Arquivo de julho de 2003
24 de julho de 2003
16 de julho de 2003
Feels Like Home – Chantal Kreviazuk – musiquinha “mela cueca” trilha de Como Perder um Homem em Dez Dias que estava em cartaz até bem pouco tempo… Claro que quem está sofrendo de amor não correspondido não deve ouvir esta música nem de longe. Eu adoro…
All I Want is You – U2 – tema de Na Real. Filme pouco conhecido de 1994 em que Winona Ryder contracena uma história de amor com Ethan Hawke. A momento em que toca a música é o melhor do filme – mas é um água com açúcar divertido até.
Silent Sigh – Bradly Draw Boy – Tema de O Grande Garoto, protagonizado por Hugh Grant. Filminho ruim e que nem estreou nos cinemas por aqui. Eu assisti por que entre tudo o que vejo sempre estão incluídas muitas porcarias – mas esta música vale a pena. Se vc não quiser perder tempo vendo o filme só para escutá-la, apele direto ao Kazaa ou ao Soulseek, mais prático…
That Thing You Do – The Wonders – o nome da música é o mesmo do filme. Tom Hanks dirigiu e escreveu este filme (ah, e atuou também). A trilha inteira é bem legal, mas a música principal é esta. Tem Liv Tyler como mocinha. O filme é bem divertido, bom para alugar e se afundar no sofá.
Video Killed The Radio Star – Buggles – Faz parte da animada trilha de Sexo, Rock e Confusão (Empire Records), comédia adolescente bobinha mas que dá pra passar um tempo vendo. A trilha inteira é realmente muito boa. Também tem Liv Tyler como mocinha usando micro saias.
Wise Up – Aimee Mann Para esta música até já fiz um post inteiro, mas é que realmente vale a pena. Quem assistiu Magnólia e ficou se perguntando que tipo de filme é aquele, nem deve ter notado uma vozinha doce cantando a trilha. Mas se puder assistir de novo, além de tentar entender o filme (confuso é pouco pra ele) preste atenção em Aimee e Wise Up e aproveite para escutar One também…
The Way You Look Tonight – Tony Bennet – O Casamento do Meu Melhor Amigo tem uma trilha maravilhosa. Esta musica em especial é uma das mais lindas que já ouvi. Há quem confunda a voz de Tony Bennet com a de Frank Sinatra, mas as duas transformam qualquer cantiga em obras de arte. Se vc não conhece esta trilha vale a pena ouvir também: Always You (Sophie Zelmani), Tell Him (The Exciters), If Wanna Be Happy (Jimmy Soul) e, é claro, o tema principal do filme: I Say a Little Prayer (Diana King).
One Day I´ll Fly Away – Nicole Kidman – Moulin Rouge tumultuou o conceito de “sétima arte moderna” quando trouxe de volta às telas um musical de sucesso – como nos tempos de Ginger Rogers e Fred Astaire. Havia quem achasse que esse tipo de filme fosse coisa ultrapassada mas depois dele até fizeram outro (Chicago). A trilha de Moulin Rouge é repleta de músicas interpretadas pelos próprios atores (quem diria, eles sabem cantar…) e são estas as que mais valem a pena serem ouvidas. Aproveitem o embalo: Come That May (Nicole Kidman e Ewan McGregor), Your Song (Ewan McGregor e Alessandro Safina).
Someone Like You – Dina Carroll – O diário de Bridget Jones tem a trilha sonora tão bacana que lançaram dois CDs para todas as músicas do filme. Mas um lamento: Geri Halliwell (ex Spice Girs) conseguiu a façanha de estragar o “hino” das boates gays de todo o mundo – It´s Rainning Men cantado por ela é uma droga. Estas eu recomendo: Out Of Reach (Gabrielle), tem também a versão acústica que é muito legal, Say What You Want (Texas), Don´t Get Me Wrong (Pretenders), Let´s Get It On (Marvin Gaye), Do What You Got To Do (Nina Simone – que infelizmente foi para o Papai do Céu faz bem pouco tempo).
It Wouldn’t Have Made Any Difference -Todd Lundgren – A maior parte da trilha de Quase Famosos é rock pesado – The Who, Fever Dog, Led Zeppelin estão nela. Todd Lundgren, no entanto, canta esta música que pode até ser considerada melosa. tem também Tiny Dancer de Elton John que completa a parte mais emocionante do filme.
