Arquivo de maio de 2005



30 de maio de 2005



Tenho feito alguns templates para amigos e têm certas coisas que estou aprendendo que são simplesmente insuportáveis quando uma pessoa entra em um blog.

Então atenção, você que quer ser um blogueiro de respeito (uia!) siga as dicas da tia Tuka de como JAMAIS FAZER UM BLOG. Ou siga se a sua intenção é fazer com que as pessoas de bom gosto como eu (uia!!) olhem o seu blog, façam uma cara de nojo e nunca mais voltem:

- Não encham os posts de imagens, se alguém quiser ver figura vai acessar um fotolog.

- Se alguém entra no seu blog é para LER o que você escreve e não ver figurinhas e gifizinhos clichês que estão espalhadas aos montes em blogs de garotinhas adolescentes.

- Não escreva posts inteiros em CAIXA ALTA, please! Cansa a beleza e ninguém que tenha mais o que fazer vai perder tempo lendo.

- Templates carregados de coisas piscando, pulando – affe… Medonho…

- Templates pretos tem que ser extremamente clean com a letra bem visível.

- Escrever um post inteiro em negrito pra quê????

- “axim”, “aki”, “fofinhu”, “naum”, “falow” – escrever assim pra mim só tem essas explicações: ou o fulano é retardado, ou é burro, ou é retardado, burro e medíocre. Que aprenda a escrever a própria língua e depois faça um blog.

- Imagens gigantes com piadinhas só fica legal se o blog for o Kibe Loco

- Selinhos e coisinhas do gênero são até bem bonitinhos, mas um ou dois, mais do que isso não, por favor.

Abaixo estão os templates que andei fazendo. E que ninguém perca tempo pedindo.



26 de maio de 2005



Feriado preguiçoso dormindo em frente a televisão…

O dia foi bom.

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Cadê os leitores dessa casa que ainda não entraram lá na comunidade do orkut? Por favor né?

*Cliquem aqui* e se joguem!

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Aos que andam querendo saber: estou bem sim.



25 de maio de 2005



As vezes bastam alguns segundos para que percebamos que muito do que consideramos certo seja na verdade uma grande bobagem…

Não lamento mais muita coisa, peço desculpas se necessário, choro outras tantas, remôo frases não ditas, ouvidas e gritadas sem necessidade. Calo… Escuto pensamentos…

O que é o fim?

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E eu vou saber como, hein? Talvez seja só a palavrinha logo ali abaixo:

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FIM

Something’s missing and I don’t know why
I always feel the need to hide my feelings from you
Is it me or you that I’m afraid of
I tell myself I’ll show you what I’m made of
Can’t bring myself to let you go

Don’t want to cause you any pain
But I love you just the same
And you’ll always be my baby
In my heart I know we’ve come apart
And I don’t know where to start
What can I do?
I don’t wanna feel blue…
Eu não quero ficar triste



20 de maio de 2005



Porque entre o começo e o final parece que tanta coisa ainda falta. Porque entre o começo e o final o que fica é a saudade. Porque entre o começo e o final ainda se lembra de coisas simples, como naquele dia em que você ainda o vê sentado à beira da cama naquela casa velha, e eu o vejo de uniforme, tão seguro e tão admirável. Porque entre o começo e o final ficamos nós aqui, pensando porque entre o começo e o final é tudo tão rápido…

***

Você aí, amiga, está mais perto do que possa imaginar. Pois a proximidade do coração não vê fronteiras, você sabe, não é mesmo?

***

João Batista Rodrigues – em paz…



19 de maio de 2005



- Zêeeeeeeeeeeeeeee!!! Eu disse “zê”. O que foi que você entendeu?

- Você falou Aaaaaaaaaaa. Ouvi bem, você falou “a”.

Moral da história: Nem tudo o que falamos chegam às pessoas da maneira que achávamos que compreenderiam. Coisas tão simples são distorcidas, coisas tão pequenas tomam dimensões e proporções tamanhas e pessoas se dão o diploma de donos da verdade mais facilmente do que conhecem seus próprios defeitos.

