Arquivo de fevereiro de 2005



28 de fevereiro de 2005

And the winner is


A 77ª cerimônia da entrega do Oscar que aconteceu ontem foi a mesma ladainha de sempre. Piadas sem graça do mala do Chris Rock (putaqueopariu, que cara chato!) e aquele blábláblá dos infernos.

A garota Karatê Kid ganhou seu segundo Oscar, Scorsese ficou chupando o dedo mais uma vez, Jamie Foxx se consagrou com Ray merecidamente, Morgan Freeman foi aplaudido de pé e levou a estatueta embora, Cate Blanchet finalmente foi reconhecida.

Mas o que chamou minha atenção não foi a badalada cerimônia de Hollywood, afinal é receitinha de bolo todo ano. O legal mesmo foi ver a bela Hally Berry receber pessoalmente o prêmio Framboesa de Ouro de pior atriz do ano por “Mulher Gato”.

O “Razzie”, como é conhecido, premia os fiascos do ano na indústria cinematográfica norte-americana 24 horas antes da premiação oficial do Oscar de Hollywood.

É muito raro que um ator compareça à entrega do prêmio Framboesa de Ouro na noite anterior à entrega do Oscar, mas Berry encarou o desafio dizendo que sua mãe lhe dizia que para ser “uma boa vencedora você precisa ser uma boa perdedora primeiro”. Ela foi ovacionada pela platéia.

Ela agradeceu toda a equipe de “Mulher Gato”, um filme que, segundo ela, levou sua carreira do topo ao chão. “Eu quero agradecer a Warner Brothers por me escalar para essa merda”, disse ela apontando para seu agente e recomendando que leia os roteiros dos filmes antes de aceitá-los.

Muito fina (apesar de tudo) e sem perder a majestade por causa do escorregão em “Cat Woman”, Berry foi receber seu prêmio de pior atriz do ano com a estatueta do Oscar que ganhou em 2002 por melhor atriz no filme “A Última Ceia” (a primeira atriz negra a receber o prêmio da academia na categoria principal).

Em sua 25ª edição, o Razzie já “consagrou” astros como Jennifer Lopez, Ben Afleck, Bruce Willis e Kevin Costner. Mas os maiores ganhadores de todos os tempos são Madonna, com nove Framboesas, e Sylvester Stallone, com dez.



25 de fevereiro de 2005



Estou com TPM sabem? Em mim, todo mês os sintomas mudam. Tem vezes que quero matar o meu marido frito, outras, me sinto carente e choro com comercial de sabão em pó, há mês em que eu nem lembro que isso existe, e em outros eu quero morrer pois parece que tudo comigo é pior e mais complicado do que com a maioria. Passa, logo estou de novo feliz e contente por qualquer coisa besta. Claro, que ninguém me provoque nestes dias em que duram esse treco, para o seu próprio bem estar.

***

Tom Jones tocando no último volume! Tem coisa melhor para espantar a TPM?
“Sexbomb Sexbomb
you´re a Sexbomb
You can give it to me when I need to come along
Sexbomb Sexbomb
you´re my sexbomb
and baby you can turn me on (Baby you turn me on)…”



23 de fevereiro de 2005

Reality?


Tenho que confessar aqui uma coisa. Algo que realmente não me orgulho e que com certeza irá surpreender a muitos que frequentam esta casa. Pode ser até que depois desta revelação as pessoas nunca mais queiram voltar a aparecer por aqui. Mas mesmo assim, acho que devo contar a vocês. Eu sou fã do Big Brother. Eu sei que é vergonhoso, mas não perco o programa desde o começo desta edição. Nunca dei atenção aos outros, mas neste viciei. Torço por Pink, Jean e Grazi e repudio a turminha do mal, os odeio.

É triste ser espectadora de um programa de quinta categoria, eu sei bem disso. Mas tenho me divertido tanto com o desenrolar dos dias dentro daquele confinamento, que já estou me sentindo bem à vontade e íntima dos participantes.

