Arquivo de janeiro de 2004



30 de janeiro de 2004



Nota rejeitada pelo meu editor do site. Ele odeia Kylie…

Mais uma de Kylie Minogue, agora a australiana vira boneca

Depois de eleita uma das mais novas divas da comunidade GLS, de participar do reality show “Queer Eye for a Straight Guy” e de estar fazendo a divulgação do seu mais recente álbum, “Body Language”, Kylie tem mais uma novidade, e um tanto inusitada.

A partir da semana que vem, o comércio europeu será invadido por Kylie Minogue. É que a cantora australiana anunciou que colocará nas lojas sua boneca, cuidadosamente desenhada e com medidas proporcionais às da musa em parceria com o estilista Will Baker. Nem o figurino escapou ao perfeccionismo de Kylie e traz réplicas de vestidos já usados por ela e criados por Dolce e Gabanna.

A cabeça da boneca foi criada a partir de um molde da própria cantora. “Durante anos perguntaram-me sobre uma boneca Kylie. Agora que ela finalmente chegou, estou deliciada”, declarou Kylie Minogue na coletiva de lançamento do produto. “Espero que os fãs concordem que valeu a pena a espera, porque trabalhamos arduamente para conseguir ter cada detalhe certo”, completou a cantora.



29 de janeiro de 2004

Eu não quero passar agosto esperando setembro


(Zeca Baleiro)
Sabe essa mania do ser humano de viver o agora esperando o depois? Eu acho insuportável. Esse vício de achar que o depois vai melhorar tudo, no mês que vem as coisas serão mais tranqüilas, no ano seguinte tudo se acerta. Isso pra mim parece preguiça de fazer por merecer a felicidade que pode ser no presente e não amanhã ou depois. Tem pessoas que se conformam em apenas querer porque não têm coragem de correr atrás de seus sonhos.
Eu? Cansei de esperar o depois – agora eu quero tudo JÁ! Eu mereço…

***

Estranho seria se eu não me apaixonasse por você…



27 de janeiro de 2004

Cidade de Deus tem 4 indicações para o Oscar


da Folha Online

Sucesso nos cinemas brasileiros, na Europa e nos Estados Unidos, o filme “Cidade de Deus” (2002) entra na disputa pelo Oscar com quatro categorias. Na principal delas, o cineasta Fernando Meirelles concorre ao prêmio de Melhor Diretor.

É a primeira vez que um filme brasileiro aparece em quatro categorias, entre as principais (além de Diretor, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição e Melhor Fotografia).

A cerimônia de entrega do Oscar acontecerá em 29 de fevereiro e será transmitida ao vivo para a TV.

***

Será que desta vez vai?



26 de janeiro de 2004



Sábado dia 24 de janeiro fiz aniversário. Foi ótimo, muito diferente da tragédia do ano passado. Minha irmã estava aqui com o meu sobrinho lindo. Fazia muito tempo que não os via e a saudade era absurda. Também veio pra Sampa parte do que eu mais amo em Curitiba: Rafael, Gustavo e Carlos, só faltou o Du e a Kellynha pra felicidade ser completa. A única coisa triste foi a hora de dar tchau – este é um dos momentos que eu odeio, me debulho em lágrimas como criança mesmo…
O bom é que depois de alguns meses sem pisar na terrinha, estou indo pra lá sexta-feira junto com meu maridão. Nos aguarde, Curitiba! Cat’s, nos aguarde também! Queremos ir de novo fazer um repeteco de algo muito legal que aconteceu lá – rs…


25 de janeiro de 2004

ENCONTROS E DESPEDIDAS


Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar quando quero

Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai querer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar

E assim chegar e partir

São só dois lados da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro é também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar, é a vida.

[Milton Nascimento & Fernando Brant]



23 de janeiro de 2004

Aniversariando…


Então pessoal, amanhã é o aniversário da dona desta casa. Como terei um final de semana atribulado, cheio de visitas, muitas festas, presentes, bebidas e sexo, não poderei postar… Me desejem parabéns…

Até!



20 de janeiro de 2004

"O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído…"


Acredito em acaso. Acredito em lugar certo na hora certa. Acredito em coincidências que mudam de uma vez por todas a nossa vida…

O acaso foi responsável por um dia eu estar sentada no hall de um hotel decadente no centrão velho de São Paulo. Ele me fez estar naquela festa esquisita que eu nem queria ter ido e me fez chegar perto de uma pessoa que eu nunca tinha visto antes.

