Arquivo de 2005



22 de dezembro de 2005

Tire os sapatos, entre e fique à vontade!


Depois de muito penar com a Casa no Weblogger, estou transferindo aos poucos todos os meus arquivos pra cá.

A Casa, embora de endereço novo, continua a mesma. A Tuka também. Portanto apenas atualizem seus links e bem-vindos!



18 de novembro de 2005

Monossilabando


Eu sou uma pessoa que “monossilabisa” certas nomes (ou monossilabiza? Também sou neologista já que nenhuma das duas palavras existe). Mas deixo bem claro que não sou monossilábica, apenas “monossilabática”. “Loqueou Tuka? Do que você está falando, mulé?”. Eu explico, caros. Alguns que me conhecem extra-casa, sabem que tenho a incorrigível mania de encurtar nomes. É verdade. Transformo todos em nominhos de uma única e singela sílaba – ok, talvez duas.
Óbvio, tal “meiguice” fica reservada a pessoas que gosto. Mas os donos dos nomes em questão não são simplesmente Patis, Tatis, Lus e Gus. É uma lista muito mais extensa contendo coisas como Puti (esse é de coração!), Raks, Kacs, Nani, Ni, Rafa, Rib, Sheb, Jubs, Juli, Cá, Mã, Bi, Cami, Cu (esse só para os que amo!), Rô, Lê, Bru, Bé, Caci – e por aí vai…
Mas quanto a mim que sou Tuka… Poucos têm coragem de simplesmente chamar-me de Tu. Talvez por que Tuka já seja um apelido curto, talvez por que eu meta medo nas pessoas, talvez por que achem que é íntimo demais (e é) ou talvez por que achem que seja ridículo – e na boca de certas pessoas realmente o é.
Vejam só o que aconteceu dia desses. Entrei em uma loja de grife chatinha, cheia de atendentes tão ou mais chatinhas quanto. Uma fulana veio toda solícita falar comigo e pergunta meu nome. Não sei por que raios essa gente pergunta nosso nome. Será que pensam que nos sentiremos familiarizados, próximos, amigos de infância e gastaremos todo o salário do mês por lá? Sei lá, mas voltando… A mocinha perguntou meu nome e como eu estava de bom humor respondi o verdadeiro – Tuka, claro. Geralmente digo que me chamo ou Jenifer, ou Brenda, ou Nicole ou Bárbara Carolina – pois Bárbara Carolina é um nome muito do legal mesmo. Mas continuando: provo uma blusinha aqui, provo outra ali e lá pelas tantas ela vira e me fala “Ô Tu, você quer provar aquela sainha também?”. Confesso que achei engraçado e não disfarcei, caí na gargalhada mesmo. A tadinha, não entendendo nada, pergunta o que foi. Eu, já voltando ao meu estado normal, respondo: “Nada não, só achei engraçado você me chamar de Tu”. E ela: “Por que, você não gosta?” – Eu: “Hum-rum”. Ela: “Tu fica bonitinho, né? Lembra Tuiuiú, Tucano, Tudo de bom!”. Eu: Hahahahhahahahahahhahahahahahhaha!
Saí da loja rindo, não comprei nada e continuei minha caminhada. Mais adiante parei em uma outra lojeca e ao perguntarem meu nome fui rápida como um raio: “BÁRBARA CAROLINA”!


15 de novembro de 2005

A cidade


Meia-noite – meio-dia. Todos os barulhos da cidade que não pára. Não pára nunca para nada.

Duas horas da manhã – 14 horas. Ambulâncias, viaturas, carros de bombeiro. Daqui de cima aprendi a diferenciar as onomatopéias que gritam enquanto minha vida passa. Da mesma forma que diferencio a voz de minha cantora favorita: Essa é Aimee, essa não”. “Essa é outra, essa é ela”.

Cinco da manhã – 17 horas. Pessoas sempre falam por mais tarde da noite que seja. Riem, choram, chamam. Pode ser a bebida tomando voz? Pode ser a coragem tomada pela cumplicidade de sua própria sombra?