Confesso que votei umas vinte e cinco vezes para que aquele médico mau-caráter saísse, confesso que torci para o romance de Pink e Sammy, confesso que odiei aquele japonês quando esnobou a pobre pernambucana apaixonada, confesso que acho aquela Tatiana carioca, Nathália, Karla e Aline umas coitadas de tão burras…

Claro que também não sou ingênua a ponto de não perceber as artimanhas globais como a tendenciosidade das edições. De como eles fizeram tanta questão de definir o maniqueísmo ali dentro. De como usam e abusam da separação de grupos dentro da casa. De como sabem que o grande número de audiência se deve a rivalidade dos “maus” contra os “bons”. De como facilitaram para que o Jean conseguisse a liderança para o programa ficar ainda mais atrativo…

Sei de tudo isso, mas ainda assim acho também que as máscaras não duram tanto. E quem ali se mostrou ser mau-caráter é porque realmente tem pelo menos alguma porcentagem de mau-caráter mesmo. E os que mostram conteúdo, beleza, boa vontade, também não são perfeitos, também tem coisas ruins como todos, mas provocam inveja e ódio daqueles que não entendem como é ser assim. Então a inversão de valores acontece e os tacanhas acham que viver sem se importar com a vida alheia é “merchã”. Quem é que já não viu isso bem de perto? Eu já, algumas vezes inclusive…

Mas voltando ao foco, eu sei que não sou a única pessoa que tem um gosto cultural até razoavelmente apurado, que assiste àquela tralha! Um monte de gente que lê coisas boas, assiste filmes fora do circuito comercial, aprecia teatro, boa música, também assiste diariamente ao BBB. Se é um consolo? Talvez seja, mas na verdade não me importo. GOSTO daquela besteira e vou assistir até o fim.



21 de fevereiro de 2005



Segunda-feira de novo. E a partir de hoje talvez as coisas comecem a seguir novos rumos , estou torcendo.

***

Fim de semana colada no San. Churrasquinho na “laje” de aniversário com a familiarada.

***

Calor do cão aqui em São Paulo nos últimos dias. Parece até que o verão tá querendo compensar os dias em que se recusou a aparecer.

***

Vamos lá. Pé direito né? Dizem que dá sorte. Ok, pé direito.

Beijos



19 de fevereiro de 2005

Retornando e feliz aniversário


Cheguei em casa. Como diz o meu marido: melhor ainda do que poder ir é poder voltar. E voltar pra ele, melhor coisa não existe. E hoje ainda é aniversário do meu amor. FELIZ ANIVERSÁRIO, MEU ANJO! TE AMO!

***

Em Curitiba as coisas foram até bem. Tirando o que de ruim vai passar e ser esquecido, o resto foi muito legal. Vi pessoas queridas, amadas. Minha irmã, claro. Meu sobrinho, óbvio. E também:

Eduardo – minha irmãzinha querida. Se eu tivesse aqui em Sampa alguém que chegasse a seus pés eu estaria dando pulos de felicidade;

Kellinha – para colocar um pouco a conversa em dia ficamos juntas das 22h às 4h00! E ainda ficaram assuntos pendentes. Sinto tanto a falta dessa moça que nem sei explicar;

Sheila – amiga desde a época do cursinho que continua a mesma maluca de sempre. É bom ver que apesar do tempo e de todas as mudanças que as pessoas sofrem, a essência continua a mesma;

Rita – a dona do sorriso e da gargalhada mais deliciosa do mundo! Nos reencontramos e agora nunca mais deixo ela sumir da minha vida de novo;

Aldérico – uma figura esse moço. Foi bom vê-lo depois de tanto tempo. Tantas coisas vivemos juntos, adorei relembrar tudo;

Giovana – essa sempre está perto mesmo que longe. Tenho um carinho enorme por essa loira lindona que está louca para casar – rs…

Thabata – “ô guria”, adoro bater papo e falar de tudo com ela. Ótima companheira e um mulherão.

Rafa – meu amorzinho, não tenho como colocar em palavras o que sinto por este menino. Sempre a meu lado, amigo fiél, companheiro de anos e anos, não imagino minha vida sem ele.

Carlão – esposo do Rafa, o ganhei de presente faz alguns anos e não largo mais. Nunca mais! Adoro esse homem lindo!

E ainda faltou ver um monte de gente, não deu tempo. Mas eu volto, vocês sabem, sempre volto…

Uma pena que aqui em Sampa fico tão longe dessas pessoas que amo tanto.



13 de fevereiro de 2005



Acabei de chegar de viagem, estou quase morta de cansaço e já estou de saída para mais uma jornada. Se eu sumir por uns dias não estranhem. Volto logo.


