá sono.

***

Das duas uma: ou arrumo amigas mais compatíveis ou desligo o cérebro durante a conversa e finjo demonstrar interesse.


21 de março de 2006

Ela voltou


Domingo dei um pulinho na Fnac e enquanto maridon e ela passeavam pelos eletrônicos, comprei os dois novos CDs da Marisa Monte. Não sou crítica musical, nem tenho intimidade para escrever sobre tal com a desenvoltura de outros assuntos, mas que se dane, o blog é meu e vou escrever como fã de música apenas, nada mais.

Pois bem, Marisa está de volta depois de seis anos sem nenhum trabalho solo e com dois discos de uma vez: “Infinito particular”, com um repertório pop e “Universo ao meu redor”, que traz o samba da Velha Guarda da Portela e também músicas inéditas. Os discos tiveram produção digna de popstar e foram lançados simultaneamente no dia 10 de março em seis países: Brasil, Espanha, México, Colômbia, Chile e Argentina – em abril, ele chega a vários países da Europa e em agosto aos Estados Unidos.

Mas eis que Marisa não me surpreende mais desde Barulhinho Bom (1996). Os novos trabalhos têm músicas extremamente bonitas, o vocal é o afinado e agradável de sempre, mas tudo é absolutamente igual. Não sei se essa é exatamente a intenção de um artista consagrado, fazer com que o público o reconheça sempre, mesmo pagando o preço da mesmice. Ou se o que ouvimos é realmente sua impressão digital e o que ele mostra é o que é.

Mas que seja, isso talvez tenha sim seu lado bom, ainda que o comercial para a indústria fonográfica. Sabem aquela coisa do diferente, mas igual? É isso. Marisa está assim. Tanto que quase é possível cantar uma letra de alguma canção antiga em cima da melodia de algumas músicas dos discos novos. Igual.

Eu, que com as facilidades e rapidez da Internet, não compro CD de artista algum, me recusei a interromper minha coleção de CDs da cantora. Mas confesso que, embora ainda vá escutar minhas novas aquisições por um bom tempo, parei definitivamente com as compras dos lançamentos de Marisa por aqui. Pois ela continua a mesma. Isso pode ser bom para alguns, mas para pessoas que gostam de novidade e de serem surpreendidas é um pouco tedioso demais.

A turnê dos dois discos começa em Curitiba no final de abril e segue para São Paulo em maio. Em julho vai ao Rio, em setembro para a Europa e em novembro, aos Estados Unidos.

(Nota da autora: ela definitivamente é a pessoa mais chata que já entrevistei. Mas na Época ela até que está bem simpática para a divulgação dos CDs novos. Clique aqui para ler.



17 de março de 2006

Fly me to the moon…


Um post em plena sexta-feira à noite apenas para celebrar uma coisa linda dessas lá fora.
Quem diz que São Paulo não tem encantos é porque definitivamente não conhece São Paulo…

Fly me to the moon
And let me play among the stars
Let me see what spring is like
On Jupiter and Mars
In other words hold my hand
In other words darling kiss me
(Sinatra… Frank Sinatra)


15 de março de 2006

Manual de como viver sem manual


Ou: Putaqueopariu, Batman! O que essa louca quer dizer com isso?

Se tudo na vida tivesse um manual, das duas uma: ou ninguém leria porcaria nenhuma e seguiria tentando adivinhar o funcionamento das coisas, ou tudo seria robótico demais. Algo como: Para que seu namorado te ame vá até a página 7.89865 e siga todos os procedimentos. Mas atenção! Em caso de dúvidas entre em contato com nosso 0800 que em até cinco dias úteis enviaremos um técnico.

Eu sei que deveras facilitaria a vida de muita gente e nas mais diversas áreas. Imagine que maravilha achar todos os passos para uma vida profissional bem sucedida. Para ser promovido leia tudo no capítulo 6.8875.87698.7766 e pronto! Se tiver feito tudo corretamente, dentro de três semanas, será o mais novo presidente de sua empresa. Parabéns!

Seria cômico? Trágico? Ei, como você conseguiu um casamento tão bom? Fácil! Está na página tal!

Com o tal manual teria gente vendendo módulos de bolso, versões simplificadas, dando aulas intensivas de interpretação de texto, ministrando palestras, indo em programa de televisão para entrevistas…

Só que isso praticamente já existe! Basta olhar as prateleiras das livrarias que acharemos fácil vários clássicos que dão a receita: Como ser Feliz, Como se Tornar um Líder, Como Arrumar Marido, Liderança e Motivação, Multiplique seu Talento, Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, Veja Como é Fácil Ser Feliz e tantos… tantos outros.

