Arquivo de maio de 2005



4 de maio de 2005



Já falei aqui que gosto de quartas-feiras? Pois é, eu gosto. Em quartas tenho a sensação de que se tem algo que não fiz na segunda ou na terça, ainda tenho tempo de sobra. E ainda, se é uma semana chata, cheia de problemas e cansaço, não faz mal porque até sexta falta pouco. Viram como meu pensamento tem lógica? Rs….

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Tem coisas que as fotos, tampouco os textos, não conseguem transmitir ao expectador (e espectador) desta casa. E só para informar, caso conseguissem eu não mostraria mesmo assim. Vocês aí que me lêem, não tem noção que aqui deste lado, neste exato momento escreve um ser descabelado, de pijamas e óculos tortos e horripilantes. Também não sabem que há segundos soou aqui deste lado um barulho tenebroso que era o meu estômago clamando por comida. Também nem imaginam que já limpei o xixi dos gatos, lavei louça e que fiz o maior fuá para acordar o marido para que não chegue atrasado no trabalho.

Não imaginam nada… Mas vejam a foto ao lado. É assim que eu estou sendo vista agora: linda, penteada, arrumadinha e com cara de “essa é pra casar”. Isso chega a ser uma propaganda enganosa? Ou é apenas mais um mero (e bem mais humilde) exemplo do que os meios de comunicação são capazes de fazer? O clássico “só mostro o que interessa, o resto vai pra debaixo do tapete”.

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“Dia das mãe” neste final de semana né? Um saco isso viu. Por conta desse raio de data comercial vou ter que viajar para levar o mimo da “mamãe é super jóia”. Ela merece o melhor e sempre, só não gosto de datas bestas como essa.

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Vocês viram que coisa mais bizarra isso aqui?? Confesso que fiquei com medo. Entrem no site e vejam as fotos que o Coelho do fórum BF Central postou da mocinha estranha. Ela está tão famosa que já tem até comunidade no Orkut – affe… Pobre garota…



3 de maio de 2005



Putaqueopariu! Tá frio!

Né?

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Ontem, depois de tanto falar e falar que gostava de O Casamento de Muriel, o San me trouxe de presente o DVD do filme que acabou de ser lançado.

(San) “Ó, pra você.”
(Tuka) “Ahhhhhhhhhhhhhhhh! Muriel! Muriel! Amei!”
(San) “Eu não agüentava mais ouvir você falar que gosta tanto desse filme.”
(Tuka) “Que bom, amor! Obrigada! Agora quero Magnólia, Lola e Réquiem.”
(San) “Ai, Deus.”

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Eu li uma entrevista de Aguinaldo Silva na Cult bem legal. Ele disse uma frase que concordei totalmente: “Acho que essa coisa de jornalista é um desdém programado, eles fingem que não vêem e não gostam porque não é de bom-tom gostar de novela. A classe A, formadora de opinião, acha que novela é uma coisa menor. Ela gosta de filme iraniano, que é insuportavelmente ruim, que está na moda, mas é um arremedo de cinema. Ah, cinema iraniano sim!”.

E não é que é mess?

Eu vivo a dizer que têm pessoas (não só jornalistas, não!) que querem tanto ser “cult” que dizem que gostam de coisas que sequer entendem. E lêem livros difíceis pra contar que estão lendo. Ouvem Bjork e dizem que amam aquela voz de cigarra parindo só porque a finlandesa (é de lá mesmo aquela tralha?) é cult também. E param na banca e folheiam a Caros Amigos enquanto olham de rabo de olho as manchetes da Caras. E vão a mostras de cinema ver filme estrangeiro, mas queriam estar assistindo ao TV Fama.

Ai, ai… Não é que é?

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Neste momento no meu Winamp a seqüência das dez primeiras músicas está assim (depois de um randomize list):

. REM – The One I Love
. Geri Halliwell – It’s Raining Men
. Aimee Mann – Save Me
. Alanis Morrisette – So Unsexy
. Xuxa – É de Chocolate
. M.C. Hammer – Can’t Touch This
. Diana Ross e No Doubt – Upside Down/Hella Good
. Pretenders – Brass in Pocket
. Bebel Gilberto – Eu Posso Dizer
. Seu Jorge – Cotidiano

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Quase fiquei maluca agora ao chegar neste link aqui. As da minha irmã eram o meu sonho de consumo quando eu tinha lá meus 4 aninhos…



2 de maio de 2005

Se todos fossem no mundo iguais a você…


Amigos de verdade são presentes. Eu tenho poucos, é verdade, mas tenho os melhores, os mais especiais e insubstituíveis amigos que alguém pode desejar.

Neste fim de semana tive a alegria de ter minha “top friend” comigo aqui em São Paulo. E foi tão maravilhoso tê-la perto que fiquei com vontade de trancá-la no meu apartamento e dizer que não a deixaria ir embora nunca mais.

A Cris ocupa o posto de melhor amiga há duas décadas e não sairá da pole position nesta vida (pelo menos). Como ela mesma diz: “não existe como termos mais de um melhor amigo por vida, não dá tempo de contar tudo”. Ela tem razão.

Foi com ela que brinquei de Barbie, que dancei os passos das músicas ridículas da Xuxa, que assisti os filmes da Sessão da Tarde, que fui junto para o colégio, que segurei a mão para atravessar a rua. Foi com ela que troquei confissões escabrosas, foi quem ouviu e contou segredos, medos, dúvidas, foi a única de quem quis estar perto em tantos momentos da minha vida. Fomos nós que amparamos as lágrimas uma da outra em tantos momentos. E também fomos nós que dividimos as mais deliciosas gargalhadas. A Cris foi e é parte do que eu tenho de melhor. É uma irmã que escolhi.

Nasceu no mesmo dia que eu e aparentemente não temos nada em comum. Ela tem cabelos lisos e perfeitos, os meus são curtos e enrolados. Ela é linda, eu sou estranha. Ela é magra e eu vivo brigando com a balança. Ela gosta de Shakira, eu tiro sarro da cara dela. Ela usa roupas de moça comportada, e eu coisas que nem em sonho ela vestiria. Ela usa batom, eu, gloss. Ela pinta as unhas com “misturinha”, eu uso pink ou azul. Ela usa botas de bico fino, eu uso coturnos. Ela não gosta de saias curtas, eu adoro. Ela jamais faria uma tatuagem, eu tenho seis. Ela tem pavor de piercings, eu tenho dois. Ela lê livros técnicos, eu gosto de coisas melosas e romances bobos. Ela não entende nada de cinema, eu sou fanática. Ela vai a academia todos os dias, eu tenho sono só de pensar em malhar. Ela é a filha mais velha, eu sou a caçula. Ela fala espanhol, eu, inglês. Ela gosta de preto, eu gosto de rosa. Ela se preocupa com o que outros pensam dela, eu não estou nem aí. Ela é a filha que toda mãe queria ter, eu sou a ovelha negra. Ela é o que as pessoas chamam de boa menina, eu sou o que as pessoas chamam de esquisita. Ela é Yin, eu Yang.

Ela é a “Cri”, eu a “Tu”. Mais diferentes impossível. No entanto ninguém me entende melhor do que ela, e ninguém a entende melhor do que eu.

Igual a você, amiga, não existe.


Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!


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