10 de fevereiro de 2005

Agora é tarde demais…


(republicando – 25 de abril de 2003)
Estes dias uma pessoa me contou como descobriu tarde demais, que a mulher que sempre esteve a seu lado era realmente o grande amor de sua vida… E me contou com lágrimas nos olhos, porque sabia que nada mais poderia fazer para que aquilo mudasse e para que pudesse ficar com aquela pessoa que por tanto tempo o quis…

Eu sempre temi o “tarde demais”… Sempre temi ter que ouvir de mim mesma que agora já não dá mais tempo para fazer o que já devia ter sido feito… Para dizer o que já deveria ter sido dito… E temi deixar passar o tempo certo para retornar o sorriso que recebi e o carinho que me foi dado… Ou de esquecer o momento preciso de retribuir um olhar amigo e de falar as coisas que alguém precisava ouvir em algum instante. Tive medo de não valorizar o que fizeram para me deixar feliz e de não saber perdoar alguém que me magoou um dia. Temi que um dia fosse tarde demais para que eu compreendesse coisas que um dia eu não soube entender…

“Tarde demais” são palavras que podem parecer significar coisas simples quando são ditas no meio de uma frase, em um momento de desabafo. Mas não são. Não são porque não significam apenas um atraso de alguém que acordou tarde demais para o trabalho ou para pegar o ônibus. São palavras complexas, agridem, machucam, fazem sofrer… Quem constata que é tarde demais para dizer que ama, sofre. Sofre quem não disse que amava e quem esperou este amor por tanto tempo – mas que agora sabe que já não é mais preciso… Quem decide que é tarde demais para confiar em uma pessoa sofre, porque já se decepcionou muitas vezes e agora está cansado… Quem entende que agora já não é mais hora de aceitar o perdão, sofre. E também sofre quem, por tanto tempo, esperou ser perdoado…

A vida quase sempre tem momentos exatos para que possamos entender que ainda é cedo para muitas coisas. No entanto ela também nos mostra quando deixamos passar a hora certa, nos faz perceber quando a chance já se foi. Nos ensina da maneira mais dolorosa que tivemos o amor que só soubemos valorizar tarde demais. Que quando quisemos dar a ajuda que alguém por tanto tempo esperou que déssemos, já não era mais preciso. Que aquele telefonema ao amigo, que nunca fizemos quando ele precisou, já não é mais necessário agora. Que o “euteamo” que não dissemos aos nossos pais enquanto eles eram vivos, por puro orgulho, agora não será mais ouvido…

Esse “tarde demais” amedronta… Ainda dá tempo de retribuir aquele sorriso, aquela ajuda, aquele olhar… Ainda não é tarde demais para muita coisa… Ainda é possível dizer que ama? Diga… Ainda dá tempo para valorizar o que tem a seu alcance? O faça… Ainda pode perdoar alguém? Perdoe… Por que o “tarde demais” nunca mais tem volta…



9 de fevereiro de 2005



O fim de semana mais do que prolongado acabou, que pena. Desde sexta-feira eu fiz várias coisas: comi, dormi, assisti filmes, namorei o meu marido, e me diverti aqui quietinha na melhor companhia do mundo. Esperei o Carnaval acabar de longe, sem tumultos, barulhos e coisas do gênero.

Agora, feliz ano novo para todos nós, pois no Brasil o ano só começa após o Carnaval.



4 de fevereiro de 2005



Que o tal Orkut virou mania faz tempo, todo mundo sabe. Que é uma coisa inútil, todo mundo sabe também. Mas que é bem divertido ficar lendo aquelas besteiras todas das comunidades criadas, isso também é fato! Por isso acabo de criar uma também, mais besta impossível, mas vai render vários comentários engraçados. Entra lá!!Se chama: “Eu odeio ouvir “aloa” no telefone” – rs…

***

Acho que a maioria das pessoas que entra nessa casa, deve ter certeza de que aqui desse lado do computador habita um ser amargo. Eu não gosto de Natal, nem de nenhuma data comercial e também desprezo o carnaval. “Como, Tuka! Uma época tão brasileira, tão cheia de cultura do nosso povo”. Pois é, detesto. O que gosto é dos dias de folga, isso sim. Pouco me importa o bloco da Ivete, o enredo da Vai Vai (que fica pertíssimo da minha casa), quem foi o destaque do Salgueiro…

***

Ebaaaaaaaaa! Será um final de semana prolongadíssimo com direito a muito mimo do maridão e filminhos no DVD!



3 de fevereiro de 2005

Do you believe in life after love?


De todos os quatro namorados que eu tive antes de me casar, existe apenas um com quem gostaria de ter mantido uma amizade, ou algo do gênero. Mas, impossível. Se existiu algo envolvendo amor, sexo, ciúme, crises e término, nunca, nunca mesmo será possível que exista amizade.