Fico aqui pensando: será que realmente as pessoas que compram esses livros acreditam no que lêem? Será que de verdade elas acham que existe o passo a passo a seguir para se ter uma vida feliz? Para arrumar alguém que o ame? Para se tornar um líder? Duvido. Sério, duvido que acreditem apesar de comprarem. Sempre achei que a leitura desses livros fosse algo como: “estou ferrado, mas preciso de alguma forma me sentir normal, vou ler algo que faça isso por mim”.

Constatei isso definitivamente dia desses em um dos meus passeios a Fnac. Estava lá perdida entre tantos livros legais (que eu não teria dinheiro para comprar) quando uma mulher bem jovem chega a meu lado e pergunta: “Você já leu este?” – (não lembro o nome, mas era algo como: Como Ser Feliz, Encontrar um Amor e se Dar Bem na Carreira). Eu disse que não e ela sorriu e falou: “Eu também não, mas o levarei pra casa. Óbvio que não acredito em nenhuma dessas coisas escritas nesse tipo de livro, mas chega uma hora que a gente precisa de alguma coisa que nos inclua em algo. Como se me dissesse que se eu estou mal tem mais gente assim, ou nenhum desses livros seria best seller”. E arrematou: “Você não acha?”.

Acho.

Acho sim. Mesmo que eu jamais tenha lido um livro desses.

Existem determinadas situações em que um manual de verdade viria bem a calhar. Caso existisse eu com certeza teria lido os capítulos:

- Como não namorar um perdedor por tanto tempo;
- Como não se indignar com chefes burros;
- Como não se importar com pessoas insignificantes;
- Como detectar amigos falsos;
- Como arrumar um emprego decente que te pague o que você vale;
- Como conseguir ganhar dinheiro fazendo o que você realmente gosta;
- Como deixar seu cabelo lindo (Sim, porque umas futilidades também são necessárias);

Como o tal manual não existe até que alguém o invente (nota mental: começar a pensar seriamente na possibilidade de publicar um), sigamos nós todos aprendendo com aquilo que achamos que devemos. Que sejam os livros de auto-ajuda, que sejam as próprias experiências, que seja o que quer que seja. Bastando, óbvio, que nos faça sentir igual a qualquer outro, ou se for o caso, diferente, mas ainda assim normal.



13 de março de 2006

Espere o dia passar


Ou: Amenidades que você viverá muito bem sem ler…

Se minha manicure fosse ligada em tecnologias internáuticas, creio que nossa relação de amor e ódio estaria bem próxima do fim. Pois ela leria esta Casa e saberia o quanto estou querendo que ela entre em combustão espontânea por ter quase amputado meu dedo.

Mas como ela não lerá nada e como eu só continuarei brava no curto período de tempo em que meu dedão direito continuar a doer, semana que vem estarei lá de novo. Afinal ela é ótima quando não está de TPM (e já estou decorando o ciclo da danada).

***

“Milkshake” é uma música horrorosa de uma cantora americana chamada Kelis. Por sinal a pérola também está na trilha de um filme besteirol que está fazendo o maior sucesso por lá: Date Movie. Essa desgraça impregnou e quando menos percebo estou a cantarolar:

“My milkshake brings all the boys to the yard,

and their like,
it’s better than yours,
Damn right
it’s better than yours,
I can teach you,
But I have to charge…”

Como se não bastasse ficar com isso na cabeça, ainda tenho que conter ímpetos de sair dançando. Por favor, alguém me mande um mp3 mais grudento que esse para que eu possa prosseguir com minha vidinha que era tão boa antes dessa música maldita!

***

Sabe que se *vacinam carros hoje em dia? Palavra! Confesso que fiquei com medo do tamanho da agulha. Rs…

(*Vacina antifurto – gravação do número do chassi e placa no veículo).

***

Por que será que absolutamente todos ao mesmo tempo resolveram descobrir Damien Rice? Será por que ele é um bonito-lindo e ainda sabe cantar?
O irlandês é trilha de tudo quanto é série (que eu tenha visto: Alias, Scrubs, CSI e Lost) e de filmes também – a começar por Closer com Blowers Daugther que foi provavelmente a que mais marcou em quem ouviu (a mesma com duas versões em portugûes, uma cantada por Simone e outra por Ana Carolina ). Já escrevi dele aqui.


