Arquivo de janeiro de 2005



31 de janeiro de 2005



Tenho ouvido Nina Simone e Aimee Mann incessantemente. Músicas tristes, meu gênero. Gosto de ouvir coisas tristes quando estou feliz, nunca o contrário.

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Babi vem pra São Paulo no fim de semana. Enfim uma das minhas cariocas preferidas vem me ver. As outras são a dona Mari e querida Bruna, mas o sertão vira mar quando elas aparecerem por aqui para uma visita.

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Segunda-feira… A semana vai passar voando.

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Já volto.



28 de janeiro de 2005

Se lembra quando a gente…


E enfim quando depois de tanto tempo, e eu já nem lembrava mais o significado de tudo que passou, uma sensação de deja vu tenta me tirar dos eixos. Para que? Sadismo? Tortura? Se a resposta for sim, sinto… Não faz efeito mais. Já não faz há tanto tempo que se soubesse nem se daria ao trabalho de lembrar que existo.

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E tantas vezes me perguntei se um dia confundiria todas aquelas histórias… Já não distinguo se foi um personagem de filme ou novela, uma música ou se foi invenção involuntária.

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Estou feliz, sabe? Não ouse…



26 de janeiro de 2005

Voltamos com nossa programação normal


Passados os festejos pelo meu aninho a mais e os festejos e o feriado pelos 451 anos da cidade de São Paulo, tudo volta à sua normalidade.

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Aproveitei esses dias para assistir finalmente Party Monster e Má Educação. O primeiro narra a relação entre Michael Alig e St. James, dois jovens do centro-oeste dos Estados Unidos que chegam à Nova York onde se reinventam como estrelas da noite nos anos 80 e 90. Muito se falou deste filme. Mas o que todo mundo quer ver mesmo é como o infante astro de “Esqueceram de Mim”, Macaulay Culkin, ficou vestido de Drag Queen. O filme é legalzinho, mas nada extraordinário. No gênero “menino-mulher” é melhor “Para Wong Fu…”, pelo menos a história é divertida de verdade.

Já, Má Educação, que eu tanto esperei assistir, deixou a desejar. Também, depois dos maravilhosos “Tudo Sobre Minha Mãe” e “Fale com Ela” o público de Almodóvar tinha mesmo que ficar exigente. Eu não espero nada que venha dele que não seja divino de tirar o fôlego. Por isso “La Mala Educación” não me causou grandes emoções com a história de Enrique e Ignacio, dois garotos que se conheceram e se apaixonaram em um colégio de padres.

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Quarta-feira com cara de segunda. Chove sem parar. Tenho oftalmologista daqui a pouco. Não estou a fim de ir.



24 de janeiro de 2005

Parabéns para mim!


Mais velha, mais chata e mais feliz também!

Está sol, amanhã é feriado em São Paulo, perfeito para mais uma comemoraçãozinha.

Obrigada a todos que me desejaram felicidades por aqui, fotolog, msn, icq, orkut e telefone! Adorei os recadinhos de todos!

Agora deixem-me ir que tenho um dia inteirinho pela frente ainda!

Até mais!



23 de janeiro de 2005

Surpresa!!!


Como eu havia previsto, o dia de ontem foi mesmo feliz. Eu já havia desistido de comemorar meu aniversário, saíria apenas com o Estevam para dançar, coisa que não faço há tempos. E no meio da multidão, eu ali me perguntando porque raios estava naquele tumulto todo e não na minha cama, quando aparecem Rafa, Carlão e Gustavo. Olho de novo e mais rostos conhecidos: Cris e cambada. Mais um pouco e chega o Rodrigo. Surpresa total!

Fiquei com cara de bunda e aos poucos fui me recuperando do susto. De Curitiba até aqui poderia ser uma distância imensa caso não se tratassem dos melhores amigos do mundo. Eles são só eles, insubstituíveis, lindos, fiéis e não empresto, não troco e não dou.

Quanto ao marido que articulou tudo pelas minhas costas, me fazendo pensar que estava bravo comigo por motivos tolos, me deixando tristonha por um período da tarde: está perdoado – rs… Afinal de contas, sorte a minha de ter encontrado no caminho um homem como esse, que me faz feliz acima de todas as coisas, me ama e quer ficar a meu lado até o último dia.

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Pulei, dancei, tomei muita água, cheguei em casa com dor nas pernas, calos nos pés e zumbido nos ouvidos. Foi tudo ótimo. Meu aniversário é só amanhã, dia 24, dizem que comemorar antes dá azar… Querem saber? Não dou a mínima. Cercada por pessoas como essas como é que o azar vai conseguir chegar até mim?



22 de janeiro de 2005

Ainda


Por mais incompreensível que possa parecer o título deste post, gostaria de tentar explicar o quanto esta simples palavrinha tem o poder de ferir a quem diz (ou pensa) ou ouve…

Em uma galáxia distante alguém teve outro alguém e um dia um deles resolveu que seria melhor seguir sozinho. Quem ficou pra trás pensa com tristeza: “Eu ainda o amo”. Esse “ainda” dito tão despercebidamente machuca, consome… E vem acompanhado pelo desejo de nunca ter amado, ou de poder esquecer de tudo instantaneamente ou de que o amor ainda fosse correspondido.

