Arquivo de abril de 2005



26 de abril de 2005

Eu caso, tu casas, ela casa…


Daqui a pouco mais de um mês vou completar dois anos de casada. Lua de mel ainda, diriam alguns, casados de novinhos, diriam outros. Já eu, diria que dois anos é tempo pra caramba. Ainda mais se comparando as coisas da maneira que andam nesses tempos “mudérnos”.

O estranho é que por mais que tanta coisa tenha mudado nos dias de hoje, chave de barriga ainda existe, golpe do baú também. Por isso é que sempre que tento avaliar minha vida conjugal fico bem satisfeita pelos dois anos que estamos prestes a completar. Não temos filhos e nem sabemos se um dia teremos, não somos ricos e nem sabemos se um dia seremos, e tudo anda bem no reino de Tuka e San.

E tem a segunda, a terça, a quarta, a quinta, a sexta, o sábado, o domingo e a segunda… E tem o acordar e dormir todo dia ao lado, o limpar da casa, o lavar das roupas, o pagar das contas, o ir ao mercado, o fazer comida, o lavar a louça, o dormir e acordar, o ir trabalhar. E tem o mau-humor, a TPM, os problemas acumulados, as brigas idiotas, o tédio, o passear de mãos dadas, o não saber mais viver sem, o dormir abraçados, o fazer amor gostoso, o ver televisão juntinhos, o estar completo, o não desejar outra vida apesar de tudo o que faz com que as pessoas temam o casamento.

Casamento? É isso. Não tem conto de fadas, castelos (nem os de areia, graças a Deus), não tem cama “auto-arrumável”, pia “auto-limpante” nem conta “auto-pagante”. Não tem. O banheiro ainda molha, o xixi ainda respinga, o papel higiênico quase acaba, a geladeira fica vazia, a geléia cai na toalha limpinha.

Casamento é isso mesmo, uma sucessão de minutos, horas, dias, meses e anos. E que se quando todo esse tempo passa você se dá conta apenas para constatar que mais um ano está prestes a ser completado juntos, é porque valeu e está valendo a pena cada detalhe…

(Saaaaaaaaaaaaan, vamos sair??)

OBS: Texto dedicado à querida amiga Raks, que está começando a descobrir a maravilhas e os lamentos da vida a dois. A vocês dois: toda felicidade do mundo!



15 de abril de 2005



Pois é pessoal. A casa está às moscas, eu sei. Mas a vida de uma mulher que precisa cuidar da casa e ainda trabalhar fora não é tão simples… Jornada dupla é realmente complicado. Talvez se hoje ainda fosse quarta feira eu teria tempo de fazer tudo o que precisava ser feito nessa semana, mas…

Logo tudo volta ao normal. Até lá paciência…



14 de abril de 2005

Viva o fim de semana!


Coisas a fazer:

- Ler um livro chato que comprei e agora é questão de honra terminar;
- Namorar o maridão;
- Limpar a casa;
- Namorar o maridão;
- Colocar as visitas bloguentas em dia;
- Namorar o maridão;
- Terminar um trabalho;
- Namorar o maridão;
- Assistir besteiras na televisão;
- Namorar o maridão;

Não seria ótimo um final de semana de seis dias e dois dias úteis apenas?



5 de abril de 2005

Era uma vez no cinema…


Há certas coisas que só acontecem comigo, eu sempre soube disso. A novidade é ser ameaçada na saída do cinema por uma maluca que ficou brava porque a mandei parar de falar ao telefone no meio do filme. Poxa, se existe coisa absurda e o cúmulo da falta de educação é deixar o celular ligado no cinema. Pior que isso é atender ao dito cujo e emendar o maior papo animado quando as pessoas pagaram para ver e ouvir a Sandra Bullock e não uma idiota daquele nível.

Pois então, o telefone toca e a jaguara atende. O papo pelo jeito está animado porque ela dá gargalhadas e fala sem parar a respeito de uma besteira qualquer. O filme continua e ela lá, firmona na “falação”. Olhei feio, tossi, fiz “Pssssssss”, nada adiantou. Não aguentei e falei em alto e bom tom: “Guria cala a boca, caramba!”. Ela? Nem aí.

Claro que em pensamento eu já havia rogado mil pragas naquela infeliz e ela enfim desligou. O filme acabou e para sair tive que passar por ela, que no exato momento me deu o maior chute na canela. Não pensei duas vezes e chutei de volta e ainda a chamei de “gorda ridícula” – afinal ela era isso mesmo.

Desci as escadas do cinema e saí. Lá das cadeiras ela me olhava e gritava “Eeei, me espera e fala na minha cara” (coitada, além de tudo é louca pois eu falei olhando bem naquela cara feiosa)

Então eu, muito linda, alta, magra e fina (depois de um chute e um bate boca, claro) saí bem feliz em companhia do meu marido e resolvi deixar a pobre pra lá. Quase no estacionamento sinto uma mão em meu ombro. Era a tal. Gritou: “Fala agora o que você me falou lá dentro, fala!”. Nessa hora o Estevam se enfiou no meio de nós duas mantendo uma distância sem riscos e eu disse a ela: “Mas guria! Você ainda quer ouvir de novo que é uma gorda ridícula? Tá eu falo, você é UMA GORDA RIDÍCULA!”.

Muito brava a GR (Gorda Ridícula) tentou a todo custo me dar um safanão, no entanto foi impedida pelo meu marido e pelos amigos que a acompanhavam. Ela devia ter a minha altura quando estou sentada e a largura de três Tukas.

Acabei não apanhando nem batendo além de já ter levado e dado um chute na canela.

Pois é… Duvido que alguém já tenha armado um barraco desses no cinema. É o tipo de coisa que não acontece com nenhuma outra pessoa no mundo…


Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!


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