Claro, existem pessoas que juram que mantém amizades com seus ex relacionamentos. Mentira! Como conversar sem que coisas do passado venham à tona? Como falar da vida atual sem tocar no assunto de novos romances? Como extinguir as mágoas que ficaram?

Exemplo I:

Casal namorou seis meses e terminou após uma inesperada paixonite de uma das partes por outra pessoa. Eles têm o mesmo grupo de amigos e vivem se encontrando. O trocado torce para que o apaixonado se dê mal mesmo tendo passado cinco anos do término do namoro. O apaixonado já casou e até tem filhos. O trocado acha que eles só continuam juntos por causa das crianças. O apaixonado tem certeza de que o trocado ainda o ama. O trocado fantasia que o apaixonado sente sua falta.

Exemplo II:

Namoraram dois anos e meio. Se encontram em uma festa.

(Ela) Oi
(Ele) Oi, nossa quanto tempo!
(Ela) Pois é, desde que terminamos né?
(Ele) É mesmo, a última vez que te vi você me jurava que só queria um tempo, que ninguém tinha aparecido na sua vida.
(Ela) É né? As coisas tomaram outro rumo e…
(Ele) Outro rumo né? O outro rumo se chama como mesmo?
(Ela) Leandro, ele se chama Leandro. Você já está careca de saber disso.
(Ele) Claro que sei, esse canalha se dizia meu amigo. Jogávamos no mesmo time às quartas.
(Ela) Ele não joga mais.
(Ele) Ah é? Cansou de roubar mulher dos outros?
(Ela) Ele não roubou ninguém!
(Ele) Ah, desculpe, você é que se deixou roubar né? Foi por que quis. Dizia que me amava!
(Ela) Amava! Você sabe que amava!
(Ele) Você nunca me amou sua, sua, sua…
(Ela) Olha lá hein? Vê lá o que vai falar!

Exemplo III:

Sete anos de namoro – terminados há dez.

(Ele – espantado) Joana, é você????
(Ela – abismada) Hum? Ah oi! Sou eu!
(Ele – admirado) Nossa, você está linda! Parabéns!
(Ela – envaidecida) Ah, obrigada! Eu emagreci depois que terminamos. Eu era muito gordinha né?
(Ele – mentiroso) Ah… Nem tanto, você era fofinha…
(Ela – rancorosa) Fofinha, mas você vivia falando das magrelas da academia né?
(Ele – arrependido) Que nada, eu era um moleque burro, você sempre foi um mulherão. Inteligente, descolada. Se o tempo voltasse…
(Ela – interrogativa) Se o tempo voltasse? Como assim?
(Ele – xavecador) Se o tempo voltasse eu nunca teria terminado com você por causa da Karina.
(Ela – dando corda) Não? Mas você disse pra mim que se casariam e tudo…
(Ele – achando que está convencendo) Que nada! Depois de um tempo ela mostrou as garrinhas. Eu quis te ligar tantas vezes…
(Ela – dando mais corda) Ah, e porque não ligou?
(Ele – conquistador) Tive vergonha, achei que você nunca mais queria ouvir minha voz.
(Ela – relembrando) Depois que você me dispensou eu sofri muito, sabe? Daí resolvi dar a volta por cima. Malhei, estudei, passei a gostar de mim…
(Ele – canalhão) Desculpe tudo que te causei, mas fico feliz em te ver bem agora.
(Ela – querendo saber o que perdeu) Mas e então? O que me conta da sua vida agora? Casou? Trabalha com que?
(Ele – elucidativo) Casei duas vezes, tenho três filhos, moro com minha mãe de novo e estou desempregado.
(ela – descobrindo que se livrou de boa) Ahn…
(ele – também querendo saber o que perdeu) E você?
(ela – orgulhosa) Casei com um homem maravilhoso, tenho uma filha linda, acabei de mudar para outro apartamento e sou dona de uma rede de lojas.
(ele – pensando que perdeu mesmo um mulherão) !!!!!!!!!!!!
(ela – finalmente) vitória…

OBS: Quanto ao ex namorado, ele é bobo. Eu seria uma boa amiga. Mas tem certas coisas que devem mesmo ficar como estão. Ele lá e eu aqui e muitas névoas no meio de nós dois. Quantos às lembranças e mágoas: elas existem e só quem as viveu tem o direito de mantê-las ou não.


Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!


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