Daqui de cima eu apenas ouço os barulhos da cidade que nunca pára. Pára para nada. Pra nada. Nada. Nunca. E onde será que você está agora?

Talvez em um desses carros que buzinam esperando que o sinal vermelho fique verde automaticamente. Talvez seja sua uma dessas tantas vozes que daqui de cima consigo ouvir. Talvez esteja entre todos os barulhos e luzes que enxergo de longe. Sim, talvez em um desses apartamentos que também insones mantém suas luzes acesas. Assistem a um filme chato. Falam com algum desconhecido pela Internet. Olham fotos antigas. Onde você está agora, afinal?

A cidade que nunca pára seus barulhos. Nunca pára suas vozes. Nunca pára de rir nem de chorar. Meia-noite, meio dia, 15 horas, 3 da manhã, 19 horas, sete da noite… Onde é que você está que não aqui também na cidade que não pára nunca?



11 de novembro de 2005

Bagunça, confusão e eu


Ingredientes:

Um apartamentinho, duas latas de tinta e apetrechos para pintar a parede, móveis velhos desmontados, caixas espalhadas pelo chão, troca de piso com duas toneladas de serragem em todos os cantos e em todos os meus poros, dois gatos assustados loqueando pelo recinto, móveis novos chegando e uma mulher à beira de um ataque de nervos.

Modo de preparo:

Vista uma roupa velha, ligue o som e espere os homens do piso irem embora. Limpe o chão milhares de vezes e perceba depois de tudo que ainda tem pó em todos os cantos. Pinte as paredes e note que assim que estiver tudo lindo terá um pedaço que precisa de uma demão de massa corrida. Grite com os gatos loqueados que estarão correndo espalhando marcas de tinta com as patinhas pelo chão novo. Implore para o zelador do prédio subir e pegar uns móveis que você quer despachar. Ligue para a loja que comprou os novos móveis e dê chilique porque estão atrasados com a entrega e você está dormindo no chão há uma semana. Fique com o pulso deslocado e use aquela faixa horrorosa de farmácia. Desloque a coluna de tanto carregar peso. Delete sua vida sexual por uma semana por não se agüentar de cansaço e de tanta dor no corpo. Não durma direito por dias e fique olhando o teto para ver se num piscar de olhos a casa fica linda sem que você mexa mais nenhum músculo.

Espere duas semanas ao todo…

E depois terá um apartamento lindo.

PS: Agora tudo está voltando ao normal.



27 de outubro de 2005

Léo e Bia


E todas as frases que nos dissemos neste domingo. Ficaram em minha mente badalando como se fossem um sino logo que aquela porta de elevador se fechou. Ouvi seu choro abafado… Entrei, fechei a porta e sentei no chão – chorei mais…

Tudo o que eu queria era que você voltasse dizendo que ficaria… Lembrei-me de repente que se eu corresse ainda poderia vê-lo da janela do apartamento. Poderia vê-lo pelo menos por mais um segundo. O vi, gritei seu nome, mas minha voz saiu fraca, baixa, tremida – mas ainda suficiente para que me ouvisse. Fiquei feliz com um último olhar – não queria que fosse o último…

Eu queria tanto que você ficasse…

***
tears

***
O elevador se fechou e apesar dos andares que desciam depressa, ainda a escutei chorar. Não agüentei e caí em prantos também. Eu que deveria ser o homem forte, o que não chora, o que ampara… Me senti como um garotinho perdido. O que farei de meus dias sem você comigo?

De repente eis que escuto uma voz baixinha gritando meu nome. Não uma voz qualquer, mas a sua voz é que gritava por mim. Olhei pra cima e vi seu rosto, o mesmo que eu já estava carregando comigo em pensamento pra tão longe. Seu olhar doído lá de cima – queria tanto aquele sorriso que tanto me encanta.

E queria tanto que você fosse comigo.