É tão fácil dizer que entendeu “a”…

***

Certas coisas me cansam a beleza. Certas coisas, definitivamente, não preciso e dispenso. Mas de todas essas coisas, todas as que dizem respeito a mim, quem sabe sou eu, APENAS eu.

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Mas Alice diria que se no mundo os tolos se soubessem tolos as coisas perderiam um tanto a graça. Ela também diria que se a carapuça serve, o problema não é dela.

***

Né?



16 de maio de 2005

CASA DA TUKA NO ORKUT


Vai entrar lá né? Pode clicar **aqui**

e bem-vindo ao lar!



15 de maio de 2005

Não há mal que sempre dure nem bem que nunca se acabe


Vi na televisão dia desses sobre uma exposição que está havendo aqui em São Paulo, em que os artistas retratam através de pinturas a dor física que sentem. São pacientes que estão sendo tratados de diferentes enfermidades, que foram incentivados a dar cara a dor que tanto os agridem. Um deles disse a reportagem: “Olhando pra ela pintada aqui no papel, não me assusto tanto mais, o medo é menor”.

Isso me fez pensar a respeito: será que todo o medo e toda dor exposta assustam e machucam menos do que o que fica apenas dentro de nós? Será que aquilo que tentamos com afinco desmistificar e destituir de seu caráter de inatingível, de impronunciável e de inaceitável se transforma em coisas de menor proporção? Não sei ao certo, mas pode ser que a resposta seja sim.

A dor física pode ser descrita. O peito dói, os olhos ardem, as pernas latejam. Vejam Frida Kahlo. Ela não era nada até começar a se auto-retratar na cama, doente. E a dor emocional? Também vira música, livro, poesia, obras completas. O sofrimento inspira, é verdade. Vejam Alanis Morrissete que fez de Jagged Little Pill sua estréia no mundo das grandes cantoras e compositoras. Tudo por causa de um coração partido.

Outro dia eu estava fuçando a maneira que as pessoas chegam até esta casa e me deparei com a seguinte frase procurada pelo google: “ajuda para parar de sofrer por amor, para parar de doer”. Fiquei tocada, alguém chegou aqui atrás de ajuda. Se conseguiu é que não sei. O que dizer a esta pessoa então? Seja como Frida, Alanis e os recém artistas daqui de São Paulo? Reverta isso a seu favor? Espere que passa? Vá ao médico?

Não, não posso. Para este tipo de dor não existe nenhum remédio que se compre em farmácia. Não tem nada que possa ser receitado, prescrito. Para este tipo de dor o jeito é mesmo vivenciá-la até que quando menos esperamos, ela já não está mais em nossa companhia. Não estou dizendo que devamos nos afundar na cama e ficar lá até que o fulano ou a fulana voltem, não. Pois isso pode tanto acontecer quanto não acontecer nunca. O melhor é seguir e aos poucor ir exorcizando os males, os fantasmas e deixar que as lembranças se tornarem coisas boas e não martírios do que perdemos, do que passou, do que não temos mais.

A vida é cheia de começos e finais desde que saímos da barriga de nossas mães e sabemos que um dia “ao pó retornaremos”. É fato que todo fim implica em um novo começo. Sei também que os momentos de sofrimento parecem que nunca acabam. Mas acabam sim. Como acabou aquele dia feliz, como aquela dor acabou de vez depois daquele tratamento, como acabou o sorvete delicioso, como acabou aquela humilhação terrível no trabalho, como acabou o amor.

Tudo que acaba pode recomeçar de novo se quisermos, de outra forma, num outro lugar, com outra pessoa. Porque não existe adágio mais bonito e mais real do que este: “não há mal que sempre dure nem bem que nunca se acabe”. Pois se enfim, passarmos nossos dias esperando a eternidade de tudo é como se escolhêssemos viver sedados às expectativas do que nos pode acontecer. E desse jeito nunca estaríamos preparados para aproveitar a simplicidade e beleza de estarmos vivos. De sentir o que a vida nos proporciona de um jeito tão especial e tão singelo, como um dia de sol (ou de chuva), como a companhia dos pais, como estar na hora certa no lugar certo e a vida mudar completamente.