I Believe – Stevie Wonder – Alta Fidelidade é um filme onde a música é o protagonista – John Cusack é um dos “coadjuvantes”. Quem leu o livro (de Nick Hornby) sabe que o autor é muito mais obececado por música do que o filme mostra. Esta de Stevie Wonder é um primor – eu simplesmente adoro (inclusive já fez parte da trilha romântica de um namoro meu). Tem também Jack Black interpretando (e muito bem por sinal) Let´s Get On e Stereolab com Lo Boob Oscilator – muito boas…
Just My Imagination – Gwyneth Paltrow e Babyface – Quem viu Duets e assim como eu achou uma porcaria, pelo menos deve aproveitar a trilha que é bem divertida. Depois que vi Gwyneth Paltrow cantando acredito mesmo que a tecnologia faz milagres (que o diga o Photoshop nas revistas de mulher pelada hein?). Ouçam também: Bette Davis Eyes (Gwyneth de novo) e Sweet Dreams (Maria Belo).
8 de julho de 2003
Constatações sobre cinema:
- A imprensa ficar enchendo o saco de Rodrigo Santoro por ele ter entrado mudo e saído calado na continuação de “As panteras” não faz a menor diferença. Tem muita gente que começou pior que ele – dublando uma bunda por exemplo, e hoje está no primeiro escalão do cinema e ninguém mais nem lembra disso – só eu, claro…
- Didi Mocó continua chatíssimo com seus filmes “alguma coisa trapalhão” que insiste em lançar todo ano. Agora é “O cupido Trapalhão” – quando será que pelo menos o nome dos seus filmes serão novidade? Pior que isso é que o filme é uma paródia a Romeu e Julieta (mesmo sendo paródia Shakeaspeare deve estar rolando no túmulo), e ainda traz o festival de “atores” de talento questionável que sempre estão presente em seus filmes. Neste último o cantor Daniel é o protagonista – ai ai… e tanta gente boa aí batendo de porta em porta…
- Brad Pitt não consegue ficar feio nem mesmo vesgo, cabeludo e louco como provou em “Os 12 macacos”
- Demi Moore está melhor do que nunca no auge dos seus quarenta anos e vários filhos depois…
- A “Viagem de Chihiro” é uma animação que está fazendo sucesso no mundo inteiro – eu quero muito ver, mas lamentável o fato de estar sendo lançada em plenas férias de julho junto com um monte de filme destinado exclusivamente à crianças. Quem quiser levar o filho, sobrinho ou qualquer criança que seja para ver a este filme desista por favor, não é animação para esta faixa etária mesmo. O máximo que vai acontecer é um bando de criança enchendo o saco pq não está entendendo nada além do que correm o risco de chorar de medo do meio da exibição.
- Julia Roberts é mesmo chata e antipática em entrevistas…
- Estou sentindo falta de comédias românticas no cinema – faz tempo que não estréia nenhuma e eu pergunto? como é que vão ficar meus dias de TPM sem elas?
- Acho que Mariah Carey e Britney Spears desistiram, pelo menos por hora, de se aventurar na tela grande… Depois dos micos que se submeteram filmando “Glitter” e “Crossroads” respectivamente, provavelmente teremos o grande prazer de não vê-las tão cedo de novo no cinema. Aliás, pelo jeito nem cantando as moçoilas parecem estar dando conta do recado né? Olha que Mariah já foi boa, já Spears que continue com a apologia a sua “virgindade”…
- Guy Ritchie depois que se casou com Madonna não é mais o mesmo. Sua última pérola inclusive tratou de afundar junto com ele, sua digníssima esposa. Os críticos de cinema não pouparam comentários de apologia contra “Destino Insólito” em que Madonna protagoniza – no Brasil nem estreou em cinema, sai direto em DVD.
- “Procurando Nemo” é mais uma uma obra de arte da Pixar. Desta vez o cenário é o fundo mar, aliás um cenário riquíssimo em detalhes (claro que meu marido, mergulhador nas horas vagas, adorou tudo e ficava o tempo todo dizendo o nome de cada peixe que aparecia – um encanto de criatura). A animação tem momentos hilários (incrível, como eu não me surpreendo como até mesmo seres criados em computação gráfica são mais engraçados que Jim Carey) e outros apreensivos – receita perfeita não é mesmo? Não chega a ser um desenho exclusivamente destinado ao público infantil, tem piadas simples e algumas destinadas somente aos adultos – haja vista a fila de marmanjos que estão esgotando os ingressos cerca de três horas antes de cada sessão. Quem não viu vá correndo…
4 de julho de 2003
Faz tempo que não falo de cinema, então hoje vou falar adivinha sobre o quê? Isso mesmo!! Um doce para quem disse CINEMA.