***
PS: I´m pushing an elephant up the stairs

I´m tossing up punchlines that were never there
Over my shoulder a piano
falls
Crashing to the ground

And all this talk of time
Talk is
fine
And I don´t want to stay around
Why can´t we pantomime, just close
our eyes
And sleep sweet dreams
Being here with wings on our feet

(The Great Beyond – REM)



26 de outubro de 2005

Nossos arquivos em desuso


Estávamos eu e uma amiga querida conversando dia desses sobre os “arquivos em desuso” de nossas memórias. É dentro desta “pasta” que ficam as coisas e pessoas que deixamos pra lá, pois já que não mais nos fazem nada de bom que fiquem mesmo em um cantinho em que não entramos nem para tirar o pó. Acontece que nem tudo que está ali esquecido foi necessariamente porque condenamos ao esquecimento. Ali tem o gosto do beijo de um ex namorado que jamais nos esforçamos para esquecer, entrou para o arquivo apenas porque deixou de ser importante faz muito tempo. Tem também a dor de não ter visto o nome na lista dos aprovados em um vestibular qualquer. E a choradeira por causa de muitas besteiras, mas que só agora sabemos que foram realmente besteiras.

São coisas que vivemos, sabemos que vivemos, mas que não mexem mais conosco. Não significam mais a mesma coisa. Claro, o passado ninguém apaga, mas determinadas coisas, sentimentos, emoções e pessoas simplesmente passam por nós e nada mais. Muitas delas nem nos ensinam nada, simplesmente surgem, acontecem e se vão. Tanto é assim, que existem outras que sequer conhecemos há tanto tempo e que são infinitamente mais importantes do que várias que conviveram conosco por tanto tempo.

Em compensação existe aquilo que nos acontece, que além de ficar pra sempre no lugar mais nobre da memória, será eternamente parâmetro para tudo e todos que ainda estão por vir.

Estranha essa vida, não? Lembranças eternas de simples fragmentos de tudo o que passamos a cada dia.



24 de outubro de 2005

A frase imperdoável de Vinícius de Moraes


Qualé, Vinícius! Acho que a única polêmica que Vinícius causou durante toda sua vida, foi criar a inesquecível frase da poesia “Receita de Mulher”: “As muito feias que me perdoem, mas beleza é fundamental”. De resto, ele e o público (mesmo que composto por zilhões de feias) seguiram em perfeita harmônia lendo seus sonetos de separação, paixão, aproximação, desencanto (etc…) e cantando suas bossas eternas em parceria com Tom que falam de barquinhos, vento, mar, mulheres (claro) e blábláblá. Como a bossa é tediosa, meu Deus! Nem uma musiquinha de protesto, nem nada! Não é à toa que o “senhor ouvido absoluto” João Gilberto é tão chato.

Tá, mas voltando a polêmica frase de Vinícius. Porque raios um velho boêmio, beberrão, feio e poeta (diziam as mães das casadoiras meninas: “poesia não dá dinheiro minha filha, procure um bom partido de verdade”) se achava no direito de exigir beleza? Claro que de nada adiantou os versos que prosseguiam e tentaram amenizar a frase de impacto do poema: “é preciso que haja qualquer coisa de dança, qualquer coisa de haute couture (…)”.

Ah Vinícius! Qual é?

Por que o mundo desde que é mundo é tão exigente com os seres do sexo feminino? No início do século passado, as mocinhas ganharam o carimbo de sexo frágil porque usavam apertadíssimos espartilhos e somente conseguiam vesti-los com a ajuda de outras duas pessoas que as espremiam até que as cinturas das mesmas parecessem um pilão. Deste jeito, o ar faltava, óbvio, e as pobres viviam a desmaiar pelos cantos. Daí vem a lenda do sexo frágil. Blé – que sexo frágil! Eu não usaria uma daquelas coisas nem sob a mira de um canhão (é, acho que canhão é uma arma letal apropriada para a época), já que me rebelo até mesmo com os sutiãs.