Por acaso ele tinha uma tatuagem que achei bonita e somente por acaso ele também pode notar que eu tinha um símbolo desenhado na minha barriga e isso fez com que nos conhecêssemos.

Assim ao acaso ele percebeu que eu poderia ser a pessoa de sua vida e eu por acaso nem notei e segui meu rumo.

Mas, por acaso nós tínhamos uma amiga em comum que passou o endereço deste blog a ele. E por acaso as coisas começaram a mudar.

Chegou um momento em que o acaso cansou de fazer parte desta história e decidiu sair de campo, deixando tudo por nossa conta. E já faz tempo que é de propósito que estamos juntos, tudo claro, graças ao acaso…



18 de janeiro de 2004



Somente ontem assisti “Tiros em Columbine”. Gostei do documentário mas achei que fosse melhor. Com ele pude de uma vez por todas constatar que americanos são doidos de pedra. Definitivamente são.

***

Final de semana em casa, tranquila com meu marido. Uma delícia.

***

Sábado dia 24 é meu aniversário. Meninos, cheguem logo, ok? Vou precisar de vcs aqui comigo…

***

Nossa! Que saudade monstro do Eduardo Fagundes.



14 de janeiro de 2004

Quem tem medo do "eu te amo?"


Há muitos séculos atrás, quando eu era só uma menininha inocente que ainda nem havia dado seu primeiro beijo (há dez anos), minha maior pretensão era ouvir alguém dizer que me amava. Achava que aquilo seria o maior dos acontecimentos.

O tempo passou, um dia uma pessoa me disse “te amo” e eu travei. Fiquei olhando pra cara do moço sem reação. Ele queria que eu respondesse a frase dele com no mínimo um “eu te amo também”. Mas eu fiquei apenas olhando. Dei um sorriso amarelo e perguntei se ele estava a fim de um churro. Ele topou. Deve ter pensado: “Se esta ‘coisa’ não corresponde ao meu amor que pelo menos me pague um churro, é justo”. Paguei dois.

Nos meus tempos de menina ingênua eu achava que era fácil gostar de alguém. O que eu achava difícil era fazer alguém gostar de mim. Achava que se alguém se apaixonasse por mim e que se até mesmo me amasse, seria fácil corresponder. Me enganei.

Tive alguns namorados. O primeiro nunca me disse “te amo”, nem tampouco ouviu. Não era amor mesmo. Era algo próximo disso, mas não sei o que faltou para que fosse. O segundo, um dia me olhou com uma cara esquisita e começou a falar de logaritmos (aquela coisa chata em que b é a base do logaritmo, a é o logaritmando e c é o logaritmo) e ficamos os dois divagando sobre o porque desta tralha existir. A conversa estava interessantíssima até que ele me olha e diz “logaritmo não vai servir de nada na minha vida, sabia que te amo?”. Eu que achava que o momento da tão esperada frase viria cercada de romantismo e coisinhas fofas, caí do cavalo. Desta vez minha resposta melhorou. Eu sorri e disse: “que fofo! Ama mesmo?”. Ele disse de novo, eu falei “também te amo” e ele me ofereceu um churro. O terceiro namorado disse que amava em frente a um cinema decadente no centro de Curitiba. Mas acho que não amava. Neste dia eu pedi para conversar com ele. Queria terminar o namoro e quando ele soube disse que me amava. Eu não disse nada, mas não tive coragem de terminar o namoro. O quarto (calma, a lista não é tão grande assim), terminou com a namorada a quem dizia que amava para ficar comigo porque não agüentava mais estar longe de quem tanto amava também – vai entender. E ele dizia “te amo” a cada segundo. Dizia tanto que parecia algo automático, o que eu nem me dava ao trabalho de responder, apenas olhava e sorria. Com o último namorado fui eu que tomei a iniciativa. Disse que o amava no meio de uma conversa de telefone. Ele ficou mudo do outro lado. Depois de alguns segundos disse que estava com saudades e que queria me ver logo. Eu, decepcionadíssima, pensei: “Será que ao menos ele vai me oferecer um churro?”. Nada.

