Arquivo de novembro de 2004



30 de novembro de 2004

Dois anos


Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo!Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo!Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo! Te amo!


28 de novembro de 2004



Tenho deixado ir embora tristezas que não faziam sentido, sentimentos que não faziam sentido… As duas coisas preenchem a alma – a tristeza e o sentimento, no entanto chegam momentos em que já nem sabemos mais porque ainda estão ali. Essa é a hora de enfim soltar as amarras e respirar fundo. Sempre quis deixar determinadas coisas irem embora, mas sempre me apeguei a tudo o que era meu – especialmente às coisas que só existem dentro de mim, coisas que jamais, nada nem ninguém poderia tocar – a não ser eu, no momento em que eu escolhesse esquecê-las e soprá-las ao vento.

Tenho soprado muitas coisas ao vento. Momentos que eu vivi e que não quero mais, angustias que me enfeiavam os pensamentos… Tenho aprendido a ouvir o que digo, a escolher o que realmente quero, o que me deixa feliz.

A tarde de ontem por exemplo, foi um dia em que escolhi ser cem por cento feliz. Recebi um convite do Estevam, meu marido, e não titubeei. Fomos os dois passar a tarde ensolarada de sábado dentro de um aconchegante quarto de motel. Ficamos ali os dois, com a certeza de que estamos completos quando juntos, de nos fazemos realmente felizes.

Nem um pneu furado na volta, e trocado no meio da chuva que inundou a cidade de São Paulo, foi capaz de estragar o que foi bom durante o dia. E seguimos os dois para mais uma das infindas festas de família – com o sorriso no rosto de dois namoradinhos que estão começando a se descobrir agora.

Hoje mais uma vez é domingo. E pela primeira vez em anos, não estou odiando este dia da semana, o estou vendo com outros olhos, mesmo apesar do cinza lá fora, da chuva que insiste em cair. Já disse, estou deixando coisas irem embora e elas estão indo.



24 de novembro de 2004

Não Me Deixe Só (Vanessa Da Mata)


Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz

Não me deixe só
Tenho desejos maiores
Eu quero beijos intermináveis
Até que os olhos mudem de cor

Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz

Não me deixe só
Que o meu destino é raro
Eu não preciso que seja caro
Quero gosto sincero de amor

Fique mais
Que eu gostei de ter você
Não vou querer mais ninguém
Agora que sei quem me faz bem

Não me deixe só
Que eu saio na capoeira
Sou perigosa, sou macumbeira
Eu sou de paz, eu sou do bem

Mas não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz

Não me deixe só…



22 de novembro de 2004



Ando preguiçosa para escrever aqui. Nesses dias sumida viajei, li, terminei de ver os DVD’s da última temporada de Sex And The City, namorei o maridão e comi demais. Claro que estou de regime (pra variar) – o ruim é que não paro de pensar em comida – maldita cortizona para a maldita alergia…

***

Hoje terei minha primeira sessão de acupuntura – será que dói?

***



12 de novembro de 2004

Você…


Hoje, prestes a completar mais um dia a seu lado, depois de tantos e tantos dias completos só porque esteve comigo, quero lhe dizer algumas coisas. Dizer que graças a você já não sinto saudades de coisas que me faziam sentir saudades e não sinto falta do aperto no peito que aquilo me causava. Que por você, só por você, alguns sentimentos foram embora e não voltam mais, e que isso me faz bem. Que só você faz um dia de chuva como o de ontem ser tão lindo e inesquecível como o filme de Gene Kelly. Que é só você que me faz sorrir em pensamento quando lembro de coisas que fala e faz. Que é a única pessoa no mundo que eu quero passar horas fazendo cafuné enquanto dorme. Que é só você que me faz sentir coisas que antes eu nem sabia que existiam. Que é o homem de minha vida desde aquele: “Me liga para dar boa noite?”. Que é quem eu quero beijar quando acordo e em quem quero colar meu corpo ao dormir. Que é pra você que quero fazer os gostos e surpresinhas bobas. Que é só por você que meu coração bate forte e só por você que ele quase para também. Que é o único no mundo inteiro com quem quero estar mais um dia, e outro, e outro mais, e…


7 de novembro de 2004



Tuka – balanço parcial

Vida profissional = jornalista que sonha em fazer faculdade de química (sim, química…)…

Vida pessoal = bem casada, bem amada, bem comida, bem feliz…

Vida social = cinema pelo menos uma vez por semana, saídas para comer fora, coisas de vida de casados…

Estou com tédio, é domingo…



5 de novembro de 2004



Tenho encontrado pessoas que achei que nunca mais saberia nada a respeito no Orkut. Coisa de louco aquilo. Estou lá, é só procurar por “Tuka Pereira”.