12 de maio de 2005



Mudei de novo! Fiz umas alterações, agora além de tudo vocês podem saber as três últimas músicas que ouvi no momento em que abrirem a casa. Tá ali no lado direito. Só faltava mesmo vocês saberem que além de tudo sou brega né?

Ontem quebrei a cabeça dando uma de designer e além de arrumar a Casa, fiz esse blog aqui de presente. Vão lá dar uma lida na mocinha, ela logo deve dar as caras. Escreve bem, viu?

***

Daniela Cicarelli hein? Esse casamento não chegou nem nos 90 dias de experiência!

***

Eu tinha mais alguma coisa pra escrever mas esqueci, devo estar ficando caduca.

Até…



9 de maio de 2005

A casa caiu!


Nos últimos tempos minha moral anda rasteira aqui nessa casa. Quem é leitor assíduo sabe que eu caí em plena Avenida Paulista, que confessei gostar de Big Brother, que “saí na mão” com uma infeliz no cinema, que chorei no Ibirapuera, que já dancei as músicas da Xuxa quando criança e que tive devaneios de arrancar os cabelos de uma certa “zinha” aí. E isso tudo só nos últimos meses!

Por conta de tanta “desgraça” andei pensando cá com meus botões: “É, dona Tuka, a coisa anda feia para o seu lado, você vai precisar de muito para melhorar o seu ibope”. E eis então que recebo um e-mail para ter certeza realmente do “que é um peido para quem está cagado” ou em uma linguagem mais bonitinha: quando tudo está ruim ainda pode ficar pior (ou não!).

Mas não qualquer e-mail e sim um e-mail veemente de uma pessoa (vou chamá-la de Senhora X) que duvida com todas as suas forças que as histórias deste blog sejam verdadeiras.

Uia!

Sim, e foi além. Disse também com todas as letras que “essa tal Tuka” não existe, foi inventada.

Uia again!

***

Vou colocar aqui um trechinho para compartilhar com vocês:

“É tudo tão incrível e perfeitamente escrito que não posso ter outro pensamento a não ser o de que a Tuka é uma invenção. Não se ofenda, não tenho intenção de criar escândalos e de ser inconveniente. Apenas quero que saiba que ao menos a mim você não engana mais. E acho que você deveria dizer aos seus leitores a verdade. Isso é uma questão de respeito, não acha? Pois as pessoas se encantam por seus textos, torcem por você e por suas aventuras e tudo não passa de invencionice!”

E tem mais, o e-mail é longo:

Senhora X disse que eu alterno chanchadas com sentimentalidades e que ninguém pode ser assim.

Senhora X disse que essas fotos são de uma pessoa que não deve ter a menor idéia de que está sendo usada indevidamente para dar cara a uma impostora.

Senhora X disse que se a Tuka existisse já a teria encontrado, pois freqüenta os mesmos lugares narrados aqui.

Senhora X acha que a autora deste blog não tem mais o que fazer.

Senhora X pensa que apenas um ser com uma vida absolutamente tediosa seria capaz de inventar tanta coisa assim.

***

E agora? O que será da vida dessa casa com a farsa relevada?

Abaixo coloco a minha foto verdadeira com muito pesar. Espero que vocês não estejam decepcionados, não com a foto, eu sei que a beleza exterior é algo secundário. Espero que continuem a ler as histórias desta casa.

Meu nome na verdade é Tonha (também começa com T e termina com A, como TukA) e eu moro em Goiânia, cidade de Jomelandia. Nunca namorei, sou virgem e tenho 39 anos. Podemos ser amigos?



8 de maio de 2005

Da série: quanto mais eu rezo mais assombração aparece


Lembram daquela personagem de uma novela recente da Globo? Uma que era maluca de ciúmes e que vivia criando caraminholas de que todas as mulheres davam em cima do marido? Pois é, não sou como ela. Nem de longe. Sou uma esposa legal, tenho um ciúme controlado que chega a ser charmoso e não sou de criar caso. Definitivamente se formos definir o lado ciumento do casal, o Estevam ganha disparado.