Mulher faz botox, peeling, bronzeamento artificial, depilação com cera quente, tira cutícula toda semana, usa cremes para o dia e para a noite, coloca litros de silicone nos seios, faz lipoaspiração, cirurgia na papada, nos olhos para não usar óculos, tira a sobrancelha, faz maquiagens que irritam a pele, gastam fortunas em roupas e sapatos todos os meses… E pra quê? Porque a maioria dos homens, assim como Vinicius, quer a seu lado uma mulher maravilhosa que nem precisa abrir a boca desde que seja realmente apresentável.

Homem pode tudo. Pode ser feio, careca, velho, barrigudo, cuspir no chão, tocar violão em boteco até tarde, mas a mulher que estiver com ele tem que ser apresentável. Claro, homem não é do tipo de “raça” que se garante. Precisa de troféus para carregar como prova de sua competência (mesmo que fajuta). Como se dissessem: “Tá vendo? Sou feio mas tenho uma gostosa comigo”. Logo taxam a coitada: “Ih, esse cara deve ter grana para ter uma mulher dessas”. Ou pior: “É, ele é um Zé ninguém, deve meter bem”. Mundinho machista não? Pois é.

Beleza é fundamental? Será que é mesmo? Veja por você. Você se acha bonita, atraente, interessante? O que você busca em outra pessoa? Beleza, atração, algo interessante? Se o que você quiser de outra pessoa se resumir à beleza, espero que vocês dois sejam realmente belos. Nada mais justo do que se exigir beleza quando se tem de sobra.

Mas se o que você busca em outra pessoa é algo além da aparência, ponto pra você. Seja belo, seja feio, seja mediano (sim, existem as pessoas medianas, e não me critiquem por isso, é verdade), se o que você busca são braços gostosos em que possa se aconchegar durante a noite, olhar sincero que tente compreender todas as suas incompreensões (que não são poucas em nós humanos) e alguém a quem você possa falar: “E aí, tá a fim de um pastel e um caldo de cana na esquina?”. Se você achar essa pessoa e a mesma conseguir também ver em você algo além de seus lindos lábios, além de suas pernas torneadas, ou até mesmo além de sua roupa (esquisita muitas vezes) – é ela a pessoa certa.

Ignore Vinícius, ele de nada sabia além de seus sonetos e de belas palavras. Ouso contestar o poeta e parodiá-lo: “Me perdoem os velhos bêbados e boêmios, mas existem coisas fundamentais além da beleza. Integridade e capacidade de formular frases com mais consistência, são algumas delas”.

Tudo bem, admito Vinícius, usei você como bode expiatório para um texto feminista. Não, melhor, te usei para um texto que fale de mulheres além de lipos, silicones e de ginásticas para afinar a cintura. Você era “o cara” – mas pisou na bola com esta frase. Se te perdôo? Claro. Te achei burro apenas da primeira vez que li este poema, e eu devia ter uns 5 aninhos. Depois fiz de tudo para que esta impressão sumisse. Obriguei minha mãe (exímia professora de português) a me trazer alguns dos seus livros para que eu pudesse enfim constatar que você valia à pena. E mesmo sendo velho, feio e barrigudo, você escrevia como ninguém e se recuperou da asneira que escreveu em 1959. E sim, você valia a pena e era muito além da beleza inexistente. Ah, o que seriam de vocês homens se nós mulheres não fôssemos maravilhosas assim.



18 de outubro de 2005

Nico


Nico De todos que tive companhia durante minha vida, ontem te perdi: um dos meus melhores companheiros. De todos que tive o prazer de estar perto durante vários momentos, ontem você se foi: um dos meus principais amigos.

Foi embora.

Na minha tristeza foi cúmplice. Da minha alegria compartilhou. E cada segundo me acompanhou com o mais sincero olhar que já vi na vida. Tantos anos a meu lado e agora terei que me acostumar a viver sem você. Dói.

Obrigada amigo. Obrigada Nico. Obrigada meu Nicolau por durante esses 11 anos (tão pouco) ter me feito tão feliz, ter me amado incondicionalmente e ter pedido em retribuição apenas que eu deixasse você deitar sua cabeça em meus pés ou pernas e que eu acarinhasse sua orelhinha.