As pessoas têm medo de dizer e de ouvir “te amo” – é responsabilidade pra caramba! Quem sabe todo mundo saiba de cor um trechinho de Antoine Saint Exupéry que fala que a pessoa se torna eternamente responsável por aquilo que cativa. É verdade. Gosto de pensar que todo mundo tem uma espécie de acordo com a outra pessoa. Quando as duas resolvem fazer parte da mesma história, ambas têm direitos e deveres e vão guardar lembranças pra vida inteira. E lembrar coisas tristes não é bom. Esquecer é difícil, machuca, estraçalha corações. Por isso se envolver é tão complicado.

Mas, voltando ao ‘eu te amo’ não dito do meu último namorado. Ele virou meu marido. Me fez descobrir que amar vai muito além de simplesmente dizer. Ele, que já sabia de toda a responsabilidade omitida em uma frasezinha de nada, faz melhor, me ama além das palavras. O amor é mais do que palavras, dizer nem é tão importante, o melhor é agir.



12 de janeiro de 2004



Escrito para este site.

Lembra de quando literatura se resumia a Coleção Vaga-Lume?

Difícil existir alguém que freqüentou a escola nos anos 80 que não tenha lido sequer um único livro da famosa Coleção Vaga-Lume. Nada mais comum que prova oral sobre os livros da coleção – e prova oral que seguia a risca aquele “Suplemento de Atividades” que vinha encartado com o volume.

A coleção completa beira uma centena de livros e pelo menos um deles agradava qualquer tipo de gosto e de pessoa. Era comum que as bibliotecas tivessem dezenas de cópias (arregaçadas e coladas com fita adesiva, mas ainda assim faziam um sucesso absurdo com a garotada). Tinha desde “ficção”, como a série de “As Aventuras de Xisto”, a romances como “O Primeiro Amor e outros Perigos”.

Abaixo seguem alguns dos livros que enfeitavam nossa estante na década de oitenta.

“Sozinha no Mundo” de Marcos Rey (esse realmente era o “rei” dos livros da coleção – escreveu vários) conta a história de Pimpa, uma órfã perseguida por uma mulher que usava horrorosos óculos de aro de tartaruga – é um dos livros mais emocionantes. A menina sofre do começo ao fim do enredo e tudo dá errado para a pobrezinha, mas o final, claro, é feliz. Mas este era o preferido apenas das garotas. Os meninos o achavam chato porque a personagem principal era uma garota e o ignoravam.

“O Mistério do Cinco Estrelas” (do mesmo autor – o livro teve os direitos vendidos para virar filme!) – é uma aventura que envolve Leo, um garoto que trabalha em um hotel luxuoso e o assassinato de um hóspede. Toda a correria e mistério da trama não permitiam que o livro fosse largado antes de saber quem era o responsável pela tal morte.

“Um Cadáver Ouve Rádio” (também de Marcos Rey)- Todo mundo que tivesse um mínimo de espírito de aventura vibrava e torcia por Leo, Gino e Angela na investigação do assassinato do sanfoneiro Boa Vida.

“O Escaravelho do Diabo” (Lúcia Machado de Almeida) – A história deste livro não fica nem um pouco atrás dos filmes de serial killers que vemos fabricados em Hollywood com pessoas como Morgan Freeman e Angelina Jolie como protagonistas. Aqui, o enredo do livro se desenvolve a partir de uma série de pessoas ruivas assassinadas depois de receber um estranho escaravelho. Um grupo de amigos se reúne para tentar solucionar o mistério e se arriscam em mil aventuras.

“A Primeira Reportagem” (Sylvio Pereira) foi o livro que fez com que muito adolescente se decidisse por qual profissão seguir. Fato: quando o jovem respondia que gostaria de ser jornalista era quase sempre depois de ter lido “A Primeira Reportagem”. A história fala de Roberto, que depois de conseguir emprego em um jornal se vê envolvido num perigoso caso de seqüestro e daí nasce sua primeira reportagem.

“Éramos Seis” (Maria José Dupré) – Este livro virou até novela do SBT com direito a Mayara Magri (uma das ninfetas da década de oitenta), Irene Ravache, Othon Bastos e vários outros “globais exilados” como personagens. A história é cheia de emoção, emoção demais, aliás. Um lenço ao lado cai bem na leitura sobre os altos e baixos do cotidiano de uma família que vive em São Paulo do início do século.


Leia antes de usar
Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.

Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.

Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.

Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!


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