Outro dia ouvi alguém dizer: você ainda é especial pra mim. Na mesma hora pensei que se foi preciso dizer desta forma, é porque um dia não serei mais especial para esta pessoa. O ainda é tudo o que representa questão de tempo para que não exista mais: o ainda amor, o ainda bonito, o ainda amigo, o ainda estar frio, ainda ser…

Os sentimentos parecem tão vagos quando complementados por esta palavra, tão vagos quanto algo que existe simplesmente por um lapso, por estar no lugar do que realmente era para ser.

Outro dia pedi a meu marido que nunca me dissesse que ainda me ama, pois isso me deixaria triste. Desta forma pareceria estar lutando para manter o que ele não quer mais e que mesmo assim não consegue viver sem…

Palavras podem ser tolas e mesmo assim complexas e acho que é por isso que amo tanto as palavras ditas e escritas.



22 de janeiro de 2005



Acordei cedo. Fiz amor com meu marido (para os íntimos: San). Tomei um belo banho. Recebi uma ligação da minha amada mãe. Vou ao salão fazer unhas e cabelo. Está sol… Tudo indica que hoje será mesmo um dia feliz.


21 de janeiro de 2005

Well…


Eu e meu amigo John, um inglês legítimo, vivemos às voltas com conversas sobre o tempo. Ele diz que os ingleses não sabem falar de outra coisa a não ser do clima. Mas eu que de londrina não tenho nada, tenho pensado muito sobre o assunto. Se continuar do jeito que está, muito provavelmente São Paulo virará uma grande lagoa, ou melhor, um piscinão mesmo. A chuva não dá trégua a mais de uma semana e nem sinais de um dia de sol pela frente.

O chato disso tudo é que meu ânimo está sendo diretamente proporcional ao clima: nublado, cinzento e com respingos. Nada de vontade de comemorar meu aniversário que será segunda-feira, nem mesmo com o feriado aqui na terça. Daria pra fazer um festão já que ninguém vai viajar com este tempo, mas acho que não farei nada.

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Estou começando a acreditar que macumba existe…

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Tem dias que me sinto no filme “O Feitiço do Tempo”…

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Ouvindo New Radicals: “Someday We’ll Know”.



19 de janeiro de 2005

Perto e longe demais


Assisti Closer na segunda, estréia aqui no Brasil nesta sexta feira com o nome Perto Demais. Quem vê apenas o trailler, pensa que é mais uma das simples e inúmeras comédias românticas protagonizadas por Julia Roberts. Até pode ser um pouco. Mas para a minha surpresa o filme não é daqueles que assistimos o começo já sabendo o final.

Além de Julia (a feliz mãe dos gêmeos Hazel e Phinnaeus) o elenco trás o inglês do momento, Jude Law, Natalie Portman e Clive Owen. Bela combinação de atores, diga-se de passagem, achei a sintonia perfeita.

Vencedor de dois Globos de Ouro, o filme retrata basicamente histórias de amor tendo Londres como cenário. E o que nos atrai em histórias de amor a não ser o fato de que este sentimento é comum a todos nós? Então, o filme fala de histórias comuns, claro com pitadas do encanto que só a sétima arte tem.

Uma stripper americana que, ao desembarcar na capital inglesa, conhece um jornalista, por quem se apaixona. No entanto seu namorado inicia um caso com uma fotógrafa, que mais tarde resolve casar com um médico, dando início à troca e destroca de casais. Coisinha simples. Rs…

Uma das melhores interpretações do filme fica por conta de Natalie Portman. No seu primeiro filme em fase adulta, a moça de 23 anos rouba a cena da veterana Julia Roberts a maior parte do tempo. Não foi à toa que a garota ganhou o Globo de Ouro por melhor atriz coadjuvante. Um show à parte.

Vale a pena também prestar atenção na trilha sonora. A música que abre o filme se chama “Blower’s Daughter” do irlandês Damien Rice. Claro que meu soulseek já fez o favor de me conseguir a musiquinha.

Paixão, traição, abandono, reconquista, perda. Closer é um filme para quem sabe que o amor não é sempre cor de rosa e tem seu lado cruel. Quer ver final feliz? Assista Um Lugar Chamado Nothing Hill no DVD e fique em casa.



18 de janeiro de 2005

Com licença, vou viver


Só se vive uma vez. Só uma vez você vai ter 15 anos, só uma vai passar pelos 18, pelos 26 e pelo 65 anos. Só uma vez você vai viver o agora.

Temos inúmeras chances de sermos felizes, só que a vida e o tempo não param até aprendermos. É em vão se debulhar pelo último amor de sua vida aos 20 anos, virão outros maiores do que você jamais imaginou. É besteira ficar tão triste porque a cor do cabelo não era bem a que você queria quando o pintou – cabelo cresce de novo!

A vida nos dá e a nos espera-se que ao menos saibamos agarrar as oportunidades. Viver é mais do que uma desilusão amorosa, mais do que a rotina no trabalho, mais do que a falsa amiga, mais do que a falta de grana.

Viver é algo como termos tempo para sermos realmente nós mesmos. Nos permitirmos aprender o que não conhecemos, a mudarmos de idéia se um argumento nos convencer, a definirmos nossas convicções sem nos bitolarmos a nada, a tirarmos uma soneca no meio da tarde, a choramos de emoção com uma música de amor.

Se você só tem agora para ser feliz, está esperando o que? Se atente a você, se dê de presente você mesmo, aprenda e desvende o que quer, só dê valor a quem merece e pare de reclamar que nada acontece, faça acontecer!


Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!


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