***

Estou realmente muito triste. Quem não ama os bichos jamais entenderá a dor que estou sentindo. Mas quem ama, sabe que isso independe de qualquer coisa e ter perdido o meu cão é algo que está me consumindo. Vai passar, vai doer menos, vou parar de chorar. Mas agora não.

O texto abaixo foi lido pela atriz Bruna Lombardi em um programa de tevê há muito tempo. Emocionada ao ler, chorou, e eu jamais esqueci. Infelizmente não sei o nome do autor do texto.

A velhice de um cão

Seu cachorrinho já lhe terá proporcionado muitas alegrias.
Cuide para que ele tenha um final de vida feliz.
Sempre que for possível deixe que ele permaneça ao seu lado,
pois este será, realmente, um dos poucos prazeres que lhe restarão na velhice.
A grande despedida está próxima,
e ele por instinto sabe disto.
É natural que deseje a companhia daquele que aprendeu a amar
e respeitar durante sua vida.
Não o abandone agora.
Ele já não será aquele animal bonito de antes.
Seu pêlo começa a cair,
seu caminhar perdeu a elegância e sua cabeça penderá, cansada, sobre suas patas.
Somente seu olhar acompanhará os passos do seu dono.
Lembre-se que,
dentro do peito, ele ainda possui aquele coração
que vibrará com o som da sua voz, do seu mestre.
E, chegando ao fim, não se envergonhe, chore.
Você acaba de perder o mais dedicados dos amigos…
o Cão



17 de outubro de 2005

Tic Tac, Tic Tac, Tic Tac…


Amanhã sempre vira hoje. Mês que vem já chegou. Próximo ano já é esse. Daqui dez anos já é agora.

Tudo nessa vida acontece com uma velocidade absurda. O tempo passa sem nos darmos conta e quando menos se espera lá se foram anos de nossas vidas torcendo para o fim de semana chegar, clamando pelo feriado de Carnaval ou esperando novembro.

Sempre estamos ansiando pelo dia que nunca é o de hoje, deixando passar despercebido tanta coisa que poderia ser mais do que minutos correndo no relógio. O mesmo relógio que quase fica estático e não chega nunca às 18 horas do dia chato de trabalho. O mesmo também que corre descaradamente quando enfim é sexta-feira à noite e só pára novamente na segunda de manhã.

Ora idealizando o que não temos ainda, ora idealizando o que já tivemos e ficou lá atrás. Trabalhando, correndo, acordando cedo, dormindo tarde, pagando contas, cumprindo prazos, atingindo metas, otimizando o tempo, resolvendo problemas…

Nada pára até o momento que arranjemos tempo para fazer algo que realmente gostamos. Não é à toa que dizem que a vida é exatamente o que acontece enquanto estamos preocupados fazendo planos. Vou além. Digo que a vida é justamente o que acontece enquanto estamos pensando que assim que terminarmos todas as tarefas chatas que temos, daí sim é que iremos viver.

A vida abrange um pacote fechado, sem direito a reembolso do que não for utilizado. Se não viver agora, meu bem, não terá atestado, tampouco circunstância que sirva de desculpa para tudo o que você deixou passar.

PS: Aviso aos leitores fiéis e ainda preocupados – Correndo, um pouco sumida, mas o bom filho à casa sempre torna.



11 de outubro de 2005

Fernando, a pessoa


Se sou alegre ou sou triste?…
Francamente, não o sei.
A tristeza em que consiste?
Da alegria o que farei?
Não sou alegre nem triste.
Verdade, não sou o que sou.
Sou qualquer alma que existe
E sente o que fadou.
Afinal, alegre ou triste?
Pensar nunca tem bom fim…
Minha tristeza consiste
Em não saber bem de mim…
Mas a alegria é assim…

(Fernando Pessoa)

Escritos surrupiados do Orkut de uma fofa que faz aniversário hoje – parabéns professorinha querida!

Respondendo aos leitores: correria aqui deste lado, mas tudo muito bem com a dona desta Casa.


Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!


Procure aqui


Uma campanha Casa da Tuka contra o plágio
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