***

Dia desses eu estava saindo do shopping com meu marido e encontramos a ex namorada dele. Fingiu que não viu e passou reto a moça. O pior é que o Estevam só a reconheceu depois que eu perguntei se aquela por acaso não era a ex. Homens realmente são seres estranhos né?

***

Sexta de novo…



4 de novembro de 2004



Todos tem uma opinião formada a respeito de tudo. Você acha que sabe como é a vida da vizinha e a julga por ela chegar em casa cada dia trazida por um carro diferente. Você não a conhece e não sabe que a firma em que trabalha oferece serviço de taxi a paisana (daqueles sem placa vermelha nem nenhuma alusão a palavra “taxi” escrita na lataria) – ela é uma alta secretária executiva e ganha pelo menos dez vezes mais que você.

Você fala mal da sua prima que ficou casada por apenas oito meses. A olha feio nas festas, a chama de galinha, diz que ela não para com homem nenhum. Claro que você não sabe que ela apanhou do marido na segunda semana de casamento e o pegou com outra mulher na própria cama quando voltou mais cedo de uma viagem.

Você julga a filha de sua amiga que engravidou com quinze anos. Esquece que sua filha adolescente também sai à noite, também já teve dezenas de namorados e também está com a menstruação atrasada.

Você se faz de melhor amiga, ganha a confiança de todos, espera até que lhe contem seus segredos. Depois lhes julga e joga o que lhes disseram contra todos – você não vale nada.

Você se acha superior. Você comete tantos erros ou até mais do que todos os que conhece, mas os guarda a sete chaves. Tem medo que as opiniões alheias pairem sobre você exatamente como as suas sobre todos.

***

Sabem, eu olho as pessoas na rua. Penso em quão feias ficaram com determinadas roupas. Olho as celulites e comento mentalmente que não apareceriam tanto com outra saia. Acredito que o vizinho gostoso é gay porque um homem daqueles é bom demais pra ser verdade. Falei mal da guria que casou com o professor que já tinha uma esposa quando ela começou a dar em cima dele, a chamei de galinha em companhia do meu amigo Du. Adoro imaginar todas as ex namoradas do meu marido gordas e meus ex com cara de bunda.

Sabem, sou normal. Tenho as maldades de um ser humano qualquer – medíocres que somos todos. Mas não consigo ir além como tantos conseguem e fazer da vida alheia algo indispensável para viver a própria. Pois se a vida já é tão rápida se eu me preocupar apenas com os meus problemas, como será se eu for olhar e julgar todos a meu redor? Já diria o marido: “ema, ema, ema – cada um com ’seus’ problema”.



3 de novembro de 2004



Pela milésima vez a vida me fez constatar que certas coisas e pessoas valem mais a pena que outras. Que certas coisas acontecem e se tivéssemos como escolher voltar no tempo, faríamos tudo igual. Que certas pessoas passam por nossas vidas e fazem diferença mesmo estando distantes, assim como outras se afastam sem que nem sequer nos demos contas – pois não fazem falta. Que certos recomeços são eternos. Que aprendemos a amar todo dia…

Que aprendemos todo dia…

Mais uma vez me dei conta que sou a única responsável pela minha felicidade. Porque se chover eu posso escolher ficar triste ou voltar a ser criança tomando um belo banho de chuva. Se fizer sol eu escolho reclamar do calor ou colocar minha micro saia nova e dar vivas que a minha maldita alergia finalmente está cedendo.

Não entendeu nada? Pfffff… E eu com isso?

***

Acabo de chegar de uma sessão dupla de cinema em companhia do marido – férias são férias… Finalmente fui ver “A Dona da História” – bem bonitinho (e só). Filme nacional tem sim seus encantos. Além de nos mostrar um cenário com o qual temos certa intimidade (nem que seja pela televisão), nos também identificamos com os acontecimentos históricos – gosto disso. Depois, não contente em ter visto um filminho legal, tive que estragar tudo assistindo a “Como Fazer Um Filme de Amor” – argh. Me abstenho de fazer maiores comentários a respeito.

***

Bush ganhou… Pensando bem, não é só brasileiro que é burro.


Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!


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