Ontem assisti Homem que Copiava. Se é bom? Depende do ponto de vista. Ele não é um “típico” filme brasileiro. Não fala da pobreza enfocando apenas favelas, tráfico de drogas e bandidos (apesar de ter um pouco de tudo isso). E também não se passa no Rio de Janeiro e nem no nordeste do país e sim no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre mais exatamente. Quem dirige o filme é Jorge Furtado, gaúcho, (então o lugar do filme se justifica) ele é pai daquele chatinho do Fred da novela da Globo.
O personagem principal é negro, o mesmo aliás que trabalhou em Carandiru. E personagem principal negro que não seja Denzel Washington, Wesley Snipes nem Will Smith e que não seja de filme americano, é difícil, ainda mais no Brasil e ainda mais em cinema – mas existe. E o personagem negro não é bandido, (pelo menos não é o tempo todo), não joga futebol, nem é sambista – isso também surpreende por se tratar de um filme brasileiro e principalmente por se tratar de um filme da Globo Produções. Claro, é um filme da Globo, então tem Luana Piovani, Leandra Leal e Pedro Cardoso.
Mas vamos à história do filme. André é o protagonista e trabalha em uma loja tirando xerox – mas ele faz questão de valorizar esta função quando questionado sobre seu emprego: “Sou operador de foto-copiadora”, responde. Ok. Operador de foto-copiadora que ganha dois salários mínimos e que desta fortuna sobram-lhe apenas uns trocados no mês. Um belo dia se apaixona e pensa em um jeito de arranjar a quantia de trinta e oito reais para ter desculpas para voltar a loja onde sua amada trabalha. Este é o preço de uma camisola que ele inventou que daria de presente de aniversário para sua mãe. Claro que ele não tem a grana e nem maneiras de conseguir, até que é entregue em seu trabalho uma máquina de cópias coloridas, e daí o enredo do filme se envereda por um caminho que, se não é uma cópia do cinema americano, lembra muito – mas isso provavelmente é justificado pelo título do filme (piada sem graça). Tem ação, animação de computador, tiroteio, correria, explosão, perseguição, e final feliz. Não é o melhor filme brasileiro que já vi, mas vale a pena assistir. Quem viu Bellini e a Esfinge e Bufo & Spallanzani, não vai se surpreender por que o enredo de O Homem que Copiava foge muito daquilo que estamos acostumados nos filmes nacionais. Eu sou a favor da arte mesmo que venha à tona a famosa constatação: Nada se cria, tudo se copia. Afinal todos temos senso crítico para eleger o que realmente é bom ou o que é uma mera imitação de estilo. Fico feliz em ver o cinema nacional tendo espaço em circuito comercial junto com os enlatados americanos e fico mais feliz ainda em perceber que cada vez mais os brasileiros começam a se livrar daquele preconceito de que filme brasileiro não presta e que o que vem de fora (mesmo que seja horrível) é melhor do que aquilo que é feito em “casa”.
Agora se você quer ver algo sem a menor criatividade e totalmente previsível (daqueles do gênero: desligue seu cérebro e volte a ligar daqui a uma hora e quarenta minutos) vá ver o novo do Jim Carey. Ele continua o mesmo em O Todo Poderoso. As mesmas caretas ridículas, as mesmas vozes ridículas, as mesmas piadas ridículas. A parte mais engraçada do filme não é ele quem protagoniza e sim o ator que faz o papel de âncora do jornal em que ele trabalha. Jennifer Aniston interpreta a namorada-esposa da figura (eu prefiro o Brad!!) e está mesmo de coadjuvante simplesmente – uma pena, o filme seria melhor se ela aparecesse mais… Morgan Freeman se desperdiça neste filme também – eu não entendi mesmo porque ele aceitou participar disso, mas… Bem, claro, não fui nada imparcial na opinião em relação a este filme aqui. Eu não gosto de Jim Carey e ainda acho que o único filme que ele fez e que vale mesmo a pena ser visto é O Mundo de Andy, baseado na vida de Andy Kauffman. Mas não vai ter a mesma graça se você não souber quem é Andy Kauffman. Outro que posso dizer que até gostei é O Show de Truman. E gostei exatamente pelo fato de ele não ficar fazendo caretas o tempo todo. E olha que até se esforça para parecer um ator de verdade.

Desde 15 de janeiro de 2002 uma jornalista nonsense escreve desembestada no blog que chama carinhosamente de sua Casa.
Aqui têm besteiras demais, coisas inúteis demais, enfim, tudo o que nem precisava ser dito, muito menos escrito.
Obviamente, qualquer semelhança com a realidade é única e exclusivamente uma opção da autora.
Assim como o direito de escrever
o que bem entender, claro!




Design By:
Lin Diniz
Powered By:
Fernando Boniotti