Mas existem certas coisas que me tiram do sério. Me deixam realmente emputecida. Por exemplo: que raios uma ex-namorada de sete anos atrás cisma em aparecer na casa da avó do meu marido em pleno sábado à tarde? Por que a guria me olha como se eu fosse a intrusa e não ela? Por que a infeliz não desaparece do mapa e visita a própria sogra e parentes de seu próprio marido (sim, ela é casada!)?

Que feio isso, não? Eu jamais me submeteria a esse papelão. Aparecer sem ser convidada. Deixar as pessoas que estão seguindo suas vidas constrangidas. Surgir do nada com esperanças de que o “grande amor da vida” a fosse querer.

Posso até imaginar o diálogo dela com a amiguinha suburbana (que foi junto) momentos antes de pegarem o busão e aparecerem por lá. Os nomes serão gentilmente trocados. A pretendente à ladra de maridos será “demonha” e sua fiel amiga será “diaba”:

- Diaba, algo me diz que o grande amor de minha vida ainda é ele, o que você acha?
- Ah Demonha, acho que você devia tentar mais uma vez e ir procurar por ele pra ver se rola alguma coisa. Vai que dá certo!!
- Mas depois de tanto tempo, Diaba? Será que ele casou, tem filhos, se esqueceu de mim? Hein, Diaba, hein???
- Ai Demonha, eu vejo novela! Essas coisas acontecem assim! Quando é pra ser é! Se eu fosse você tentaria!

E lá foi a “bunita” com sonhos de resgatar o grande amor perdido.

***

Pausa para risada maquiavélica (Huahuhahuahuahuahuahua!!!!)

***

Pronto…

Fui devidamente apresentada a ela como a esposa. Me olhou com cara de “putaquepariuelecasou” e eu sorri o meu sorriso mais “affetenhoquedisfarçaressaminhacaradebunda”. Enquanto isso todos me olhavam como se dissessem “não faça o que você está com vontade de fazer, por favor!”. Gente! Óbvio que eu não fiz nada! Tá, tive meus momentos de devaneio em que por segundos me vi puxando a demonha pelos cabelos até chegar na rua. Mas não fiz isso, sou fina, vocês lêem a casa e sabem disso (ham-ram).

Eu avaliei o conteúdo rapidamente. Diagnóstico: bonitinha – confesso. Magrinha – que ódio. Cabelos gigantescos – argh jacuzona. Rosto – sem espinhas. Altura – baixinha demais. Seios – que seios? Bunda – no lugar. Laudo: Comum, igual a ela todo mundo vê centenas a um passeio no shopping (Aricanduva).

***

Retirei-me para que o “remember” fosse completo. Ficaram na cozinha a mãe, a tia e a vó do San, o próprio, a diaba e a demonha. Fui para a sala fazer um vudu da menina enquanto isso.

***

Depois de um tempo fomos embora. O San me colocou à par de tudo o que a tal contou: casou, foi embora, voltou, mora em tal lugar, trabalha não sei onde. Mostrou a foto da sobrinha demoninha (cresceu, menino!!!) , a irmã tem mais uma penca de filhos, fulano de tal morreu (tadinho, néeeee?), o outro se mudou pra Sibéria (pois éeeee!), a amiga mocréia está namorando o sicrano (lembra de fulana e fulanoooooooo???).

Como podem perceber, falou coisas que mudaram definitivamente a vida do meu marido. Informações que ele não sabe como conseguiu viver sem até ontem.

Coisa patética viu?

***

Não, a “bunita” não estragou o meu fim de semana, muito menos abalou o meu casamento. Mas algo me diz que ela ainda vai dar notícias. Aguardem cenas dos próximos capítulos:

Será que demonha e diaba conseguirão acabar com a paz de nossa heroína? (hihihihi)


Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!


Procure aqui


Uma campanha Casa da Tuka contra o plágio
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