Layout novo! O antigo, este que está aà ao lado foi feito pela querida Ju. O novo foi obra minha e do meu marido. Marido aliás, possuidor de vários talentos, o “fazedor de layouts” entra em ação sempre que eu encho o saco pq quero algo novo na casa.
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Assisti “Pi” ontem. É o filme de estréia de Darren Aronofski, de 1998 – o mesmo diretor do maravilhoso “Réquiem Para um Sonho”. Bem, “Pi” não tem nada a ver com “Réquiem”, absolutamente nada. Se trata de um filme noir, tenso e cansativo. Paciência é a palavra chave para conseguir chegar até o final, e mesmo assim não é fácil. O filme conta a história de um matémático paranóico que pode ter descoberto um número cifrado que revela o verdadeiro nome de Deus. Com um enredo cheio de números, história em preto e branco, um personagem esquisito e problemático, se não fosse de Aronofski eu nem teria perdido tempo…
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Tem filmes que eu não canso de assistir de novo. “Réquiem” que citei acima é um deles, os outros são “Corra Lola Corra”, “A Vida é Bela”, “O Casamento de Muriel” e “Magnólia”. Magnólia é divino! Estou baixando e pretendo assistir mais umas zilhões de vezes. Se a história do filme não fosse ótima, cheia de personagens com enredos paralelos que se encontram e desencontram, a trilha de Aimee Mann já bastaria.
Acontece que Paul Thomas Anderson (o mesmo de Boggie Nigths – 1997) não apenas escreveu uma história perfeita como também se inspirou nas músicas da amiga para escrevê-la. Daà seguem os acontecimentos da vida de nove pessoas durante um perÃodo de 24 horas. Amor, falta de amor, culpa, sofrimento, mentiras, morte… Magnólia traduz um pouco de cada um de nós.
Infelizmente, muitos dos que assistiram ao filme simplesmente o condenaram por seus últimos minutos de projeção. Concordo que uma chuva de sapos não é nada convencional, mas há uma explicação bastante lógica. Claro que eu só soube dela depois. Com a ajuda de Pablo Villaça, eis a explicação: “Depois de assistir Magnólia mais duas vezes, compreendo que a interpretação da chuva é muito mais complexa, interessante e simbólica. Na verdade, a pista inicial que me levou a esta análise partiu da observação de um curioso cartaz na cena em que o programa de Jimmy Gator está prestes a começar. Carregado por um membro da platéia do show, o cartaz traz a inscrição ‘Êxodo 8:2′. Uma rápida consulta à BÃblia revela o seguinte versÃculo: ‘Mas se recusares a deixá-lo ir, eis que ferirei com rãs todos os teus termos’”. De uma maneira simples, o crÃtico nos faz compreender várias coisas que passam desapercebidas no filme, vale a pena dar uma olhada aqui para conferir.
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Final de semana já está batendo na porta novamente. Tenho que ir ali matar a saudade de duas pessoas que não vejo há tempos e que me fazem uma falta tremenda. Já volto.
A vida não é lá essas coisas. Na tela do cinema ou na televisão as coisas são bem mais fáceis e mais bonitas do que em real life. Não tem uma trilha sonora bonita que toca quando beijo o meu marido. Não vou dormir com um pijama lindo, rosa de bolinhas, impecávelmente passado – uso mesmo uma roupinha velha que peguei no varal. Esqueço a toalha toda vez que entro no chuveiro e tenho que gritar para o San pegá-la – sorte quando ele está em casa. Meu cabelo parece uma réplica do Bozo todos os dias quando acordo. Não tem uma mesa repleta de iguarias no meu café da manhã – dou graças a Deus se der tempo de abrir a geladeira e tomar um suco de caixinha antes do trabalho. Meu almoço a maioria das vezes é uma sopa light ou um miojo de galinha. Uma espinha sempre inventa de brotar em meu rosto quando tenho uma festa que espero há semanas. Meu olho incha e permanece assim sempre quando tenho que estar linda. O ônibus vai embora quando eu consigo alcançá-lo, mas vai sem mim, claro. Chego 15 minutos atrasada para o filme que eu queria ver. O CD risca na única música “escutável” do CD. Uma calçada imensa e eu tive que passar com meu sapato novo justamente no cocô do maldito cachorro da maldita patricinha. Uma blusa branca e o molho do macarrão vai enfeitá-la – detalhe: terei que passar o dia todo assim. Última lente de contato das descartáveis e eu consigo fazer um talho na belezinha – não sei onde estão meus óculos. Vou fazer a fotografia perfeita e alguém se enfia na frente bem na hora. O maior clima em casa com o maridão e o telefone toca. Espero o sinal abrir e não reparo na poça d’agua, um carro passa e me dá um banho. Uma super promoção em uma loja do shopping e não tem meu número para a calça que está com a metade do preço…
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Nos últimos dias alguns seres (muito esquisitos por sinal) entraram na casa procurando por:
Lembro do meu primeiro dia no colégio. Meu pai foi me levar e eu segurava forte a sua mão – estava morrendo de medo de ficar lá sozinha. Ele sabia disso e ficou comigo até que eu fosse para a sala de aula. Quando a professora mandou que entrássemos, de longe ainda virei pra trás para ver se ele ainda estava lá. Claro que estava. Me deu um sorriso grande, um aceno e só aà eu entrei. Anos e anos depois, já na faculdade, me lembro de enquanto eu tentava achar a minha sala, ter pensado naquele dia do colégio. Eu estava tão insegura quanto mas já tinha aprendido os artifÃcios de como parecer a pessoa mais desencanada do mundo. Afinal eu tinha um livro para ler no intervalo e um celular – sem crédito.