11 de março de 2006



Só porque hoje é sábado, perdi o sono às sete da matina, tenho que limpar a casa, ir a um monte de lugares (inclusive ao, argh, mercado) e pelo jeito vai cair uma chuva do cão aqui em São Paulo daqui a pouquinho e o trânsito vai ficar um caos… Só por isso resolvi descontrair e colocar aqui esse teste.

Você é “O Fabuloso Destino de Amelie Poulain” de Jean Pierre Jeunet. Você é engraçado(a), original. Uma pessoa leve e maravilhosa de se conviver.

Faça você também Que bom filme é você?

Uma criação de O Mundo Insano da Abyssinia

Também pudera. Até o guarda-chuva dela combina com o layout aqui da Casa.



9 de março de 2006

O que é beleza afinal?


Ontem, voltando de uma comilança no Pizza Hut, eu, ela e nossos respectivos maridos, travamos uma acalorada discussão a respeito de beleza. Tudo começou assim:

Ela: Por que será que fulano* só se dá mal em relacionamentos?

Eu: Porque além de feio ele é chato.

Ela: Estranho logo você falar isso já que namorou com sicrano* que é feio que é o capeta.

Eu: Ah! Mas sicrano* é uma pessoa maravilhosa!

(*nomes omitidos por motivos óbvios)

Existem vários tipo de beleza:

- Psicológica – algo como gravidez psicológica, mas adaptado para o assunto em questão. É quando a pessoa não é bonita, todos sabem disso, menos ela. (Eu devo sofrer disso certas horas. Tem dias que me sinto a própria Gisele. Alguém avisa?).

- Modesta – a pessoa realmente é bonita, sabe disso como todos, mas pouco se importa. Vive por aí feliz, e, quando percebe olhares de admiração acha que as pessoas a consideram simpática.

- Esnobe – Também conhecido como pessoa “Bonitinha, mas ordinária”. Bonita sim, mas a pessoa é tão metida que só fala sobre isso e esquece que existe muito mais no mundo do que uma carinha “fotografável”.

Brincadeiras à parte: o tal sicrano* que motivou este post, não possuía nenhum desses tipos de beleza. Ele realmente pode ser considerado feio – bastante até. Mas acontece que pra mim ele era lindo por tudo o que significava. Se ainda fosse bonito seria melhor, óbvio. Também não sou boba nem louca. Mas já que não era, o fato de ser alguém cheio de qualidades era o suficiente.

Quando nos interessamos por alguém à primeira vista, o que chama atenção é um belo par de olhos, a boca carnuda ou o corpo escultural. Em um segundo momento, pelo menos para a maioria das pessoas sensatas, isso vira algo como um “acessório”: de nada adianta a beleza se não existirem afinidades.

Agora falando por mim: Eu jamais teria nada com alguém burro – mesmo que fosse Brad Pitt. Eu jamais teria nada com alguém sem conteúdo – mesmo que fosse Brad Pitt. Eu jamais teria nada com alguém chato – mesmo que fosse Brad Pitt. E eu jamais abdicaria de alguém com todas as qualidades que admiro em um homem apenas por ele ser feio (ou não ser Brad Pitt) – mesmo que eu fosse Angelina Jolie.

Eu não consigo olhar a beleza (externa) como se fosse tudo na vida. Caso contrário o mundo estaria perdido, e espécimes, como a mula do Vitor Fasano, reinariam absolutos. Ou quem é que não se lembra do mico daquela entrevista na Veja? Ele disse que aceitava algumas das idéias sobre eugenia defendida pelos nazistas e que teria um filho com Maitê Proença, porque eles eram bons exemplares de humanos.

É mole?

Só se esqueceu de que alguém que pensa uma coisa dessas e ainda tem coragem de dizer, só pode ser uma pessoa extremamente burra, e se for seguir esta lógica, é melhor que não gere descendentes, pois, mesmo que sejam bonitos, serão tão burros quanto.

E cá entre nós: de gente burra esse mundo está cheio. Não precisamos de mais top models, precisamos de pessoas inteligentes em prol da cura do câncer, da AIDS, de pesquisas significativas das células tronco, da solução para a fome e tantas outras coisas.

Agora é a vez de vocês, votem!

O que é beleza realmente?

Rosto e corpo perfeitos, óbvio!

Beleza? Não ligo pra beleza! Ele (a) é rico!

É um conjunto do que a pessoa parece ser com o que realmente é.

Todo mundo pode ser belo com dinheiro e um bom cirurgião.

Beleza é algo definitivamente interno.

Isso não existe, é tudo photoshop!

Brad Pitt e Angelina Jolie.

É só uma questão de ponto de vista.

Beleza está fora de moda, o legal é ser esquisito!


Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!


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